Redepetro discute situação da indústria do petróleo no RN com a governadora

Redepetro discute projetos com Governo (Foto: Sandro Menezes / GovRN)

A cadeia de petróleo e gás do Rio Grande do Norte conquistou mais suporte político para reaquecimento da atividade onshore (em terra). A Associação Redepetro RN, que congrega empresas do setor, obteve do Governo do Estado compromisso de apoio a essa retomada, em reunião com a governadora Fátima Bezerra, outras autoridades políticas, técnicos do Governo, Sebrae, Potigás, Uern, empresários, entre outros, nesta sexta-feira (27), em Mossoró.

O encontro ocorreu em meio ao anúncio da primeira alta nos últimos anos na geração de empregos no setor de petróleo e gás no RN, que acumulou déficit de 185 e 41 vagas em 2016/2017 e 2018, respectivamente, mas registrou saldo positivo de 104 postos de trabalho, entre janeiro e julho de 2019, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (TEM). O repasse de campos maduros à iniciativa privada é o indutor desse processo. “A reunião foi extremamente positiva, porque a governadora Fátima entendeu a luta empreendida pela Redepetro desde 2015 para essa retomada e depositou seu peso político para a reação do onshore no nosso Estado”, avalia o presidente da Redepetro, Gutemberg Dias, que representou a associação com outros empresários do setor.

Articulação

Entre as ações, a chefe do Executivo se comprometeu em mobilizar as bancadas estadual e federal em prol de alinhamento único, com vistas à atração de investimentos para o setor petrolífero potiguar. A Redepetro, segundo Dias, também conseguiu sensibilizá-la no propósito de transformar Mossoró na capital do onshore brasileiro.

A ideia também encontrou guarida na Assembleia Legislativa. Presente à reunião, a deputada estadual Isolda Dantas (PT) anunciou que apresentará projeto de lei ao Parlamento Estadual, com essa finalidade. “Esses compromissos motivam a Redepetro a continuar o trabalho pelo soerguimento da indústria do petróleo no Rio Grande do Norte, agora com apoio político no Governo do Estado e na Assembleia Legislativa, reforçando uma disposição já existente no Governo Federal”, comenta Gutemberg Dias.

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Entidades firmam parceria para evento que visa reaquecimento da cadeia de petróleo e gás no RN

Termo de cooperação é assinado (Foto: Assessoria)

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e Associação Redepetro RN assinaram, no final da tarde de hoje (30), acordo de cooperação técnica para o Mossoró Oil & Gas Expo, que será realizado dias 26 e 27 de novembro, no Centro de Exposições da Ufersa.

O evento será um marco do reaquecimento da cadeia de petróleo e gás no Rio Grande do Norte, com futura exploração de campos maduros pela iniciativa privada. Empresas já compraram áreas produtoras em Mossoró e Macau e devem arrematar outras, em leilão previsto para 10 de setembro.

“Esse está sendo um dos acontecimentos mais importantes para a economia do Estado nos últimos anos”, sentencia o diretor-superintendente do Sebrae RN, Zeca Melo. “Temos ao nosso favor toda a expertise da Ufersa nas engenharias de petróleo e química”, observa o reitor Arimatéia de Matos.

O presidente da Redepetro, Gutemberg Dias, compartilha do otimismo. “A confirmação da presença do ministro de Minas e Energia (Bento Albuquerque) no Mossoró Oil & Gas demonstra a importância estratégica do Estado para a retomada do petróleo em terra”, complementa.

Parceria

O acordo estabelece cooperação técnica para a programação científica do Mossoró Oil & Gas Expo, utilização do Expocenter e o Simpósio de Petróleo e Gás Onshore do Brasil, que será realizado durante o evento, concebido para ser o maior em matéria de petróleo e gás em terra do Brasil.

Além deles, participaram da assinatura do termo, no gabinete da Reitoria da Ufersa, o gerente do Escritório Regional Oeste do Sebrae, Paulo Miranda; gestor do Projeto de Petróleo e Gás do Sebrae-RN, Robson Matos, e o professor David Sena, do Núcleo de Inovação Tecnológica da Ufersa.

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Por que a classe política potiguar aceita bovinamente os desinvestimentos da Petrobras no RN?

