Tião e Rosalba juntos na eleição de 2018?

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No final de semana circulou um boato de que a prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) e o adversário dela nas eleições de 2016, Tião Couto (PR), estariam juntos no mesmo palanque este ano. Tudo porque está em curso a formação de uma aliança entre PP, PR e PSDB para o pleito de outubro.

A aliança pode até se concretizar, mas isso não significa que Tião e Rosalba vão virar aliados. Quem noticiou isso não explicou direito por má fé ou falta de habilidade no trato com a informação.

Então o Blog esclarece: o PR pode se juntar ao PP e ao PSDB, mas isso não converteria Tião Couto em aliado da prefeita. Muito pelo contrário, os dois seguem adversários como devem ser. A questão é que Tião não tem o poder de decidir a respeito dessa parceria. Quem manda no PR é João Maia.

O caso é semelhante ao do palanque de Henrique Alves em 2014 quando ele misturou Sandra Rosado, Cláudia Regina e Fafá Rosado. As três eram adversárias e nunca se aliaram.

Tião aliado de Rosalba é suicídio político para o empresário. Mas não se assuste se os dois estiverem misturados em algum palanque este ano.

A política tem dessas coisas.

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RN tem mais um nome entre a Câmara dos Deputados e a cadeia

João Maia

O ex-deputado federal João Maia (PR) é pule de dez para voltar à Câmara dos Deputados. Nos últimos quatro anos ele deixou a irmã Zenaide Maia (PR) de preposta após tentar, sem sucesso, ser vice-governador na chapa derrotada encabeçada pelo hoje presidiário Henrique Alves (MDB).

Agora João Maia vê o cerco se fechar contra ele nas delações da Operação Via Ápia que apontam para o recebimento de R$ 1,2 milhão em propinas em troca da influência política para que empresas realizassem obras na BR 101.

Quem abre a boca é o sobrinho dele, Gledson Maia, que dirigiu o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT) até ser pego em flagrante recebendo propina em 2010. Obviamente ele fora indicado pelo tio a época deputado.

João Maia não é réu no processo, pelo menos por enquanto. Ele, logicamente, nega.

Como o parceiro de chapa Henrique Alves, reforça o time dos que estão entre a cadeia e Câmara dos Deputado.

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Tião e o desafio de usar a fantasia de novidade perdido no meio dos trapos mofados da política potiguar

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Em 2016, Tião Couto surgiu como a novidade eleitoral em Mossoró. Pintou como novo na política vestindo uma surrada fantasia de tucano. Pior: se juntou a políticos tradicionais como Rogério Marinho (PSDB) e João Maia (PR).

Derrotado nas urnas com uma boa votação, Tião sabe que precisa seguir na política, mas ainda não entendeu que não precisa ser ele o candidato em 2018. Basta que nomes de seu grupo ocupem espaços políticos.

Se alguém tem foco no grupo de Tião é o empresário Jorge do Rosário (PR). Começou na política com o pé direito cravando o espaço como homem de palavra ao resistir as tentadoras investidas do rosalbismo para ser vice da atual prefeita Rosalba Ciarlini. Cumpriu o compromisso de caminhar com Tião.

Jorge está focado numa vaga para deputado estadual. Tem chances se souber trabalhar bem uma campanha fora dos limites de Mossoró, principalmente.

Mas Tião segue sendo o nome de maior expressividade do Mossoró Melhor, hoje RN Melhor em versão estadual. Certa vez comentei que ao escolher o PSDB ele correria um risco, mas o novato na política entendia que o tempo de TV era o mais importante.

O mofo estragou a fantasia tucana usada por Tião e ele agora busca uma nova roupagem. Fará o que todo político (tradicional ou não) precisa fazer quando é encurralado por lideranças: sair do partido.

A escolha de um novo partido para Tião não permite erros. Ele precisa encontrar uma agremiação em que exerça controle em nível local e estadual para não ficar refém dos políticos que se fantasiam de caciques e raposas.

Tião precisará ser cirúrgico na escolha do novo partido para não repetir o erro. Outro problema que ele precisa resolver é o de encontrar um foco político: vai para o bloco majoritário ou proporcional? Vai pôr o adereço de novidade ou se resignar à política tradicional? E a fantasia partidária a ser escolhida vai ficar ao seu gosto ou ao dos estilistas da política?

O ano de 2018 será decisivo para Tião se consolidar como alternativa aos Rosados em Mossoró e cada fantasia precisa ser usada com esmero.

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João Maia diz desconhecer acusações

Por meio de nota o ex-deputado federal João Maia, presidente estadual do PR, disse desconhecer o teor das delações que apontam ele como beneficiário de propina no Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) – ver AQUI. Abaixo o texto:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

 

 

A imprensa divulgou nesta terça-feira (04) notícia sobre delação premiada do Sr. Gledson Golbery de Araújo Maia, ex-chefe do serviço de engenharia do DNIT no Rio Grande do Norte, na qual eu sou acusado de ter sido favorecido por irregularidades cometidas naquele órgão.

 

O processo tramita em segredo de Justiça, e por isso ainda não tive acesso aos autos e ao conteúdo da delação, providência essa que os meus advogados já requereram e que aguarda deferimento para que eu, conhecendo de que sou acusado, possa me defender.

 

Confio plenamente no Poder Judiciário, e tenho a mais firme convicção de que as investigações irão distinguir a mentira da verdade, e ao final demonstrar que são acusações infundadas de quem busca culpados para as suas próprias fraquezas. 

 

João da Silva Maia

Ex-deputado federal e Presidente Estadual do PR

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Delator entrega cobrança de propina de ex-deputado do RN

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Por Fred Carvalho

G1 RN

O ex-deputado federal João Maia (PR) teria cobrado propina de empreiteiras contratadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Rio Grande do Norte, segundo a delação premiada do ex-chefe de Serviço de Engenharia do órgão, Gledson Golbery de Araújo Maia. A propina era cobrada em contratos de obras, manutenção e sinalização na malha viária federal no estado. O “custo político”, como ele se referia à cobrança, era de 4% do valor total de cada obra, livres de impostos. Pelo menos nove empresas ou consórcios teriam dado propina ao político.

Em 2010, Gledson foi preso pela Polícia Federal na Operação Via Ápia, que investigou fraudes no Dnit potiguar. De acordo com Gledson Maia, o dinheiro arrecadado com o “custo político” foi usado na campanha eleitoral de 2010, quando João Maia acabou reeleito deputado federal, sendo o segundo mais votado no Estado.

O G1 procurou o economista e ex-deputado João Maia que disse que não iria se manifestar. “Não posso me manifestar por não ter recebido nada oficial”, disse.

Gledson Maia foi preso em flagrante pela Polícia Federal potiguar em 4 de novembro de 2010 no momento em que recebia uma maleta com R$ 50 mil em um restaurante na Zona Sul de Natal. Segundo a PF à época, esse dinheiro também era pagamento de propina.

A delação de Gledson, iniciada em outubro de 2016 e concluída em janeiro passado, foi homologada pelos juízes das 2ª e 14ª Varas Federais do Rio Grande do Norte, onde tramitam processos decorrentes da Via Ápia. A delação foi acordada com o procurador da República Ronaldo Sérgio Chaves Fernandes.

Na delação, Gledson se compromete a fornecer provas, apontar terceiros que também tenham cometido crimes e a ajudar o MPF a elucidá-los. Ele diz que entre o final de 2008 e o início de 2009 foi chamado para uma conversa com João Maia, que lhe pediu para indicar um novo superintendente para o Dnit no RN. Gledson indicou Fernando Rocha Silveira, que chefiava a unidade do órgão federal em Macaíba, cidade da Grande Natal. Os dois acabaram nomeados: Gledson se tornou chefe de Serviço de Engenharia e Fernando Rocha, superintendente.

De acordo com Gledson Maia, João Maia incumbiu ele e Fernando Rocha da missão de “melhorar” a “ajuda política” que algumas empresas contratadas pelo Dnit/RN davam. Essa propina, que era de 1,5% do valor da obra, foi aumentada para 4%, livres de impostos. Na delação, Gledson afirma que o valor arrecadado era dividido entre ele, João Maia e Fernando Rocha. O ex-deputado, segundo ele, ficava com 70% do apurado. Gledson e Fernando repartiam os 30% restantes. O G1 tentou entrar em contato com Fernando Rocha, mas não conseguiu.

As propinas eram pagas por empresas que ganhavam licitações para obras, as que tinham Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias (Crema) e até empresas contratadas para sinalizar as vias. Entre as obras cujas empresas ou consórcios pagaram “custos políticos”, segundo Gledson, estão a construção do contorno viário de Caicó e a manutenção das BRs 101, 304 e 406.

Os pagamentos eram feitos por representantes das empresas e dados em espécie. O próprio Gledson Maia era encarregado de receber as propinas, quase sempre em um flat de João Maia em Petrópolis, bairro da Zona Leste de Natal. Gledson chegou a pegar envelopes com dinheiro na praça de alimentação do maior shopping da capital potiguar e dentro de um carro no aeroporto de Mossoró. Segundo o delator, João Maia, algumas vezes, também recebeu dinheiro. Ainda de acordo com Gledson, para encobrir a fraude, um empresário chegou a pagar locação de veículos para a campanha do ex-deputado em 2010.

Gledson Maia não precisou quanto foi arrecadado com propinas nesse período. Mas ele chegou a citar que, ao ser preso pela PF, somente uma das empresas ficou devendo cerca de R$ 900 mil. Ele disse que o dinheiro que ficava com João Maia não era destinado apenas para a campanha eleitoral do ex-deputado. Parte da propina era destinada também a correligionários, entre eles vereadores e deputados potiguares.

Ainda na delação, Gledson Maia ressalta que não tem inimigos e que caso algo lhe aconteça a partir de agora, será por via das pessoas delatadas. A partir da homologação do termo de colaboração, cabe ao MPF dar continuidade às investigações sobre as fraudes registradas no Dnit.

Via Ápia

A Via Ápia recebeu este nome em alusão a uma das principais estradas da Roma Antiga. A operação foi deflagrada depois de seis meses de investigações, baseada em inquérito aberto em 2009, quando o Tribunal de Contas da União (TCU) começou a auditar indícios de superfaturamento no lote 2 da obra da BR-101, entre os estados do Rio Grande do Norte e Paraíba. De acordo com as investigações, cerca de R$ 2 milhões foram desviados das obras.

No dia 4 de novembro de 2010, ocorreu a prisão em flagrante do superintendente estadual adjunto do DNIT, Gledson Maia, que depois foi convertida em prisão preventiva de 30 dias pela Justiça Federal. Maia foi acusado de receber mais de R$ 50 mil em propina de um empresário do Paraná para facilitar a realização de serviços na ponte sobre o rio Açu, na BR-304. O empresário paranaense Túlio Gabriel de Carvalho Beltrão Filho foi o único que conseguiu o relaxamento da prisão no dia 5 de novembro, mesmo dia em que foi detido.

O procurador da República, Ronaldo Pinheiro, havia solicitado a prorrogação da prisão provisória por mais cinco dias dos acusados ou então a conversão em prisão preventiva, a fim de que se pudesse concluir as investigações sobre o superfaturamento das obras da BR-101, no trecho entre Arez e a divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba.

Antes de serem transferidos para o Centro de Detenção Provisória de Macaíba, os acusados Fernando Rocha Silveira, Luiz Henrique Maiolino de Mendonça, Frederico Eigenheer Neto, Andrev Yuri Barboza Fornazier e Gilberto Ruggiero fizeram exames de corpo de delito no Instituto Técnico e Científico de Polícia (Itep).

Em 2 de dezembro de 2010, todos receberam alvarás de soltura concedidos pelo desembargador do Tribunal Regional Federal, Rogério Fialho. As investigações continuam e os acusados respondem ao processo em liberdade.

 

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