Fátima governa sem a tolerância dos 100 dias

Governadora é alvo de duras cobranças (Foto: Assessoria)

A governadora Fátima Bezerra (PT) iniciou a gestão dela a frente do Rio Grande do Norte sem direito aos tradicionais 100 dias de tolerância dada pela oposição e eleitores.

O fato de ser uma governadora do PT contribui. O Antipetismo é implacável nas redes sociais e gera bolhas críticas.

A oposição também não poupa a governadora. A fiscalização é intensa sobre as ações dela e algumas informações divulgadas têm caráter controverso como a versão de que ela teria R$ 413 milhões em caixa e não pagava os servidores.

O quadro não era bem assim. O Governo comprovou que eram R$ 10 milhões em caixa.

Derrotado em outubro, Carlos Eduardo Alves (PDT) foi as redes sociais criticar Fátima acusando-a de priorizar o PT em vez do Rio Grande do Norte.

Os sindicatos contrariando teses da direita não se calaram. A pressão é grande mesmo com as intensas negociações. O Sindsaúde decidiu por uma greve antes mesmo de o Governo Fátima completar um mês.

Em parte, algumas críticas são merecidas como a inversão da ordem cronológica no pagamento dos salários atrasados dos servidores estaduais.

Nunca uma administração começou com tanto tumulto e impaciência por parte de adversários políticos e sindicatos. Fátima não teve direito aos tradicionais 100 dias de tolerância para impor a própria marca.

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União da bancada federal precisa ir além do consenso retórico

Fotos de governadores com bancada federal sempre rendem falsas expectativas (Foto: Assecom)

Estou no jornalismo desde 2003 e na área política desde 2006 e já não me iludo com a história que sempre se repete: o governador ou governadora de plantão assume, chama deputados federais e senadores e recebe a promessa de que haverá empenho e união.

Sempre é lembrado o badalado exemplo do Ceará onde os políticos se unem em defesa dos interesses de seu Estado. A diferença é que por lá o clã Ferreira Gomes se entende com Tasso Jereissati (PSDB) e com o PT (pelo menos dentro do Ceará) e atua como pêndulo garantindo a convergência de interesses. Mas isso é tema para outro artigo.

O que nos interessa no momento é o nosso consenso retórico em torno da união que nunca foi além disso: retórica. No dia-a-dia no Congresso Nacional o clima em nossa bancada é de cada um por si e ninguém pelos grandes temas do Rio Grande do Norte. O mais importante é se alinhar com o Governo Federal para garantir indicações de cargos e a liberação das emendinhas que garantem o apoio dos prefeitos quando chegam as eleições.

Se você pegar as notícias da época de Wilma de Faria (2003-10), Rosalba Ciarlini (2011-14) e Robinson Faria (2015-18) foi assim. Todos se comprometiam, mas a prática era de boicotes que sempre ficam nas conversas de pé de ouvido nos bastidores.

Pela primeira vez, o eleitor do Rio Grande do Norte prestou mais atenção no que faz a bancada federal e impôs uma dura derrota aos dois maiores líderes do Estado nos últimos 35 anos: Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino (DEM).

Pelo menos três deputados federais eleitos representam algum tipo de renovação: Natália Bonavides (PT), Eliezer Girão (PSL) e Benes Leocádio (PTC). A primeira é uma jovem esquerdista com viés ideológico e pauta clara. O segundo é um ultraconservador e foi eleito pelas posições que assume. O terceiro é um ex-prefeito de cidade do interior com pauta municipalista, mas que contou com forte apoio do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) o que lhe torna menos “renovação” que os outros dois.

Os senadores eleitos capitalizaram a indignação popular. Zenaide Maia (PHS) se fez graças aos posicionamentos contra as medidas impopulares de Michel Temer e Capitão Styvenson (REDE) surfou na onda de renovação moralizante.

Os demais representantes da bancada federal são Jean Paul Prates (PT) que está senador por ter sido suplente de Fátima Bezerra e os outros cinco deputados que seguem mantendo feudos de seus clãs familiares, mas hoje são cientes de que não podem se limitar ao de sempre porque suas votações reduziram consideravelmente (a exceção de Beto Rosado).

O eleitor deu o recado aos políticos de que o Rio Grande do Norte precisa de mais ação e menos retórica.

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Fátima afirma que plano de recuperação fiscal evitará demissões

Fátima apresenta Plano de Recuperação Fiscal (Foto: Assecom)

A governadora Fátima Bezerra anunciou nesta quarta-feira, 02, a decretação de estado de calamidade financeira no Rio Grande do Norte diante da grave situação econômica e fiscal. O decreto de calamidade integra o Plano Estadual de Recuperação Fiscal que contém, inicialmente, outros seis decretos visando a redução de custos e o controle de despesas.

A decretação de calamidade pública permite à administração adotar medidas de forma mais ágil para enquadrar as despesas com pessoal dentro dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF que prevê prazo de dois quadrimestres para manter a folha de pessoal em 48% da receita. Hoje a folha é em torno de 57%. Com o decreto, o governo ganha tempo para cortar despesas e evitar demissão de servidores comissionados, não estáveis e até estáveis, se for necessário. Também permite adotar medidas de contenção de custos e tratar junto ao governo federal de ações em favor do Estado.

Os outros cinco decretos anunciados prevêem a revisão das despesas de custeio, retorno aos órgãos de origem dos servidores civis e militares cedidos, institui horário de funcionamento do Poder Executivo das 8 às 14 horas, cria o comitê estadual de negociação coletiva com os servidores públicos e o comitê de gestão e eficiência no âmbito do Poder Executivo.

“Estas medidas têm a finalidade de construir condições de governabilidade. Hoje temos um déficit orçamentário de R$ 2,57 bilhões, sendo R$ 420 milhões em salários, R$ 1,3 bilhão com fornecedores, R$ 120 milhões referentes a consignados descontados dos servidores e não repassados aos bancos, R$  100 milhões de repasses aos outros poderes, R$ 70 milhões de precatórios não pagos em 2018”, afirmou a governadora, para acrescentar: “O decreto não é para alarmar, mas para alertar a sociedade sobre a realidade dura na qual se encontra o nosso Estado, um quadro dramático, de colapso financeiro e fiscal”.

Para apresentar o Plano Estadual de Recuperação Fiscal, a governadora Fátima Bezerra reuniu representantes dos poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público Estadual, Tribunal de Contas, Defensoria Pública, representantes da classe empresarial (indústria, comércio, agricultura, transportes) e representantes das várias categorias dos servidores públicos que integram o Fórum dos Servidores estaduais. Ela alertou para a importância dos poderes e do setor produtivo em participar, junto com o governo, dos esforços para equilibrar a economia estadual.

O secretário estadual de Planejamento, Aldemir Freire, disse que, diante da gravidade da situação financeira será preciso tempo para equilibrar as finanças. Por isso estamos começando agora com estas medidas e outras virão”.

Para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, as medidas são necessárias para o equilíbrio econômico, financeiro e fiscal. “A Assembleia está à disposição do Governo, inclusive, se necessário, atendendo convocação extraordinária para votar os decretos. O Governo está tomando medidas para o Estado sair desta crise que prejudica a todos”, afirmou o parlamentar.

O Procurador chefe do Ministério Público, Eudo Leite, declarou que a nova administração começa bem e que as medidas de austeridade estão apresentadas de forma clara. “Concordamos com as medidas propostas e o Ministério Público está pronto para colaborar”.

Amaro Sales, presidente da Federação das Indústrias do RN – Fiern, parabenizou a condução que a governadora Fátima Bezerra está dando ao enfrentamento da crise. “Também estamos à disposição do Governo neste momento, talvez o mais difícil da nossa história, para combater o déficit orçamentário e equilibrar o Estado”.

O desembargador Expedito Ferreira, presidente do Tribunal de Justiça considerou os decretos apresentados pelos Governo “necessários para a governabilidade” e parabenizou a governadora “pela transparência e pelas medidas justas”. O presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Poti Junior, destacou a iniciativa do diálogo iniciado pela governadora e a transparência na apresentação da situação de extrema dificuldade e das propostas para o equilíbrio financeiro”.

Presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais e integrante do Fórum dos Servidores, Fernando Freitas, afirmou que a crise nas finanças precisa ser enfrentada com o consenso da sociedade e com a união dos poderes.

 

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Comissão do TRE aponta 13 motivos para desaprovar contas de Fátima

Blog do DINA

A Comissão de Análise de Contas Eleitorais do TRE pediu a desaprovação das contas de campanha da governadora eleita Fátima Bezerra.

De acordo com o parecer, o conjunto do erros “compromete a integralidade e a confiabilidade das contas ora apresentadas”.

O Ministério Público Eleitoral ainda se manifestará sobre o assunto, antes das contas serem julgadas.

Se foram reprovadas, a governadora enfrentará novo processo que pode até resultar na cassação de seu diploma e na perda de seu mandato.

A defesa da governadora eleita afirmou que “pretende que o corpo técnico reanalise as críticas feitas com base no que foi juntado no processo e que confia que tudo será esclarecido”.

Ao TRE, ela fez algumas considerações, que constam nas 13 razões pelas quais a comissão de análise pediu a desaprovação das contas. Confira:

1) Descumprimento de prazos

 

Relatório financeiros indicando a origem de algumas receitas não foram entregues no prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral.

2) Doação financeira acima de R$ 1.064,10

A lei diz que só pode ser por transferência eletrônica para identificar a origem. Houve um depósito de R$ 2.000,00. A defesa de Fátima alega que o doador identificou o CPF.

3) Omissão de movimentação financeira em patrimônio não declarado

Uma SW4 adquirida por Fátima em 2018 não foi declarada entre os bens que registrou para disputar o governo, mas foi utilizada na campanha, com valor estimável de serviço prestado em mais de R$ 17 mil. A lei diz que bem dos candidatos só pode ser usado se foi adquirido em período anterior ao pedido de registro de candidatura.

4) Recursos estimáveis em dinheiro

O TRE questiona uma doação de R$ 4 mil em serviços prestados a campanha que não foi acompanhada pela avaliação de mercado. A defesa alega que se trata de serviço de contabilidade e que não há, para o trabalho em questão, parâmetro para definir o valor, que foi fixado sobre contrato feito no primeiro turno das eleições.

5) Diferenças no valor pago ao Facebook

A comissão do TRE que analisa as contas constatou que há uma diferença, mesmo que irrisória, entre o que foi contratado e pago ao Facebook, gerando uma diferença de R$ 1,04.

6) Omissão de gastos

A omissão se deu na contratação de serviços diversos. Desde postos de gasolina a salas de eventos. As notas fiscais não batem com a base de dados da Justiça Eleitoral, indicando omissão de gastos.

7) Contratação da militância

Um único beneficiário aparece como credor de mais de R$ 90 mil, mas prestou outro serviço alheio à militância. Outras cinco pessoas aparecem como beneficiárias de R$ 108 mil e o TRE quer saber os critérios para tanto.

8) Gastos com pesquisas eleitorais

Foram declarados gastos de R$ 38.945,00 em nome da Autoinforme Comunicação para pesquisas eleitorais internas. Mas o TRE contesta porque a empresa não tem registro junto à Justiça Eleitoral para realização de pesquisas.

9) Locação de veículos

 

Foram gastos de R$ 262.003,87. Mas a Justiça Eleitoral é bem minuciosa e quer saber onde estão os contratos dos motoristas. Pois os carros alugados não se dirigiram sozinhos. Se o contrato de locação inclui motorista isso deveria ter sido informado, o que não aconteceu.

10) Programas de rádio de tv

 

Eles somaram R$ 4,4 milhões e foram rateados entre duas empresas, a Brasil de Todos Comunicação e Valter Cortez de Almeida. O TRE diz que não ficou comprovada a capacidade técnicas das empresas. O TRE basicamente está dizendo que não está esclarecido se o alto preço que foi pago equivale realmente ao serviço prestado.

11) Doação para outros candidatos

Da conta eleitoral de Fátima Bezerra saíram mais de R$ 156 mil para candidatos do PCdoB. A defesa alega que foi para custear despesas vinculadas à divulgação da candidatura de Fátima, mas não foram apresentadas provas da divulgação.

12) Doação extemporânea

Foi detectada doação de R$ 200 mil da direção nacional do PT para a campanha de Fátima em período no qual tal doação deveria ter constado imediatamente na primeira prestação parcial de contas.

13) Despesas extemporâneas

Assim como as receitas extemporânas, foram realizadas despesas de quase R$ 400 mil que deviam ter constado na primeira prestação de contas parcial da campanha e que não foram esclarecidas.

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Fátima escolhe oficial que se envolveu em polêmica com Robinson para comandar Corpo de Bombeiros

A governadora eleita Fátima Bezerra (PT) escolheu coronel Luiz Monteiro da Silva para o cargo de comandante Geral do Corpo de Bombeiros Militar.

O anúncio foi feito no Twitter. “Reúne os critérios necessários para a função estratégica, é um grande quadro do CBM e cumprirá a missão com dedicação e compromisso”, explicou.

O coronel Monteiro comandou o Corpo de Bombeiro por menos de um mês e deixou o cargo após se envolver em uma polêmica com o governador Robinson Faria (PSD) que intercedeu para liberar uma casa de show interditada pelo órgão. Monteiro se recusou a cumprir a ordem e entregou o cargo.

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Fátima venceu com 90% em um município. Carlos Eduardo por um voto em outro

Acima os placares extremos do segundo turno

Algumas curiosidades do resultado eleitoral seguem em aberto. Algumas delas passam pela maior e menor diferença percentual entre os candidatos.

Por coincidência os dois casos aconteceram em pequenas cidades do Alto Oeste.

A maior vantagem foi de Fátima Bezerra (PT) na cidade de José da Penha 90,62% a 9,38% de Carlos Eduardo Alves (PDT). Em Pilões, ela venceu por 90,11% contra 9.89%.

Já a vitória mais apertada foi em São Francisco do Oeste onde Carlos Eduardo venceu por apenas um voto.

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IBOPE aponta Fátima com o dobro das intenções de voto de Carlos Eduardo

Tribuna do Norte
senadora Fátima Bezerra (PT) lidera, neste momento, as intenções de votos entre os eleitores potiguares para o governo do Estado. É o que aponta a pesquisa Ibope/Tribuna do Norte, realizada entre os últimos dias 14 e 17. O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PDT) fica em segundo e o atual governador, Robinson Faria (PSD), em terceiro.
O IBOPE ouviu 812 eleitores. Na resposta estimulada (o eleitor pesquisado recebe uma lista com nomes dos pré- candidatos), a senadora Fátima Bezerra ficou com 31% das intenções de votos (na resposta espontânea, sem a apresentação da lista de pré-candidatos, ela tem 8%); seguida pelo ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo, com 15% das intenções de votos (na resposta espontânea, ele tem 5%), e pelo atual governador e candidato a reeleição, Robinson Faria, com 9% das intenções de votos (na espontânea, 4%).
Pesquisa Ibope/TN tem Fátima Bezerra na liderança para Governo do RN
A lista de pré-candidatos apresentada pelo Ibope incluiu, ainda, os nomes do vice-governador Fábio Dantas (PSB), que tem 3%; Carlos Alberto (Psol), com 4%; e Freitas Júnior (Rede), com 2% das intenções de votos. Eleitores que disseram votar branco e/ou nulo somaram 32% e 5% não responderam e/ou ainda não sabem em quem votarão para governador. A margem estimada de erros da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.
Na estratificação da amostra, os resultados para a senadora Fátima Bezerra são mais expressivos entre os eleitores com nível de ensino superior (35%). Os votos no ex-prefeito Carlos Eduardo também são mais expressivos entre os mais instruídos (21%) e entre o eleitorado na faixa etária de 25 a 34 anos (18%). Já o governador Robinson Faria tem mais votos junto ao eleitorado mais jovem (16% na faixa dos 16 aos 24 anos) e menos instruídos (15% entre quem tem só até a 4ª série do ensino fundamental).
Segundo turno
Os resultados da pesquisa não apontam para uma decisão das eleições para o governo estadual no primeiro turno. O Ibope fez várias simulações de cenários possíveis para um segundo turno.
Entre os três principais candidatos, os resultados das simulações seriam os seguintes: 1) se o segundo turno fosse entre a senadora Fátima Bezerra e o ex-prefeito Carlos Eduardo, a petista teria 47% das intenções de votos e o pedetista 27%; 2) no cenário em que a disputa seria entre Fátima Bezerra e Robinson Faria, a senadora teria 52% e o atual governador 16%; 3) no segundo turno entre Carlos Eduardo e Robinson, o ex-prefeito teria 42% e o atual governador 17%.
No ítem rejeição, 54% dos eleitores pesquisados pelo IBOPE disseram que não votariam de jeito nenhum na reeleição do atual governador Robinson Faria; 21% em  Freitas Junior; 19% em Carlos Eduardo; 18% em Fábio Dantas; 15% em Carlos Alberto; 14% em Fátima Bezerra.
A pesquisa também investigou o interesse dos eleitores pelas próxima eleições. 42% responderam que não têm nenhum interesse, 27% disseram ter pouco interesse, 14% têm interesse médio e 16% têm muito interesse. Os registros da pesquisa, junto à Justiça Eleitoral, são RN-03429/2018 (TRE) e BR-07949/2018 (TSE).
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O peso do histórico dos candidatos na construção dos projetos eleitorais para o Governo do RN

Wilma é exemplo de construção de trajetória até chegar ao Governo
Wilma é exemplo de construção de trajetória até chegar ao Governo

Se o eleitor potiguar quer o “novo” porque nomes com tanto tempo na política são os favoritos para o Governo do Estado? Muitas perguntas se abrem, explicações de todos os tipos surgem.

Enxergo dois fatores como primordiais: história e bandeira de luta. Não é mero acaso que nenhum candidato pintou com alternativa viável aos nomes de Fátima Bezerra (PT) e Carlos Eduardo Alves (PDT), que hoje polarizam a disputa pelo Governo.

Isso não acaso, repito. Há uma lógica recorrente nas eleições que balizam este comentário.

Fátima Bezerra está disputando eleições desde 1994. Foi deputada estadual duas vezes, disputou a Prefeitura de Natal quatro vezes, foi eleita deputada federal em três oportunidades e hoje é senadora.

Carlos Eduardo Alves foi prefeito de Natal quatro vezes, deputado estadual outras quatro vezes e disputou o Governo do Estado em 2010.

Para furar um cerco deste tamanho é preciso ter uma bandeira de luta, uma marca registrada. Quem se apresenta como alternativa até aqui não conseguiu ir além de bons discursos, como o deputado estadual Kelps Lima (SD). Faltou algo que pegue na veia junto ao povão.

Desde a redemocratização ninguém chegou ao Governo do Estado sem ter um passado político, talvez a única exceção seja Geraldo Melo cujo o único mandato antes de vencer em 1986 tinha sido o de vice-governador. Mas é preciso lembrar que do outro lado estava um João Faustino, a época, também sem um passado consistente. Estava apenas no segundo mandato de deputado federal.

Mas vejam os casos seguintes. Antes de ser eleito em 1990, José Agripino tinha sido prefeito de Natal, governador e senador. Em 1994 (reeleito em 1998) Garibaldi Alves Filho fora prefeito de Natal, deputado estadual por quatro mandatos e senador antes de chegar ao governo. Em 2002 (reeleita em 2006), Wilma de Faria (PSB) fora prefeita de Natal três vezes, deputada federal e disputou o Governo do Estado em 1994. Em 2010, Rosalba Ciarlini tinha sido prefeita de Mossoró três vezes e eleita senadora quatro anos antes.

O atual governador Robinson Faria (PSD) é um caso que mostra a necessidade de um certo lastro histórico antes de chegar ao Governo. Em 2006, ele sonhou com o Senado, mas não se viabilizou. Em 2010 quis ser governador, mas terminou vice de Rosalba. Robinson exerceu seis mandatos de deputado estadual, foi presidente da Assembleia Legislativa por oito anos e vice-governador. Só com após enriquecer o currículo ele realizou ao sonho de ser governador em 2014 quando conseguiu derrotar o poderoso palanque de Henrique Alves.

O eleitor pode até sonhar com o novo, mas ao se deparar com a história das alternativas prefere dar mais um tempo para elas e apostar nos nomes mais calejados.

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Pesquisa mostra quase 60% dos eleitores definindo candidatos e indica polarização entre Fátima e Carlos Eduardo

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A pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Certus divulgada ontem pelo Blog do BG indicou que o cenário eleitoral no Rio Grande do Norte caminha para uma polarização entre a senadora Fátima Bezerra (PT) e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT).

Como nas sondagens dos outros institutos, a petista segue liderando as intenções de votos com 25,60%, o que lhe garante vaga num eventual segundo turno. Em segundo aparece Carlos Eduardo com 14,54%.

O terceiro colocado é o ex-senador Geraldo Melo (PSDB) que já avisou que não é candidato ao governo, mas insistentemente é colocado como postulante ao Governo. Ele tem 7,66%.

Outros nomes que colocam como candidatos ao Governo se mostram inviáveis até aqui. O governador Robinson Faria tem 5.04% seguido pelo deputado estadual Kelps Lima (SD) com 4,68%. O professor Carlos Alberto (PSOL) aparece na frente do vice-governador Fábio Dantas (PSB).

A situação do governador é delicada, além da baixíssima intenção de voto ele ainda é o campeão da rejeição com 39,65%.

O cenário é claramente de polarização entre Fátima e Carlos Eduardo. Segundo a sondagem 58,65% dos eleitores já apontam preferência por algum candidato, restando 41,35% do eleitorado para ser conquistado ao longo dos próximos meses.

Interior x Grande Natal

Um dado curioso da pesquisa é o desempenho de Carlos Eduardo na Grande Natal onde lidera com 23,38% contra 17,10% da principal adversária. Já nas demais regiões Fátima fica na frente do ex-prefeito no Médio Oeste (região de Mossoró) ele o derrota por 29,49% x 8,29% e no Alto Oeste (“Tromba do Elefante) ele vence com a maior folga: 36,36% x 5,19%.

Pesquisa Estimulada

Fátima Bezerra (PT) 25,60%

Carlos Eduardo (PDT) 14,54%

Geraldo Melo (PSDB) 7,66%

Robinson Farias (PSD) 5,04%

Kelps Lima (SD) 4,68%

Carlos Alberto (PSOL) 1,13%

Fábio Dantas (PSB) 0,71%

Outros 0,14%

Nenhum 31,49%

Não Sabe 8,87%

Não Respondeu 0,14

Rejeição

Robinson Farias 39,65%

Rejeito Todos 20,14%

Rejeito Nenhum 16,67%

Fátima Bezerra 9,72%

Geraldo Melo: 8,16%

Carlos Eduardo 7,94%

Fábio Dantas 5,04%

Kelps Lima 4,75%

Carlos Alberto 2,84%

Outras respostas 2,77%

Não Sabe 1,06%

Não Respondeu 0,78%

 

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