Em Natal, Geraldo Alckmin fala em conter o desemprego

Alckmin destaca preocupação com empregos

O candidato a presidente da República, Geraldo Alckmin, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), cumpriu agenda nesta sexta-feira (14) em Natal ao lado das principais lideranças do partido no Rio Grande do Norte, vislumbrou o crescimento do partido com a eleição de uma forte bancada de deputados estaduais e o fortalecimento da bancada federal com a reeleição de Rogério Marinho e o retorno de Geraldo Melo ao senado da República. “Estamos caminhando para uma vitória e para trabalhar muito para modificar estatísticas com os 13 milhões de desempregados atualmente no país. Temos bons quadros e vamos arregaçar as mangas e mudar este cenário”, disse o candidato durante coletiva de imprensa, após visita ao hospital da Liga Norte-riograndense para o Câncer.

“Mais do que ficha limpa, Geraldo Alckmin é vida limpa”, disse Ezequiel Ferreira, presidente estadual do PSBD, salientando que Geraldo Alckmin já foi vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal e governador. “Sempre trabalhou para quem mais precisa, com a ética e o caráter que todo político precisa”, saudou o presidente estadual do PSDB, em reunião da bancada do partido com o candidato a presidente ao mesmo tempo em que convocou a todos para trabalhar o nome de Alckmin em todos os municípios do Estado.

Depois da visita ao hospital da Liga, o tucano Geraldo Alckmin fez uma visita à fábrica Guararapes Confecções S/A onde foi cumprimentado e participou de reuniões com correligionários. Geraldo Alckmin foi quatro vezes governador, médico e candidato à Presidência pela Coligação Para Unir o Brasil – PSDB/DEM/PTB/PP/PR/SDD/PPS/PRB/PSD.

Acompanhado Ezequiel estavam as deputadas Larissa Rosado, Márcia Maia e deputado José Dias. O candidato ao senado Geraldo Melo e o candidato a deputado federal José Agripino do DEM. O presidente municipal do PSDB, vereador Dickson Nasser Filho, também acompanhou a agenda. Essa é a primeira visita do candidato tucano ao Rio Grande do Norte depois do início da campanha eleitoral deste ano.

Compartilhe:

Geraldo Alckmin terá agenda em Natal amanhã

Alckmin terá agenda em Natal

O candidato a presidente da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin estará em Natal na sexta-feira (14). O tucano fará uma visita à Liga Norte-rio-grandense contra o Câncer, às 9 horas, seguida de entrevista coletiva. Às 10h30 fará uma visita à Fábrica Guararapes Confecções S/A.

Geraldo Alckmin encerra agenda após reunião com a bancada do PSDB no Rio Grande do Norte, embarcando em seguida no aeroporto internacional Aluízio Alves, dando sequência à agenda de candidato a presidente da República.

PSDB NO RN

O PSDB chega ao cenário político de 2018 sendo o 3º maior partido do Rio Grande do Norte. Tem como candidato a senador, Geraldo Melo e como suplentes, Ezequiel Ferreira de Souza e Haroldo Azevedo, suplentes de senador. Tem um deputado federal (Rogério Marinho), um senador suplente (Valério Marinho), oito deputados estaduais (Ezequiel Ferreira, Gustavo Carvalho, Márcia Maia, José Dias, Raimundo Fernandes e Larissa Rosado, Gustavo Fernandes, Tomba), 109 vereadores, 33 prefeitos e vice-prefeitos, e conta com 150 diretórios e comissões provisórias em 167 municípios do Estado.

Compartilhe:

Dois mundos: a mídia negativa de Lula e Alckmin

Por ALBERTO CARLOS ALMEIDA

Um dos temas mais debatidos no Brasil tem sido o efeito da mídia na política. Refiro-me não às mídias sociais, mas sim à mídia impressa e televisiva dominante. Uma das informações mais chocantes dos últimos 3 anos, diz respeito à incapacidade da cobertura de mídia negativa acerca de Lula e do PT piorarem a rejeição do líder maior do partido.

Os dados abaixo mostram na escala vertical direita a rejeição a Lula (linha vermelha) e Alckmin (linha azul escura): são aqueles que não votariam neles de jeito nenhum. Na escala vertical da esquerda há o total de matérias negativas mensuradas pelo Manchetômetro na Folha de S. Paulo, Estadão, jornal O Globo e Jornal Nacional.

