PSDB/RN participa de Congresso Nacional do partido

Representantes do PSDB participam de evento em Brasília (Foto: cedida)

Uma representação do PSDB do Rio Grande do Norte participou neste sábado (7) em Brasília, do Congresso Nacional da sigla, que reforçou a unidade partidária. Governadores, prefeitos, jovens lideranças e segmentos foram unânimes em afirmar: o PSDB é um partido reformador, que acredita na livre iniciativa e propõe a responsabilidade fiscal; e também o partido que não prescinde da democracia, da luta pela justiça social e pelas liberdades individuais. O governador de São Paulo, João Dória e o presidente nacional, Bruno Araújo conversaram com os potiguares no evento.

Do Rio Grande do Norte, membros da Executiva como o prefeito de Nísia Floresta, Daniel Marinho, o secretário geral do PSDB, Dr. Tiago Almeida, pré-candidato a prefeito de Parelhas, além de jovens lideranças como Cleonaldo Júnior, que aparece bem nas pesquisas para concorrer à Prefeitura de Vera Cruz, na Grande Natal. A ex-deputada Larissa Rosado, que preside o PSDB Mulher, o presidente da Juventude Tucana, Geyson Barbosa, que também preside a Câmara Municipal de Bento Fernandes, na região Mato Grande foram outros nomes de destaque. A vice-prefeita Hortência Regalado de Apodi, no Oeste Potiguar, a ex-deputada federal Sandra Rosado e a presidente da Câmara Municipal de Nísia Floresta, vereadora Polyana Dias participaram das plenárias. O assessor Washington Dantas foi outra participação potiguar na Delegação.

O prefeito Daniel Marinho, que irá concorrer à reeleição em Nísia Floresta, na Grande Natal elogiou a forma do PSDB em ouvir seus filiados. “Importante ouvir a voz de quem está na base. Foram debatidos temas como financiamento da educação e da saúde à orientação da política externa brasileira, ou seja, questões e propostas relacionadas à vida do povo nos Estados e municípios”, comentou Daniel Marinho.

O médico ortopedista Tiago Almeida, secretário geral do PSDB RN também participou dos debates. Estivemos com o governador Dória e o presidente Bruno Araújo e trocamos experiências. Defendi melhorias no nosso SUS, onde conheço e convivo diariamente com os gargalos da saúde. Quero agradecer a oportunidade dada pelo presidente Ezequiel Ferreira. Saio politicamente melhor e sabedor dos bons propósitos do nosso PSDB”, disse Dr. Tiago Almeida, que lidera as pesquisas para prefeito de Parelhas.

Para Larissa Rosado, o PSDB vive um novo momento não só no Brasil como também no Rio Grande do Norte. “Teremos muito êxito para que o PSDB eleja mais mulheres em 2020, seja como prefeitas, vice-prefeitas e vereadoras.  Estamos fortalecendo essas mulheres, a troca de ideias e as experiências para lançar nomes competitivos em todo Estado. O presidente Ezequiel Ferreira tem feito um trabalho de fortalecimento do partido, juntamente com todos os deputados”, frisou Larissa Rosado.

De acordo com o presidente da Juventude Tucana, vereador Geyson Barbosa, que apesar de seus 28 anos, preside o Poder Legislativo do seu município, os jovens líderes são importantes para a renovação política. “Pela primeira vez na história um partido abriu um debate para que seus filiados opinem sobre temas, questões e propostas relacionadas ao Brasil. A política está precisando de renovação e de quadros jovens que possam contribuir com desenvolvimento e novas bandeiras”.

O PSDB lançou no Congresso Nacional, um texto com a síntese dos posicionamentos que pretende encampar para seguir em frente. Foi realizada uma enquete online com cerca de 1.500 apoiadores do partido sobre 30 temas que ajudará a sigla a formular suas propostas. Do Rio Grande do Norte, dezenas de filiados participaram dessa enquete, contribuindo com posicionamento para temas importantes que o Brasil vive hoje. O partido também definiu as chamadas “teses guia”, do “novo PSDB”. Elas serão aprimoradas no próximo ano, quando haverá um documento mais completo sobre o assunto.

O PSDB Potiguar hoje dirigido pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira também conta com a maior bancada de parlamentares. Os deputados Tomba Farias, Gustavo Carvalho, Raimundo Fernandes e José Dias estão reforçando o PSDB em várias regiões do Estado. O partido vai apresentar nomes fortes na Grande Natal, Agreste, Seridó, Trairi, Potengi, Mato Grande, Central, Vale do Açu, região Salineira e no Alto, Médio e Oeste Potiguar.

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Defesa de PMs é bala perdida no rumo de Doria

Por Josias de Souza

Chama-se Fernando Capano o advogado de seis policiais militares envolvidos na operação que resultou na morte de nove jovens num baile funk de Paraisópolis. Ele divulgou uma nota. Como peça de defesa, o texto é frágil. O doutor parece mais preocupado em embaralhar o jogo do que em mostrar as cartas. Há no baralho uma bala perdida na direção de João Doria.

Capano como que tira para dançar os organizadores do baile. Faz isso ao anotar que é preciso investigar a “responsabilidade dos organizadores desse tipo de evento que, reunindo grande multidão e sem cumprir minimamente as regras e posturas municipais de ocupação do espaço público, expõe seus frequentadores a grande risco”.

Noutro trecho, o advogado aponta no rumo da prefeitura paulistana. “Também causa espécie a ausência de qualquer fiscalização do poder público municipal que, de modo preventivo, poderia tutelar e organizar esse tipo de evento, evitando tragédias desta natureza, causadas por grandes aglomerações desorganizadas e em local físico impróprio.”

O que dá às observações do doutor a aparência de bala perdida é o fato de que ele ecoa um comentário feito pelo governador João Doria na primeira entrevista que concedeu sobre o massacre. Nela, Doria declarou que o baile de Paraisópolis “não deveria sequer ter ocorrido”, porque “é ilegal, fere a legislação municipal.”

O pancadão que embala a segunda maior favela de São Paulo ocorre há sete anos. O baile já existia, portanto, quando Doria foi prefeito da capital paulista, entre 2017 e 2018. E não há vestígio de providência que o então prefeito tenha adotado para corrigir a “ausência de fiscalização do poder público municipal.”

E quanto aos PMs? Bem, em relação aos seus clientes, Fernando Capano diz que não fizeram, senão evitar o pior. Como assim? “…A conduta dos policiais –cujas imagens que estão sendo veiculadas, em sua grande maioria, não dizem respeito ao dia do episódio–, serviu em grande medida para acautelar a ocorrência e evitar tragédia maior”.

Como se vê, os policiais militares continuam, por ora, indefesos. Apontar culpas alheias não produz inocência.

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Alckmin gastou muita energia contendo Doria. Sobrou para a campanha?

papa

Por Leonardo Sakamoto

Geraldo Alckmin conseguiu a façanha de estar em segundo lugar, atrás de Lula e empatado com Bolsonaro, na corrida presidencial se considerados apenas os eleitores de São Paulo, tanto no Datafolha, quanto no Ibope.  Repito: São Paulo, meu Estado querido, epicentro do antipetismo, local onde trabalhadoras empregadas domésticas tem que se virar com as panelas amassadas pelos patrões e no qual um Pato Amarelo tem 19% das intenções de voto ao governo.

Parte disso deve ser creditado, claro, ao desgaste de ter administrado o Estado por cem anos. Bem, foi um pouco menos que isso, mas a população sente como se assim fosse.

Parte cai na conta da ”ajuda do caralho” que Aécio Neves pediu a Joesley Batista e outras histórias desabonadoras do senador mineiro. Em uma já icônica gravação, o então presidente do PSDB tratou o dono da JBS como um caixa eletrônico, solicitando um saque de R$ 2 milhões. E também mostrou que não tinha apreço algum pelo próprio primo – ao ser questionado sobre a ”mula” que transportaria o dinheiro, afirmou que tinha que ”ser um que a gente mata ele antes de fazer a delação”.

As tentativas públicas de salvar principalmente o pescoço de Aécio e de seu conterrâneo Eduardo Azeredo e, lateralmente, de afastar as investigações de José Serra e do próprio Alckmin, empurraram ainda mais uma parcela do eleitorado paulista que não vota no PT nem que a vaca tussa para o colo de outras opções.

Mas uma parte grande dessa situação de estagnação eleitoral é culpa de sua própria estratégia política. Se não tivesse forçado a barra para que o PSDB engolisse João Doria como candidato à prefeito de São Paulo, não teria gasto um tempo precioso, ao longo de 2017, lutando internamente contra o pupilo traidor para garantir (provisoriamente) o posto de concorrente tucano ao Palácio do Planalto.

A vontade incontrolável de Doria e seu afobamento visando à Presidência da República, que começou assim que ele assumiu a Prefeitura de São Paulo, fez com que o PSDB perdesse quase um ano em uma grande batalha fratricida. E olha que esse tipo de batalha é velha conhecida da legenda.

Perdeu-se não apenas precioso tempo que poderia ter sido gasto em organização e consolidação de alianças para a candidatura natural do governador paulista ao Palácio do Planalto, mas também criou focos de estresse entre Michel Temer e o próprio. O poeta de Tietê quer alguém que defenda seu legado e lhe garanta alguma guarida no ano que vem – que pode ser útil se o foro privilegiado não for derrubado pelo Supremo. O médico de Pindamonhangaba não se compromete, como sempre.

Para Alckmin, , melhor seria que sua candidatura tivesse decantado naturalmente, bem como o reassentamento do PSDB como a liderança eleitoral da centro-direita. E que, claro, não precisasse assumir como presidente do partido para preparar o terreno a si mesmo e, ao mesmo tempo, manejar as crises partidárias causadas por um ninho em que as aves, para cometer suicídio, sobem no próprio ego e saltam.

Ao invés de queimar energia para articular nos bastidores um freio a Doria, ele poderia ter se dedicado a uma agenda de construção de sua imagem no Nordeste e entre a população mais pobre – em que Lula segue soberano. E, principalmente, de reconstrução de si mesmo em seu Estado natal. Mas, atingido por fogo amigo, teve que resolver o problema doméstico primeiro.

Alckmin conseguiu desidratar Doria. Que na ânsia de mostrar que era capaz foi acusado de distribuir ”ração humana para pobres” em um país com histórico de insensibilidade de governantes com relação à fome.

Temer, o impopular, patrocinou reformas que afetam diretamente a qualidade de vida da população. Da expansão do trabalho intermitente à demissão em massa à possibilidade de grávidas e lactantes trabalharem em ambientes nocivos, as perdas trabalhistas que não vieram acompanhadas de queda acentuada do desemprego farão com o atual ocupante da Presidência seja um elemento radioativo na campanha eleitoral. Tudo em parceria com tucanos.

Dá para, agora, Alckmin negar o passado? Claro, Pedro fez isso três vezes e ainda assim foi a pedra sobre a qual edificou-se a igreja. Mas Cristo não tinha tempo de TV, nem influência com milhares de prefeitos, muito menos acesso ao fundo partidário.

Mesmo agora, o ex-governador não acredita que o ex-prefeito desistiu de seu sonho de disputar a Presidência da República em seu lugar. Ele está ali, à espreita, pronto para dizer que aceita a dura missão de representar o partido para o comando do país. Como Alckmin dorme à noite, eu gostaria de descobrir.

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