Lei não sustenta teoria da conspiração sobre crise político-conjugal entre Juliane Faria e Robinson

Casal do RN

Desde o anúncio feito por Juliane Faria de que estava deixando a Secretaria Estadual de Trabalho, Habitação e Ação Social muitas teorias da conspiração surgiram.

A primeira delas apontava uma “jogada genial” visando as eleições do próximo ano. Quem defendeu essa ideia falava que Juliane sairia do cargo para se afastar do desgaste do governo e chegar fortalecida em 2018. Não fazia sentido porque ela é parte do governo. Também não tinha lógica porque deixar o cargo antes do prazo de desincompatibilização passaria a imagem de uma pessoa que não conclui projetos.

Além de não fazer sentido, a hipótese não resistiu ao post seguinte da ainda oficialmente primeira-dama. Era uma crise conjugal com efeitos em casa e na Governadoria.

Nas rodas de conversa há quem aposte numa mirabolante articulação política para deixar a esposa de Robinson Faria elegível sem a necessidade de o governador se desincompatibilizar.

Não é bem assim.

O Blog do Barreto consultou o advogado Olavo Hamilton. Ele foi taxativo: “A dissolução do casamento no curso do mandato não afasta a inelegibilidade relativa”.

Trocando em miúdos: mesmo separada formalmente do governador, Juliane Faria continuaria inelegível pelo simples fato de a decisão ter sido tomada em pleno exercício do mandato do chefe do executivo estadual.

Resumindo: a única maneira de a primeira-dama ser candidata em 2018 é com a saída de Robinson Faria do Governo do Estado.

Se tem simulação de crise conjugal é uma tática juridicamente inviável. Não faz sentido.

Compartilhe:

Na briga de comadres ninguém mentiu, mas omitiu “com força”

comadres-dois

O fato mais marcante da disputa eleitoral mossoroense foi a briga de comadres (no sentindo literal do termo) envolvendo as primeiras damas Juliane Faria (que também é secretária de estado) e Amélia Ciarlini (que foi secretária municipal) numa troca de lamúrias nas redes sociais.

Amélia não contou nenhuma mentira quando lamentou a ingratidão do governador Robinson Faria (PSD) que até aqui não “chegou junto” na campanha de Francisco José Junior (PSD), que tenta quixotescamente a reeleição. Tudo que ela disse no desabafo é a mais pura verdade.

O que ela não disse e ninguém ainda compreendeu é que o prefeito nunca foi 100% fiel nesses 11 anos de aliança com Robinson. Na campanha de 2006, Robinson apoiava Wilma de Faria (PSB), mas os “Franciscos” (pai e filho) abriram dissidência para apoiar Rosalba Ciarlini (então no PFL, atual DEM) para o Senado e Garibaldi Filho (PMDB) para o governo. Depois todo mundo se entendeu não sem antes, Francisco José Junior passar um curto período na base de apoio da então prefeita Fafá Rosado.

amelia_ciarliniÉ bem verdade que quando Robinson se tornou vice dissidente de Rosalba em 2011, Francisco José Junior (então presidente da Câmara), seguiu o líder. Pelo menos do ponto de vista moral. Porque é bem verdade que a mãe de “Francisco” manteve-se no comando do Hospital Regional Rafael Fernandes até o final da gestão rosalbista. O próprio Robinson já chegou a dizer que só Jório Nogueira (atual presidente da Câmara Municipal) andava com ele em Mossoró num tempo em que o atual governador era motivo de chacota no segundo maior colégio eleitoral da cidade.

Por sua vez, Juliane Faria falou a verdade quando disse que o prefeito detém o controle de todos os cargos comissionados em Mossoró. Isso é indiscutível. Inclusive ele indicou Mairton França para a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos.

Por outro lado, Juliane omitiu e ignorou um dos apelos de Amélia: a questão da saúde. A primeira dama mossoroense tem razão quando reclama da falta de apoio da gestão estadual. Juliane levou a questão para o compadrio. Nisso, “Francisco” não pode reclamar. Administrativamente, sim.

juliane_fariaA Prefeitura de Mossoró assumiu responsabilidades na alta e média complexidade que deveriam ser do Estado. Por isso, os 32% do orçamento destinados à saúde não são suficientes para cumprir as demandas obrigatórias para o município.

O Governo do Estado também praticamente deixou nas mãos do município a responsabilidade com a segurança. Juliane também omitiu.

Como toda briga de comadres faltou autocrítica entre as duas partes. Tanto uma como a outra só viu… o lado do marido.

Compartilhe:

Esposa de Robinson acusa Silveira de querer responsabilizar Robinson por impopularidade

Juliane-Faria-e-Robinson

Enquanto o governador Robinson Faria (PSD) está em silêncio, a esposa dele, a secretária estadual de trabalho, habitação e ação social, Juliane Faria, chutou o pau da barraca.

Em resposta a provocações no Facebook ela disse o prefeito Francisco José Junior (PSD) e a primeira dama Amélia Ciarlini tentam transferir culpa ao governador pelo mau desempenho do prefeito. “Silveira teve sim o apoio de Robinson. Inclusive posso pedir que listem para vcs (linguagem de Internet). Teve a prerrogativa de indicar os técnicos para os cargos do Governo em Mossoró!! Se eles não estão atendendo as expectativas da população acho que o governador deve repensar mesmo e mudar para a melhoria dos serviços!”, disparou.

A secretária/primeira dama também disse que ainda não veio a Mossoró porque não foi convidada. “Com relação a minha ida a Mossoró seria um enorme prazer!”, avisou.

Juliane Faria 2

No entanto, ela reconheceu que ela e o marido não possuem qualquer influência no pleito mossoroense. “Quanto a apoiar Silveira, não influenciaria na decisão do povo! Ele precisa provar a população que fez um bom trabalho e não ficar procurando alguém para culpar!”, frisou.

Ela disse ainda que o povo não gosta de encenação e aconselhou o casal a arregaçar as mangas e trabalhar. “O governador não pode ser responsabilizado se não estão aprovando a gestão de Silveira!”, disse em resposta a outra postagem.

Juliane Faria 3

Compartilhe: