Para presidente da Redepetro haverá saldo positivo na geração de empregos da indústria petrolífera com novos investimentos

Presidente da Redepetro enxerga investimentos com otimismo (Foto: Blog do Barreto)

Entrevistado pelo Meio-Dia Mossoró da 95 FM, o presidente da Redepetro Gutemberg Dias avaliou de forma positiva a chegada da Petrorecôncavo cuja sede no RN ficará na capital do Oeste potiguar.

Para Gutemberg Dias, o quadro de geração de empregos em Riacho da Forquilha não será do jeito que espera o Sindpetro. “Desconheço esse saldo negativo. Teremos de 80 a 100 empregos a mais porque a produção vai aumentar”, analisou.

Outro ponto positivo avaliado por Gutemberg Dias diz respeito ao fato de os negócios voltarem a acontecer na cadeia do petróleo. “Hoje está tudo parado”, frisou.

No entanto, o presidente da Redepetro reforçou as palavras do presidente da Petrorecôncavo de que a retomada dos investimentos não vai resolver o problema do desemprego na cidade. “É preciso outros investimentos”, acrescentou.

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Para secretário-geral do Sindpetro estão tratando Riacho da Forquilha como se fosse a Porcellanati

Pedro Lúcio resume expectativa com a chegada da Petrorecôncavo (Foto: Blog do Barreto)

“Estão tratando Riacho da Forquilha como se fosse a Porcellanati”, com essas palavras o secretário-geral do Sindpetro Pedro Lúcio resumiu a confusão que ocorre em relação a chegada da Petrorencôncavo a Mossoró.

As declarações foram em entrevista ao programa Meio-Dia Mossoró da 95 FM. “Riacho da Forquilha não é como a Porcellanati que não tem nada. Lá estão 350 trabalhadores em plena produção”, lembrou.

Nas contas de Pedro Lúcio as perspectivas mais otimistas da Petrorecôncavo são de gerar 200 empregos provocando um déficit de 150 em relação aos 350 postos de trabalho atuais.

Ele disse ainda que o Sindpetro vai questionar na Justiça o leilão que resultou na venda de 34 campos de petróleo no Rio Grande do Norte. “Há uma série de ilegalidades”, frisou.

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‘Não é exatamente isso que vai resolver o problema do desemprego em Mossoró’, avisa presidente da Petrorecôncavo

Entrevistado com exclusividade pelo Blog do Barreto, Marcelo Magalhães, presidente da Petrorecôncavo adotou uma postura realista aos investimentos da empresa privada.

O presidente da empresa que comprou 34 campos de petróleo no Rio Grande do Norte avisa que este investimento sozinho não repõe os empregos perdidos nos últimos anos. “Não é exatamente isso (vinda da Petrorecôncavo) que vai resolver o problema do desemprego em Mossoró”, diz.

Marcelo explica que adotou critério técnicos para escolher Mossoró como sede da empresa no Rio Grande do Norte. Ele informa que o principal objetivo é aumentar a produção.

O executivo calcula que num primeiro momento serão gerados de 80 a 100 empregos em Mossoró. A empresa ainda aguarda a liberação de vários órgãos para iniciar os trabalhos.

Confira a conversa abaixo:

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Petrorecôncavo é a redenção da indústria petrolífera do RN? Conheça os números que ela tem que manter

Riacho da Forquilha gera 350 empregos em Mossoró (Foto: autor não identificado)

Muita gente trata a vinda da Petrorecôncavo para o Rio Grande do Norte como a redenção da indústria petrolífera do Rio Grande do Norte.

Mas como estão os 34 campos adquiridos pela empresa privada em leilão?

O Blog do Barreto levantou os números junto ao Sindpero/RN. A produção atual é de 6.200 barris. Em dezembro de 2016 eram de 8.600. “A queda foi devido ao processo de venda que fez a Petrobrás abandonar os investimentos, a produção se mantinha estável há dez anos”, explica o secretário-geral do Sindpetro Pedro Lúcio Góis.

Somente em Riacho da Forquilha são atualmente 350 trabalhadores empregados diretamente nas concessões. Isso sem contar o pessoal administrativo e operacional indireto que fica na Base-34 em Mossoró e na Base de Natal. “Se for para estimar o indireto eu colocaria mais 150. Esse número era maior em 2016”, acrescenta Pedro.

Fala-se que a Petrorecôncavo vá contratar 200 funcionários, o que na prática seria a extinção de 150 postos de trabalho.

Outra preocupação do sindicato é quanto a manutenção das operações. “Riacho é duas vezes maior que todas as outras operações da PetroRecôncavo no país juntas. Caso a empresa não seja bem-sucedida nessa área, quem a socorrerá, a Petrobrás?”, questiona.

A 6.200 barris gera um faturamento anual de R$ 638 milhões para a Petrobras anualmente.

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Empresa que vai investir R$ 600 milhões no RN será sediada em Mossoró

Empresa vai se instalar em Mossoró (Foto: Danina Fromer)

Em primeira mão o Meio-Dia Mossoró trouxe a notícia de que a Petrorecôncavo vai se instalar na capital do Oeste do Estado.

A notícia foi dada por telefone pela governadora Fátima Bezerra (PT) e pelo senador Jean Pàul Prates em participação no programa da 95 FM após reunião com os executivos da empresa que comprou 34 campos de petróleo no Estado. “É uma grande notícia para Mossoró porque o investimento vai fazer com os impostos pegos pela Petrorecôncavo sejam pagos em Mossoró e ficam na cidade”, frisou.

Segundo o senador o investimento da empresa será de R$ 600 milhões no Estado.

A governadora destacou (ver vídeo abaixo) o empenho para que esta conquista viesse para Mossoró. “Isso vai enriquecer toda uma cadeia produtiva na Região Oeste”, frisou.

O presidente da Petrorecôncavo Marcelo Guimarães declarou que a prioridade será a economia desenvolver a local. “Temos vasta experiência em revitalização de campos maduros e já fizemos isso na Bahia. Esperamos fazer isso no Rio Grande do Norte com investimento local e com mão-de-obra local. Vamos sediar o escritório em Mossoró e já vamos sentar com a Redepetro”, acrescentou.

O braço da Petrorecôncocavo no Rio Grande do Norte será a empresa Potiguar RP cujo o gerente-geral no Estado será o currais-novense Juan Alves.

Nota do Blog: essa ideia foi levantada por nós no programa Meio-Dia Mossoró do dia 1º de maio. Muito bom ver que houve empenho da classe política e aceitação da empresa. Mossoró ganha com isso.

Nota do Blog 2 (16h50): segundo a Assessoria de Imprensa do Governo o investimento será de US$ 150 milhões.

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Mossoró e a doença holandesa

Mossoró precisa buscar novas alternativas (Foto: autor não identificado)

Mossoró corre sério risco de num futuro não muito distante se tornar uma cidade fantasma. Há dez anos poucos políticos se propuseram a discutir o pós-Petrobras. O assunto sempre foi um debate marginalizado.

Enquanto os que estavam no poder falavam em “metrópole do futuro” o jornalista Emery Costa fazia registros do “Mossoró Já Teve” na sua coluna em O Mossoroense.

Era um sintoma claro de doença holandesa.

A cidade ia perdendo indústrias e seguia com os bolsos cheios graças a farra dos royalties do petróleo.

A partir de 2011 o desinvestimento da Petrobras se intensificou e poucos se atentaram a isso. As lutas pela retomada dos investimentos renderam apenas fotos e nada mais.

Aos poucos, Mossoró foi tendo como solução a venda dos campos maduros para a iniciativa privada em vez de buscar novas cadeias produtivas e investimentos no setor industrial.

Com o desemprego muita gente vai apostando no próprio negócio no setor de serviços. Os negócios fecham em grande velocidade porque não há espaço para todos.

Mossoró vive o que no jargão da economia se chama “Doença Holandesa” cuja origem se dá na Holanda dos anos 1960 quando a descoberta de reservas de gás natural levou o país apostar tudo nos recursos naturais e se desindustrializar gerando sérios problemas nos anos seguintes.

Há estudos que apontam para que exista um fenômeno nacional. Mossoró teria se rendido a isso deixando a doença se alastrar. A geração de riquezas vai diminuindo e afetando o setor de serviços. Menos impostos, menos investimentos do setor público em obras estruturantes.

Agora há uma esperança de retomada de investimentos no setor petrolífero com a Petrorecôncavo que comprou 34 campos no Rio Grande do Norte.

É um alento, mas logo de cara é uma certeza de que a empresa não gerará tantos empregos como antes nem pagará os bons salários de outrora.

Mossoró trata a doença holandesa com um paliativo. A verdadeira cura passa por criatividade e oferecimento de condições para novas cadeias produtivas em nossa economia.

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Rosalba acata sugestão dada no programa Meio-Dia Mossoró

Rosalba aceita sugestão do Blog (Foto: Secom/PMM)

Na audição de quarta-feira do Meio-Dia Mossoró da 95 FM, o apresentador do programa e editor do Blog do Barreto defendeu que a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) ou outro membro da classe política local propusesse a Petrorecôncavo que a sede da empresa, que adquiriu 34 campos de petróleo, fosse na capital do Oeste potiguar.

Ontem a prefeita em um discurso no lançamento do projeto Maio Amarelo avisou que vai reivindicar o que o editor desta página sugeriu no programa de rádio (ver AQUI).

Outros políticos como a deputada estadual Isolda Dantas (PT) já tinham sinalizado em conversa com o editor desta página que levariam a ideia para a reunião da empresa com a governadora Fátima Bezerra (PT) marcada para a próxima segunda-feira.

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Senador revela que prioridade de empresa que comprou campos de petróleo no RN é contratação de mão-de-obra local

Em vídeo compartilhado nas redes sociais o senador Jean Paul Prates revelou que a Petrorecôncavo pretende priorizar a mão-de-obra local e que provavelmente o executivo responsável pela empresa no Estado seja potiguar.

Na próxima segunda-feira representantes da Petrorecôcavo se reúnem em Natal com a governadora Fátima Bezerra (PT).

Confira o vídeo:

Na semana passada o Blog do Barreto já tinha recebido a informação do presidente da Redepetro Gutemberg Dias de que um dos objetivos da Petrorecôncavo é de fazer contrato com os fornecedores locais, o que pode revitalizar o comércio mossoroense.

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