O que leva pré-candidatos ao Governo do Estado a cobiçarem o apoio de Rosalba?

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Rosalba ainda segue uma campeã de empatia popular em Mossoró

Ela foi uma das governadoras mais impopulares da história potiguar, mas é ao mesmo tempo a prefeita de melhor avaliação da história de Mossoró, segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.

Hoje a gestão dela é alvo de escassas críticas muito embora exista o sentimento de que pouco ou quase nada melhorou em relação à trágica administração de Francisco José Junior. Mesmo assim ela mantém intacto o status de maior eleitora de Mossoró.

É com esse conjunto contradições que Rosalba Ciarlini (PP) terá um papel importante nas eleições de Mossoró e é cobiçada pelos pré-candidatos ao Governo do Estado.

Além do carisma pessoal, que ainda encanta parcela do eleitorado, Rosalba Ciarlini tem na mão a Prefeitura de Mossoró.

Mas não se pode descartar o problema para quem tiver sua companhia no palanque. Fora dos limites de Mossoró a imagem que persiste é a da governadora desgastada.

Mesmo assim o pacto oligárquico entre Alves e Maias que vai sustentar a candidatura do prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT) ao Governo do Estado quer Rosalba indicando o vice. Especula-se que a senadora Fátima Bezerra (PT) também faz a mesma oferta.

Com chances de ser governador com direito a reeleição em 2018, o vice-governador Fábio Dantas (PC do B) também andou procurando a prefeita de Mossoró para conversar.

Todos de olho no potencial de votos dela em Mossoró. Quem não conseguir terá um discurso para usar no restante do Estado. Afinal de contas, o mau desempenho do governo da “Rosa de Mossoró” ainda está vivo na memória coletiva dos potiguares, o que faz de Mossoró uma ilha em termos de avaliação pessoal da pepista.

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Negócio da China de Robinson foi deixar propostas impopulares na conta do vice-governador

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Só o tempo dirá se a viagem do governador à China renderá algo de positivo ao Rio Grande do Norte. Se formos tomar como base a famosa viagem à Bogotá (para ter ideia na área de segurança) temos motivos para ficar pessimistas.

O pacote foi estrategicamente enviado um dia após a quarta-feira de cinzas, época em que as pessoas ainda estão em letargia pós-carnaval.

Os sindicatos ainda estão atônitos e não prepararam qualquer reação mais a altura. O governador já voltou ao país sem alarde. Não deu maiores declarações sobre pacote que prevê:

– Regime Fiscal Especial (limitação de gastos) por 20 anos;

– Proibição do endividamento dos três poderes;

– Aumento de 11% para 14% dos descontos com a previdência dos servidores;

Outra medida impopular seria a demissão de parte dos 14 mil servidores sem estabilidade e reajuste dos cargos comissionados. A primeira proposta se tornou o primeiro recuo do Governo do Estado.

O governador colocou todas as medidas impopulares na conta do pouco conhecido vice-governador Fábio Dantas (PC do B) que no exercío da chefia do executivo assinou as medidas enquanto Robinson Faria estava na China.

Para o governador ausentar-se dos limites do sofrido elefante foi um negócio da China.

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