Líder de esquema da Odebrecht confirma repasse de R$ 100 mil para Fábio Faria

O ex-executivo da Odebrecht João Antônio Pacífico Ferreira confirmou a versão de Ariel Parente (ver AQUI) de que o deputado federal Fábio Faria recebeu recursos não contabilizados da Odebrecht para a campanha de 2010.

Na época a empresa tinha interesses em manter um contrato das obras da estação de tratamento do Baldo em Natal.

Ele relatou que Fábio Faria foi atendido mediante uma solicitação através do diretor de contratos Ariel Parente, que atuava no Rio Grande do Norte, no valor de R$ 100 mil via caixa dois pelo codinome “Bonitinho”. “Eu avaliei que era importante manter uma boa relação com esse candidato em função de uma possível continuidade de nosso contrato pela relação que ele tem com o vice-governador”, declarou.

João Pacífico, que era quem dava a palavra final para a liberação dos recursos, explicou que o parlamentar tinha ciência dos interesses da empresa no Rio Grande do Norte, mas acabou não dando o retorno esperado.

Veja o vídeo completo AQUI

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Mais um delator da Odebrecht conta que Robinson e Fábio Faria pediram dinheiro em caixa dois

robinson e fábio

A partir do blog Ponto ID do jornalista Dinarte Assunção o Blog do Barreto teve acesso a mais um depoimento do ex-diretor da Odebrecht Ariel Parente. No depoimento ele conta ter pago recursos em caixa dois para Robinson Faria e Fábio Faria em 2010. “Eu fui procurado por um representante da família de Robinson e Fábio e fui conversar com ambos. Essa conversa se deu na casa deles. Eles solicitaram uma ajuda de campanha”, relatou.

Segundo Ariel, os dois não possuíam relacionamento com a obra da Odebrecht no Rio Grande do Norte. Mas mesmo assim foram liberadas ajudas de R$ 100 mil para cada um.

Ele explica que não foi acertada nenhuma contrapartida. “Apenas achávamos que Robinson como vice-governador tivesse mais força que a própria governadora que eu achava ela muito fraca. Robinson pelo porte político que ele tinha, tinha sido presidente da Assembleia duas ou três vezes”, explicou.

Segundo Ariel o pagamento foi realizado em uma casa de câmbio São Paulo sob os codinomes “Bonitão” e “Bonitinho”.

Ele disse que não recebeu a ajuda esperada de Robinson. O pagamento feito no governo Rosalba já estava previsto de uma obra anterior. “Quando Rosalba assumiu o Estado estava numa penúria de fazer pena embora eu tenha recebido algum recurso sem a interferência de Robinson”, concluiu.

Ele disse que a maior parte dos recursos das obras da Odebrecht no Rio Grande do Norte eram pagas pela Caixa Econômica com uma pequena contrapartida do Estado.

Abaixo o depoimento completo.

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Delator afirma que Rosalba não deu contrapartida por doação, mas garante caixa 2

Barradas
Barradas conta como foi conversa com Rosalba

O Blog do Barreto assistiu do começo ao final o depoimento de 56 minutos do ex-executivo da Odebrecht Alexandre Lopes Barradas em que ele relata uma reunião realizada no apartamento de Robinson Faria (que também participou da conversa) em Natal envolvendo Alexandre Barradas, Carlos Augusto Rosado, Rosalba Ciarlini e Fábio Faria.

Ele conta que ao chegar ao local teve uma rápida conversa sobre a campanha e em seguida se reuniu com a então candidata ao governo em uma conversa reservada.

Aos 12 minutos do depoimento ele conta que não percebeu a contradições nas intenções dele e de Rosalba. “Na cabeça dela era uma coisa e na minha era outra. Na cabeça dela era fazer obra pública, buscar dinheiro… e eu mostrava que eu substituía tudo isso desde que eu pudesse fazer a gestão. Eu só percebi isso depois”, disse sinalizando que a intenção da Odebrecht era privatizar a CAERN.

Alexandre conta ter ficado empolgado com a conversa com Rosalba. “A candidata disse que era muito bem-vinda a nossa participação”, frisou.

Aos 17 minutos do depoimento, Alexandre diz entender que os projetos de parceria público privada ou privatização da CAERN não caminharam porque Rosalba temeu enfrentar o espirito de corpo da estatal e os sindicatos. “Pelo entusiasmo que ela demonstrou eu pensei que fosse caminhar. Não sei qual projeto…”, avaliou.

Aos 24 minutos do depoimento, Barradas relata mais uma vez empolgação de Rosalba que dizia que o foco do governo dela será o saneamento. Por diversas vezes ele se refere a ela como “médica sanitarista”, na verdade ela é pediatra.

Durante todo o depoimento ele deixa claro que o acerto foi feito com Fábio Faria. Aos 27 minutos ele reforça que não discutiu valores. “Até porque pela presença de uma senhora… não se tocou nesse assunto (contribuição)”, acrescentou.