A linha laranja mostra as matérias negativas sobre Lula e o PT e a azul clara sobre Alckmin e o PSDB. As informações sobre as notícias estão sistematizadas por trimestre, ao passo que as pesquisas têm os meses especificados no eixo horizontal.

Nota-se que o ponto mais alto do noticiário negativo foi no período do impeachment, entre o primeiro e o segundo trimestre de 2016. Havia uma onda crescente contra o PT e o governo Dilma. Foi ali que a rejeição de Lula atingiu seu máximo, quando 57% do eleitorado afirmou que não votaria nele de jeito nenhum. Naquele momento somente 19% disseram que não votariam em Alckmin, tratava-se de um patamar bastante abaixo do 1/3 do eleitorado que tradicionalmente vota no candidato a presidente do PT.

Após o impeachment, as matérias negativas sobre Lula e o PT despencaram para 200 e voltaram a subir meteoricamente em julho de 2017, quando o juiz Sérgio Moro o condenou a 9 anos de prisão. Depois disso, houve uma nova diminuição seguida de uma subida forte entre janeiro, quando o TRF-4 condenou Lula, e abril, quando ele foi preso. Contudo, em todo o período, a rejeição a Lula mensurada pelas pesquisas do Datafolha caiu, ela atingiu 36%, mais de 20 pontos percentuais abaixo do que seu máximo.

Merece destaque, portanto, que apesar da intensa cobertura de mídia negativa envolvendo Lula e o PT a rejeição do principal líder do partido tivesse caído tanto no mesmo período. Pode-se especular afirmando que se a mídia não fosse tão intensamente negativa, sua rejeição teria caído ainda mais. Jamais saberemos. O que sabemos, todavia, é que todas as más notícias que envolveram seu nome e de seu partido, e a intensidade das mesmas, não foi suficiente para impedir que a rejeição caísse muito.

Por outro lado, a mídia negativa envolvendo o nome de Alckmin e do PSBD foi bem pequena quando comparada a de seu principal adversário. O máximo foi no final da série de dados, 82 matérias negativas, ao passo que o máximo sobre Lula e o PT foi na época do impeachment, com 618. Ainda assim, a rejeição a Alckmin cresceu nos últimos dois anos, atingindo 29% em abril de 2018. Há aqui o fenômeno oposto ao ocorrido com Lula, houve pouco noticiário negativo, o que não impediu o crescimento da rejeição do líder tucano.

Para muitos, fica a indagação acerca da variação da rejeição dos dois políticos, pois se a cobertura de mídia não explica a queda de um e o aumento de outro, o que então poderia explicar?

A rejeição de Lula começou a cair a partir do momento em que o PT saiu do Palácio do Planalto. Ou seja, de uma maneira ou de outra foi graças à cobertura de mídia, mas não devido a matérias positivas ou negativas, mas sim em função de algo factual.

O eleitorado foi aos poucos sendo informado de que o Brasil não era mais governado pelo PT, e que uma aliança entre vários partidos, que incluía o PSDB, passou a fazê-lo. Como o Governo Temer é mal avaliado, o eleitorado passou a responsabilizar seus aliados, resultando no aumento da rejeição de Alckmin.

Foi graças ao impeachment e consequentemente à mudança dos nomes dos ocupantes do poder (e da oposição) que a diferença entre as rejeições de Lula e Alckmin que já foi de 38% em março de 2016 caiu para 7% em abril de 2018. A cobertura de mídia negativa não deteve essa mudança.

Compartilhe:

Alckmin concede ao centrão um habeas poesia

Por Josias de Souza

Depois que o centrão colocou suas nuvens sobre a campanha de Geraldo Alckmin, alguma coisa subiu à cabeça do presidenciável tucano. Na noite desta quinta-feira, espremido por perguntas sobre a radioatividade que o grupo transmite, Alckmin concedeu aos aliados tóxicos um habeas poesia. Disse que nenhum time tem “só gente boa” ou só “gente ruim”. Rodeado de valdemares e outros azares, o candidato evocou o príncipe dos poetas brasileiros. “É de Olavo Bilac: há no interior de cada homem e de cada mulher um Deus que chora e um demônio que ruge”.

