Governantes são desaprovados nos três níveis de poder em Natal

Ainda que com percentuais diferentes os governantes estão desaprovados em Natal nos três níveis de poder. A maior desaprovação é do presidente Jair Bolsonaro com 59%.

Confira a avaliação do presidente.

A governadora Fátima Bezerra (PT) que manteve índices de aprovação superiores ao de desaprovação na capital ao longo do ano passado agora tem avaliação negativa de 50%.

O prefeito Álvaro Dias (MDB) também passou a ser visto de forma negativa pelo eleitor natalense com desaprovação de 44%.

O Instituto Seta foi às ruas de nos dias 5 e 6 de fevereiro entrevistando 700 eleitores de todas as zonas eleitorais de Natal. A pesquisa tem intervalo de confiança (nível de significância) de 95% com margem de erro de 3,5% para mais ou para menos. O registro na Justiça Eleitoral é de número RN-02069/2020.

Compartilhe:

Petroleiros protestam na BR 110

Manifestação paralisou estrada que liga Mossoró a Areia Branca

Petroleiros do Rio Grande do Norte protestaram nesta quarta-feira, 12, na BR-110 que liga Mossoró a Areia Branca. A paralização começou às 5h e faz parte do calendário da greve nacional dos petroleiros que teve início em 01/02. A manifestação foi encerrada às 8h30 e foi acompanhada pela Polícia Rodoviária Federal, a qual não declarou abusos na iniciativa.

O protesto teve como objetivo conscientizar a sociedade sobre o descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho pela Companhia, denunciar a demissão e transferência de trabalhadores, próprios e contratados, além de impedir o desmonte e venda de ativos em todo o Sistema Petrobrás.

Em Mossoró a mobilização reuniu cerca de 300 trabalhadores terceirizados e petroleiros Petrobrás, além da participação de membros das centrais sindicais CUT e CTB, Movimento Sem Terra(MST), Marcha Mundial das Mulheres, SINTE-RN Regional, SINAI e do mandato da Deputada Estadual, Isolda Dantas.

Pedro Lúcio afirma que Petrobras desmobiliza ativos no RN

De acordo com o secretário geral do SINDIPETRO-RN, Pedro Lúcio, a Petrobrás colocou à venda oito refinarias no país e tem desmobilizado todos os seus ativos noRN. “O presidente da Companhia, Roberto Castelo Branco, informou em 2019 que o foco dos investimentos no Espirito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, enfraquecendo a produção no Nordeste e provocando mais demissões e enfraquecendo a economia de estados e munícipios”.

Para o coordenador geral do SINDIPETRO-RN, Ivis Corsino, a Petrobrás comunicou na fabrica de fertilizantes em AraucárianoParaná que vai demitir todos os trabalhadores concursados e terceirizados. “São mais de mil trabalhadores paranaenses que serão colocados na rua diante do desinvestimentos da Petrobrás. No Rio Grande do Norte já são 8 mil trabalhadores desempregados dentro do sistema e mais de 80 mil empregos indiretos que foram encerrados”, informa o dirigente.

Gás pelo preço justo

O Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte anunciou a venda de botijão de gás por R$ 40, o equivalente à metade do preço cobrado atualmente. A ação será realizada na manhã da sexta-feira (14), em frente à sede da Petrobras em Natal, no bairro de Cidade da Esperança. A iniciativa vem sendo realizada em outros estados com sucesso. O objetivo é explicar à população as razões da greve da categoria iniciada em 1º de fevereiro. O movimento já paralisou 91 unidades de 13 estados do país.

Texto: Sindipetro/RN.

Fotos: Deivson Mendes

Compartilhe:

Rogério Marinho toma posse como ministro

Bolsonaro dá posse ao novo ministro (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Numa cerimônia concorrida com mais de 500 convidados, o presidente da República, Jair Bolsonaro, deu posse ao novo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, na tarde desta terça-feira (11), no Palácio do Planalto. O presidente destacou que o MDR é um Ministério com capilaridade em todo o Brasil e que tem um “viés muito especial para o Nordeste”.

“Tenho certeza que Marinho, da maneira como ele sempre se comportou, da maneira que nós o conhecemos, terá mais que paciência, será altruísta na busca de soluções, e de buscar atender os interesses de todos os brasileiros”, destacou o presidente, acrescentando que Rogério Marinho dará continuidade às ações desenvolvidas pelo seu antecessor Gustavo Canuto.

Rogério Marinho afirmou que chega ao Ministério com o compromisso de “construir pontes, estabelecer e consolidar relações, porque não vamos a lugar nenhum se formos caminhar sós”. Ele ressaltou que é um trabalho de muitos desafios e que “por mais pesado que seja o fardo, ele se torna maneiro se carregado por muitas mãos. E eu pretendo carregá-lo com a ajuda de todos vocês”.

“Eu preciso da ajuda da sociedade brasileira aqui representada. Porque nossa missão, talvez, seja a mais nobre, de corrigir desigualdades regionais para permitir que os irmãos brasileiros tenham igualdade de oportunidades. E não tenho dúvidas de que essa é uma missão que cativa a cada um dos brasileiros presentes nessa sala, e de todo brasileiro que está nos ouvindo nesse momento”, frisou o novo ministro.

