TCM Telecom enfileira prêmios em nível estadual

TCM foi primeiro lugar em duas categorias (Foto: divulgação)

O fim de ano tem sido de conquistas para a TCM Telecom. A empresa de comunicação está enfileirando prêmios em nível estadual.

Hoje o grupo venceu em duas categorias o Prêmio MP de Jornalismo. Primeiro na categoria radiojornalismo com a 95 FM venceu com a reportagem “MP e o Conselho Tutelar na Defesa da Infância e da Juventude” feita pela jornalista Carol Ribeiro que teve como coautores os também jornalistas Moisés Albuquerque, na edição de conteúdo, e Vonúvio Praxedes, na edição de áudio.

Na categoria jornalismo outra vitória com Taysa Nunes autora da reportagem “MPRN e o Programa Acolher”, exibida pelo canal TCM 10 HD. A matéria contou com edição de imagens Alexandre Fonseca, edição de conteúdo de Moisés Albuquerque e imagens de Leonardo Melo.

Resultado de imagem para Lamonier premio fecomércio"
Lamonier Araújo levou o Prêmio Fecomércio (Foto: Divulgação)

Na última semana a TCM Telecom venceu o Prêmio Fecomércio de Jornalismo com a reportagem “Fecomércio: o sol que aquece o comércio em Mossoró” realizada pelo jornalista Lamonier Araújo com produção de Daniele Marques e edição de Alexandre Fonseca.

Nota do Blog: os prêmios vêm num momento em que a TCM Telecom ainda enxuga as lágrimas pela perda do chefe de reportagem João Carlos Brito que estaria vibrando se ainda estivesse entre nós.

Nota do Blog 2: a TCM Telecom não conquista esses prêmios por acaso. É fruto de um trabalho longevo que reúne ética, estrutura que garante condições aos seus profissionais e acima de tudo pela qualidade dos vencedores nas duas premiações.

Compartilhe:

Jornalista mossoroense ganha prêmio nacional

Com esta foto Jeane Meire ficou em segundo lugar no Prêmio Cidadania em Foco” (Foto: Jeane Meire)

Blog Saulo Vale

A Jornalista mossoroense Jeane Meire ganhou o segundo lugar do concurso de fotografia “Cidadania em Foco”, fruto de um esforço conjunto de servidores da Ouvidoria-Geral da União, em Brasília, e do Núcleo de Ações de Ouvidoria e Prevenção da Corrupção da Controladoria Regional da União no Estado de Minas Gerais (CGU MG).

A categoria em que a mossoroense foi uma das vencedoras contempla fotografias que mostram situações nas quais os serviços e políticas públicas não estão sendo executados adequadamente e, portanto, podem ser objeto de reivindicação de melhorias, através da participação social.

Invisibilidade Social

A fotografia, com título “Invisibilidade Social”, foi feita nas proximidades do Mercado Público da Cobal, em Mossoró e a repórter fotográfica captou a realidade de centenas de pessoas que vivem nas ruas da cidade.

“Este homem trabalha limpando carros. Mas, as pessoas não olham para ele. Não sabem sua idade, se tem família, não procuram saber sua história. Ele só é visto através do trabalho e por causa do trabalho. Apenas um limpador de carros, infelizmente. Assim como ele, há centenas em nossa cidade. Precisamos olhar mais ao nosso redor. Enxergar as pessoas de verdade”, ressalta Jeane Meire.

A premiação será nesta terça-feira, 03, às 14h, em Brasília.

Compartilhe:

Ataque raso

O mundo das redes sociais desvendou o mistério de uma das áreas mais difíceis de trabalhar na pesquisa em ciências sociais: os estudos sobre recepção das notícias.

A teoria da agulha hipodérmica não se confirma. O público não absorve as notícias como algo pronto e acabado. Pelo contrário duvida e muito do que nós jornalistas noticiamos.

A profissão que escolhi está em crise.

Mas essa reação não se dá por critérios como cidadania ou desejo de querer esclarecer os fatos. Numa sociedade politicamente polarizada como a nossa as versões são mais importantes.

A pós-verdade controla as mentes. As pessoas acreditam no que querem e não no que se impõe como fato. A cobrança por imparcialidade não é fruto do clamor por bom jornalismo, mas para que se denuncie os adversários e se cale contra os aliados.

Resumindo: ninguém é imparcial.

Essa postura é ruim porque empobrece qualquer debate. É péssimo porque a verdade é a maior vítima.

No meio disso, os argumentos desaparecem. É como se o público quisesse um jornalista moldado à sua corrente de pensamento. Enxergar qualidades em quem pensa diferente é um exercício de bom senso pouco usado.

O mais importante é “lacrar”, “mitar” ou coisa que o valha. O interesse maior não é travar o bom debate, mas deslegitimar quem está tentando propor uma discussão. É uma tática boa para o líder político que está se beneficiando com isso, mas ruim por ser autoritária. Trata-se de uma demonstração, também, de indigência intelectual de quem apela a este recurso. É preciso refletir sobre o que é escrito, diferenciar notícia de artigo de opinião.

Nas redes sociais, principalmente no Facebook, percebo um deserto de pobreza argumentativa. A maioria das pessoas aparecem para xingar quando discordam. “comunista”, “petista”, “assessor do PT”, “parcial” e tantos outros adjetivos fazem parte da minha rotina. Já sofri com isso, hoje dou boas risadas embora não seja tão paciente quanto dizem.

Antes de criticar um texto se pergunte: “por que discordo?”, “no lugar dele o que eu escreveria?”, “tem alguma mentira/omissão?” ou “o que faltou neste texto?”. É uma forma mais interessante de se debater os fatos.

As Redes Sociais viraram apenas um ponto para o julgamento inquisitorial de haters. Lidar com isso será um grande desafio para os jornalistas nos próximos anos. Uns preferem se ausentar do debate em nome da saúde mental, outros escolhem tentar argumentar dando murro em ponta de faca. Cada um reage dentro da sua visão de mundo e eu respeito quem prefere não se desgastar.

Gostaria mesmo era de que as pessoas rebatessem um artigo ou notícia que publico com argumentos. Para mim seria um exercício intelectual interessante porque me levaria a refletir sobre o que estou produzindo.

Pena que raramente acontece.

Compartilhe:

Nem leu e já tem opinião formada sobre o assunto

Resultado de imagem para Nem leu e já tem opinião formada sobre o assunto

Por Alexsandro Ribeiro*

Para um bom entendedor, meia palavra precisa da outra metade para de fato dizer alguma coisa. Aliás, precisa do contexto. Estou me referindo ao que está por trás das reportagens, títulos e imagens compartilhadas nas redes sociais, que nem sempre condizem com o que está lá na página original da notícia. Isso mesmo. Tem muita gente formando opinião e debatendo na superficialidade da manchete da reportagem.

Não como referência científica, mas mais a título de ilustração, sou jornalista e tenho, junto com outros repórteres, uma agência de notícias. Toda matéria publicada no site ganha asas a partir das redes sociais digitais. Quando comparo os dados de tráfego e interação nas redes e no site, as contas não batem. O volumoso número de curtidas e compartilhamento no Twitter, Facebook, Linkedin e outros não condiz com o que o relatório de cliques no site aponta. Em certas matérias, mais de 90% passou para a frente um texto que não leu.

De fato, o mais curioso, é que ao compartilhar, alguns até comentaram criticando ou reafirmando a matéria. Justamente em um momento de análise e de recebimento de dados, o internauta inverte o processo e faz com que a emissão de opinião se sobreponha à etapa de leitura e de reflexão da informação. Agora sim, com um caráter mais científico, a Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, fez um experimento há três anos com usuários do Twitter. Links de reportagens foram compartilhados na rede a partir de encurtadores de URL, e o resultado foi revelador. Cerca de 60% dos usuários que compartilharam e comentaram não clicaram nos endereços.

Quando a leitura não ultrapassa a básica percepção do que o título da matéria e a imagem veiculada dizem, não se deve esperar que o debate ou a verborragia raivosa sejam mais profundos que uma poça d’água. Toma-se o livro pela capa, e é neste espaço que surge o problema da desinformação. O cenário que isso resulta pode ser o mais diverso possível, que vai desde uma discussão sem pé nem cabeça que não dará em nada, até o compartilhamento de fake news, mentiras, notícias desatualizadas e golpes. E vale destacar que quem compartilha assume a responsabilidade tanto quanto quem cria, afinal de contas, está dando o seu aval.

Ver o título e dar a matéria como lida a partir daí, ou ainda, nem ler o título e já ir comentando somente pelo tom da discussão revela uma parcela do comportamento de irresponsabilidade de internautas na rede, que ainda teimam em achar que estão navegando em um espaço sem regras e sem qualquer reflexo com a “vida real”.

Mas tem conexão, e as barreiras entre o on-line e o off-line já deixaram de existir, sobretudo quando efeitos práticos, como eleições presidenciais e decisões políticas são tomadas ao sabor dos ânimos e do fluxo de mensagens na rede. Não ler e achar que esse mundo digital é de brinquedo é o que nos faz por conta própria enviar uma foto para um aplicativo que vai usar nossa identidade facial para interesses privados, é o que nos motiva a clicar em contratos digitais que dão direito a terceiros acessarem nossos dados particulares, a nossa privacidade.

O principal agravante aqui é a falsa sensação de que para existir no ambiente digital as pessoas precisam manifestar sua presença a todo momento, como se somente o navegar não fosse o suficiente se não for acompanhado de ações concretas, como curtir e compartilhar. A vigilância mútua dos usuários, as cobranças diárias para que as pessoas tomem posição entre opções maniqueístas, a abominação e ojeriza aos “isentões”, e a ilusória sensação de que os outros estão produzindo algo e que, portanto, é obrigatório agir para não ficar para trás, são situações que pressionam o internauta a ignorar os fatos e conteúdos, e a seguir o comportamento de horda.

Não há dica aqui que substitua a sempre boa companheira “atenção”. A garantia de que você não está contribuindo para a desinformação está a um clique de distância. Ou seja, começa por se certificar que não está passando para frente uma informação sem qualidade ou falsa. Não adianta se esconder na desculpa de que curtiu ou compartilhou porque a informação veio de um amigo de muita estima e que dá o aval para tudo o que ele produzir.

Por isso, no combate ao debate raso e sobretudo à desinformação, é preciso ultrapassar a superficialidade do título e da imagem compartilhada. Antes de digitar, curtir, manifestar apoio ou passar para frente, certifique-se sempre de que leu o conteúdo original e de que ele não é falso. Existe um abismo entre o que está nas redes sociais e o conteúdo replicado. E tem muita gente caindo neste buraco sem fim e puxando muitos outros junto. A gratuidade do compartilhamento e dos comentários é tão perversa quanto a intenção de quem busca desinformar na rede. Portanto, é fundamental parcimônia, e sobretudo, navegar com a razão e menos com o coração.

*É professor nos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Internacional Uninter. 

Compartilhe:

TCM recebe reconhecimento como canal jornalístico brasileiro

Direção da TCM comemora conquista (Foto: divulgação)

O canal local TCM 10 HD do grupo TCM Telecom recebeu na noite desta quinta-feira, 21, o reconhecimento da Ancine (Agência Nacional de Cinema) como Canal Jornalístico Brasileiro. O anúncio foi feito em evento que comemora os 20 anos da NEO, a Associação Brasileira de Operadores de TV por Assinatura e Internet Banda Larga, na cidade de Mendonza, na Argentina. A Diretora Administrativa da TCM Telecom falou da alegria em dar um passo importante para prestar um serviço cada vez melhor a Mossoró e a Região Oeste do Rio Grande do Norte.

“É de fundamental importância para nós que fazemos a TCM Telecom ter hoje o nosso canal reconhecido como canal de cota.  Isso significa que o canal de TV por assinatura criado em 2002 apenas para a produção de conteúdo comum, passa hoje a ser reconhecido dentro da agência reguladora, a Ancine, como um canal de conteúdo jornalístico. Isso é de fundamental importância não só no cenário local, na nossa região, no Estado do Rio Grande do Norte, mas dentro de uma conjectura de nível nacional. Isso muito nos orgulha, nos deixa muito felizes. Agradeço imensamente em nome da minha família a todos que construiriam o canal TCM 10 HD ao longo desses 17 anos”, agradeceu Stella Maris, em entrevista durante o evento.

Com sede em Mossoró, a expansão do Grupo TCM Telecom leva hoje o Canal TCM 10 HD a mais cinco cidades da região: Apodi, Caraúbas, Governador Dix-sept Rosado, Felipe Guerra e Upanema; além de alcançar espectadores em todo país e no mundo pela internet, através do Portal tcmhd.com.br.

Nota do Blog: tenho muito orgulho de um dia ter feito parte do Grupo TCM. A empresa merece muito esse tipo de reconhecimento pela seriedade no trato com a informação.

Compartilhe:

Augusto Nunes ensinou que a falta de argumentos se resolve na porrada

Por Leonardo Sakamoto

O jornalista Augusto Nunes bateu no jornalista Glenn Greenwald, ao vivo, no programa Pânico, da rádio Jovem Pan, nesta quinta (7). Greenwald havia o chamado de covarde diversas vezes por ter usado seus filhos pequenos no intuito de criticá-lo. Nunes resolveu provar que Greenwald estava certo e partiu para cima. Com isso, ensinou a seus muitos seguidores e fãs que, no limite, a falta de argumentos pode ser compensada por tapas e socos.

Ver um jornalista agredindo fisicamente um entrevistado é uma cena deprimente. Coloca em xeque a credibilidade do profissional, da equipe do programa e da própria emissora, que emitiu uma nota na qual pede desculpas a Glenn. Mas tão deprimente quanto é ver a reação selvagem de quem não gosta do editor do site The Intercept Brasil por conta de sua cobertura crítica ao governo Jair Bolsonaro. Ou de quem ficou irritado com a divulgação dos diálogos que expõem os bizarros mecanismos usados pela força-tarefa da operação Lava Jato e pelo então juiz federal Sérgio Moro. Sim, a cena juntou o naco mais agressivo de bolsonaristas e lavajatistas contra o jornalista.

O chorume correu solto pelas redes sociais. Apareceram pessoas alucinadas, dizendo que Greenwald deveria ter apanhado até sangrar ou que precisaria ser deportado. Políticos defenderam o agressor. Em uma situação normal, todos criticariam duramente o ocorrido, mas banalizamos a violência física como instrumento político.

O Brasil vem caminhando, desde 2013, para um estado de ultrapolarização. Desumanizamos quem defende posicionamentos diferentes dos nossos, defendemos que sejam calados e extirpados. À força, se necessário.

Após a execução da vereadora Marielle Franco, muitos foram os idiotas que celebraram ou minimizaram o horror de sua morte. O ataque a tiros aos ônibus da caravana que o ex-presidente Lula realizou na região Sul seria rechaçado por todos em qualquer democracia decente – o que não foi o caso por aqui, dada a quantidade de comemorações. A abominável facada sofrida por Bolsonaro foi lamentada por pessoas estúpidas que queriam que Adélio Bispo tivesse terminado o serviço. O músico Moa do Catendê, eleitor de Fernando Haddad, foi morto a faca por um eleitor de Bolsonaro, em Salvador, para júbilo de mentecaptos. Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República, diz que foi armado ao Supremo Tribunal Federal para matar o ministro Gilmar Mendes e ignorantes o chamaram de herói.

Como já disse aqui, o clima de ódio político é apenas o capítulo mais recente de um país cuja fundação foi feita em cima do sangue de negros, indígenas e pobres. Um país com um rosário de homens que estupram e matam suas companheiras e filhas em nome daquilo que eles chamam “honra”, mas que – de fato – é só “covarde feminicídio” mesmo. Um país que discute, neste momento, uma lei que facilita o porte e a posse de armas para resolver a ausência do Estado.

