Artista cobra cachê 242% mais caro que no Cidade Junina para se apresentar no carnaval de Apodi

Jonas Esticado

Num comparativo com o Mossoró Cidade Junina do anos passado, o cantor Jonas Esticado está cobrando um cachê 242% mais caro para se apresentar no tradicional carnaval de Apodi.

Hoje a Prefeitura de Apodi publicizou (atitude louvável) o cachê de cada uma das atrações. Ele cobrará R$ 120 mil para tocar na folia de momo.

Cachê do esticado

Há sete meses, no Mossoró Cidade Junina (ver AQUI), ele cobrou R$ 35 mil para se apresentar.

Tudo bem que a atração cresceu nos últimos tempos, mas nada que justifique um aumento de 242% no cachê.

 

Compartilhe:

Mais um ano sem Carnabuco em Mossoró

Carnabuco

Mais um evento que integra o rol de coisas que “Mossoró já teve”. Pelo segundo ano seguido não teremos o tradicional “Carnabuco” na quarta-feira de cinzas. A alegação é falta de apoio do poder público.

Outro ponto que colaborou para a não realização do evento foi a insegurança que toma conta de Mossoró.

Nota do Blog: a organização do evento se quiser resgatá-lo em 2018 precisará pensar em outras alternativas fora do poder público. A Prefeitura de Mossoró não tem condições de contribuir com festas privadas.

Compartilhe:

Show de Safadão em Mossoró quase foi cancelado. Entenda o caso

wesley-safadao-6003

O Show do cantor Wesley Safadão hoje em Mossoró esteve perto de ser cancelado. É que a juíza Carla Portela, titular da 5ª Vara Cível de Mossoró, concedeu uma liminar pela manhã desta segunda-feira atendendo a uma ação do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD) – órgão que trata dos direitos autorais das músicas no país- cobrando uma dívida da Gondin & Garcia Produções.

Mas pela tarde o juiz Herval Sampaio Junior foi escalado para uma audiência de conciliação entre as partes. Acordo fechado e festa garantida no Hotel Villa Oeste. A Gondin & Garcia pagará os atrasados e o relativo ao evento desta segunda-feira.

Nota do Blog: como espectador do evento fico feliz com o entendimento.

Compartilhe:

Aviões do Forró e outras bandas são investigadas por sonegação de impostos

xand-e-sol-da-banda-avioes-do-forro-participam-do-bate-papo-uol-1473721406937_615x470

UOL

Os 44 mandatos de busca e apreensão e 32 de conduções coercitivas deflagrados em operação da Polícia e Receita Federais nesta terça-feira, no Ceará, envolvem artistas, bandas, empresários e empresas do mundo do entretenimento.

Apesar do nome, a operação, denominada For All (para todos, ou origem de “forró”), não vai atingir apenas a artistas forrozeiros, mas de todas os estilos). A operação é só o topo do iceberg de outra investigação, antecipada pelo UOL em julho.

As chamadas “inconsistências” na declaração de Imposto de Renda de muitos artistas e seus empresários e representantes (pessoas físicas ou jurídicas) não estão batendo há anos.

Nesta terça, a banda Aviões do Forró é um dos alvos da operação. Mas ela é só o peixinho pequeno. É controlada por só um dos grupos dentro do “establishment” que controla a música comercial no país.

Quase todos os artistas do chamado “topo” comercial estão nas mãos de menos de 10 empresários em todo o Brasil, que dividiram o país em seus feudos. Qualquer artista famoso que quiser ser contratado para grandes eventos tem de passar por eles, como a um pedágio. Isso vale tanto para shows públicos como em casas noturnas e ou privadas.

Segundo fontes da Receita ouvidas por esta coluna na manhã desta terça, no caso da Aviões ou havia documentação insuficiente ou, pior,  inexistente de vários shows (representantes da banda ainda não se manifestaram).

Os valores declarados pela banda a recebedores não se confirmavam, além de uma infinidade de outras irregularidades. Há muitas outras bandas na mesma situação.

Para os especialistas da Receita, nos últimos meses surgiu o desenho de um grande esquema de corrupção, que promove lavagem e sonegação por meio da música popular brasileira.

A investigação da operação For All hoje ataca os coniventes com a sonegação. Afinal, se há empresários desonestos que querem driblar o Fisco, antes de mais nada há artistas dispostos a trocar sua suposta arte pela mania de levar vantagem em tudo. É o famosos jeitinho brasileiro.

Compartilhe: