IBGE e Femurn realizam evento para apresentar dados municipais

Damião Ernane Souza é chefe da Unidade do RN do IBGE (Foto João Gilberto/ALRN)

Você sabe como o IBGE pode melhorar o desempenho da prefeitura da sua cidade? O Instituto possui várias ferramentas online para explorar resultados de pesquisas que podem auxiliar a gestão dos municípios. Para mostrar como usar essas informações, o IBGE e a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) realizam, na próxima terça-feira (29), o evento “RN Cidades: uso de dados do IBGE para decisões municipais”.

“O desafio de decidir faz parte da rotina do gestor municipal e o IBGE fornecerá sempre o retrato da sua realidade”, afirma Damião Ernane de Souza, chefe da Unidade Estadual do IBGE no Rio Grande do Norte.

Na oportunidade, a Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic) 2020 terá sua fase de coleta lançada oficialmente. Com as informações das edições anteriores da Munic, é possível comparar número de servidores públicos, a existência de exames básicos de saúde e outros tópicos na ferramenta @cidades.

Lançado nesta semana, o Painel Covid-19 Síntese por Município é outra ferramenta gratuita que reúne 24 indicadores num mesmo ambiente. O painel mostra, por exemplo, a população com 60 anos ou mais de idade e localidades indígenas, ambas populações consideradas vulneráveis.

Publicação exclusiva do RN

No evento online, o IBGE também oferecerá aos gestores municipais a primeira edição da publicação virtual RN Cidades, uma síntese de informações de cada um dos 167 municípios potiguares.

Serviço

O que é?

RN Cidades: uso de dados do IBGE para decisões municipais.

Quem?

Gestores municipais e interessados.

Quando?
29 de Setembro.

15 h.

Onde?
Evento online: http://bit.ly/rncidades

Compartilhe:

RN tem 17% de pessoas desocupadas

A taxa de desocupação no Rio Grande do Norte alcançou, em agosto, o maior percentual desde maio: 17%. Isso significa que 235 mil pessoas estão em busca de trabalho no Rio Grande do Norte. Com o resultado, o estado tem uma das cinco maiores taxas de desocupação do Brasil. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Covid19 de agosto.

No início da pesquisa, em maio deste ano, a taxa de 12,3% representava 173 mil pessoas desocupadas no Rio Grande do Norte. Portanto, 62 mil potiguares a mais passaram a pressionar o mercado de trabalho ao longo desse período. No Nordeste, Bahia (18%) e Maranhão (18%) superam o estado potiguar e lideram o ranking nacional.

Enquanto a taxa de desocupação cresce mensalmente, o número de pessoas que não procuram trabalho “em razão da pandemia ou porque não havia trabalho na localidade, mas gostariam de trabalhar” diminui. Em julho, eram 449 mil pessoas; em agosto, a quantidade de pessoas nessa situação diminui para 404 mil. Essas pessoas compõem um dos grupos que estão fora da força de trabalho, porque não têm ocupação nem tomaram providência efetiva para retornar ao mercado.

Afastamento do trabalho

O número de pessoas ocupadas e afastadas do trabalho em razão do distanciamento social teve uma queda de 40% no Rio Grande do Norte. Em julho, eram 140 mil trabalhadores, mas agosto esse número chegou ao menor nível desde o início da pesquisa: 84 mil. Isso corresponde a 7,4% da população ocupada.

O estado possui a segunda maior proporção de trabalhadores afastados da região Nordeste, atrás apenas de Alagoas (8,2%). No Brasil, esse tipo de afastamento ainda atinge 5% dos trabalhadores.

 

Número de estudantes com atividades cresce no RN, mas está abaixo da média nacional

O número de estudantes com atividades em agosto aumentou em relação ao mês anterior. Em julho, 61% dos estudantes receberam alguma atividade escolar. Isso corresponde a 508 mil estudantes. Em agosto, a proporção aumentou para 69%, o que representa 581 mil estudantes.

Mesmo com o crescimento, o Rio Grande do Norte apresenta média de estudantes com atividades abaixo da nacional (80,4%) e do Nordeste (74%). Os estados da região que têm as maiores médias de estudantes com atividades são Paraíba (87%), Pernambuco (83%) e Ceará (83%). A pesquisa abrange estudantes de ensino fundamental, médio e superior.

 

Procura por atendimento cai 60% no RN

O número de pessoas com mais de um sintoma de covid-19 e que foram a um estabelecimento de saúde caiu 60% em agosto na comparação com o mês anterior. Em julho, 20 mil pessoas com sintomas conjugados foram em busca de atendimento. Em agosto, foram 8 mil.

Fonte: IBGE

Compartilhe:

Com Rosalba e Robinson insegurança alimentar grave cresce 2,5% no RN

Além do crescimento da fome extrema, 59% dos potiguares estão em situação de insegurança alimentar moderada (Foto: reprodução)

Entre os anos de 2013 e 2018, período do governos Rosalba Ciarlini e Robinson Faria, a fome voltou a crescer no Rio Grande do Norte. É o que aponta estudo “Análise da Segurança Alimentar no Brasil”, da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), divulgado pelo IBGE. Os dados foram coletados entre os anos de 2017 e 2018.

O levantamento mostra um crescimento de 2,5% da fome no Estado entre os anos de 2013 e 2018.

Em 2013 existiam 53 mil domicílios em situação de insegurança alimentar, o que equivalia a 5,1% da população total do Estado. Em 2018 esse número chegou a 81 mil, o que corresponde a 7,6% dos domicílios potiguares. Estima-se que ao menos 282 mil potiguares esteja em situação de insegurança alimentar grave.

Esses dados colocam o Rio Grande do Norte como o terceiro Estado nordestino em pior situação de insegurança alimentar, ficando atrás do Maranhão (12,3%) e Alagoas (7,7%). A média do Brasil (4,6%) é inferior à média do Nordeste (7,1%) no que diz respeito à insegurança alimentar grave. A região Norte destaca-se, nessa perspectiva, com a maior proporção de domicílios com esse problema (10,2%), e o Amazonas é a unidade da federação com maior índice: 14,2%.

Outro dado do POF é que 59% dos potiguares atingiram o grau de insegurança alimentar moderada, o que equivale a cerca de 2 milhões de pessoas.

Compartilhe:

RN tem segunda maior queda no setor de serviços do país em julho

O volume de serviços do Rio Grande do Norte teve redução de 1,3% em julho na comparação com junho, a segunda maior do Brasil. Outros cinco estados apresentaram retração em no mês: Ceará (- 2,5%), Mato Grosso (- 0,9%), Bahia (- 0,9%), Piauí (- 0,8%) e Acre (- 0,5%).

As demais unidades da federação tiveram crescimento do volume de serviços em julho, o que resultou no crescimento da média do Brasil (2,6%). Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.

Na comparação com julho de 2019, o volume de serviços do Rio Grande do Norte teve uma queda de 28,4%, a maior do Brasil. Nessa análise, 25 unidades da federação tiveram variação negativa, enquanto a retração média brasileira foi de 11,9%.

No acumulado de janeiro a julho, o Rio Grande do Norte segue a tendência de queda nacional em relação ao mesmo período de 2019. Com retração de 16,9%, o estado potiguar teve a quarta maior queda entre as unidades da federação. Apenas Alagoas (-19,0), Bahia (-18,0) e Piauí (-17,8) tiveram quedas mais acentuadas. Rondônia foi o único estado que apresentou variação positiva, 3,9%. Nesta análise, o Brasil acumula perda de 8,9%.

Na série histórica dos acumulados do ano (janeiro a julho) do Rio Grande do Norte, o estado também registrou o resultado mais negativo no acumulado do ano desde 2012, início da PMS.

Síntese do RN: julho de 2020

Serviços

Período

Volume de serviços

Receita nominal de serviços

Julho/Junho

– 1,3%

– 1,1%

Julho 2020/julho 2019

– 28,4%

– 25,9%

Acumulado 2020

– 16,9%

– 14,3%

Acumulado 12 meses

– 9,4%

– 7,3%

Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal de Serviços

 

 

Compartilhe:

RN tem a maior proporção de cães e gatos vacinados do Norte e Nordeste

Potiguares têm tido cuidado com os animais de estimação (Foto: reprodução)

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que o Rio Grande do Norte tem a maior proporção de domicílios com cães e gatos vacinados das regiões Norte e Nordeste.