Quem lê este blog sabe que tenho escrito há anos que esse ódio seria absorvido pelo cotidiano. Glenn Greenwald é uma figura pública que foi agredida por outra figura pública. Mas, diariamente, jovens rapazes de uma escola se juntam para dar “corretivos” nas colegas feministas e mostrar quem manda junto às outras mulheres do bairro. Fazendeiros se juntam para atacar fiscais e movimentos de sem-terra, indígenas, quilombolas, ignorando decisões judiciais. Milicianos recriam grupos de extermínio para fazer valer a sua ordem. Empresários pagam para remover a população em situação de rua e os sem-teto de seu entorno. Grupos homofóbicos se juntam para atacar baladas do público LGBTTQ+ e grupos racistas partem para o ataque a rapazes negros que voltam à noite para casa após o trabalho. Grupos vão atrás de jornalistas e de opositores políticos, que insistem em dizer o contrário do que o grupo de WhatsApp ensinou.

Munidos com o ódio que fermentaram ao longo do tempo e com a sensação de estarem fazendo um serviço público, agem para “dar um jeito na escória”. Como sempre digo aqui, não são as mãos dos líderes políticos, sociais, econômicos e comunicadores que atacam, mas é a sobreposição de seus argumentos, a escolha que faz das palavras ao longo do tempo e o exemplo que trasnsmitem que distorcem a visão de mundo de seus seguidores e tornam o ato da violência banal. Suas ações e palavras redefinem, lentamente, o que é ética e esteticamente aceitável, visão que depois é consumida e praticada por terceiros. Estes acreditarão estarem fazendo o certo, quase em uma missão civilizatória ou divina, e irão para a guerra.

Discordo frontalmente das ideias de muita gente, mas não ninguém deve ser impedidos de falar, afinal a liberdade de expressão não aceita censura prévia, mas prevê a responsabilização judicial posterior. Pois a partir do momento em que o debate é interditado pela violência, a sociedade é ferida de morte.

A discussão não é entre direita e esquerda, mas entre civilização e barbárie. E, antes que seja tarde demais, deve ser tratada de frente pela política, pela sociedade. Porque, dependendo do que aconteça, não são apenas mortos e agredidos que teremos deixado pelo caminho. Mas nosso futuro.

Compartilhe:

A falsa imparcialidade

Em tempos de milícias virtuais os jornalistas se tornaram alvos de figuras autoritárias financiadas ou não quem sempre aparecem com surrada cobrança por imparcialidade quando a análise é do agrado.

Se o profissional da informação se deixar levar por este tipo de cobrança vai se perder no caminho. Tratar com a mesma régua assuntos diferentes termina trazendo distorção dos fatos ou produzindo análises enviesadas.

Vou dar um exemplo bem do meu cotidiano nas redes sociais. A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) está terminando o terceiro ano de mandato. Ela segue forçando a barra no discurso do salário “pago rigorosamente” em dia quando nas contas dos servidores mês a mês pinga o salário fatiado.

Ela chegou a anunciar que quitou os atrasados da gestão anterior, mas ainda existem retroativos a serem pagos.

É papel do jornalista denunciar isso a cada vez que uma versão falaciosa é apresentada.

Por outro lado, a governadora Fátima Bezerra (PT) assumiu o cargo com quatro folhas em aberto. Quitou uma e deve três. Nas suas entrevistas a petista reconhece o atraso e explica que pretende pagar com recursos extras, promessa que por sinal dificilmente será cumprida este ano.

Não é necessário ficar todo mês desmentindo o que não precisa ser desmentido. O Governo acerta o calendário mês a mês com as entidades sindicais. Está bom? Não está, mas a postura não merece as mesmas críticas.

São problemas parecidos, mas com atitudes diferentes das gestoras.

Fazer as mesmas críticas à Fátima no mesmo tom que faço a Rosalba com elas tomando atitudes diferentes nos seus governos seria uma falsa imparcialidade.

Agora vejamos uma situação assimétrica. O vereador Gilberto Diógenes (PT) apresentou uma emenda inconstitucional propondo dar a diferença de 0,42% aos professores que estava faltando para cumprir o piso nacional da categoria. Era uma proposta inconstitucional que foi rapidamente derrubada na Câmara Municipal. Esta semana houve situação praticamente igual. Registrei a inconstitucionalidade do mesmo jeito.

Era minha obrigação tratar assuntos idênticos da mesma forma.

Muito cuidado com quem se gaba demais de ser imparcial. Geralmente é um craque na deturpação dos fatos.

 

 

Compartilhe:

Imparcialidade de goela

Vou começar este texto com um desafio ao leitor e a leitora: você está pronto para reconhecer qualidades em um jornalista que escreve coisas que lhe desagrada? Em seguida lanço mais dois questionamentos: você acredita em imparcialidade? Você quer bom jornalismo ou um noticiário adaptado à sua visão de mundo?

O bom jornalismo não é imparcial, mas objetivo. A tal imparcialidade é um discurso que muitas vezes se converte em omissão em relação às injustiças.

O jornalismo precisa ser objetivo e plural. Abrir espaços para todas as visões de mundo e ouvir sempre o outro lado e não sonegar direito de resposta ainda que a versão apresentada não seja condizente com a realidade. Isso não é ser neutro ou imparcial, mas cumprir o dever de ser plural e democrático.

 O que vejo nas redes sociais é uma discussão rasteira onde os sujeitos não conseguem apresentar um contra-argumento a uma crítica ao seu político de estimação. A ausência de reflexão por parte do público e de uma cultura jornalística em nossa sociedade gera as cobranças por uma imparcialidade que não existe.
Antes de cobrar imparcialidade que tal refletir: essa informação contém algum erro? Se tiver qual seria o erro? Se a resposta for sim vá ao debate de forma objetiva mostrando o que precisa ser trazido à luz. Essa é a melhor forma de cobrar um bom jornalismo. O ataque pelo ataque é uma autodesqualificação de quem questiona um profissional.

Repito: não existe imparcialidade. Quem diz ser imparcial não o é. Nenhum ser humano é neutro em sua plenitude. Existem jornalistas que são mais ou menos opinativos. Existem jornalistas que são mais ou menos objetivos. Assim como existem os jornalistas que quando fazem uma denúncia não abrem espaço para o outro lado e/ou sonegam o direito de resposta.

Todos os dias procuramos o Governo do Estado e a Prefeitura de Mossoró para ouvir o outro lado. Nem sempre recebemos a resposta com a agilidade e muitas vezes os dois entes federativos escolhem não se manifestar. Nossa parte tem sido feita.

Tenho orgulho de ser parcial diante de causas justas. Sou parcial em defesa da tolerância às minorias, da liberdade de expressão e na luta por governos pautados pela inclusão social.

Admitir que tem lado é um ato de coragem num contexto de intolerância e hipocrisia. Reconhecer que assume posição não é demérito, mas um dever e um gesto de honestidade intelectual.

Existem pessoas totalmente despreparadas que confundem liberdade de expressão com direito de ofensa.

Quem ofende não quer bom debate nem mesmo jornalismo plural. Querem informações moldadas à sua visão de mundo.

São apenas pessoas com perfil autoritário cujo objetivo é impor sua visão de mundo à “socos e pontapés”.

Nesses anos de interação em redes sociais fui percebendo que os que clamam por jornalismo imparcial na verdade querem intimidar e constranger o jornalista quando este critica o seu político preferido ou contraria sua visão de mundo.

Quando criticamos um político o foco é nos seus atos. O homem e a mulher são poupados. O foco é na figura pública. A crítica é política e administrativa. Procuramos, inclusive, ser econômicos nos adjetivos.

É a imparcialidade de goela.

Por ter consciência e autocrítica nunca prometi ao meu público ser imparcial. Não sou porque opino em artigos. Minhas matérias são objetivas porque ouvem o outro lado mesmo quando discordamos. O espaço sempre estará aberto ao contraditório e eventuais erros sempre são acompanhados de retratação ao serem constatados.

O que as pessoas precisam compreender é a diferença gritante que existe entre matérias e artigos de opinião. Na matéria temos que mostrar os dois lados. No artigo mostramos a nossa avaliação dos fatos ainda que em alguns casos a ponderação seja necessária.

Nossa avaliação dos fatos segue um conjunto de princípios que são facilmente identificados. Somos a favor de direitos para LGBTs, contra o racismo, pregamos o diálogo como método de gestão, o investimento no desenvolvimento econômico e as políticas de inclusão social.

Na maioria das vezes quando alguém nos ataca em redes sociais não fica delimitado à ideia. O ataque é sempre no plano pessoal ou na cobrança de uma imparcialidade que nem mesmo o interlocutor acredita ou aplica nas suas ações.

A incapacidade de separar as coisas sempre termina na imparcialidade de goela.

Compartilhe:

Jornalistas de Mossoró estão entre os finalistas do Prêmio MP de Jornalismo

Resultado de imagem para prêmio mprn de jornalismo

Mossoró emplacou três finalistas no Prêmio MP de Jornalismo. São dois do Grupo TCM e um do site Portal do RN.

Na categoria Webjornalismo o jornalista Márcio Alexandre concorre com a matéria “Trabalho de resolução de conflitos tem mais de 60% de acordos”.

Na categoria radiojornalismo* Carol Ribeiro está na disputa com a matéria “MP e Conselho Tutelar na Defesa da Infância e da Juventude” veiculada na 95 FM. Esse material tem co-autoria dos jornalistas Vonúvio Praxedes e Moisés Albuquerque.

Já Taysa Nunes concorre na categoria telejornalismo com a reportagem “MPRN e o Programa Acolher”.

São 29 jornalistas concorrendo ao prêmio cujo resultado será anunciado no dia 9 de dezembro.

Confira a lista completa de finalistas AQUI

*Na lista de finalistas, Carol Ribeiro aparece na categoria telejornalismo, mas na verdade ela concorre em radiojornalismo. A informação será corrigida.

Nota do Blog: parabéns aos colegas e já estou na torcida.

Compartilhe:

Mossoroense se torna o primeiro doutor em jornalismo do Nordeste formado no Brasil

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Jornalista com passagens marcantes no Jornal De Fato e Gazeta do Oeste onde liderou equipes vitoriosas e premiadas, William Robson Cordeiro conseguiu um feito histórico para Rio Grande do Norte ao se tornar o primeiro doutor em jornalismo do Nordeste com formação em universidade brasileira.

Aluno da segunda turma, do primeiro doutorado em jornalismo do país, PÓSJOR da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), William defendeu a tese “Hiperinfografia: uma proposta para o infográfico de quarta geração”.

William é graduado em comunicação social com habilitação em jornalismo pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e mestre em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). “Esse é o único doutorado em jornalismo da América Latina e eu fui o primeiro nordestino a entrar no curso”, frisou.

Sobre o trabalho ele disse que foi fruto de muito esforço. “Não foi fácil, teve muita renúncia, muita luta e esperança. Mas tenho orgulho de ser o primeiro doutor em jornalismo do Nordeste, proveniente de uma universidade brasileira. Feliz e disposto a seguir com os desafios da pesquisa no campo”, declarou nas redes sociais.

Ele foi orientado pela professora Raquel Ritter Longhi.

O segundo doutor em jornalismo do Nordeste com formação no Brasil também será do Rio Grande do Norte. Edwin Carvalho está concluindo sua pesquisa sobre o ensino de jornalismo nos países de língua portuguesa na África.

Nota do Blog: a maioria dos jornalistas que buscam uma pós-graduação precisam recorrer a áreas afins. Esse que vos escreve, por exemplo, precisou fazer mestrado em ciência sociais e humanas para dar sequência aos estudos.

Compartilhe: