Girão é o único dos bolsonaristas investigados que não tem passaporte diplomático

Girão é o único dos deputados investigados sem passaporte diplomático (Foto: web/autor não identificado)

Dos parlamentares bolsonaristas investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelo financiamento de atos antidemocráticos somente o deputado federal General Girão (PSL) não possui passaporte diplomático.

Pelo menos é o que apontou reportagem do Portal UOL.

O assunto veio à tona após o ex-ministro da educação Abraham Weintraub deixar o país usando passaporte diplomático após se tornar um dos alvos da investigação do STF.

Confira a reportagem completa AQUI.

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Girão nega ter financiado manifestações

STF determina quebra de sigilo bancário do deputado General Girão ...
Girão se manifesta por meio de nota (Foto: Luís Macedo/Câmara dos Deputados)

Por meio de nota o deputado federal General Girão (PSL) nega ter ter financiado manifestações e criticou o Supremo Tribunal Federal (STF).

NOTA OFICIAL

A Assessoria de Comunicação informa que, por intermédio da imprensa, o Deputado Federal General Girão (PSL/RN) tomou conhecimento que está sendo investigado em inquérito promovido por determinação do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Ainda pela imprensa, soube que está sendo acusado de financiar “manifestações antidemocráticas”, por intermédio de uma empresa de comunicação.

Sobre esse assunto, afirmamos que:

  • todas as contratações foram realizadas em absoluto respeito às leis e à ética que sempre marcaram a vida do General Girão;
  • a empresa em tela presta serviços relacionados à logomarca “General Girão”, à elaboração e manutenção do site generalgirao.com.br e à elaboração de relatórios diários de notícias (clipping analítico);
  • todas as informações relativas a essa e outras contratações estão disponíveis para qualquer pessoa, no site da Câmara dos Deputados;
  • o Deputado General Girão não financiou nenhuma manifestação, muito menos “antidemocrática”;
  • em vídeo amplamente divulgado nas mídias sociais, o empresário contratado pelo Gabinete afirma que tampouco financiou quaisquer manifestações;
  • o Deputado General Girão não concorda e nunca se manifestou a favor do fechamento do STF ou de eventual quebra da normalidade democrática;
  • o Deputado General Girão participou, sim, de inúmeras manifestações absolutamente democráticas, ordeiras, pacíficas e legais, pedindo que seja respeitada a Constituição Federal, em especial no que se refere à harmonia e à independência entre os Poderes da República.

Esse inquérito e essas insinuações do STF configuram ato de arbitrariedade e totalitarismo — inconcebível e incompatível com o Estado Democrático de Direito — que agride frontalmente o art. 53 da Constituição Federal: “os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”.

O Deputado requereu ao Presidente da Câmara dos Deputados, no dia 17 de junho passado, um posicionamento a respeito dessa agressão ao Poder Legislativo, mas até o momento não obteve resposta.

Há dois dias foi requerido acesso aos autos do citado inquérito contra a “Liberdade de Expressão”, mas ainda não tivemos resposta.

Finalmente, a Deputado reafirma que tem a sua vida pautada pela Lei e pela Ética e que não recuará nenhum passo em defesa da Liberdade de Expressão, da Liberdade de Imprensa e da Democracia.

Brasília, DF, 19 de junho de 2020, às 19:00 horas.

Gabinete do Deputado Federal General Girão.

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Relação de Girão com agência que divulgava atos antidemocráticos é investigada

Girão diz ter contratado agência para site (Foto: Assessoria)

Blog William Robson

A situação do deputado bolsonarista General Girão vai se tornando mais difícil diante da ofensiva do Supremo Tribunal Federal (STF) aos expoentes de atos antidemocráticos.  Ele está na lista de quatro parlamentares ligados ao bolsonarismo apontados no financiamento de tais protestos com recursos declarados como “divulgação de mandato parlamentar”.

Segundo o site Uol, os recurso desembocavam na agência do publicitário Sérgio Lima, que recebeu ao menos R$ 87.700 da cota parlamentar de Girão e dos deputados  Bia Kicis (PSL-DF), Aline Sleutjes (PSL-PR) e Guiga Peixoto (PSL-SP) nos últimos seis meses.

A investigação levanta a hipótese que os recursos serviriam para a divulgação e financiamento dos atos antidemocráticos e o papel de Sérgio Lima era dar vazão à divulgação e convocação dos manifestantes. O Supremo Tribunal Federal quebrou o sigilo bancário de Girão e dos demais deputados bolsonaristas envolvidos com os serviços do publicitário.

Dos quatro, o mais dedicado neste propósito foi deputado do RN. O General Girão gastou R$ 51.800 desde dezembro do ano passado, quando se tornou cliente. Segundo o site, naquele mês, foi pago R$ 10.800 à S8 Sampa Agência de Propaganda. Embora o publicitário afirmasse que deixou a agência em dezembro, a Receita Federal, ressalta que o seu nome ainda consta como sócio.

A reportagem ainda mostra que em janeiro e fevereiro, os serviços da S8 custaram ao gabinete de Girão R$ 11.400 e R$ 7.400, respectivamente. De março a maio, último mês com a prestação de contas disponível no portal, o gabinete do deputado pagou R$ 7.400 à Inclutech Tecnologia da Informação, outra firma da qual Lima aparece como sócio.

Os atos tinham como objetivos exigir o fechamento do Congresso Nacional, do STF, intervenção militar e um AI-5 e estão sob investiagação da PF, depois de aberta pela Procuradoria-geral da República (PGR).

O deputado General Girão se manifestou, Negou qualquer envolvimento em atos antidemocráticos e que os serviços de Lima são referentes “a acompanhamento e análise de pautas políticas, elaboração e manutenção do site do deputado, relatórios diários de notícias (clipping) e atualização mensal de SEO no site”.

O deputado garante que ainda não foi notificado sobre a quebra de sigilo bancário  e que “buscará todas as medidas cabíveis para se contrapor a um ato que configura mais uma atitude de arbitrariedade e totalitarismo”.

Nota do Blog: título corrigido.

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Por meio da assessoria de imprensa, Girão se pronuncia sobre quebra de sigilo bancário

Girão é alvo de investigação (Foto: reprodução/Internet)

Abaixo nota a assessoria de imprensa do deputado federal General Girão (PSL) que teve o sigilo bancário quebrado por meio de de decisão do ministro Alexandre de Morais do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar é um dos investigados na ação que trata do financiamento do manifestações antidemocráticas.

NOTA OFICIAL
A Assessoria de Comunicação informa que, por intermédio da imprensa, o Deputado Federal General Girão (PSL/RN) tomou conhecimento que teve seu sigilo bancário quebrado, por determinação do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
Até o momento, o Deputado não recebeu qualquer
notificação oficial a respeito e buscará todas as medidas cabíveis para se contrapor a um ato que configura mais uma atitude de arbitrariedade e totalitarismo — inconcebível e incompatível com o Estado Democrático de Direito — que agride frontalmente o art. 53 da Constituição Federal: “os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”.
O Deputado reafirma que tem a sua vida pautada pela Lei e pela Ética e que não recuará nenhum passo em defesa da Liberdade de Expressão, da Liberdade de Imprensa e da Democracia.
Selva!
Brasília, DF, 16 de junho de 2020, às 19:20 horas.
Gabinete do Deputado Federal General Girão

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Deputado do RN tem sigilo quebrado pelo STF

Alexandre de Morais quebrou sigilo de Girão e mais dez bolsonaristas (Foto: Divulgação/STF)

O deputado federal General Girão (PSL) e mais nove colegas de Câmara  e um senador tiveram os sigilos bancários quebrados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Morais à pedido da Procuradoria Geral da República.

Alguns deputados já tinha tido os nomes divulgados mais cedo, mas informação que inclui Girão foi dada há poucos minutos pela CNN.

A medida faz parte da parte de operação da Polícia Federal que apura o financiamento das manifestações antidemocráticas realizadas pelo bolsonarismo.

Confira os políticos que também tiveram sigilo quebrado:

Deputados

Daniel Silveira (PSL/RJ)

Cabo Junior (PSL/MG)

Otoni de Paula (PSC/RJ)

Caroline Ditone (PSL/SC)

Carla Zambelli (PSL/SP)

Alê Silva (PSL/MG)

Bia Kicis (PSL/DF)

Guiga Peixoto (PSL/SP)

Aline Sleutjes (PSL/PR)

Senador

Arolde de Oliveira (PSC/RJ)

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Eleições da UFERSA: candidato mais votado ganhou, mas pode não levar

Rodrigo Codes pode ter sido o mais votado, mas nomeação dependerá dos bastidores (Foto: cedida)

Ser o mais votado numa eleição de universidade sempre foi motivo para comemorar com os apoiadores. Hoje não é mais. O envio de uma lista tríplice que antes era uma mera formalidade para o presidente nomear o reitor preferido pela comunidade acadêmica se tornou um momento de nova disputa de bastidores.

É assim que está a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). A situação é esquisitíssima. O primeiro colocado, Rodrigo Codes, adota uma postura de cautela. O segundo da lista, Jean Berg, conformou-se com o resultado. Quem realmente está comemorando é quem ficou em terceiro com quase metade dos votos recebidos pelo vencedor da consulta a comunidade acadêmica. Ludimilla Oliveira ficou empolgada ao receber o resultado.

Embora não fosse uma bolsonarista declarada, ela se beneficia com o fato de Rodrigo Sérgio (último colocado) ter ficado em último lugar e fora da lista de possíveis reitores.

Lidimilla é evangélica (fator que agrada o presidente Bolsonaro) e teve como vice o professor Roberto Pordeus, bolsonarista declarada.

Na campanha quando buscava apoios ela sempre frisava que tinha trânsito livre em Brasília e proximidade com os militares nas conversas em busca por apoios.

O jogo da terceira colocada agora é nos bastidores onde o primeiro e o segundo colocado não possuem a mesma força por serem acusados de “esquerdistas” pelo bolsonarismo ufersiano.

Dos três nomes que integram a lista, somente Ludimilla evitou afirmar que só assumiria a reitoria se fosse a mais votada. Muito pelo contrário, ela já deixou claro que aceita o cargo, Ela sabia que poderia perder e lavar.

Os influentes

O Blog do Barreto vem alertando desde o ano passado o que estava por vir na eleição da UFERSA. A articulação já vinham sendo feita e só não foi mais bem sucedida porque ao contrário de anos anteriores foram lançadas cinco candidaturas que serviram de barreira para que um bolsonarista escancarado chegasse a lista tríplice.

A alternativa que restou é a de Ludimilla.

O exemplo do golpe no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) é um exemplo claro do que está por vir. Certamente o deputado federal General Girão (PSL) será figura influente. Ele já morou em Mossoró e tem relações com a UFERSA. Como da outra vez será influente. Outros dois nomes podem exercer algum peso na indicação do novo reitor desrespeitando a ordem da lista tríplice: o ministro das comunicações Fábio Faria (PSD) e o ministro do desenvolvimento regional Rogério Marinho (PSDB). Não duvide que o deputado federal Beto Rosado (PP) entre na parada num momento em que Bolsonaro se aproxima do centrão. O parlamentar mossoroense tem ligações afetivas com a UFERSA.

“Golpe Branco”

Sofre esse tipo de manobra não é novidade na UFERSA. Em 1991, quando ainda era a Escola Superior de Agricultura de Mossoró, a instituição viveu o chamado “Golpe Branco” quando o segundo colocado na eleição, Joaquim Amaro, foi nomeado no lugar do primeiro colocado José Torres Filho.

Há meses a universidade convive com a possibilidade de história se repetir.

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“Ajudei no fornecimento de 15 Respiradores, mas acabei não sendo citado”, diz Girão

Girão lamenta exclusão de seu nome em em conquista  (Foto: web/autor não identificado)

Questionando pelo Blog do Barreto sobre a reunião com a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) na última sexta-feira, o deputado federal General Girão (PSL) disse que a conversa foi em torno da saúde regional.

Ele aproveitou e fez um desabafo: “Ajudei no fornecimento de 15 Respiradores, mas acabei não sendo citado. Vou continuar ajudando, independente disso. Mossoró merece”, declarou.

Na última sexta-feira a prefeita anunciou que ela conseguiu 15 respiradores para Mossoró. Ela disse que teve apoio de políticos e empresários sem citar nomes.

Logo em seguida o presidente do COEX, Luiz Roberto Barcelos, teria conseguido por meio do bom relacionamento com Airton Cascavel, ligado ao ministro da saúde Eduardo Pazzuelo. Ele também não citou o papel de Girão.

Saiba mais AQUI.

Nota do Blog: já pensou se Rosalba fosse do PT? O mundo estaria se acabando nas redes sociais.

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Investigação sobre fake news: deputado do RN oferece celulares para análise do STF

Prestando solidariedade aos amigos envolvidos na ação da Polícia Federal cumprindo determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Morais, o deputado federal General Girão (PSL) ofertou nas redes sociais os celulares para averiguação.

Diz o deputado:

A investigação de hoje cumpriu 29 mandados de busca e apreensão dentro de uma investigação sobre o esquema de fake news que envolve políticos, ativistas e empresários bolsonaristas.

Dentre os principais alvos estão o ex-deputado federal Roberto Jefferson, a deputada federal Bia Kicis (PSL/DF), o empresário Luciano Hang e o blogueiro Alan dos Santos do portal Terça Livre.

Foram identificados 11 perfis do Twitter como os propagadores de notícias falsas e ofensas contra adversários do bolsonarismo.

Para Girão, a mesma medida deveria ser tomada contra os adversários do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

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Girão e mais sete deputados que tentam impedir continuidade da CPMI das fakes news

Girão assina ação contra CPMI das fake news (Foto: web/autor não identificado)

O deputado federal General Girão e mais sete parlamentares do PSL bolsonarista que assinam mandado de segurança na justiça para barrar a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das fake news.

Além dele foram assinam  a ação Bia Kicis (DF), Bibo Nunes (RS), Filipe Barros (PR), Alê Silva (MG), Aline Sleutjes (PR), Carla Zambelli (SP) e Carlos Jordy (RJ).

Os sete políticos bolsonaristas acusam o presidente da Comissão, senador Ângelo Coronel (PSD-BA) e a relatora, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), de estarem agindo de forma parcial para prejudicar o presidente Jair Bolsonaro.

Os governistas vêm tentando de forma constante barrar a CPMI das fake News na medida em que ela avança sobre o grupo intitulado como “gabinete do ódio” liderado pelo vereador carioca Carlos Bolsonaro (Republicanos) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), filhos do presidente.

A ação tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

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