A pesquisa foi realizada em 1.128.000 domicílios potiguares apontando que 39,3% têm cachorro e 20,6% têm gato. No Rio Grande do Norte, 74,3% dos domicílios que possuem gato ou cachorro têm todos os animais vacinados contra raiva. Essa é maior proporção entre os estados das regiões Norte e Nordeste. São 560 mil lares onde esses animais foram protegidos da doença.

O cuidado dos potiguares com a vacinação desses animais é proporcionalmente maior que a média nacional, que corresponde a 72% dos domicílios; no Nordeste, a média é de 67,3%.

Compartilhe:

RN é o Estado das regiões Norte e Nordeste em que as pessoas mais vão a consultas médicas, aponta IBGE

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019 levantou o percentual de pessoas que consultaram médico nos últimos 12 meses. No RN, 75,4% consultaram; proporção um pouco menor que a média nacional, que foi de 76,2%. Esse dado norte-rio-grandense representa a maior percentual entre os estados das regiões Norte e Nordeste.

Esse é um dos resultados do primeiro volume da PNS 2019. Divulgado hoje (04) pelo IBGE, o volume apresenta dados sobre domicílios, acesso e utilização de serviços de saúde. A coleta dos dados ocorreu entre agosto de 2019 e fevereiro de 2020. Em parceria com o Ministério da Saúde, a pesquisa estrutural está prevista para ocorrer a cada cinco anos.

O estudo ainda mostrou que no Rio Grande do Norte 82,3% da população procura o mesmo médico ou serviço de saúde quando precisam de atendimento, esse percentual é maior que as médias do Brasil (76,5%) e do Nordeste (76%). Apenas Alagoas (82,3%) e São Paulo (82,5%) têm proporções semelhantes à do Estado potiguar.

Nessa perspectiva, quanto maior o nível de instrução, menor é a parcela da população que costuma repetir o lugar ou profissional de quem recebe atendimento. No Rio Grande do Norte, 84,6% das pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto procuram o mesmo médico ou serviço de saúde quando precisam de atendimento. Entre as pessoas com ensino superior completo, 76,9% têm esse comportamento.

Planos de Saúde

No RN, 18,7% das pessoas têm plano médico ou odontológico, enquanto a média nacional é de 28,5%. Apesar de a proporção de potiguares com algum desses planos ser maior que a média do Nordeste (16,6%), esse dado evidencia a elevada dependência dos norte-rio-grandenses da rede pública de saúde, tendo em vista que 81,3% não têm plano nem médico nem odontológico.

A pesquisa também constatou que 16,4% dos potiguares têm plano de saúde médico (não inclui os planos exclusivamente odontológicos). Essa é a terceira maior proporção entre os estados do Nordeste. No Brasil, 26% da população possui um plano de saúde médico.

No que diz respeito aos planos odontológicos, 10,5% dos norte-rio-grandenses têm o serviço, menos que a média do Brasil (12,7%).

Fonte: IBGE

Compartilhe:

População de Parnamirim poderá ser maior que a de Mossoró até 2033

A última estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que Mossoró em breve será ultrapassada por Parnamirim em termos populacionais. Em um ano o número de habitantes da capital do Oeste potiguar cresceu metade do registrado para a cidade da região metropolitana de Natal.

O crescimento populacional de Mossoró entre 2019 e 2020 foi de 1,09% enquanto em Parnamirim foi de 2,13%. Em termos numéricos a capital do Oeste ganhou 3.240 novos moradores enquanto a cidade “Trampolim da Vitória” recebeu 6.358.

A se manter esta tendência a população de Parnamirim deverá superar Mossoró em 2033 de acordo com cálculo feito a pedido do Blog do Barreto pelo professor Prof. Dr. Mademerson Costa do Departamento de Matemática e Estatística da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).

O quadro impressiona ainda mais quando comparamos que a evolução populacional das duas cidades nos últimos 29 anos. Em 1991, Parnamirim possuía 63.312 habitantes enquanto que Mossoró tinha mais que o triplo de moradores com 192.267 (ver quadro abaixo)

Observe que Parnamirim praticamente dobrou de tamanho duas vezes nos anos 1990 e 2000 enquanto Mossoró aumentava seu quantitativo de habitantes de forma mais modesta.

O chefe da unidade estadual do IBGE no Rio Grande do Norte Damião Ernane explica que essa situação passa e pelo fato de Parnamirim atrair moradores de Natal. “Parnamirim, com ampla expansão imobiliária e apresentação de movimentos sazonais diários para o trabalho na capital, o que é conhecido popularmente como cidade dormitório”, destacou.

Outro aspecto está relacionado ao crescimento econômico (ver gráfico abaixo).

“Embora Mossoró não tenha apresentado crescimento percentual similar a Parnamirim, as duas cidades de maior porte populacional depois da Capital, o maior município do Oeste Potiguar também pode ter seu crescimento explicado por fenômenos relacionados a aspectos econômicos, melhor estrutura de serviços da região, se constituindo como centro de influência e atração populacional. Conforme pode ser observado na Figura 1 (ver acima), o número de empresas nos dois municípios apresentou crescimento de 2006 a 2018, que em alguma escala pode ter contribuído pelo crescimento populacional de ambos”, acrescenta Damião Ernane.

Nova Realidade

O quadro de saída da Petrobras do Rio Grande do Norte impacta diretamente em Mossoró que perderá parte de seus habitantes atraídos pela indústria do petróleo que passará ao controle da iniciativa privada que por natureza contrata menos funcionários.

Compartilhe:

RN tem crescimento populacional de 1,7%. Confira quantas pessoas moram na sua cidade

O Rio Grande do Norte tem 3.534.165 habitantes. É o que estima o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). O crescimento em relação a 2019 foi de 1,7%. São 27.312 pessoas a mais no Estado.

Com 890.480 habitantes Natal segue sendo a maior cidade do Estado seguida por Mossoró com 300.618 e Parnamirim com 267.036.

Quatro municípios se destacaram com crescimento de 2% são eles: Parnamirim, Tibau do Sul, Galinhos e Guamaré. Destaca-se ainda que 50% dos municípios apresentaram crescimento de 1% entre os eles Natal (crescimento de 6.358 pessoas) e Mossoró (crescimento 3.240 pessoas).

Confira abaixo quais são os dez Municípios mais populosos do RN:

Com 1.725 habitantes, Viçosa segue sendo a cidade menos populosa do Rio Grande do Norte.

Quer saber quantos moradores existem na sua cidade e a evolução nos últimos 29 anos? Clique AQUI e confira.

A população do Brasil chegou a 211,8 milhões de habitantes, crescendo 0,77% em relação a 2019.

Compartilhe:

Finalmente Mossoró pode dizer que tem 300 mil habitantes com respaldo do IBGE

Mossoró agora tem 300.618 habitantes (Foto: Web/autor não identificado)

No senso comum do mossoroense Mossoró é a capital do Oeste potiguar e uma cidade com mais de 300 mil habitantes. Mas a cada atualização das estimativas populacionais frustrava esse imaginário.

Agora, em 2020, com a atualização do banco de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) Mossoró tem oficialmente 300.618 habitantes.

Mossoró segue como a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte.

Vale lembrar que este ano não teve censo previsto pelo IBGE por causa da pandemia do novo coronavírus. Ainda não é certeza ter ano que vem como chegou a ser anunciado.

Compartilhe:

Setor de serviços tem retração de 14% no primeiro semestre

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que no primeiro semestre do ano o setor de serviços do Rio Grande do Norte acumulou perda de 14,9% em comparação ao mesmo período de 2019.

No Brasil, a redução média entre as unidades da federação também foi de 8,3%. O estado potiguar acumula, de janeiro a junho, a quarta maior perda acumulada do setor de serviços, apenas Alagoas (-17,8%), Bahia (-16,5%) e Piauí (-16,4%) tiveram maiores perdas nesse período.

Conforme o gráfico abaixo, verifica-se que a perda acumulada do volume de vendas de serviços, no primeiro semestre de 2020, foi a maior desde de 2012 e acentua a tendência de queda, que acontece desde 2015, apesar de ter encerrado 2019 com variação positiva (0,7%) em relação ao ano anterior, isso não foi o bastante para indicar retomada do crescimento do setor.