Será uma vergonha um potiguar nos Ministério das Comunicações não destravar a liberação da FM da UERN

Fábio tem a chance de destravar rádio da UERN (Foto: reprodução)

Fábio Faria (PSD) já está há um mês no comando do Ministério das Comunicações. É um político do Rio Grande do Norte ocupando um cargo estratégico e que tem um tema que interessa por demais a educação no Estado, principalmente na área de comunicação.

Há quatro anos se arrasta na pasta agora comandada por Fábio Faria o processo outorga da Rádio FM Universitária da UERN.

A universidade trabalha em duas frentes: a primeira diz respeito a conclusão do processo que tramita desde que a UERN venceu a concorrência em 2016. A segunda é via convênio com a Empresa Brasileira de Comunicação que pode solicitar um canal FM em Mossoró para ser explorado pela UERN.

Este é um sonho acalentado por toda comunidade uerniana.

Será vergonhoso Fábio Faria, um político do Rio Grande do Norte, deixar o cargo sem destravar o problema.

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Fábio Faria se corrige sobre confusão geográfica

Fábio Faria fez confusão geográfica em entrevista (Foto: Web/autor não identificado)

O ministro das comunicações usou o Instagram para admitir que se equivocou ao declarar que a Mata Atlântica fica na Amazônia durante entrevista concedida à CNN Brasil.

Segue abaixo a manifestação:

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O governo está agindo contra o desmatamento ilegal da Amazônia e mantém preservados 84% da floresta. O vice-pres Mourão detalhou isso aos investidores estrangeiros na reunião de ontem. Estamos investindo muito esforço também para melhorar a imagem do Brasil lá fora, o que é extremamente importante. Quero apontar dois lapsos que cometi em entrevista à CNN ontem à noite, sobre esse assunto. Primeiro, falei que a preservação da Amazônia é de 87% e, na verdade, chega a 84%. O outro foi em relação ao bioma da floresta, que obviamente eu sei que é tropical e falei mata atlântica (sic). O que importa mesmo é nos unirmos em defesa do Brasil. Deixamos claro que o agronegócio não precisa do desmatamento ilegal. Nossa legislação ambiental é uma das mais rigorosas do mundo e o governo seguirá trabalhando pela preservação do ecossistema brasileiro. Vamos trabalhar juntos para melhorar a imagem do país no exterior. 🇧🇷🇧🇷

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Confira a confusão geográfica de Fábio AQUI.

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Como é? Fábio Faria afirma que 87% da Amazônia é formada por Mata Atlântica

O ministro das comunicações Fábio Faria (PSD) dançou o samba do geógrafo doido em entrevista a CNN Brasil ao dizer que 87% da Amazônia é formada por Mata Atlântica.

Na fala ele tenta minimizar os efeitos das queimadas. Confira abaixo:

Assim como ministro ministro interino da saúde, Eduardo Pazuello, que disse que o Nordeste Brasileiro sofria influência do inverno do Hemisfério Norte, Fábio Faria também mostrou um conhecimento alternativo sobre geografia ao retirar a Mata Atlântica que se estende do Nordeste ao Sul do Brasil com a Amazônia que fica em sua maior parte na Região Norte.

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Fábio Faria toma posse como ministro

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro das Comunicações, Fábio Faria, durante cerimônia de posse (Foto: Allan Santos/Agência Brasil)

Por Andreia Verdélio

Repórter da Agência Brasil

O deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) tomou posse hoje (17) como o novo ministro das Comunicações e disse que entre as suas prioridades está inclusão digital da população. Para Faria, o momento atual do país, também exige uma postura de compreensão e abertura ao diálogo.

“É tempo de levantarmos a guarda contra o novo coronavírus, também é hora de um armistício patriótico e deixarmos a arena eleitoral para 2022. É preciso sobretudo respeito e que deixemos as nossas diferenças político-ideológicas de lado para enfrentarmos esse inimigo invisível comum que tem tirado a vida de milhares de pessoas e gerado danos incalculáveis à economia. É hora de pacificar o país”, disse ao lado do presidente Jair Bolsonaro, em cerimônia no Palácio do Planalto.

Faria destacou a transformação e o impacto da pandemia de covid-19 na vida das pessoas e os efeitos na saúde pública e na economia, especialmente na área das comunicações. Ele citou avanços na tramitação digital de atos, na telemedicina e no comércio eletrônico. “É prioritário, entretanto, fazer o processo de inclusão digital andar a passos largos, porque ainda há uma grande parcela da população sem acesso à internet, milhões de crianças que não conseguem assistir às aulas online e adultos que não tem como trabalhar remotamente”, disse.

De acordo com o novo ministro, a internet banda larga avança de maneira consistente e já tem potencial de alcançar 80% dos lares brasileiros. Mas, segundo ele, a orientação do presidente Bolsonaro é que chegue a todos os cidadãos já que esse é um passo fundamental para a implementação da infraestrutura para a chegada da tecnologia 5G ao país. “O 5G permitirá uma banda larga móvel de altíssima potência em qualidade com impacto significativo na economia, além de proporcionar aos brasileiros grande cesso ao conhecimento”, explicou Faria.

O novo ministro das Comunicações também falou sobre a importância da TV fechada, que oferece agilidade na informação jornalística, e a força de abrangência da TV aberta, do rádio e dos jornais, que, somados à internet, “formam o símbolo e o palco da liberdade de expressão.”

Em seu discurso, o presidente Jair Bolsonaro disse que, “quanto melhor estiverem as nossas comunicações, transmitindo sempre a verdade na ponta da linha, melhor estaremos todos nós”.

O presidente Bolsonaro destacou que, cada Poder da República, “com harmonia e independência”, precisa fazer valer os valores da democracia. “O nosso povo respira liberdade, temos uma Constituição pela frente, que pesa alguns de nós até não concordar com alguns artigos, mas temos um compromisso, todos nós do Judiciário, Legislativo e Executivo, de honrá-la e respeitá-la para o bem comum. E tenho certeza que, respeitando cada artigo da nossa Constituição, nós atingiremos o nosso objetivo para o bem de todos”, disse.

Novos ministérios

O presidente Bolsonaro também deu posse a Marcos Pontes, agora como ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que já estava sob comando de Pontes, foi desmembrado pela Medida Provisória nº 980/2020 nos novos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e das Comunicações.

Na semana passada, o ministro fez um balanço das ações de sua pasta na área das comunicações.

O Ministério das Comunicações existia como órgão autônomo do primeiro escalão do Executivo até 2016, quando foi fundido com a área de ciência e tecnologia durante a gestão de Michel Temer. Retomado agora, vai reunir as ações na área de radiodifusão e telecomunicações bem como a comunicação institucional, incluindo a Empresa Brasil de Comunicação.

Na mesma solenidade, Bolsonaro assinou o parecer vinculante da Advocacia-Geral da União sobre integralidade e paridade da aposentadoria de policiais civis da União; o decreto sobre licenciamento de radiodifusão; e o decreto sobre adaptação do instrumento de concessão para autorização de telecom, sobre prorrogação e transferência de autorização de radiofrequência.

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Eleições da UFERSA: candidato mais votado ganhou, mas pode não levar

Rodrigo Codes pode ter sido o mais votado, mas nomeação dependerá dos bastidores (Foto: cedida)

Ser o mais votado numa eleição de universidade sempre foi motivo para comemorar com os apoiadores. Hoje não é mais. O envio de uma lista tríplice que antes era uma mera formalidade para o presidente nomear o reitor preferido pela comunidade acadêmica se tornou um momento de nova disputa de bastidores.

É assim que está a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). A situação é esquisitíssima. O primeiro colocado, Rodrigo Codes, adota uma postura de cautela. O segundo da lista, Jean Berg, conformou-se com o resultado. Quem realmente está comemorando é quem ficou em terceiro com quase metade dos votos recebidos pelo vencedor da consulta a comunidade acadêmica. Ludimilla Oliveira ficou empolgada ao receber o resultado.

Embora não fosse uma bolsonarista declarada, ela se beneficia com o fato de Rodrigo Sérgio (último colocado) ter ficado em último lugar e fora da lista de possíveis reitores.

Lidimilla é evangélica (fator que agrada o presidente Bolsonaro) e teve como vice o professor Roberto Pordeus, bolsonarista declarada.

Na campanha quando buscava apoios ela sempre frisava que tinha trânsito livre em Brasília e proximidade com os militares nas conversas em busca por apoios.

O jogo da terceira colocada agora é nos bastidores onde o primeiro e o segundo colocado não possuem a mesma força por serem acusados de “esquerdistas” pelo bolsonarismo ufersiano.

Dos três nomes que integram a lista, somente Ludimilla evitou afirmar que só assumiria a reitoria se fosse a mais votada. Muito pelo contrário, ela já deixou claro que aceita o cargo, Ela sabia que poderia perder e lavar.

Os influentes

O Blog do Barreto vem alertando desde o ano passado o que estava por vir na eleição da UFERSA. A articulação já vinham sendo feita e só não foi mais bem sucedida porque ao contrário de anos anteriores foram lançadas cinco candidaturas que serviram de barreira para que um bolsonarista escancarado chegasse a lista tríplice.

A alternativa que restou é a de Ludimilla.

O exemplo do golpe no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) é um exemplo claro do que está por vir. Certamente o deputado federal General Girão (PSL) será figura influente. Ele já morou em Mossoró e tem relações com a UFERSA. Como da outra vez será influente. Outros dois nomes podem exercer algum peso na indicação do novo reitor desrespeitando a ordem da lista tríplice: o ministro das comunicações Fábio Faria (PSD) e o ministro do desenvolvimento regional Rogério Marinho (PSDB). Não duvide que o deputado federal Beto Rosado (PP) entre na parada num momento em que Bolsonaro se aproxima do centrão. O parlamentar mossoroense tem ligações afetivas com a UFERSA.

“Golpe Branco”

Sofre esse tipo de manobra não é novidade na UFERSA. Em 1991, quando ainda era a Escola Superior de Agricultura de Mossoró, a instituição viveu o chamado “Golpe Branco” quando o segundo colocado na eleição, Joaquim Amaro, foi nomeado no lugar do primeiro colocado José Torres Filho.

Há meses a universidade convive com a possibilidade de história se repetir.

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Pela primeira vez o RN tem dois ministros

Fábio Faria se junta a Rogério Marinho na equipe de Bolsonaro (Foto: web/autor não identificado)

Um fato histórico. Quando o deputado federal Fábio Faria (PSD) tomar posse na pasta das comunicações será a primeira vez que o Rio Grande do Norte terá dois ministros na equipe do Governo Federal.

Da redemocratização em 1985 para cá o Estado só não teve ministros nos governos de Collor (1990/92) e Lula (2003/10).

No governo Sarney (1985/90) Aluízio Alves ocupou a pasta da administração. O mesmo líder político ocupou a pasta da integração nacional na gestão de Itamar Franco (1992/94).

Fernando Bezerra também foi alçado à condição de ministro no Governo FHC (1995/2002). Ela era ligado a família Alves quando ascendeu ao cargo.

Na era Dilma Rousseff (2011/16) Garibaldi Alves Filho ocupou o Ministério da Previdência no primeiro Governo e Henrique Alves o turismo no segundo. Este último ocupou o mesmo cargo na gestão de Michel Temer (2016/18).

No mês de fevereiro o ex-deputado federal Rogério marinho (PSDB) assumiu a pasta do Desenvolvimento Regional. Agora ele terá a companhia de Fábio Faria como o outro político do RN no primeiro escalão do Governo.

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Deputada mais votada do país detona indicação de Fábio Faria: “será que Jair Bolsonaro não deu um Google no nome do novo Ministro?”

Janaína Paschoal detonou indicação de deputado potiguar (Foto: Edilson Dantas)

Do alto dos seus 2.060.786 votos nas eleições de 2018 quando se tornou a deputada estadual mais votada da história do Brasil, Janaína Paschoal (PSL), detonou a indicação de Fábio Faria (PSD) para o comando do Ministério das Comunicações.

Sem citar o nome do ainda parlamentar, ela questionou se o presidente Jair Bolsonaro chegou ao menos a “dar um Google” para saber quem estava indicando.

Fábio Faria é alvo de investigações por corrupção sendo apontado como o “Garanhão” nas planilhas da Odebrecht descobertas pela Operação Lava Jato. Ele ainda se envolveu em escândalo das passagens aéreas e foi aliado do PT em três dos seus quatro mandatos de deputado federal.

“Não é possível! Foi para isso que eu apoiei esse Presidente? Foi para isso que fomos às ruas para derrubar Dilma?”, questionou em outro trecho do post.

Janaína Paschoal é professora de direito da Universidade de São Paulo (USP) e foi a advogada contratada pelo PSDB por R$ 50 mil para elaborar a peça do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Veja a manifestação de Janaína Paschoal abaixo:

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Indicação expõe “familismo” na política do RN

A indicação de Fábio Faria (PSD) para o Ministério das Comunicações expôs um pouco do quanto a política no Rio Grande do Norte é um assunto de família.

Ele é filho do ex-governador Robinson Faria (PSD) e dará lugar a vereadora de Natal Karla Dickson (PROS) que é esposa do deputado estadual Albert Dickson (PROS).

Por sua vez, o mandato de Carla ficará com Cesar de Adão Eridan (PL), que é filho do ex-vereador natalense Adão Eridan como o nome sugere.

Por sua vez, Fábio é genro de Sílvio Santos, dono do SBT.

Tudo em família, né não?

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Confira a trajetória que levou Fábio ao Ministério das Comunicações

Fábio não foi ser ministro só por causa de ser genro de Sílvio Santos (Foto: redes sociais de Jair Bolsonaro)

O deputado federal Fábio Faria (PSD) por ser bonito e namorar mulheres famosas sempre foi politicamente subestimado pelos críticos. Junte-se a isso ao fato de ter sido alçado à vida pública pelo pai Robinson Faria (PSD) em 2006.

Filhotismo à parte, Fábio tem luz própria. Goste-se ou não dele é preciso reconhecer.

Em 2013, na mesma eleição em que Henrique Alves (MDB) se tornou presidente da Câmara dos Deputados, Fábio Faria foi alçado à condição de segundo vice-presidente da casa.

Não é pouco, diga-se.

Venhamos e convenhamos isso não foi por ser filho de Robinson Faria à época um vice-governador do Rio Grande do Norte rompido com a governadora Rosalba Ciarlini (filiada ao DEM).

Fábio é tido nos bastidores como boa praça e articulador. Foi assim que ele se aproximou do presidente Jair Bolsonaro e começou a pavimentar sua ascensão ao primeiro escalão do Governo Federal.

Os sinais de que ele estava trabalhando para ser ministro começaram a ser dados na virada do ano quando ele, sempre distante do debate público no Rio Grande do Norte, passou a atacar a governadora Fátima Bezerra (PT) de forma mais virulenta. Não que não fosse legítimo, mas o que chamou atenção foi a postura incomum em sua trajetória política. Nem quando o pai rompeu com Rosalba ele atuou dessa forma.

Atacar petista agrada o presidente. A estratégia estava clara como mostramos AQUI.

Em janeiro, Fábio jactou-se de ser um dos dez políticos que mais estavam presentes nas agendas presidenciais. Ele esteva a frente do ranking do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL/SP) e Hélio Negão (PSL/RJ) respectivamente filho e melhor amigo do presidente.

Ontem a jornalista Natuza Neri dizia na Globo News que Fábio ganhou prestígio junto ao presidente também por agir como bombeiro em crises.

Faz sentido.

No final de maio, quando o “centrão”, grupo de partidos do qual o PSD faz parte, costurava o acordo para ocupar mais espaços no Governo Bolsonaro, Fábio Faria foi apontado pelo site da Revista Fórum como articulador da retirada da não transmissão do SBT Brasil no dia 23. O deputado negou nas redes sociais.

De fato o telejornal que traria informações negativas sobre o governo não foi exibido após reclamações do Secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten.

Aí que entra mais um elemento que fortalece a indicação de Fábio. Ele é casado com Patrícia Abravanel, filha do dono do SBT Sílvio Santos, notório apoiador do presidente.

A indicação de Fábio para a função de ministro tem um pouco de tudo. Foi por ser articulado, foi por ter criado uma boa relação com o presidente, foi por ser genro de Sívio Santos e foi por ser de um partido do “centrão”.

Ele trabalhou para isso e conseguiu.

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