Esta foto foi tirada em 2013. De lá para cá seguiram as perdas (Foto: autor não identificado)

Começou no governo de Dilma Rousseff, prosseguiu no mandato tampão de Michel Temer e seguirá com Jair Bolsonaro o processo de desinvestimento da Petrobras no Rio Grande do Norte.

A classe política potiguar estranhamente aceita tudo bovinamente. A economia do Rio Grande do Norte vai indo para o abate sem que nenhuma pessoa pública do Estado dê um murro na mesa e exija compensações.

Nosso Estado está em franca decadência e os nossos políticos da bancada federal seguem voltados para os seus projetos pessoais e liberações de emendas para segurar a base eleitoral com os prefeitos.

Quando governadora Rosalba Ciarlini (PP) não reagiu ao desmonte. Robinson Faria (PSD) idem. Fátima Bezerra (PT) segue no mesmo caminho.

O cargo de governador do Rio Grande do Norte se tornou desde setembro de 2013, quando começaram os primeiros atrasos salariais, a função de gestor de recursos humanos de luxo.

A Tribuna do Norte revelou ontem que o Estado perdeu quase sete mil empregos na indústria petrolífera desde que a prioridade passou a ser o Pré-sal. A tendência é que piore conforme as informações do jornal natalense.

O Rio Grande do Norte vai perdendo receitas e sem um horizonte que nos traga alguma esperança. O povo segue sem reagir e a classe política vai presa a inércia de quem aceita o fracasso como destino.

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Petrobras vende mais um polo no RN

Polo Macau é vendido (Foto: Thinckstock)

A Petrobras vendeu por R$ 800 milhões o polo Macau que reúne poços de petróleo terrestres e marítimo. É mais um ativo do Rio Grande do Norte que passa para a iniciativa privada.

A empresa compradora é a Starboard cuja a especialidade é a reestruturação de ativos.

O Polo Macau reúne os campos de Aratum, Macau, Serra, Salina Cristal, Lagoa Aroeira, Porto Carão e Sanhaçu.

Veja o comunicado de venda AQUI

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Vereadora afirma que vai fiscalizar cumprimento de promessas

 

Após este operário da informação apontar desconfiança (VER AQUI) sobre a carta de intenções assinada com o compromisso da Petrorecôncavo de revitalizar o setor petrolífero local, a vereadora Sandra Rosado (PSDB) envia comentário por meio da assessoria de imprensa garantindo que vai fiscalizar as promessas.

Confira:

“A Carta do Petróleo, como é denominado o documento, é o resultado da audiência pública, contendo prioridades, para nortear a revitalização a atividade petrolífera na região. É a compilação de sugestões/diretrizes, que surgiram ao longo da audiência pública, e que serão encaminhadas aos gestores municipais, estadual e federal, com o devido acompanhamento do nosso mandato, a fim de que sejam asseguradas condições para fortalecer o setor petrolífero de Mossoró e Região”.

Esta página reitera que ficará atenta e com a sensação de desconfiança e reforça: mesmo que tudo seja cumprido nada será como antes em termos de cadeia petrolífera em Mossoró.

 

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Mais uma carta de intenções envolvendo Mossoró e petróleo

 

Mais um conjunto de promessas (Foto: Edilberto Barros/CMM)

Quinta-feira a Câmara Municipal de Mossoró realizou audiência pública para debater a retomada dos investimentos da indústria petrolífera na capital do Oeste.

Foi assinada uma carta de intenções entre representantes políticos e da Petrorecôncavo que adquiriu 34 campos de petróleo no Rio Grande do Norte.

Vejo com ceticismo essas cartas de intenções. Mossoró já caiu nessas conversas no passado e o resultado foi frustração.

Que a sociedade fique de olho e a classe política cumpra a missão de fiscalizar as promessas.

Ainda que tudo seja cumprido nada será como antes.

 

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Para presidente da Redepetro haverá saldo positivo na geração de empregos da indústria petrolífera com novos investimentos

Presidente da Redepetro enxerga investimentos com otimismo (Foto: Blog do Barreto)

Entrevistado pelo Meio-Dia Mossoró da 95 FM, o presidente da Redepetro Gutemberg Dias avaliou de forma positiva a chegada da Petrorecôncavo cuja sede no RN ficará na capital do Oeste potiguar.

Para Gutemberg Dias, o quadro de geração de empregos em Riacho da Forquilha não será do jeito que espera o Sindpetro. “Desconheço esse saldo negativo. Teremos de 80 a 100 empregos a mais porque a produção vai aumentar”, analisou.

Outro ponto positivo avaliado por Gutemberg Dias diz respeito ao fato de os negócios voltarem a acontecer na cadeia do petróleo. “Hoje está tudo parado”, frisou.

No entanto, o presidente da Redepetro reforçou as palavras do presidente da Petrorecôncavo de que a retomada dos investimentos não vai resolver o problema do desemprego na cidade. “É preciso outros investimentos”, acrescentou.

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Para secretário-geral do Sindpetro estão tratando Riacho da Forquilha como se fosse a Porcellanati

Pedro Lúcio resume expectativa com a chegada da Petrorecôncavo (Foto: Blog do Barreto)

“Estão tratando Riacho da Forquilha como se fosse a Porcellanati”, com essas palavras o secretário-geral do Sindpetro Pedro Lúcio resumiu a confusão que ocorre em relação a chegada da Petrorencôncavo a Mossoró.

As declarações foram em entrevista ao programa Meio-Dia Mossoró da 95 FM. “Riacho da Forquilha não é como a Porcellanati que não tem nada. Lá estão 350 trabalhadores em plena produção”, lembrou.

Nas contas de Pedro Lúcio as perspectivas mais otimistas da Petrorecôncavo são de gerar 200 empregos provocando um déficit de 150 em relação aos 350 postos de trabalho atuais.

Ele disse ainda que o Sindpetro vai questionar na Justiça o leilão que resultou na venda de 34 campos de petróleo no Rio Grande do Norte. “Há uma série de ilegalidades”, frisou.

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‘Não é exatamente isso que vai resolver o problema do desemprego em Mossoró’, avisa presidente da Petrorecôncavo

Entrevistado com exclusividade pelo Blog do Barreto, Marcelo Magalhães, presidente da Petrorecôncavo adotou uma postura realista aos investimentos da empresa privada.

O presidente da empresa que comprou 34 campos de petróleo no Rio Grande do Norte avisa que este investimento sozinho não repõe os empregos perdidos nos últimos anos. “Não é exatamente isso (vinda da Petrorecôncavo) que vai resolver o problema do desemprego em Mossoró”, diz.

Marcelo explica que adotou critério técnicos para escolher Mossoró como sede da empresa no Rio Grande do Norte. Ele informa que o principal objetivo é aumentar a produção.

O executivo calcula que num primeiro momento serão gerados de 80 a 100 empregos em Mossoró. A empresa ainda aguarda a liberação de vários órgãos para iniciar os trabalhos.

Confira a conversa abaixo:

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Petrorecôncavo é a redenção da indústria petrolífera do RN? Conheça os números que ela tem que manter

Riacho da Forquilha gera 350 empregos em Mossoró (Foto: autor não identificado)

Muita gente trata a vinda da Petrorecôncavo para o Rio Grande do Norte como a redenção da indústria petrolífera do Rio Grande do Norte.

Mas como estão os 34 campos adquiridos pela empresa privada em leilão?

O Blog do Barreto levantou os números junto ao Sindpero/RN. A produção atual é de 6.200 barris. Em dezembro de 2016 eram de 8.600. “A queda foi devido ao processo de venda que fez a Petrobrás abandonar os investimentos, a produção se mantinha estável há dez anos”, explica o secretário-geral do Sindpetro Pedro Lúcio Góis.

Somente em Riacho da Forquilha são atualmente 350 trabalhadores empregados diretamente nas concessões. Isso sem contar o pessoal administrativo e operacional indireto que fica na Base-34 em Mossoró e na Base de Natal. “Se for para estimar o indireto eu colocaria mais 150. Esse número era maior em 2016”, acrescenta Pedro.

Fala-se que a Petrorecôncavo vá contratar 200 funcionários, o que na prática seria a extinção de 150 postos de trabalho.

Outra preocupação do sindicato é quanto a manutenção das operações. “Riacho é duas vezes maior que todas as outras operações da PetroRecôncavo no país juntas. Caso a empresa não seja bem-sucedida nessa área, quem a socorrerá, a Petrobrás?”, questiona.

A 6.200 barris gera um faturamento anual de R$ 638 milhões para a Petrobras anualmente.

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