Garibaldi admite no Conversa de Alpendre que 2018 será a eleição mais difícil da vida dele

Bruno Barreto Carol Ribeiro e Garibaldi Alves

O episódio desta quinta-feira da temporada 2018 do programa político de verão da TCM, o Conversa de Alpendre, vai exibir uma entrevista exclusiva com o senador Garibaldi Alves, às 20h30, no TCM 10 HD. Em visita ao clima ameno dos alpendres de Tibau, o novo presidente do MDB no RN não poupou temas temas delicados.

Garibaldi admite que a eleição deste ano é a mais difícil da sua vida, e que a ausência de Henrique Alves dificulta não só o pleito, mas também interrompe a relação harmônica de um perfil político construído pelos dois. Entre outros temas polêmicos, Garibaldi também faz um resgate histórico do MDB e critica a mudança de nome do partido.

Nesta edição do programa ainda uma conversa com o deputado federal Walter Alves (MDB), e com a presidente da comissão provisória do partido em Mossoró e presidente da Câmara Municipal, vereadora Izabel Montenegro.

Apresentado pelos jornalistas Bruno Barreto e Carol Ribeiro o Conversa de Alpendre vai ao ar nesta quinta-feira, 18, às 20h30, no Canal 10 da TCM. Pode ser acompanhado também pela internet, no tcm10hd.com.br ou no smartphone pelo aplicativo TCM Play.

Nota do Blog: é uma entrevista histórica.

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Condenado a 30 anos de prisão, ex-deputado recebe salário de R$ 24 mil na Assembleia Legislativa

GM

No mês de novembro o ex-deputado estadual Gilson Moura recebeu R$ 24.514,38 de salário na Assembleia Legislativa. É praticamente o salário de R$ 25 mil de um deputado estadual.

O ex-parlamentar é servidor da casa na condição de estatutário (segundo o portal da transparência) com salário de R$ 17.025,66. O restante dos proventos é por meios de gratificações.

Mesmo assim o número em si já seria um absurdo, mas não há palavras para descrever quando se observa que Gilson Moura é um ex-político condenado a mais de 30 anos de cadeia por corrupção em junho deste ano em apenas um dos processos que responde.

São várias condenações acumuladas pela Operação Pecado Capital que apurou irregularidades no Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte (IPEM/RN).

Em vez de estar em uma prisão, Gilson Moura recorre em liberdade e recebe salários polpudos na Assembleia Legislativa.

Um tapa na cara do servidor honesto que vai passar o feriadão de ano novo sem salários.

CARREIRA CONTROVERSA

Gilson Moura foi um controverso repórter policial nos anos 1990, inclusive atuando em Mossoró. Depois se tornou o “advogado cidadão” e terminou eleito vereador por Natal em 2004.

Em 2006, foi eleito deputado estadual. No primeiro turno apoiou Wilma de Faria e no segundo, de forma suspeita, migrou para o palanque de Garibaldi Filho. Segundo uma das delações de seu parceiro de esquemas no IPEM, Richardson Macedo, Gilson teria recebido R$ 400 mil para mudar de lado. Em 2010 foi reeleito, mas num dos episódios mais confusos da política potiguar, renunciou para permitir que o colega de partido, Sargento Siqueira, condenado em outro esquema de corrupção (Operação Impacto), assumisse o mandato por alguns meses. Gilson voltou a casa em 2011 para cumprir o segundo mandato. Ele não teve condições de tentar a reeleição em 2014 colocando o irmão, Junior Moura (PRP), que teve 13.872 votos.

Gilson Moura ainda disputou a Prefeitura de Parnamirim em 2008 e 2012. Foi derrotado duas vezes.

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Omissão da bancada federal não converte Robinson em vítima

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Alto lá! A omissão da bancada federal em relação a luta pelos recursos federais para colocar a folha de pagamento em dia não pode servir de brecha para transformar o governador Robinson Faria (PSD) em vítima.

Nem justifica a crise financeira do Rio Grande do Norte. Uma coisa não justifica a outra.

Os parceiros midiáticos do governador estão enxergando uma brecha para “limpar a barra” do governador manchado por escândalos de corrupção e incompetência administrativa.

Robinson é vilão, não vítima.