O poema que inspirou Alckmin durante sabatina na Globonews chama-se “Não és Bom, nem és Mau”. Nele, Bilac discorre sobre a alma humana, “capaz de horrores e ações sublimes.” Leia abaixo:

Não és bom, nem és mau: és triste e humano…

Vives ansiando, em maldições e preces,

Como se a arder no coração tivesses

O tumulto e o clamor de um largo oceano.

Pobre, no bem como no mal padeces;

E rolando num vórtice insano,

Oscilas entre a crença e o desengano,

Entre esperanças e desinteresses.

Capaz de horrores e de ações sublimes,

Não ficas com as virtudes satisfeito,

Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:

E no perpétuo ideal que te devora,

Residem juntamente no teu peito

Um demônio que ruge e um deus que chora.

O centrão não se afeiçoa muito a poesias, disse um dos entrevistadores, tentando trazer os pés de Alckmin para o chão enlameado de sua coligação. E o candidato: “Queremos ter maioria para trabalhar. Do contrário, não acreditamos na democracia.” Retomando o timbre lúdico, Alckmin afirmou que “o Brasil está com muito ódio, muito nós contra eles.” Para avançar, disse o tucano, “precisamos nos unir.”

União com criminosos?, indagou outro jornalista. “Nós fazemos alianças com partidos políticos”, desconversou Alckmin. “Não tem democracia sem partidos políticos.” Súbito, a repórter que mediava a sabatina anunciou a exibição de uma cena gravada na convenção em que o PTB formalizara dias antes  seu apoio a Alckmin. No vídeo, o tucano transborda em elogios ao presidente da legenda, um ex-presidiário do mensalão.

“Conheço o Roberto Jefferson há 30 anos, fomos constituintes juntos”, declarou Alckmin. ”Ele é um homem de coragem. Aliás, teve um papel importante, colocando o dedo na ferida, mostrando os problemas do PT.” O candidato referia-se ao escândalo do mensalão. Em verdade, Jefferson implodiu o esquema não por coragem, mas por vingança.

Sob Lula, um apadrinhado do PTB foi pilhado plantando bananeira dentro do cofre dos Correios. O esquema ganhou as manchetes. E Jefferson enxergou no noticiário as digitais do grão-petista José Dirceu, então chefe da Casa Civil. Defendeu-se atacando. Levou os lábios ao trombone numa célebre entrevista à repórter Renata Lo Prete. Jefferson confessaria que ele próprio recebeu um mimo de mais de R$ 4 milhões. Disse que a verba foi rateada com correligionários. Mas sonegou os nomes dos beneficiários.

Sob Michel Temer, o PTB foi brindado com o controle do Ministério do Trabalho. Deitou e rolou. Hoje, Jefferson, sua filha Cristiane Brasil e prepostos enfiados pela dupla no organograma da pasta são protagonistas de um inquérito da Polícia Federal sobre a venda ilegal de registros de sindicatos na pasta do Trabalho.

Na sabatina desta quinta, além de conceder uma biografia nova a Jefferson, Alckmin torturou a história ao vincular o trabalhismo de resultado$ do seu aliado ao trabalhismo nascido sob Vargas: “O PTB é um partido que tem história, desde Getulio Vargas. É um partido importante na industrialização do Brasil, reformas de base. […] É um partido das reformas, da mudança, compromissado com o trabalhador, com a trabalhadora, com a retomada do crescimento do Brasil.”

Os primeiros 50 minutos da sabatina foram mais constrangedores pelas perguntas que Alckmin teve de ouvir do que pelas respostas que não conseguiu dar. Afora os escândalos alheios, o candidato foi submetido a questionamentos sobre malfeitorias que explodiram ao seu redor e no quintal do tucanato federal: a verba que migrou do departamento de propinas da Odebrecht para a caixa da campanha do entrevistado, os milhões enviados clandestinamente para o estrangeiro pelo operador tucano Paulo Preto, o superfaturamento no Rodoanel, o derretimento moral de Aécio Neves…

Alckmin declarou que não tem apenas a ficha limpa, mas uma “vida limpa”. A certa altura, perguntou-se ao candidato: Vale a pena participar da política? E ele: “Um dia desses, um colega meu, governador, falou: ‘olha, não vou ser candidato, porque a política no Brasil está totalmente criminalizada. Infelizmente, o resultado disso não vai ser bom, porque vai afastar as melhores pessoas da vida pública. Não é adequado, não é correto. E há um intuito de jogar todo mundo na vala comum. Não é tudo igual.”

A banda podre da política, de fato, foi criminalizada. O que o presidenciável tucano finge não ter notado é que a PF, a Procuradoria e a Justiça estão enviando para trás das grades corruptos que se meteram em transações políticas que visavam assaltar cofres públicos. Ou seja, a política foi criminalizada pelos criminosos. Sabe-se que há políticos piores e melhores. Contudo, ficou mais difícil discernir uns dos outros. E os gatunos ficam ainda mais pardos quando diferentes presidenciáveis disputam o apoio de partidos financiados pelo déficit público.

Definitivamente, alguma coisa subiu à cabeça de Alckmin depois que o centrão encostou seu lixão na candidatura do tucano. Considerando-se que o candidato se apresenta ao eleitorado como uma opção renovadora, sua hipotética Presidência se liquefaz antes mesmo de virar algo sólido. Alckmin enganou-se na escolha do poeta. Os versos que mais se encaixam à aliança que celebrou com o centrão não são os de Bilac, mas os de Antonio Carlos de Brito, o Cacaso. Em “Jogos Florais”, ele anotou:

“Minha terra tem palmeiras onde canta o tico-tico.

Enquanto isso o sabiá vive comendo o meu fubá.

Ficou moderno o Brasil ficou moderno o milagre: a água já não vira vinho, vira direto vinagre”.

Compartilhe:

PSDB reúne pré-candidatos e planeja agenda com Alckmin em Natal

WhatsApp Image 2018-06-25 at 12.41.58

Aconteceu na manhã desta segunda-feira (25) uma reunião com todos os pré-candidatos do PSDB, na Presidência do Partido, que fica no bairro Tirol. A pauta do encontro discutiu as nominatas que o PSDB lançará para a chapa proporcional de estadual e federal, além do nome de Geraldo Melo, como postulante ao Senado. Ficou agendada para o início de agosto a Convenção Estadual do PSDB, que homologará todos os candidatos e as coligações.

“Estamos ouvindo todos os deputados, pré-candidatos, prefeitos e lideranças que fazem do PSDB um partido forte e respeitado em todo Estado. Estamos sendo democráticos e todos juntos pensando no fortalecimento da legenda. Até a sexta-feira, vamos convocar a Executiva Estadual para encaminhamos a posição do partido a Convenção Estadual”, afirma o deputado Ezequiel Ferreira de Souza, presidente Estadual do PSDB Potiguar.

Também foi discutida a visita do pré-candidato à presidência da República, Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo, que cumprirá agenda no Rio Grande do Norte no próximo mês de julho.

Participaram das discussões o deputado federal Rogério Marinho, o ex-senador Geraldo Melo, os deputados estaduais Gustavo Carvalho, Larissa Rosado, Márcia Maia, Raimundo Fernandes, Tomba Farias, José Dias e Ezequiel Ferreira. Os pré-candidatos Sandra Rosado (federal) e Dr. Tiago Almeida (Estadual), além do empresário Haroldo Azevedo, postulante a uma das suplências de senador, também estavam na sede do PSDB Potiguar.

Compartilhe:

Alckmin gastou muita energia contendo Doria. Sobrou para a campanha?

papa

Por Leonardo Sakamoto

Geraldo Alckmin conseguiu a façanha de estar em segundo lugar, atrás de Lula e empatado com Bolsonaro, na corrida presidencial se considerados apenas os eleitores de São Paulo, tanto no Datafolha, quanto no Ibope.  Repito: São Paulo, meu Estado querido, epicentro do antipetismo, local onde trabalhadoras empregadas domésticas tem que se virar com as panelas amassadas pelos patrões e no qual um Pato Amarelo tem 19% das intenções de voto ao governo.

Parte disso deve ser creditado, claro, ao desgaste de ter administrado o Estado por cem anos. Bem, foi um pouco menos que isso, mas a população sente como se assim fosse.

Parte cai na conta da ”ajuda do caralho” que Aécio Neves pediu a Joesley Batista e outras histórias desabonadoras do senador mineiro. Em uma já icônica gravação, o então presidente do PSDB tratou o dono da JBS como um caixa eletrônico, solicitando um saque de R$ 2 milhões. E também mostrou que não tinha apreço algum pelo próprio primo – ao ser questionado sobre a ”mula” que transportaria o dinheiro, afirmou que tinha que ”ser um que a gente mata ele antes de fazer a delação”.

As tentativas públicas de salvar principalmente o pescoço de Aécio e de seu conterrâneo Eduardo Azeredo e, lateralmente, de afastar as investigações de José Serra e do próprio Alckmin, empurraram ainda mais uma parcela do eleitorado paulista que não vota no PT nem que a vaca tussa para o colo de outras opções.

Mas uma parte grande dessa situação de estagnação eleitoral é culpa de sua própria estratégia política. Se não tivesse forçado a barra para que o PSDB engolisse João Doria como candidato à prefeito de São Paulo, não teria gasto um tempo precioso, ao longo de 2017, lutando internamente contra o pupilo traidor para garantir (provisoriamente) o posto de concorrente tucano ao Palácio do Planalto.

A vontade incontrolável de Doria e seu afobamento visando à Presidência da República, que começou assim que ele assumiu a Prefeitura de São Paulo, fez com que o PSDB perdesse quase um ano em uma grande batalha fratricida. E olha que esse tipo de batalha é velha conhecida da legenda.

Perdeu-se não apenas precioso tempo que poderia ter sido gasto em organização e consolidação de alianças para a candidatura natural do governador paulista ao Palácio do Planalto, mas também criou focos de estresse entre Michel Temer e o próprio. O poeta de Tietê quer alguém que defenda seu legado e lhe garanta alguma guarida no ano que vem – que pode ser útil se o foro privilegiado não for derrubado pelo Supremo. O médico de Pindamonhangaba não se compromete, como sempre.

Para Alckmin, , melhor seria que sua candidatura tivesse decantado naturalmente, bem como o reassentamento do PSDB como a liderança eleitoral da centro-direita. E que, claro, não precisasse assumir como presidente do partido para preparar o terreno a si mesmo e, ao mesmo tempo, manejar as crises partidárias causadas por um ninho em que as aves, para cometer suicídio, sobem no próprio ego e saltam.

Ao invés de queimar energia para articular nos bastidores um freio a Doria, ele poderia ter se dedicado a uma agenda de construção de sua imagem no Nordeste e entre a população mais pobre – em que Lula segue soberano. E, principalmente, de reconstrução de si mesmo em seu Estado natal. Mas, atingido por fogo amigo, teve que resolver o problema doméstico primeiro.

Alckmin conseguiu desidratar Doria. Que na ânsia de mostrar que era capaz foi acusado de distribuir ”ração humana para pobres” em um país com histórico de insensibilidade de governantes com relação à fome.

Temer, o impopular, patrocinou reformas que afetam diretamente a qualidade de vida da população. Da expansão do trabalho intermitente à demissão em massa à possibilidade de grávidas e lactantes trabalharem em ambientes nocivos, as perdas trabalhistas que não vieram acompanhadas de queda acentuada do desemprego farão com o atual ocupante da Presidência seja um elemento radioativo na campanha eleitoral. Tudo em parceria com tucanos.

Dá para, agora, Alckmin negar o passado? Claro, Pedro fez isso três vezes e ainda assim foi a pedra sobre a qual edificou-se a igreja. Mas Cristo não tinha tempo de TV, nem influência com milhares de prefeitos, muito menos acesso ao fundo partidário.

Mesmo agora, o ex-governador não acredita que o ex-prefeito desistiu de seu sonho de disputar a Presidência da República em seu lugar. Ele está ali, à espreita, pronto para dizer que aceita a dura missão de representar o partido para o comando do país. Como Alckmin dorme à noite, eu gostaria de descobrir.

Compartilhe:

Chave de 2018 está na cadeia, indica Datafolha

Por Josias de Souza

A nova pesquisa do Datafolha sinaliza que a definição do primeiro turno da sucessão de 2018 passará pela cadeia. Os dados indicam que, se abandonar suas crendices e começar a falar sério, o PT ainda pode influir no jogo. Quase metade do eleitorado (46%) revela alguma propensão para votar num nome indicado por Lula —30% afirmam que farão isso com certeza. Outros 16% declaram que talvez sigam o caminho apontado pelo pajé petista.

Para ter o que comemorar em meio à desgraça, o PT precisaria virar o seu discurso do avesso. De saída, teria de aposentar a mistificação segundo a qual a Justiça brasileira é feita de tribunais de exceção, pois a maioria dos eleitores (54%) acha que o encarceramento de Lula foi justo. De resto, o petismo teria de desembarcar o quanto antes do trem-fantasma em que se converteu a candidatura Lula, pois 62% do eleitorado já se deu conta de que a fantasia descarrilou.

Enquanto o petismo nega a realidade, o eleitorado de Lula começa a migrar por conta própria. Num cenário em que aparece como Plano B do PT, Fernando Haddad herda apenas 3% das intenções de voto atribuídas a Lula. É coisa mixuruca se comparada com as fatias herdadas por Marina Silva (20%) e Ciro Gomes (15%). Até Jair Bolsonaro, Geraldo Alckmin e Joaquim Barbosa beliscam mais votos do legado de Lula (5% cada um) do que o petista Haddad.

Outro dado notável é que um pedaço expressivo do eleitorado do preso mais ilustre da Lava Jato (32%) decidiu fazer um pit-stop. Sem rumo, esse um terço informa que, se tivesse de comparecer às urnas hoje, anularia o voto ou votaria em branco. É gente que parece aguardar por uma sinalização qualquer de Lula.

O Datafolha apresenta o universo total do eleitorado como um bololô dividido em três grandes fatias. A fatia anti-Lula (31% dos brasileiros com direito a voto) continua detestando o PT e ruminando sua aversão a Lula. Nesse nicho, 32% votam na direita paleolítica representada por Jair Bolsonaro.

O pedaço do eleitorado pró-Lula, 100% feito de devotos, não se aborreceria se a divindidade presa em Curitiba pedisse votos para um poste. Como Lula ainda não pediu, pedaços da procissão começam a seguir outros andores, especialmente os de Marina e Ciro. Mas a maioria continua fazendo suas preces diante de um altar vazio.

De resto, existe a fatia da geleia geral (37% do eleitorado), que balança na direção de várias candidaturas. Destacam-se nesse grupo, por ora, os partidários de Bolsonaro e Marina. Mas ambos têm menos votos do que o bloco dos brancos e nulos. Ninguém se anima a votar numa hipotética candidatura de Lula no primeiro turno. Mas muitos não descartariam a hipótese de votar nele num eventual segundo round.

Para efeito de sondagem, o Datafolha incluiu o ficha-suja Lula em alguns cenários pesquisados. No principal, o candidato inelegível do PT amealhou 31% dos votos, seis pontos percentuais a menos do ele colecionava em janeiro. Sem Lula, Marina (entre 15% e 16%) encostou em Bolsonaro (17%). A dupla está tecnicamente empatada. Segue-se um amontado de concorrentes.

Desde 1994, quando Copa e eleições passaram a ocorrer no mesmo ano, os candidatos sabem que, enquanto não for decidido o torneio de futebol, a campanha política é um pesadelo que atrapalha o sonho de erguer a taça. Mas a prisão de Lula obriga o PT a adiantar o relógio.

Numa disputa com muitos candidatos, em que um cesto com menos de 20% dos votos pode levar para o segundo turno um pretendente ao trono, parece claro como água de bica que a herança eleitoral de Lula pode influir nos rumos da disputa. Resta saber se o petismo deseja jogar o jogo ou se vai continuar tentando cavar faltas.

Compartilhe:

Enfim 2018: um ano crucial para os rumos da política brasileira

Spigot-Inc-Fireworks

Finalmente 2018 começou, pelo menos do ponto de vista formal. Na prática esse ano já está em curso desde o dia 27 de outubro de 2014 quando as urnas do segundo turno foram abertas. Nunca um ano eleitoral foi tão aguardado e discutido.

Tudo que aconteceu entre 2015 e 2017 foi focando no ano que ora se apresenta ao povo.

São muitas perguntas que serão respondidas até o mês de outubro. Será um pleito diferente sobretudo pela presença de algo inédito: um candidato assumidamente conservador e de direita com chances reais de vitória.

Há tempos alerto que Jair Bolsonaro não deveria ser tratado como piada. Hoje ele encontra-se consolidado no segundo lugar e pode, por incrível que pareça, ser o maior beneficiário de uma eventual (e provável) exclusão de Lula do pleito.

Como assim? Perguntaria o leitor que não consegue enxergar a política além do nariz que respira pelo viés da ideologia. Lógico que uma pessoa de esquerda não votaria num candidato como Bolsonaro. Mas o povão não segue essa lógica. O grosso do eleitorado do PT tem gratidão a Lula pelos programas de inclusão social. Sem o líder petista, eles vão migrar para outro tipo de populismo: o de Bolsonaro bem ao estilo “bandido bom é bandido morto”.

E Lula? Seu futuro político está nas mãos do judiciário. A candidatura é mais que viável mesmo com todo o desgaste que sofre. Mas a ficha limpa pode tirá-lo do pleito.

O PSDB segue minguando principalmente pelo efeito Bolsonaro que lhe tirou boa parte do voto antipetista. O partido entra 2018 tentando se reinventar como alternativa de centro, mas manchado pelos escândalos de corrupção e imagem atrelada ao governo de Michel Temer.

Outros nomes brigam para não serem coadjuvantes em 2018. Destaque para Ciro Gomes (PDT), Álvaro Dias (PODE) e Marina Silva (REDE).

A surpresa pela esquerda pode ser Guilherme Boulos, Coordenador Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Ele pode ser o candidato do PSOL.

O ano de 2018 já começou e pode ser de uma virada de rumos na política brasileira.

Ainda hoje

Análise sobre o ano de Rosalba

Análise sobre o ano de Robinson

Prognósticos para as eleições de 2018 no RN

Compartilhe:

Em Natal, Alckmin afirma que o PSDB potiguar está pronto para disputas majoritárias

Alckmin em Natal (4)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), participou na manhã deste sábado (25) do encontro estadual da legenda no Rio Grande do Norte, durante o evento “A favor das mudanças que o Brasil precisa”. O tucano disse que o PSDB potiguar é um dos que mais cresce no país e que a legenda está preparada para disputar as eleições majoritárias de 2018 no Estado.

“O partido está crescendo muito no RN. Tão importante quanto as bandeiras, são as mãos que cuidam das bandeiras. É importante ter um bom time preparado para trabalhar pelo RN e pelo país. O PSDB está crescendo com novas filiações, prefeitos, isso é bom para o Brasil. O PSDB está preparado para disputar as eleições majoritárias no RN. Mas essa é uma decisão local que será tomada no momento oportuno”, disse Alckmin em entrevista a imprensa.

Durante seu discurso, o governador elogiou o trabalho do deputado federal Rogério Marinho, tanto em nível local no comando do PSDB, quando nacionalmente na Câmara. “Este é um dos melhores deputados federais do Brasil”, disse Alckmin, arrancando aplausos da plateia que lotou o auditório do Hotel Hollinday Inn, próximo a Arena das Dunas em Natal.

Já o deputado federal Rogério Marinho, disse que o PSDB potiguar está unido a favor do “fortalecimento do RN, pela melhoria da qualidade de vida da população, para reerguer o Estado e dar a sua contribuição para as mudanças que o Brasil precisa”. Relator da modernização das leis trabalhistas, o parlamentar enfatizou a importância do projeto e criticou os 13 anos de governo do PT. “É fácil fazer o que fizeram com o Brasil, o patrimonialismo, a fisiologia, a corrupção desenfreada, a mentira deslavada. Tudo isso gerou a maior crise da história de 116 anos de República”, disse.

O evento do PSDB marcou a filiação de novos prefeitos ao partido no RN. Também foi anunciada a entrada do presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), o ex-prefeito de Lajes, Benes Leocádio, no partido. O prefeito de São Tomé, Babá Pereira, e de Barcelona, Luiz Marfra, representaram os novos filiados.

Estiveram presentes o presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira de Souza, e os deputados estaduais Márcia Maia, Raimundo Fernandes e Gustavo Carvalho, ambos do PSDB. O senador Garibaldi Alves Filho (PMDB) e o deputado estadual George Soares (PR) também prestigiaram o evento, que ainda reuniu os prefeitos e vereadores eleitos pelo partido em 2016, além de lideranças políticas de várias regiões do Estado.

Foto: Aurino Neto

Compartilhe: