Rosalba foi premiada por entidade que “considera” jumento um dos 100 melhores prefeitos do Brasil

No dia 16 de maio de 2017 a notícia divulgada pela Assessoria de Comunicação do Município causou espanto: “Rosalba Ciarlini está entre as melhores prefeitas do país nos 100 primeiros dias de gestão”.

A informação não consta mais no site da Prefeitura de Mossoró, mas a premiação da União Brasileira de Divulgação (UBD) foi amplamente divulgada sem qualquer desconfiança por boa parte da mídia parceira do Palácio da Resistência.

Poucos se atentaram para a obscuridade da UBD até ontem quando o Fantástico da Rede Globo desmascarou o órgão ao comprar a premiação para o jumento “Precioso” (ver AQUI).

O prêmio foi usado para levantar a moral de uma gestão que precisava (e ainda precisa) mostrar serviço. A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) não se fez de rogada em comemorar. “Ficamos felizes em ver que o nosso esforço está sendo reconhecido. Iniciamos enfrentando dificuldades, mas priorizando a reorganização da cidade, o restabelecimento dos serviços essenciais e o equilíbrio nas contas públicas”, disse a Assessoria de Comunicação do Município.

A premiação caiu no esquecimento e não serviu para argumento no duelo com os fatos que vem marcando a gestão da atual. Mas o assunto veio à tona com a reportagem do Fantástico que mostrou que na verdade a UBD apenas cobra uma inscrição de R$ 1.480 exatamente o mesmo valor pago pela Prefeitura de Mossoró no ano passado a F. VIEIRA DA CUNHA –ME cujo Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) vem a ser o mesmo UBD.

Francisco José Junior

Em 2015, Francisco José Junior, com pouco mais de um ano recebeu um “prêmio” internacional da Associação Nacional dos Prefeitos e Vice-prefeitos (ANPV) que foi entregue na Suíça. A premiação tem como base pesquisa realizada pela UBD.

O Blog do Barreto não conseguiu localizar no Portal da Transparência pagamentos nem a ANPV nem a UBD nos anos de 2015 e 2016.

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Em nota, Robinson tenta mostrar que é a vítima e não o vilão

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Em nota divulgada aos jornalistas, o governador Robinson Faria (PSD) encarna o papel de vítima de um complô envolvendo imprensa, Ministério Público e adversários políticos para incriminá-lo.

O governador tenta convencer o povo do Rio Grande do Norte que é tudo uma armação e de que o vídeo em que o amigo de longa data, Adelson Freitas dos Reis, o “Zé Bonitinho”, estava apenas oferecendo conforto a uma “amiga em pânico” ao dizer que o homem mais poderoso do Estado iria proteger a “mocinha”, ops Ritinha, dos maldosos promotores.

Robinson tenta confundir quem é vilão, quem é vítima e a mocinha da história numa nota que só teria algum poder de convencimento em uma obra de ficção, de preferência uma distopia, em que uma sociedade idiotizada acredita em qualquer coisa que os políticos dizem quando acuados.

Só faltou o governador bancar o papel de Michel Temer e dizer que era tudo montagem. Mas aí ele seria o “vampirão” e não o “bonitinho” (apelido dele nas planilhas da JBS), amigo do Zé.

Abaixo a nota da assessoria de Robinson:

O Governador Robinson Faria repele de forma veemente quaisquer referências ao seu nome em matéria veiculada na TV neste domingo (11).

Entende se tratar de reportagem requentada e sensacionalista, que estranhamente continha material protegido por sigilo de justiça e com a clara intenção de pressionar o Poder Judiciário, além de alimentar o jogo político.

A reportagem não trouxe nenhum fato novo e todo o conteúdo apresentado já é tratado no âmbito da Justiça, sendo o único fato novo trazido pela citada matéria o vazamento ilegal e criminoso de um vídeo protegido por segredo de justiça.

Sobre este fato, inclusive, o Governador Robinson já solicitou a instauração de um inquérito policial, a fim de identificar os autores deste vazamento criminoso.

A citação do governador neste assunto já foi alvo de investigação. Pessoas chegaram a ser conduzidas e logo em seguida liberadas, após responderem e esclarecerem as perguntas formuladas.

O Governador não tem absolutamente qualquer relação com a pessoa de Gutson, como apresentado na matéria. Adelson Reis é servidor da Assembleia Legislativa à disposição do Governo, e o governador jamais tratou com ele sobre quaisquer dos temas mostrados na reportagem, nem tampouco solicitou ao mesmo qualquer tratativa em seu nome, com quem quer que seja.

O próprio Adelson já afirmou às autoridades que era amigo de muitos anos de Rita das Mercês, e que era agradecido a ela por ter lhe empregado na Assembleia Legislativa, que morava em apartamento de propriedade da mesma e que se encontrou com a ela por este motivo e por conta própria.

Adelson também já afirmou em depoimento que o governador jamais pediu que ele tratasse deste assunto com Rita das Mercês, isentando-o de qualquer culpa nesse episódio. Disse ainda que mencionou o governador na conversa para tentar tranquilizar uma amiga em pânico e que o dinheiro que ele a entregou era dele, Adelson, e destinava-se ao filho de Rita, o que também foi revelado na gravação, de forma bastante clara.

O teor da matéria, mais se parecendo com um programa eleitoral de adversários, não tem contemporaneidade no que diz respeito ao Governo Robinson, sobre o qual não existe nenhuma denúncia de irregularidade, em seus mais de 3 anos de gestão.

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Matéria requentada ou não, a “arma do crime” foi apresentada e compromete Robinson

Ritinha com grana

Há quase 15 anos quando entrei numa redação de jornal pela primeira vez ouvi do saudoso “Vovô”, figura lendária de O Mossoroense, o seguinte conselho: “Para uma matéria ser boa tem que ter ‘quem matou, quem morreu e a arma do crime’”.

Sábias palavras.

Ontem o Fantástico “requentou” as informações das operações Dama de Espadas e Candeeiro, que já foram exploradas em outras edições do programa. Mas faltava a “arma do crime”, fundamental para dar consistência ao assunto. Esse assunto foi resolvido com as imagens apresentadas. O quebra-cabeça recebeu a peça midiática em falta.

Era preciso fazer o que no jornalismo chamamos de suíte, que é o desdobramento de uma matéria anterior trazendo fatos novos. A matéria requentada precisava de um contexto e ele foi apresentado.

E qual era o fato novo? O vídeo. Na época da Operação Anteros (agosto de 2017) já se sabia da existência de um vídeo provando que o governador Robinson Faria (PSD) estaria comprando o silêncio de Rita das Mercês Reynaldo, a “Ritinha”. A gravação jogaria por terra a versão de que os R$ 5 mil mensais pagos à ex-procuradora poderosa da Assembleia Legislativa seriam referentes ao aluguel de um imóvel dela para Adelson Freitas dos Reis, o “Zé Bonitinho”.

O dinheiro e o diálogo dele prometendo a proteção do governador à “Ritinha” e familiares é uma bomba nos planos do governador que ainda delirava achando que poderia ir para a reeleição em condições de competitividade.

A “arma do crime” está apresentada e é devastadora tornando Robinson Faria um zumbi político que vaga pela Governadoria se apegando ao foro privilegiado para não ser preso.

Se largar o governo para tentar uma possibilidade para seguir na política elegendo-se para um cargo legislativo, ficar no Governo até 31 de dezembro pode ser o único meio para evitar o reencontro com o adversário das eleições de 2014, Henrique Alves, na cadeia.

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