O Ministério do Desenvolvimento Regional é responsável por ações e programas de habitação, saneamento, desenvolvimento regional e urbano, proteção e defesa civil, segurança hídrica, mobilidade e serviços urbanos, fundos regionais e incentivos fiscais, irrigação, entre outras políticas do governo federal para fomentar o crescimento econômico e sustentável.

Perfil

Rogério Simonetti Marinho é economista e professor. Em fevereiro deste ano, foi nomeado para o cargo de Ministro do Desenvolvimento Regional pelo presidente da República Jair  Bolsonaro. Até então, estava à frente da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia, onde atuou como um dos principais articuladores da Nova Previdência.

Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, foi deputado federal pelo Estado por três mandatos. À época, foi relator do projeto que mudou regras do Programa de Financiamento Estudantil (FIES) e atuou em prol da modernização da legislação trabalhista.

No estado, atuou como vereador; presidente da Câmara Municipal de Natal; secretário municipal de Planejamento e secretário estadual de Desenvolvimento Econômico.

Compartilhe:

Diretório estadual do PSL tem novo presidente

Resultado de imagem para daniel sampaio psl
Daniel Sampaio segue bolsonarista (Foto: reprodução Youtube)

Líder do bolsonarismo mossoroense, o médico Daniel Sampaio assumiu o comando estadual do PSL. Ele vinha comandando o diretório municipal do partido até a crise entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente nacional da sigla Luciano Bivar.

Ao Blog do Barreto, Sampaio disse que o PSL segue cotando com as propostas do presidente Bolsonaro. “Não só eu, mas como o PSL vem acompanhando o governo nas votações”, declarou.

Ele nega que a permanência do PSL, após renunciar o comando municipal do partido para fundar o Aliança pelo Brasil, seja um afastamento do bolsonarismo. “O presidente do meu partido é Bivar e não me afastei de Bolsonaro de forma alguma”, garante.

Sobre a fundação do Aliança pelo Brasil, o médico disse que a prioridade atual é fortalecer o PSL e o Solidariedade com quem está firmando parceria em Natal. “Neste momento o objetivo é o crescimento do PSL e do Solidariedade”, explicou.

Sobre o comando do PSL muncipal, Daniel Sampaio disse que ainda não definiu quem fica no cargo. “A gente ainda está resolvendo porque assumimos o diretório há poucos dias”, justificou.

 

Compartilhe:

O preço da “gasosa” e as contradições nossas de cada dia

Resultado de imagem para preço da gasolina

O preço da gasolina sobre e o efeito na bomba é imediato. A cobrança sofre redução e aí é preciso esperar a renovação do estoque.

O presidente Jair Bolsonaro culpa os governadores para tirar o braço da seringa.

Mas e os empresários, como ficam?

São as contradições nossas de cada dia.

Compartilhe:

O 1% mais rico no Brasil tem o governo ideal

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e membros do governo durante almoço na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) – Carolina Antunes/PR

Por José Álvaro de Lima Cardoso

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último dia de janeiro, 41,1% da força de trabalho, 38,4 milhões de pessoas, se encontra na informalidade. O grupo de informais são os trabalhadores sem carteira assinada (incluindo trabalhadores domésticos), empregadores sem CNPJ, pessoas que atuam por conta própria sem CNPJ e ainda os trabalhadores familiares auxiliares (estes, sem remuneração).

A taxa média de desocupação ficou em 11,9% no ano passado, o que representa 12,6 milhões de pessoas desocupadas no país. Para efeito de comparação, em 2014, ocasião em que este indicador estava no ponto mais baixo da série histórica, haviam 6,8 milhões de desempregados.

Segundo o IBGE, das 1,8 milhão de vagas criadas, 446 mil foram de trabalhadores sem carteira assinada e 958 mil são de ocupações de trabalhadores por conta própria (dentre os quais 586 mil não têm CNPJ). A população subutilizada na força de trabalho (trabalhadores desocupados e sub-ocupados por insuficiência de horas trabalhadas) atingiu o maior número da série histórica da PNAD, 27,6 milhões de pessoas em 2019.

O número de trabalhadores por conta própria também foi o maior nível da série, alcançando 24,2 milhões. Dentre os por conta própria, quase 19,3 milhões não têm registro formal. É evidente que estes trabalhadores se tornaram conta própria não por opção, mas pela disparada da taxa de desemprego nos últimos anos, assim como pela sub-ocupação da força de trabalho.

Segundo o IBGE, o número de sub-ocupados, ou seja, os desocupados e os que não conseguem trabalhar um mínimo de horas semanais, está quase 80% acima do indicador verificado em 2014, ocasião em que foi registrado o menor número da série histórica (15,4 milhões).

No fundo, a política do golpe a partir de 2016 foi desenvolvida exatamente para esse tipo de resultado.

Em 2014, ano que a taxa de desemprego atingiu o menor percentual da série histórica, se ouvia nas mesas de negociações salarial, de que não havia mão-de-obra disponível, que estava impossível contratar trabalhadores. Tivemos assim, uma experiência prática da importância, para os capitalistas, de dispor do chamado exército industrial de reserva, para fazer o trabalhador baixar a cabeça e desarmar a organização sindical.

O golpe foi desfechado para desmontar direitos seculares e entregar as riquezas naturais e estatais estratégicas. Talvez nem mesmo os brasileiros mais ingênuos, que saíram às ruas vestidos de pato, acreditam que, se destruir a previdência, desmontar os sindicatos e vender todas as estatais, o emprego retornará. Após dois anos da mais grave recessão da história do Brasil (2015 e 2016), a economia patina em torno de 1% de  crescimento, o que fez piorar muito todos os indicadores do mercado de trabalho.

Não é fácil as pessoas entenderem, mas esta não é uma crise “comum”, ligada aos ciclos capitalistas, de crescimento, estabilização e queda, como sucedia até a década de 1970. A magnitude da crise brasileira é decorrência de um processo golpista, coordenado pelos EUA, com caráter subcontinental, e que devastou deliberadamente setores fundamentais da economia brasileira, como o de construção pesada e o de óleo e gás.

O centro da política governamental, completamente contra os interesses da maioria, é o desmonte de políticas sociais, destruição de direitos e entrega das riquezas. Cálculos do jornal El País, com base em dados públicos, avaliam que 1,7 milhão de famílias, equivalente a cerca de 5 milhões de pessoas, estão na fila de espera do Bolsa Família, apesar de preencherem todos os critérios para receber o benefício. Isso para um benefício concedido a pessoas que estão passando fome. Ou seja, a política de Bolsonaro/Guedes não é apenas ineficaz do ponto de vista do crescimento, mas é de uma crueldade inominável.

Alguns economistas do “mercado” estão dizendo que para o Brasil crescer, em face da crise mundial, terá que realizar “reformas mais profundas”. Paulo Guedes, cuja concepção econômica reporta 40 anos atrás, quando o neoliberalismo não havia sido experimentado em larga escala na América Latina, pretende privatizar todas as estatais.

O ministro da Economia é um aprendiz de feiticeiro, que amanhã ou depois talvez nem resida mais no Brasil. Mas a política econômica que está colocando em prática, é o todo tempo blindada porque é extremamente funcional aos interesses de quem coordenou o golpe de Estado. Colocaram definitivamente a política econômica do Brasil à serviço dos interesses externos, especialmente norte-americanos. Ele e Bolsonaro serão mantidos lá enquanto estiverem cumprindo esse papel fundamental, até porque, para eles, as alternativas de substituição são “escassas”.

O Brasil se prepara para sair do ranking dos 10 maiores países industriais do mundo. Para tratarmos de um período mais recente, desde 2014, a atividade nas fábricas brasileiras vem recuando ano a ano. Decorrência direta de um processo mais profundo de desindustrialização, mas que foi acelerado pelas políticas do golpe. No ano passado, a indústria, que já representava apenas cerca de 11% do Produto Interno Bruto (PIB), possivelmente sofreu novo recuo.

Ao mesmo tempo, o Santander divulga lucro em 2019 de R$ 14,5 bilhões, um aumento de 17% em relação ao obtido no ano anterior. Em um ano em que a economia cresce 1% e a indústria recua, o banco aumentou o lucro em 17% e inaugura 45 novas agências. Enquanto isso, os bancos públicos são rapidamente desmontados. O Banco do Brasil, fechou 463 agências e diminuiu o número de funcionários em 3.360, entre setembro de 2018 e setembro de 2019. No mesmo período, a Caixa Econômica fechou 46 agências e reduziu o número de empregados em 1.341.

Os representantes dos grandes capitalistas e do capital financeiro, fazem algumas críticas pontuais ao governo Bolsonaro (normalmente ligadas ao campo dos costumes), ao mesmo tempo em que apoiam a política econômica, como se esta fosse de interesse do pais. Esse 1% mais rico da população apoiam a política econômica com inteira razão. Eles não têm o que reclamar do governo.

* É economista e supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em Santa Catarina.

Compartilhe:

A política não espera pelo carnaval

Sabe aquele papo de as decisões serem tomadas depois do carnaval. Pelo visto as coisas mudaram em 2020, pelo menos na política. O ano começou a mil por hora na política e com o retorno das atividades legislativas a intensidade aumentou.

Então vejamos:

Em Mossoró já temos o primeiro apoio eleitoral para 2020 oficializado e será entre PV e PT. A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) teve confronto ao vivo na TV com manifestantes.

Em nível de Rio Grande do Norte a governadora Fátima Bezerra (PT) vai tentando construir um improvável consenso com os sindicatos em busca de treformar a previdência. A governadora também levou uma inédita falta na leitura da mensagem anual na Assembleia Legislativa.

Na política nacional Jair Bolsonaro já trocou de ministro e segue dando suas declarações absurdas todos os dias. Tivemos a entrevista de Sérgio Moro no Roda Viva e muitas especulações sobre a eleição de 2022.

Esqueça a monotonia pré-carnavalesca. Pelo menos por enquanto.

Compartilhe: