Tião e Jorge do Rosário estão livres do risco de inelegibilidade

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O juiz da 33ª zona eleitoral de Mossoró, Breno Valério Fausto de Medeiros, decidiu extinguir a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) impetrada pela coligação da candidatura de Rosalba Ciarlini contra a chapa de Tião Couto e Jorge do Rosário nas eleições municipais de 2016. Em sua sentença o magistrado entendeu pela falta de interesse de agir dos impetrantes e encerrou o processo sem julgamento do mérito.

A AIJE teve como objetivo a alegação de abuso do poder econômico na eleição passada e pleiteava a suspensão dos direitos políticos dos acusados por um período de oito anos. Embora Tião e Jorge tivessem suas contas de campanha aprovadas pela Justiça Eleitoral, Rosalba insistiu na abertura de uma AIJE tentando criar uma situação jurídica contra seus adversários políticos.

Em sua sentença o juiz Breno Valério entendeu a ação não tinha como prosseguir: “A inutilidade do provimento revela a carência da ação ora examinada por ausência de interesse de agir, desaguando na extinção do processo sem resolução de mérito, nos termos do art. 485, VI, CPC: “o juiz não resolverá o mérito quando (…)verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual”.

“O interessante nisso tudo é que eu que tive minhas contas aprovadas é quem estava sendo investigado, tudo isso porque a prefeita que teve as contas dela desaprovadas queria criar um fato na mídia para tentar me colocar no mesmo patamar que ela”, esclarece Tião Couto após tomar conhecimento da decisão judicial pelo arquivamento da ação.

Os advogados de Rosalba chegaram a solicitar a quebra do sigilo bancário e fiscal de Tião, Jorge e suas empresas, mas o magistrado Breno Valério negou o prosseguimento da ação, entendendo que não era cabível: “Em arremate, urge salientar que o argumento de que a ação, na verdade, é uma AIJE por Abuso de Poder, com base nos arts. 19 e 22 da LC 64/90, a fim de que seja decretada a inelegibilidade dos investigados, também não encontra fundamento legal”.

Com o fim da AIJE em questão, resta tramitando na Justiça Eleitoral uma outra ação em que Rosalba é acusada de ter suas contas de campanha desaprovadas por conta de doações camufladas de pessoas jurídicas, o que é proibido por lei, e que pode lhe causar, caso seja condenada, a perda do atual mandato e inelegibilidade por um período de oito anos.

Nota do Blog: o mais relevante nessa história é que a dupla não corre mais risco de ficar inelegível.

Fonte: Assessoria RN Melhor

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A perda de tempo de Tião

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Ao final das eleições de 2016 ficou claro que se trabalhasse com organização e coerência, Tião Couto poderia encaminhar uma carreira política capaz de fazer frente aos Rosados.

Mas o potencial eleitoral demonstrado em 2016 não se converteu em capacidade de articulação política. Tião passou os últimos 18 meses metendo os pés pelas mãos sonhando com passos maiores que poderia dar.

Estava óbvio que o caminho natural para o grupo de Tião se estabelecer era ele ser candidato a deputado federal e Jorge do Rosário a estadual. O segundo entendeu isso e começou a trabalhar cedo o projeto para chegar a Assembleia Legislativa.

Enquanto isso, o clima para Tião no PSDB era o pior possível a ponto de ele ser excluído da agremiação de forma constrangedora. O caminho natural seria o PR pela afinidade com Jorge do Rosário e João Maia, mas ele tentou voos mais altos mais uma vez sem sucesso.

Agora Tião é candidato a deputado federal pelo PR. Ele perdeu um ano e meio por não fazer o óbvio.

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O fracasso (até aqui) das candidaturas empresariais

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No Rio Grande do Norte os últimos meses foram marcados por muita especulação com pitadas de balão de ensaio. Os empresários andaram se empolgando para entrar na política, mas os projetos naufragam antes mesmo das convenções.

O “Rei do Melão”, Luiz Roberto Barcellos, ensaiou ser candidato ao Senado. Contratou pesquisa, ocupou muito espaço na mídia e conversou com todos os políticos. No final descobriu que a empresa dele precisa de seu dono presente.

Empresário vitorioso e bem votado nas eleições de 2016 para prefeito de Mossoró, Tião Couto tem visto na prática a política como ela é. Estamos a uma semana do fim da janela partidária e ele não conseguiu um partido nem definiu um projeto para 2018.

Outro que se saracoteia para virar político é Marcelo Alecrim. Até aqui o máximo que conseguiu foram muitas fotos com o pré-candidato a presidente da república Flávio Rocha.

A exceção, pelo menos na ótica de quem enxerga a política a partir de Mossoró, é Jorge do Rosário. Desde o final do ano passado ele está focado na candidatura a deputado estadual e tem se movimentado bem nesse sentido.

O fracasso (até aqui) das candidaturas empresariais é uma prova do quanto a política é complexa. Se fossemos nos basear na lógica simplista de que o dinheiro resolve tudo na política eles já teriam dominando o Rio Grande do Norte e aposentado as lideranças tradicionais.

Não basta ter só dinheiro. Tem que ter voto e para ter isso é preciso construir uma história.

Os fracassos (até aqui, repito) tem que servir de lição para os endinheirados entenderem que para vencer disputas majoritárias não é só chegar e descarregar um caminhão de dinheiro nem ficar tirando fotos em jantares chiques. Tem que sentir cheiro de povo!

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Falta de foco compromete projeto político de Tião

Enquanto Tião não se define, Jorge do Rosário foca na Assembleia Legislativa
Enquanto Tião não se define, Jorge do Rosário foca na Assembleia Legislativa

Na primeira experiência em disputas eleitorais o empresário Tião Couto (PSDB) mostrou potencial para absorver o eleitorado que não concorda com o estilo rosalbista de fazer política.

Foram 51.990 votos que deixaram Tião credenciado para liderar a oposição em Mossoró e alçar novos voos na política. Mas até aqui ele não conseguiu desenvolver uma influência mais destacada junto aos que deveriam ser seus aliados.

Para 2018, o natural seria Tião e o seu vice em 2016, Jorge do Rosário (PR), fazerem uma dobradinha para deputado estadual e federal. O nome posto para disputar a Prefeitura de Mossoró 2020 deveria ser colocado para Assembleia Legislativa para ficar mais perto das bases.

Enquanto Jorge do Rosário definiu o rumo político logo cedo, Tião está perdido nos labirintos da política potiguar. Já foi colocado como candidato ao Governo do Estado, Senador e vice-governador. Disputar uma vaga na Câmara dos Deputados é a última alternativa, porém a mais viável.

O problema é que só Tião não tem percebido isso e essa falta de planejamento pode deixar o grupo dele ver o cavalo selado passar sem ser montado.

Outro problema de Tião é a dificuldade para achar um partido. Ele tem até 7 de abril para se definir. Até agora o futuro dele é incerto. Todas as tentativas foram infrutíferas.

Enquanto o ainda tucano se complica, a própria falta de foco deixa seus apoiadores ansiosos sem saber como se organizar para as eleições de outubro.

Alguém precisa dizer a Tião que na política os passos precisam ser bem calculados e os espaços não podem deixar de ser ocupados.

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Tião e o desafio de usar a fantasia de novidade perdido no meio dos trapos mofados da política potiguar

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Em 2016, Tião Couto surgiu como a novidade eleitoral em Mossoró. Pintou como novo na política vestindo uma surrada fantasia de tucano. Pior: se juntou a políticos tradicionais como Rogério Marinho (PSDB) e João Maia (PR).

Derrotado nas urnas com uma boa votação, Tião sabe que precisa seguir na política, mas ainda não entendeu que não precisa ser ele o candidato em 2018. Basta que nomes de seu grupo ocupem espaços políticos.

Se alguém tem foco no grupo de Tião é o empresário Jorge do Rosário (PR). Começou na política com o pé direito cravando o espaço como homem de palavra ao resistir as tentadoras investidas do rosalbismo para ser vice da atual prefeita Rosalba Ciarlini. Cumpriu o compromisso de caminhar com Tião.

Jorge está focado numa vaga para deputado estadual. Tem chances se souber trabalhar bem uma campanha fora dos limites de Mossoró, principalmente.

Mas Tião segue sendo o nome de maior expressividade do Mossoró Melhor, hoje RN Melhor em versão estadual. Certa vez comentei que ao escolher o PSDB ele correria um risco, mas o novato na política entendia que o tempo de TV era o mais importante.

O mofo estragou a fantasia tucana usada por Tião e ele agora busca uma nova roupagem. Fará o que todo político (tradicional ou não) precisa fazer quando é encurralado por lideranças: sair do partido.

A escolha de um novo partido para Tião não permite erros. Ele precisa encontrar uma agremiação em que exerça controle em nível local e estadual para não ficar refém dos políticos que se fantasiam de caciques e raposas.

Tião precisará ser cirúrgico na escolha do novo partido para não repetir o erro. Outro problema que ele precisa resolver é o de encontrar um foco político: vai para o bloco majoritário ou proporcional? Vai pôr o adereço de novidade ou se resignar à política tradicional? E a fantasia partidária a ser escolhida vai ficar ao seu gosto ou ao dos estilistas da política?

O ano de 2018 será decisivo para Tião se consolidar como alternativa aos Rosados em Mossoró e cada fantasia precisa ser usada com esmero.

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