Mas Alexandre disse que Rosalba sabia das intenções da Odebrecht por isso a doação foi feita. “Você não pode apoiar um candidato com ideias estatizantes”, argumentou. “O que a gente queria era através da CAERN fazer parcerias. Não saberia qual a parceria o que eu queria era que ela dissesse sim e no futuro fazer um projeto”, complementou.

Segundo o delator, após a conversa privada Rosalba e Carlos Augusto saíram. Alexandre Barradas seguiu reunido com Fábio, ocasião em que foi tratado de valores. Robinson não estava presente.

Aos 32 minutos do depoimento Alexandre Barradas conta o que disse a Fábio sobre Rosalba: “Ela disse tudo que eu queria ouvir”. Na sequência o delator faz uma mea culpa: “Era um trabalho nobre apesar de estar começando de uma forma errada”.

Ele ainda reforça que Rosalba não tratou de recursos nem de dinheiro, mas deixa claro que “ela seria a beneficiária”.

Barradas esclarece que o pagamento só poderia ser feito sob forma de caixa 2. “A Odebrecht Ambiental é uma prestadora de serviços públicos e não pode fazer doações”, justificou.

RECUSA

Aos 46 minutos do depoimento, Barradas conta que foi a Natal após Rosalba tomar posse buscar a contrapartida, mas não encontrou interesse da então governadora. “Após as eleições, provavelmente em março de 2011, ela ganhou… eu procurei o Fábio e foi marcada uma reunião em Natal através do pai dele. Eu estive no gabinete dela juntamente com o vice-governador. Parabenizei e posteriormente, na conversa com ela, eu disse ‘governadora eu lembrei daquela nossa conversa e estou com uma equipe pronta para trabalhar, para a gente buscar os projetos e a gente buscar algum projeto do seu interesse, a senhora quer começar por onde…’”, contou.

Ele critica o desinteresse de Rosalba em realizar as obras com a Odebrecht. “Ela mostrou total inapetência para o assunto. Eu lembro dela dizendo ‘eu acho que esse negócio agora não dá para mexer porque vai mexer muito na empresa, não é o momento’”, realtou.

Alexandre Barradas conta ainda que Rosalba tentou colocar o assunto para o ano seguinte.

Veja o depoimento completo AQUI

Ainda hoje mais uma contradição do depoimento que pode favorecer Rosalba

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Fábio Faria agiu como intermediário para arrecadar caixa 2 da “Dama” Rosalba, revela delator

Fábio Faria 2
“Garanhão” Fábio Faria era o intermediário, segundo delator

Na negociação entre a campanha de Rosalba Ciarlini e a Odebrecht nas eleições de 2010 coube ao deputado federal Fábio Faria fazer o papel de intermediário nas negociações. Pelo menos é o que garante o delato Alexandre Barradas, ex-executivo da Odebrecht.

Segundo Barradas, após a conversa com Rosalba coube a Fábio Faria fazer o “meio de campo” entre a Odebrecht. “Já previamente decidido e autorizado por FERNANDO CUNHA REIS, voltei a conversar com o Deputado Federal FÁBIO FARIA, indicando a ele o valor que a empresa havia designado (R$ 450 mil) a ser viabilizado através de caixa 2”, disse.

No depoimento de Barradas, o codinome atribuído a Rosalba não é “Carrossel” como aparece em outras citações e sim “Dama”. Ele explica como Fábio Faria orientou a distribuição do dinheiro: “Por orientação do Deputado, o valor total a ser entregue foi dividido da seguinte forma: R$ 350 mil para a candidata ROSALBA, o qual foi registrado sob o codinome de “dama” e R$ 100 para a sua campanha de deputado federal de 2010 sob o cedinome de “garanhão””.

Os pagamentos foram feitos na cidade de São Paulo.

Barradas diz ainda que a contrapartida após a posse de Rosalba nunca aconteceu. “A candidata ROSALBA CIARLINI foi eleita, porém nenhum projeto foi desenvolvido, sequer uma PMI, foi apresentada”, lamentou.

Na terceira reportagem o Blog faz um resgate histórico sobre a crise política que atrapalhou a parceria Governo do RN/Odebrecht

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Delator da Odebrecht relata reunião com Rosalba em Natal

Alexandre Barradas
Delator Alexandre Barradas explica como atuou na campanha de 2010 no RN

O Blog do Barreto divulga com exclusividade o depoimento de Alexandre José Lopes Barradas, ex-executivo da Odebrecht. Ele relata como se deu os repasses as campanhas de Rosalba Ciarlini (que disputou e venceu o Governo do Estado pelo DEM) e Fábio Faria (na época no PMN, atualmente no PSD) nas eleições de 2010. Ele se reuniu com a então senadora em Natal.

O encontro foi intermediado pelo deputado que tentava a reeleição. “Em julho de 2010, fui apresentado por FERNANDO CUNHA REIS, ao empresário carioca FABIANO FARIA, que tinha interesses comuns com a ÜDEBRECHT AlvlBIENTAL em outros negócios. FERNANDO me disse para avaliar com ele a possibilidade de projetos em saneamento no Rio Grande do Norte. Em seguida, FABIANO me convidou para um jantar no Rio de Janeiro. Nesse jantar conheci o Deputado Federal FÁBIO FARIA que me disse querer tratar de apoio à campanha ao governo do estado em 2010, onde seu pai, ROBINSON FARIA era candidato a vice-governador”, relatou.

Segundo Barradas, após o encontro foi agendada uma visita dele a Natal para conversar com a candidata Rosalba Ciarlini e saber quais eram as reais intenções dela na área de saneamento. O limite para a ajuda era de R$ 450 mil. “A candidata ROSALBA, médica sanitarista, me disse ser entusiasmada com o tema

saneamento e que esse seria um ponto focal no seu governo”, frisou.

Para saber mais clique AQUI, AQUI e AQUI

Nota do Blog: Rosalba é pediatra e não médica sanitarista como diz o delator.

Em instantes a segunda parte da reportagem sobre o depoimento de Alexandre Barradas.

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Fábio Faria garante que vai provar inocência

Fábio Faria

Finalmente o deputado federal Fábio Faria (PSD) decidiu dar alguma satisfação a respeito das acusações que envolvem o nome dele na Operação Lava Jato (ver AQUI). O assunto estava sendo explorado hoje no UOL, o maior portal de notícias do país.

NOTA

Como é dever de todo e qualquer homem público e com confiança nas instituições do nosso país, prestarei todos os esclarecimentos à Justiça e ao Ministério Público para provar minha inocência em relação às acusações ora apresentadas

Fábio Faria – deputado federal 

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Delação aponta que dinheiro repassado a Rosalba, Robinson e Fábio Faria veio do “departamento de propina” da Odebrecht

Um trio de potiguares envolvidos na delação premiada da Odebrecht está enquadrado em um mesmo inquérito, o de número 4.452.

Trata-se da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), o governador Robinson Faria (PSD) e o deputado federal Fábio Faria (PSD). Os dois primeiros receberam R$ 350 mil cada e o terceiro R$ 100 mil.

Segundo relatório da Procuradoria-Geral da República eles teriam recebido contribuições eleitorais em 2010 em troca de favorecimento de projetos na área ambiental. “os colaboradores descrevem cenário fático em que se indica que a empresa Odebrecht Ambiental almejava desenvolver PPP’s associadas a saneamento básico no contexto do Rio

Grande do Norte. A esse respeito são relatadas as tratativas que envolveriam contribuições eleitorais, nos idos do ano de 2010, destinadas ao Deputado Federal Fábio Faria (R$ 100.000,00), bem como ao Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Mesquita de

Faria e à Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini Rosado (R$ 350.000,00), sendo todas decorrentes da mesma motivação, qual seja, eventual favorecimento em projetos relacionados a saneamento básico. O beneficiário Fábio Faria seria identificado no sistema “Drousys” como “Garanhão”, enquanto Rosalba Ciarlini é identificada como “Carrosel’”, frisou.

Segundo as delações a Odebrecht Ambiental por ser concessionária de serviços públicos estava impedida de fazer doações eleitorais cabendo ao Setor de

Operações Estruturada, conhecido como “Departamento de Propinas”. O pagamento teria sido feito diretamente a Fábio e Robinson. Rosalba não teria participado da reunião conforme aponta relato citado pelo ministro do STF Edson Fachin. “Após a anuência de João Pacífico, foi providenciado pagamento em favor de Fábio Faria e Robinson Faria, identificados como “Bonitão” e “Bonitinho”, enfatizando-se que Robinson Faria era vice na chapa de Rosalba Ciarlini, sendo relatada a ocorrência de reunião entre os mencionados candidatos e representantes da Odebrecht Ambiental”, cita o ministro.

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Só Fábio Faria ainda não tem posicionamento sobre reforma da previdência

Fábio Faria

A exemplo do processo de impeachment o deputado federal Fábio Faria (PSD) vai fazendo mistério sobre o posicionamento dele a respeito da reforma da previdência. Ele é o único da bancada do Rio Grande do Norte na Câmara Federal que está em silêncio.

Mas há indícios de que ele deve votar a favor da proposta do presidente Michel Temer, famosa por prevê 49 anos de contribuição para aposentadoria integral.

1) o pai dele, o governador Robinson Faria (PSD), anda seguindo a cartilha de Temer;

2) Fábio aprovou a lei das terceirizações;

3) se fosse contra o parlamentar já teria se posicionado.

Até aqui somente dois parlamentares se posicionaram de forma contundente contra a proposta: Zenaide Maia (PR) e Rafael Motta (PSB), embora este último de forma tardia. Beto Rosado (PP), Walter Alves (PMDB) e Antonio Jácome (PTN) disseram ser contra o texto original do executivo. Felipe Maia (DEM) disse ser a favor da reforma defendendo a necessidade de “ajustes” sem especificar quais seriam.

Rogério Marinho (PSDB) é a favor do projeto.

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