Ele tem ao seu lado ex-governadores atualmente travestidos de senadores que fingem não ter nada com isso nesse estrago? Tem. José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB) não foram bons governadores.

Aliás, o último grande governador do Rio Grande do Norte foi Cortez Pereira, que mesmo sem a legitimidade do voto popular, conseguiu planejar o sofrido elefante para o futuro.

Depois foi só sangria numa sucessão de péssimas gestões maquiadas na contabilidade com apoio de setores da mídia.

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Senadores estão acuados por boato

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Um “boato” pode ter ou não ter fundamento, mas na política os fatos não controlam as versões. José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB) sabem muito bem disso, mas terminaram acuados pela informação de que estariam trabalhando contra o aporte financeiro que vai permitir a reorganização da folha de pagamento do Estado.

A informação carece de segurança por não ter provas, mas quem conhece a política potiguar sabe que por aqui gasta-se mil para o adversário não ganhar quinhentos.

Fragilizados, com baixíssimas intenções de votos nas pesquisas, Garibaldi e Agripino correram para mostrar notas tímidas que nada acrescentaram ao sofrimento do servidor público estadual.

Se não há provas de que estão atrapalhando, as notas comprovam que seguem pouco dispostos a deixarem o muro da omissão.

 

 

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Crítica do Blog surte efeito em bancada federal

O trio de senadores potiguares quebrou o silêncio em relação ao périplo do governador Robinson Faria (PSD) em Brasília para liberar o aporte financeiro que vai reequilibrar as contas do Governo do Estado colocando a folha em dia.

A reação foi tímida, diria que não passou do status de protocolar. O senador José Agripino (DEM) falou ao Blog de Heitor Gregório que o partido dele está ajudando através do presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM). Também falou que está à disposição para ajudar. Faltou ao líder demista uma atitude mais enérgica como ir ao presidente Michel Temer cobrar a liberação.

O senador Garibaldi Filho (PMDB) foi ao Twitter dizer que procurou o governador para oferecer ajuda. Muito pouco também, mas já é alguma coisa.

Na oposição, a senadora Fátima Bezerra (PT) fez o que lhe cabe: criticou, em nota, o Procurador do Tribunal de Contas da União (TCU), Júlio de Oliveira. Em outra nota, a deputada federal Zenaide Maia (PR) criticou o Governo Federal.

O restante da bancada federal segue calada como se estivesse no fantástico mundo de Bob.

Notas e postagens resignadas nas redes sociais não surtem efeito numa luta política. É preciso toda bancada federal unida ao lado do governador. Terá postura de estadista quem tomar a iniciativa.

Até lá nossa bancada federal seguirá envergonhando o sofrido elefante.

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Uma vergonha em forma de bancada federal

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O governador Robinson Faria (PSD) é o culpado pelos atrasos salariais, mas não é o único responsável por isso. Ele tem companhias importantes nessa tragédia chamada Governo do Estado do Rio Grande do Norte.

Desde segunda-feira ele está em Brasília em uma articulação desesperada para garantir recursos para pagar os salários de novembro, dezembro e 13º. Está nas mãos do presidente Michel Temer que promete editar a Medida Provisória enviando os recursos para o sofrido elefante apenas no dia 25 de dezembro. Uma decisão com requintes de crueldade para o servidor que vai passar a noite de natal sem ter o que comer.

Qual membro da bancada federal apareceu para reforçar a luta do governador? Apenas o filho dele em Brasília. Se Robinson não os convidou pouco importa. Momentos como esse são para separar políticos e estadistas. No Rio Grande do Norte a picuinha sempre tem mais força entre os nossos políticos.

Se Robinson não pediu ajuda aos seus pares pouco importa. Mas a sensação que tenho, com base no que ouço nos bastidores, é a da existência de forças ocultas para que esse aporte não seja feito.

Os senadores Garibaldi Filho (PMDB) e José Agripino (DEM) deveriam ser os mais cobrados. São os mais importantes aliados do presidente Temer no Estado. Não abrem a boca para falar no assunto. Não há registro de nenhuma palha ser movida pela dupla. Até parece que não são responsáveis por esse caos também pelas péssimas administrações que fizeram no passado. A crítica vale para os seus bambinos travestidos de deputados federais Walter Alves (PMDB) e Felipe Maia (DEM) que preferem seguir com seus inúteis mandatos.

Melhor deixar Robinson “sangrar” sozinho como se isso não afetasse milhares de famílias nesse período de fim de ano.

Um desconto para a senadora Fátima Bezerra (PT) e aos deputados federais Antônio Jácome (PODE), Rafael Mota (PSB) e Zenaide Maia (PR). Na oposição eles têm pouco a influir, mas poderiam ao menos usar suas vozes para abordar essa questão dos atrasos salariais indo além do tom politiqueiro.

Os deputados federais Beto Rosado (PP) e Rogério Marinho (PSDB) passam a impressão que só são governistas na hora de aprovar projetos para prejudicar a classe trabalhadora.

Bancada federal desça desse muro da vergonha, reaja!

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Pesquisa materializa em números o desprezo do eleitor potiguar aos políticos

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A pesquisa do Instituto Consult sob encomenda da FIERN materializou o tamanho do desprezo do eleitor potiguar pela classe política do Rio Grande do Norte. Basta surgir um nome novo, ficha limpa (ver AQUI) e capaz de provocar esperança que será senador ou governador ano que vem.

Do contrário, será vencedor nos pleitos majoritários quem se limitar a conquistar o máximo possível de votos válidos em um cenário de altos índices de brancos, nulos e abstenções. O problema disso é o surgimento de um governante sem legitimidade e incapaz de liderar o sofrido elefante num caótico quadro administrativo a partir de 2019.

Temos em Robinson Faria (PSD) um reflexo latente do tamanho do problema de se ter um governante sem respaldo popular, eleito por exclusão.

Veja o exemplo da disputa pelo Senado. Já expliquei no Blog que os senadores Garibaldi Filho (PMDB) e José Agripino (DEM) estão tão fragilizados que precisam costurar um “WO” (ver AQUI) nas eleições do próximo ano. O texto foi escrito horas antes da divulgação da pesquisa.

O cenário começa a complicar mais para o senador José Agripino. A deputada federal Zenaide Maia (PR) já ultrapassa o presidente nacional do DEM, recém tornado réu por corrupção. Garibaldi segue líder na soma de primeiro e segundo voto, mas nada que se compare com seu desempenho em outros pleitos. A fragilidade está exposta. Basta um nome minimamente viável para surgir e ameaçar. O Senado é mais que uma disputa aberta. O pleito está escancarado.

Apresentação do total de votos em resposta múltipla

Garibaldi Alves Filho: 18,88%

Zenaide Maia: 15,24%

José Agripino: 13,12%

Magnólia Figueiredo: 5%

Tião Couto: 2,53%

Outro: 1,52%

Luiz Roberto: 1,41%

Marcelo Queiroz: 1%

Nenhum: 95,94%

Não sabe dizer: 45,35%

OBS.: 1) A Soma da coluna ultrapassa 100%, porque questão tem múltiplas respostas.

 

Os números são assustadores principalmente para Garibaldi e José Agripino. São nomes conhecidos em praticamente 100% dos mais de 3 milhões de habitantes do Rio Grande do Norte e dois terços dos eleitores pesquisados simplesmente ignoram seus nomes tanto para primeiro como para segundo voto. Isso não deixa de ser um alerta para Zenaide Maia que não consegue atropelar a velha dupla mesmo como todo o desgaste que os ronda.

Para o Governo não é diferente na pesquisa estimulada. A senadora Fátima Bezerra (PT) lidera sem ser favorita. Ter 20% das intenções de voto é sinal claro de que ela dependerá muito da conjuntura eleitoral do próximo ano para se alavancar. A palavra-chave é: Lula. Sem o líder petista ela fica mais fragilizada.

O governador Robinson Faria (PSD), por sua vez, deve começar a se conformar em não ser candidato ano que vem. Deve seguir o conselho dado por ele a Francisco José Junior quando tentou convencer o então amigo a não tentou convencê-lo a não tentar a reeleição. “Faltou humildade”, desabafou o líder pessedista após o pleito de 2016. Reza a máxima do marketing político de que candidato governista precisa ter entre 25 e 30% das intenções de voto para ser competitivo. Robinson patina raquíticos 5%.

O eleitor também avisou ao prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), para seguir no Palácio Felipe Camarão até 31 de dezembro de 2020. Ter apenas 11% das intenções de voto em um cenário em que seus maiores fiadores políticos, Garibaldi e Agripino, estão fragilizados não é recomendável. Será uma superação monstruosa se daqui a um ano estivermos especulando o secretariado de um governador eleito de nome Carlos Eduardo Alves. Será necessária uma reviravolta padrão “House of Cards”.

PREFERÊNCIA PARA GOVERNADOR – PERGUNTA

ESTIMULADA

Fátima Bezerra: 20,29%

Carlos Eduardo: 11,41%

Flávio Rocha: 6,59%

Robinson Faria: 5%

Desembargador Cláudio Santos: 2%

Tião Couto: 1,41%

Outro: 0,35%

Nenhum: 41,24%

Não sabe dizer: 11,71%

A soma dos itens “Nenhum” e “Não sabe dizer” chega 52,95% dos entrevistados. É um sinal claro de deslegitimação dos nomes colocados, inclusive o desembargador Cláudio Santos que é incensado pela mídia natalense, mas não consegue emplacar.

060109_GERALDO_MELO_FLAVIO_ROCHA“NOVO”

Não se pode ignorar também a inclusão do empresário Flávio Rocha. A simples presença de seu nome em uma sondagem à mando de uma entidade empresarial é indicativo da presença dele no pleito como algo possível. Com 6% ele é colocado como o “novo” na velha tradicional máxima da política potiguar de mudar para ficar do mesmo jeito.

Flávio Rocha não é um novato na política, pode parecer novo para os desinformados, mas ele foi deputado federal duas vezes (19986 e 1990) e chegou a ser pré-candidato a presidente da República em 1994 pelo PL, mas não seguiu no pleito após sofrer uma reviravolta partidária que resultou no apoio do PL (atual PR) a Fernando Henrique Cardoso.

As projeções para a eleição de Governo e Senado no Rio Grande do Norte é um espetáculo de desprezo aos políticos até aqui. O recado está dado resta saber qual será o coelho da cartola que as velhas raposas vão tirar para continuar no comando desse galinheiro representado na cartografia por uma imagem análoga a de um sofrido elefante.

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Com codinome “Lento”, Garibaldi negociou recursos de caixa dois pessoalmente, diz delator

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Blog Ponto ID

Em depoimento a procuradores da República no Rio Grande do Norte, em dezembro passado, o ex-diretor da Odebrecht Ariel Parente, relatou que, das tratativas de que ele participou, os repasses para o senador Garibaldi Filho  foram considerados um investimento da construtora, pois sua influência poderia ser útil no futuro.

“João Pacífico (chefe da Odebrecht para o Nordeste) veio a Natal e tivemos reunião na casa de Garibaldi. Lá, pacífico relatou que iríamos contribuir com R$ 200 mil, que foram pagos em duas parcelas”, explicou Parente.

“O senador agradeceu, indicou um interlocutor para operacionalizar, que eu não recordo o nome. Alguém com nome de Leopoldo ou Lindolfo, alguma coisa assim… Era um nome parecido com esse.”

Segundo o delator, o interlocutor do senador foi informado sobre as datas de pagamento. “Não me recordo se o recebimento foi em casa de câmbio em Recife ou São Paulo”.

Nas planilhas, o senador tinha o codinome de “Lento”.

Veja a delação abaixo:

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Idade deve livrar Garibaldi e Agripino de processo

Por Dinarte Assunção

Portal No Ar

Os senadores José Agripino e Garibaldi Filho e o deputado federal Felipe Maia não tiveram contra si inquéritos abertos na lista do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

Os delatores da empreiteira indicaram repasses de R$ 200 mil para Garibaldi, R$ 100 mil para José Agripino e R$ 50 mil para Felipe Maia como caixa dois, na eleição de 2010.

O relator Edson Fachin, contudo, determinou a remessa dos documentos de volta à PGR. Ele levou em consideração que a Procuradoria Geral da República deve se manifestar sobre a extinção da punibilidade para Agripino e Garibaldi em razão da idade. Não é pedido para Felipe Maia extinção de punibilidade.

A legislação prevê extinção de punibilidade para maiores de 70 anos. Agripino tem 72 e Garibaldi completou 70 em fevereiro deste ano.

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