Geraldo Melo aparece em lista de inelegíveis do TCU

Geraldo em lista de inelegíveis do TCU
Geraldo em lista de inelegíveis do TCU

Agência Saiba Mais

O ex-senador Geraldo Melo (PSDB) está na lista de inelegíveis divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A relação tem 7,4 mil nomes de gestores públicos que tiveram as contas rejeitadas por tribunais de contas em razão de irregularidades insanáveis. A lista completa pode ser acessada aqui

No Rio Grande do Norte, 270 contas foram julgadas irregulares pelo TCU e envolvem 189 pessoas, consideradas inelegíveis para o pleito de outubro.

Aos 83 anos, Geraldo Melo é pré-candidato ao Senado na chapa encabeçada pelo atual governador Robinson Faria (PSD), que concorrerá à reeleição.

O processo que levou o TCU a classificá-lo como inelegível para as eleições de outubro é referente à prestação de contas do diretório estadual do PSDB em 1997. Geraldo Melo era o presidente do Partido naquele ano.

Além dele, também foram considerados responsáveis José Ferreira de Melo Neto, Pedro Ferreira de Melo Filho e Petrônio Tércio Bezerra de Melo Tinôco.

Com base nas informações repassadas pelo Tribunal de Contras da União (TCU) a Justiça Eleitoral poderá barrar a candidatura nas eleições de outubro de quem estiver na lista.

As contestações poderão ser feitas na Justiça Eleitoral a partir do dia 15 de agosto, quando termina o período de registro das candidaturas.

Geraldo foi senador da República e Governador do Estado do Rio Grande do Norte.

Defesa perdeu prazo

A defesa do ex-senador perdeu o prazo de 5 anos para pedir o recurso do acordão que rejeitou as contas dele. Ele foi notificado da decisão em 12 de novembro de 2012, mas só apresentou recurso de revisão em 29 de dezembro de 2017, ou seja, um mês após o prazo final.

O acordão nº 402/2018 divulgado pelo TCU em 7 de março deste ano afirma que o Tribunal não reconhece o recurso apresentado. O parecer do ministro relator do TCU Augusto Nardes afirma:

– Considerando que o recorrente foi notificado da deliberação recorrida na data de 12/11/2012; Considerando que o prazo para a interposição de recurso de revisão é de cinco anos, nos termos do art. 288 do Regimento Interno do TCU; Considerando que o recorrente apresentou o recurso contra o Acórdão nº 4.393/2009- 2ª Câmara, em 29/12/2017; Considerando, dessa maneira, que o presente recurso de revisão foi apresentado intempestivamente; Considerando os pareceres uniformes da Secretaria de Recursos e do Ministério Público junto ao TCU no sentido do não-conhecimento do presente recurso; Os Ministros do Tribunal de Contas da União, reunidos quanto ao processo a seguir relacionado, ACORDAM, por unanimidade, com fundamento nos arts. 143, inciso IV, alínea “b” e § 3º; 277, inciso IV, e 288, do Regimento Interno do TCU, em não conhecer do recurso de revisão, e em dar ciência ao recorrente e aos órgãos/entidades interessados do teor desta decisão.

De acordo com Lei de Inelegibilidades (LC 64/1990), conhecida como Lei da Ficha Limpa, quem exerceu cargo ou função pública e teve as contas de sua gestão rejeitadas, e não há mais como recorrer da decisão, não pode se candidatar a um cargo eletivo nas eleições que ocorrerem nos oito anos seguintes após a data da decisão final do tribunal de contas.

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Pesquisa IBOPE mostra Garibaldi na dianteira em cenário embolado

Tribuna do Norte

O senador Garibaldi Filho (PMDB) está em primeiro lugar na pesquisa Ibope/Tribuna do Norte na corrida por uma das vagas em disputa para o Senado nas eleições deste ano. Ele aparece com 24%, no cenário estimulado na soma das duas opções que o eleitor fez na sondagem, uma vez que são duas cadeiras em disputa, nas eleições deste ano, por Estado. Em seguida, fica o ex-governador Geraldo Melo (PSDB), com 22%. Esses números se referem ao cenário estimulado.

O Capitão Styvenson (sem partido), com 19%; está em terceiro lugar. E a deputada Zenaide Maia (PHS), em quarto, com 18%. O deputado Antônio Jácome (Podemos) tem 12%.

A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos, o que indica uma disputa apertada.

Os demais pré-candidatos citados foram Alexandre Motta (PT), com 7%; Professor Lailson (PSOL), com 7%; Magnólia Figueiredo (Solidariedade), com 6%; e Joanilson de Paula (PSDC), com 2%.  Todos os percentuais são a soma das duas opções que podem ser feitas ao Senado.

As intenções de voto em branco ou nulo totalizam 68%, dos quais 28% da primeira vaga ao Senado e 40% da segunda vaga. Os eleitores indecisos atingem 15% da amostra.

Espontânea

Na pergunta espontânea para o Senado, os eleitores que não sabem ou preferem não opinar somam 47% das menções, enquanto aqueles que demonstram a intenção de votar em branco ou anular o voto são 36%.  Dentre os pré-candidatos, Capitão Styvenson, Garibaldi Filho e Zenaide Maia são lembrados por 4% dos eleitores, cada um.  Por sua vez, Antônio Jácome, Geraldo Melo, Fátima Bezerra e José Agripino (DEM) são citados por 2% dos entrevistados, cada um. Alexandre Motta e Magnólia Figueiredo recebem 1% de menções, cada um.

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Enquete aponta Robinson como o pior governador desde a redemocratização

Robinson-Faria-2

Na enquete desta semana o Blog do Barreto perguntou aos leitores qual o pior governador desde a redemocratização. O “peso do presente” acabou sendo determinante para o governador atual, Robinson Faria (PSD), que ficou com 58% das citações.

Detentor dos piores índices de impopularidade já registrados no Rio Grande do Norte, Robinson Faria não foi poupado nas justificativas dos votos. “Robson (sic) bateu recorde em tudo de ruim, principalmente na segurança, e era o que mais ele dizia que ia ser o governador da segurança, imagine kkkk”, disse o ex-vereador Nogueira de Dodoca.

Mas a atual prefeita de Mossoró não foi esquecida pelos leitores do Blog, principalmente pelo fato dos problemas que hoje marcam a gestão de Robinson terem começado no Governo dela. “Vou votar em Rosalba porque ela preparou o caminho pro (sic) Robson Faria. Com certeza são os dois piores, não troco um pelo outro”, justificou Francisco Luiz Souza.

A história de Geraldo Melo, atual pré-candidato ao Senado pelo PSDB, foi lembrada por 8% dos leitores. A relação ruim com os servidores estaduais não foi esquecida mesmo quase 30 anos após o fim do seu governo. “É evidente que o Robson ou a Rosalba tenham mais indicações. Pela distância temporal, poucos lembrarão do tão terrível governo do ” vento forte”. Se as pessoas reclamam, por exemplo, dos atrasos de salários, não há comparação com os 4 meses de atraso do governo Geraldo Melo, com a humilhação de ficar horas e horas no estádio Nogueirão, no sol, para receber o vencimento”, disse Antonio Damasceno.

Na próxima terça-feira o Blog do Barreto lança uma nova enquete.

Resultado

Robinson Faria (PSD): 58%

Rosalba Ciarlini (PP): 34

Geraldo Melo (PSDB): 8%

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Qual o pior governador da história do RN desde a redemocratização?

O trio dos governadores lembrados como "case" de má gestão no RN
O trio dos governadores lembrados como “case” de má gestão no RN

Na enquete desta semana o Blog do Barreto quer saber qual o pior governador da história do RN desde a redemocratização? Esse período conta a partir de 1985 quando o país voltou a ter eleições democráticas e ficou livre do jugo dos militares.

Deste período três nomes se destacaram como campeões de impopularidade.

Por mais de 20 anos Geraldo Melo reinou sozinho como “pior governador da história”. Ele teve uma gestão marcada por embates com os professores e pelos famosos pagamentos de salários atrasados em estádios de futebol.

A partir de 2010 ele passou a ter Rosalba Ciarlini (PP) como companheira. A gestão dela foi marcada pela explosão dos índices de violência, caos na saúde e o retorno dos atrasos salariais ainda que de forma tímida se comparado com o quadro atual.

O terceiro nome é Robinson Faria (PSD) que deixou praticamente todo o funcionalismo estadual com salários atrasados ao longo do mandato, viu a violência bater recordes e é atualmente o mais impopular governante da história potiguar.

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Pesquisa mostra Capitão Styvenson com viabilidade eleitoral e isso diz muito sobre qualidade da política potiguar

Capitão Styvenson

O Instituto Consult revelou no Blog do BG mais números sobre a eleição no Rio Grande do Norte. A disputa pelas duas vagas para o Senado tende a ser emocionante.

Um dado que eu já esperava com base no monitoramento que faço nas redes sociais se materializou: Capitão Styvenson está eleitoralmente viabilizado. Na pesquisa ele aparece tecnicamente empatado com Garibaldi Alves Filho (MDB) e Zenaide Maia (PHS) tidos como favoritos para o pleito de outubro.

Vou delimitar os números dos cinco primeiros colocados somando os percentuais de primeiro e segundo voto da pesquisa para dar embasamento aos argumentos que virão na sequência deste artigo:

Candidato Soma de primeiro e segundo votos
Garibaldi Filho 20,24%
Zenaide Maia 18%
Capitão Styvenson 17,53%
Geraldo Melo 11,18%
José Agripino 11,11%

Veja que o senador José Agripino (DEM) fez bem em desistir da reeleição. Ele estava definhando nas pesquisas e caindo em pontos percentuais acima da margem de erro e Geraldo Melo mesmo com a viabilidade política imposta pela estrutura atual do PSDB potiguar também fica para trás. Capitão Styvenson sem partido, espaço na mídia e qualquer estrutura política está tecnicamente empatado com Zenaide e Garibaldi.

Qual a explicação para um fenômeno como esse? A carência de líderes políticos no Rio Grande do Norte. A reposição de quadros é sempre para pior e o eleitor está cansado dos sobrenomes de sempre. Agripino afundou com essa circunstância e entendeu isso fazendo um recuo inteligente para sobreviver na política. Garibaldi ainda tem viabilidade em virtude do carisma pessoal, mas ele mesmo reconhece que esta é a eleição mais difícil da vitoriosa carreira política dele.

Já Zenaide surgiu forte, mas cresce lentamente muito com base no comportamento dela nas reformas propostas por Michel Temer (MDB).

E Styvenson? Ele fez fama por ter uma atuação considerada implacável em fiscalizações fazendo cumprir a Lei Seca. Na verdade, ele não fez nada além das suas obrigações como policial. Mas se diferenciou num cenário de bagunça institucional que rege a segurança pública no Rio Grande do Norte. Ele na verdade é apenas a nova versão de Zenaide que também não fez nada além do que cumprir o compromisso de não atuar contra os mais humildes.

Mas no imaginário das pessoas, policiais cobram propina para livrar o cidadão de multas e os políticos trabalham contra o povo.

Num cenário com péssimos quadros, Styvenson acaba se sobressaindo por multar bêbados, coisa, inclusive, que ele nem faz mais. Mas ficou no imaginário popular como alguém de caráter inabalável. Ele passa seriedade e essa qualidade é obrigação em qualquer pessoa, mas não pode ser o único fator para fazer surgir um fenômeno político. Pelo menos não poderia.

A política é muito mais complexa do que multar bêbados numa blitz, mas o eleitor está tão carente no Rio Grande do Norte que acaba encontrando no capitão uma referência e fazendo dele um nome capaz de aposentar as velhas raposas da vida pública potiguar.

Styvenson é um nome competitivo. A pesquisa prova isso. Mas há algo que os números não dizem em sua frieza. O eleitor que repulsa a velha guarda da política parece ter encontrado um segundo nome para o Senado.

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Zenaide não consegue desgrudar de Agripino e Garibaldi nas pesquisas

Zenaide não consegue desgrudar de Agripino e Garibaldi nas pesquisas

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Considerada o nome em melhores condições de mandar José Agripino Maia (DEM) ou Garibaldi Alves Filho (MDB) para casa em 2019, a deputada federal Zenaide Maia (PHS) está estagnada nas pesquisas.

Há um ano a perspectiva era de que ela se desgarraria pelo menos de José Agripino com o passar dos meses. Mas a parlamentar segue no mesmo patamar de intenção de votos que a dupla. Sempre embolada com um empate técnico.

Veja como o quadro está inalterado comparando a última pesquisa de 2017, divulgada em 14 de dezembro pela Consult.

Garibaldi Alves Filho: 18,88%

Zenaide Maia: 15,24%

José Agripino Maia: 13,12%

O quadro em outra pesquisa, do Instituto Certus, divulgada em 6 de maio, mostra empate técnico.

Garibaldi Alves Filho: 12,59%

José Agripino Maia: 11,63%

Zenaide Maia: 8,23%

Geraldo Melo: 8,12%

Repare um agravante no desempenho de Zenaide na última pesquisa divulgada é que ela está tecnicamente empatada também com o ex-senador Geraldo Melo (PSDB), aposentado da política há 12 anos.

Como a soma de primeiro e segundo votos revelam baixas intenções de votos para o Senado temos uma sinalização de que o eleitor está dando um tempo para se posicionar em relação a esta disputa.

Até aqui Zenaide está longe de ser um “fenômeno” nem tirou vantagem do desgaste da dupla de caciques políticos. Muito pelo contrário, temos em curso uma disputa acirrada.

Não é fácil derrotar os dois maiores líderes do Rio Grande do Norte das últimas quatro décadas.

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Rosalba e Carlos Augusto discutem parceria política com PSDB

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A prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) e o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado foram recebidos hoje pelo presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).

A conversa também contou com a presença dos deputados estaduais Gustavo Carvalho e Larissa Rosado.

Na pauta a possibilidade de parceria política para as eleições de 2018 e a análise das conjunturas eleitorais para 2018.

O PSDB tem 8 deputados estaduais, um federal e almeja lançar Geraldo Melo para a majoritária, tendo como uma possibilidade uma das vagas para o Senado.

Nos bastidores se comenta, e isso nunca foi desmentido por Rosalba, que o grupo da prefeita de Mossoró descarta totalmente apoiar a reeleição do senador José Agripino (DEM), o que facilitaria um entendimento.

Contas

A fonte que revelou a conversa não disse que o assunto foi abordado, mas estão em análise na Assembleia Legislativa as contas do ano de 2014, último da gestão de Rosalba.

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Geraldo Melo fala em candidatura ao Senado, mas planos do PSDB é lança-lo ao Governo

Geraldo Melo no governo
Geraldo foi governador há 30 anos

Segue a distopia que virou a política do Rio Grande do Norte neste ano eleitoral. O PSDB pretende lançar Geraldo Melo como seu candidato ao Governo do Estado.

O sonho do velho líder tucano é ser candidato ao Senado, mas a cúpula do partido quer que ele se coloque na disputa ao Governo do Estado. O lançamento está sendo planejado com esmero.

Geraldo Melo foi governador entre 1987 e 91. Tem a imagem marcada pelos atrasos salariais e brigas com professores. Junto com Rosalba Ciarlini (PP) e Robinson Faria (PSD) forma o trio dos piores governadores da história do Rio Grande do Norte.

O PSDB negocia apoio as candidaturas de Robinson Faria e Carlos Eduardo Alves (PDT).

Na última pesquisa para o Governo realizada pelo Instituto Certus sob encomenda da FIERN Geraldo está em terceiro lugar com 7,66% das intenções de voto.

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O peso do histórico dos candidatos na construção dos projetos eleitorais para o Governo do RN

Wilma é exemplo de construção de trajetória até chegar ao Governo
Wilma é exemplo de construção de trajetória até chegar ao Governo

Se o eleitor potiguar quer o “novo” porque nomes com tanto tempo na política são os favoritos para o Governo do Estado? Muitas perguntas se abrem, explicações de todos os tipos surgem.

Enxergo dois fatores como primordiais: história e bandeira de luta. Não é mero acaso que nenhum candidato pintou com alternativa viável aos nomes de Fátima Bezerra (PT) e Carlos Eduardo Alves (PDT), que hoje polarizam a disputa pelo Governo.

Isso não acaso, repito. Há uma lógica recorrente nas eleições que balizam este comentário.

Fátima Bezerra está disputando eleições desde 1994. Foi deputada estadual duas vezes, disputou a Prefeitura de Natal quatro vezes, foi eleita deputada federal em três oportunidades e hoje é senadora.

Carlos Eduardo Alves foi prefeito de Natal quatro vezes, deputado estadual outras quatro vezes e disputou o Governo do Estado em 2010.

Para furar um cerco deste tamanho é preciso ter uma bandeira de luta, uma marca registrada. Quem se apresenta como alternativa até aqui não conseguiu ir além de bons discursos, como o deputado estadual Kelps Lima (SD). Faltou algo que pegue na veia junto ao povão.

Desde a redemocratização ninguém chegou ao Governo do Estado sem ter um passado político, talvez a única exceção seja Geraldo Melo cujo o único mandato antes de vencer em 1986 tinha sido o de vice-governador. Mas é preciso lembrar que do outro lado estava um João Faustino, a época, também sem um passado consistente. Estava apenas no segundo mandato de deputado federal.

Mas vejam os casos seguintes. Antes de ser eleito em 1990, José Agripino tinha sido prefeito de Natal, governador e senador. Em 1994 (reeleito em 1998) Garibaldi Alves Filho fora prefeito de Natal, deputado estadual por quatro mandatos e senador antes de chegar ao governo. Em 2002 (reeleita em 2006), Wilma de Faria (PSB) fora prefeita de Natal três vezes, deputada federal e disputou o Governo do Estado em 1994. Em 2010, Rosalba Ciarlini tinha sido prefeita de Mossoró três vezes e eleita senadora quatro anos antes.

O atual governador Robinson Faria (PSD) é um caso que mostra a necessidade de um certo lastro histórico antes de chegar ao Governo. Em 2006, ele sonhou com o Senado, mas não se viabilizou. Em 2010 quis ser governador, mas terminou vice de Rosalba. Robinson exerceu seis mandatos de deputado estadual, foi presidente da Assembleia Legislativa por oito anos e vice-governador. Só com após enriquecer o currículo ele realizou ao sonho de ser governador em 2014 quando conseguiu derrotar o poderoso palanque de Henrique Alves.

O eleitor pode até sonhar com o novo, mas ao se deparar com a história das alternativas prefere dar mais um tempo para elas e apostar nos nomes mais calejados.

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Geraldo Melo vira o “jabuti na árvore” das pesquisas

jabotinaarvore

O ex-governador Geraldo Melo (PSDB) deixou 12 anos de aposentadoria política e se anunciou candidato ao Senado. Mas curiosamente os institutos de pesquisa insistem em colocar o nome dele como postulante ao Governo do Estado.

Uma esquisitice que distancia da realidade o cenário delineado para a disputa pelo Governo do Estado. Geraldo está sempre lá “comendo” algo em torno de 7% das intenções de votos. Pouco, mas é algo que termina teoricamente atrapalhando o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo (PDT) que está se tornando o principal nome do bloco conservador.

A exclusão de Geraldo nas sondagens para o Senado é uma “mão na roda” para os senadores Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino Maia (DEM). Além de estar no mesmo campo político da dupla, Geraldo almeja excluir um dos dois da chapa de Carlos Eduardo como resultado das negociações para acomodar o PSDB na chapa do ex-prefeito de Natal.

Geraldo não tem muita musculatura para um pleito majoritário por motivos óbvios, mas mesmo aposentado da política há 12 anos é capaz de atrapalhar como o “jabuti na árvore” das pesquisas. Ninguém sabe como ele foi parar numa postulação que rechaçou e parece não saber como colocá-lo na lista correta.

Daí se mede o quanto as oligarquias familiares estão fragilizadas.

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