O filho da Rosa

Kadu

Carlos Eduardo Ciarlini ou simplesmente Kadu, como a mãe, sempre omitiu o sobrenome Rosado, quem sabe para evitar o peso que o clã carrega. Ele, tudo leva a crer, será o nome para iniciar o processo de sucessão do rosalbismo e dando continuidade ao sobrenome dos descendentes de Jerônimo na política.

A geração dos bisnetos de Jerônimo Rosado já está na política há bastante tempo, ao contrário do que se imagina. Começou com Laíre Rosado no final dos anos 1970 quando presidiu a Arena (depois PDS) e mais efetivamente em 1986 quando ele foi eleito deputado estadual e depois federal por três vezes (1990, 94 e 98). Ele disputou a última eleição em 2002 quando foi candidato derrotado a vice-governador.

Seus filhos, Larissa e Lairinho Rosado, são ao mesmo tempo bisnetos e trinetos de Jerônimo. Vingt-un Neto também é outro bisneto que andou pela política assim como o ex-deputado estadual Frederico Rosado. Agora é a vez de Kadu Ciarlini.

Como se vê a terceira geração dos descendentes do “Velho Rosado” não tem repetido o mesmo brilhantismo da primeira e segunda. Nenhum deles, por exemplo, conseguiu eleger-se para a Prefeitura de Mossoró ou alçar voos políticos em faixa própria sem a tutela da primeira e segunda geração.

Esse será o desafio de Kadu Ciarlini que tentará muito mais como filho da Rosa do que como um Rosado, mesmo sendo filho de Carlos Augusto, o “Ravengar”.

O jovem tem experiências no marketing político bem-sucedida no Amazonas onde atuou na campanha do governador eleito e depois cassado José Melo (PROS).

Nas eleições de 2016 ele coordenou a campanha da mãe, Rosalba, obtendo sucesso mais uma vez. Agora é a vez de cuidar da formatação do próprio nome.

Na primeira experiência no serviço público a frustração. Durou pouco mais de dois meses na função de chefe de gabinete do governo da própria mãe.

Na “aristocrática” política potiguar onde os nomes se sucedem, mas os sobrenomes se perpetuam ele chega a disputa com a máquina municipal na mão e o peso de ser filho de uma ex-governadora e ex-senadora e de um ex-presidente da Assembleia Legislativa (1981-82).

A Prefeitura de Mossoró sempre fez um deputado estadual. Com Kadu não deve ser diferente.

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