Deputado assume comando partidário no dia 4

Allyson Bezerra será presidente do Solidariedade (Foto: cedida)

O deputado estadual Allyson Bezerra assume o comando do diretório municipal do Solidariedade no próximo dia 4 de abril na cidade de Mossoró. O evento será no hotel Vila Oeste, às 19h.

O Solidariedade vinha sendo comandado em Mossoró pelo ex-vereador Soldado Jadson que colaborou na formação da legenda no município.

Allyson Bezerra tem como missão fazer um processo contínuo de novas filiações na cidade, que será realizado ao lado do suplente de deputado federal, Lawrence Amorim.

No mesmo encontro, os membros do partido vão iniciar as discussões mirando as eleições de 2020.

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O “PT” do PT

O Solidariedade sob a liderança do deputado estadual Kelps Lima tende a ocupar o espaço de uma oposição alinhada à defesa dos interesses dos servidores que vinha sendo realizada pelos deputados estaduais do PT na Assembleia Legislativa desde os anos 1990.

Com o PT no Governo do Estado, ainda que pela direita, o Solidariedade vai ocupar o vácuo. A ação para que os salários sejam pagos pela ordem cronológica já uma demonstração disso.

Vai ser assim com Fábio Dantas e tudo. Justo ele que quando era vice-governador assinou projetos antipáticos aos interesses dos servidores.

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Kelps explica que bancada reúne oposicionistas e independentes

 

Kelps esclarece perfil de bloco parlamentar (Foto: Eduardo Maia)

Em conversa com o Blog do Barreto, o deputado estadual Kelps Lima (SD) explicou que o bloco parlamentar formalizado ontem é a bancada da minoria que não necessariamente reúne parlamentares de oposição.

Segundo o deputado, estão reunidos no grupo parlamentares independentes e declaradamente de oposição. “A minoria reúne parlamentares não alinhados com o governo, mas não necessariamente de oposição”, explicou.

Ele disse que existem outros deputados que não são aliados do governo Fátima e não assinaram o documento que formalizou a criação deste bloco.

Escolhido como líder da minoria, Kelps acrescenta que bancada da minoria está prevista no Regimento Interno da Assembleia Legislativa. “Inclusive, se um deputado integrar a base governista será desvinculado do bloco”, frisou.

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Deputados entram com ação para obrigar Governo a pagar salários atrasados

Deputados entram com ação conjunta (Foto: Tribuna do Note)

Os deputados estaduais do Solidariedade Kelps Lima, Allyson Bezerra e Cristiane Dantas acabam de ingressar na Justiça com um pedido de liminar para que a governadora Fátima Bezerra (PT) pague os salários atrasados dos funcionários públicos do RN com o dinheiro que já está estocado no caixa do Governo.

Os deputados são representados na ação popular pelo advogado e ex-vice-governador do Estado, Fábio Dantas (SD), e também trabalham no caso os advogados Caio Vitor Barbosa e Jules Queiroz.

A ação popular dos deputados pede a nulidade de retenção dolosa de proventos de servidores ativos e inativos.

Os deputados informaram à Justiça que o Governo tem salários atrasados desde 2017 e, mesmo assim, está mantendo dinheiro em caixa do Governo sem quitar os vencimentos dos servidores, que estão em desespero com as economias pessoais em frangalhos e vivendo dramas familiares de questão alimentar.

“Os salários têm natureza alimentar e, por força do expresso pelo art. 7º, X, da Constituição Federal, não podem ser retidos dolosamente, seja pelo empregador privado, seja pela Administração Pública. Por isso, sobrepõem-se, quanto à ordem de pagamento, a todos os demais débitos”, diz um trecho da ação.

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Bloco de oposição será formalizado na Assembleia com até 10 deputados

Kelps Lima poderá ser líder da oposição (Foto: autor não identificado)

Após quatro anos, a bancada de oposição voltará a ser formalizada na Assembleia Legislativa com um grupo que reunirá entre oito e dez deputados.

A tendência é que o bloco seja liderado pelo deputado estadual Kelps Lima (SD).

O grupo reunirá parlamentares do Solidariedade (incluindo Allyson Bezerra e Cristiane Dantas), PSDB (Gustavo Carvalho e José Dias), MDB (Hermano Morais confirmado) e de outros partidos.

Durante os quatro anos de governo Robinson Faria (PSD) o bloco de oposição nunca foi formalizado na Assembleia Legislativa.

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A eleição é diferente da gestão

Por Kelps Lima*

Os requisitos para ganhar uma eleição são diferentes dos requisitos para fazer um bom governo. A política antiga já nos mostrou isso por A + B.

Na eleição, o candidato faz uma pesquisa, descobre o que as pessoas pensam, contrata um marqueteiro e produz discursos e peças publicitárias que se encaixam perfeitamente nos dados que os pesquisadores puxaram nas ruas.

Promessas e frases de efeito para ganhar votos.

O problema é o que vem depois da eleição: a gestão.

A gestão de um governo está cada vez mais difícil no RN. Nos últimos oito anos, a cadeira de governador se tornou uma cadeira elétrica.

A obrigação de governar, de controlar a máquina pública, é cada vez mais complexa. Uma tabulação enorme de perdas e ganhos que requer boa vontade intelectual, foco no conceito macro, rédea curta no conceito micro, equipe técnica qualificada, e grandeza de espírito para enfrentar o deserto que sempre vem logo após as decisões mais incompreendidas.

Na gestão, de pouco adianta o discurso da campanha, as promessas ao vento, a música de autoajuda e o marketing eleitoral bonito e bem acabado.

Os dois últimos Governos que tivemos, Rosalba e Robinson, foram exemplos de que os requisitos para ganhar a eleição são diferentes daqueles necessários para fazer um bom governo. Aclamados nas urnas, desastrados na gestão.

Agora, começando 2019, temos um governo novo. Que ganhou a eleição com um apelo eleitoral baseado em critérios que estão longe, muito longe mesmo, daqueles que o momento histórico-administrativo exige para o Estado. A máquina está repleta de custos, seca de recursos e se tornou espólio de um segmento do eleitorado que foi treinado para pensar que o Estado sempre vai prover todos os sonhos e desejos dos indivíduos.

Vamos torcer para que o conteúdo utilizado para ganhar a eleição seja posto de lado e o novo grupo governamental adote medidas de gestão, suportando todos os dramas de seus efeitos colaterais.

Na intimidade do gabinete, após três semanas da posse, aqueles mais afinados com a realidade já perceberam que os requisitos para ganhar uma eleição são diferentes dos requisitos para fazer um bom governo.

*É mestre em Políticas Públicas. Deputado Estadual.

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NOVO GOVERNO DO RN PRECISA CHAMAR OS EMPREENDEDORES COM URGÊNCIA!

*Por Kelps Lima

Se engana feio quem acha que empresário quer só ter lucro e ganhar dinheiro. Quem convive com empreendedores sabe que sempre, sempre, o principal objetivo é construir sonhos, novos negócios, novos desafios. Ganhar dinheiro é a consequência de um trabalho  bem feito. Não se colhe o que não se planta.
O bom empreendedor sabe enxergar como ninguém as oportunidades que uma crise gera.
Sabe o que é o desafio de viver em um ambiente hostil (especialmente o provocado pela burocracia estatal).
Sabe usar bem seus recursos humanos, evitar desperdício e, principalmente, colocar as despesas dentro da receita.
E é exatamente isso o que mais a máquina pública potiguar precisa neste momento: EMPREENDEDORES! Pois, só superando a abismo fiscal em que nos encontramos, o Estado poderá fazer seu papel principal: diminuir as desigualdades.
No atual formato, o Estado só produz o contrário, ilhas de altos salários e desperdício no setor público, enquanto uma parcela gigante da população não tem acesso aos serviços básicos.
Os técnicos da burocracia governamental, por mais sábios, capazes e preparados que sejam, precisam se comunicar com quem está fora da Máquina Estatal, com outra visão de mundo.
Por isso, é muito importante, neste momento, que o novo Governo do Estado chame os empreendedores e pergunte: O que eles acham que poderia ser modernizado na máquina pública? aonde estão os principais gargalos? O que o Estado pode e deve fazer para os empreendedores acelerarem nossa economia?
Confesso que senti falta de empresários na equipe da Governadora Fátima Bezerra, pessoas que pensem “fora da caixa” do atual sistema
Empresário não deve ser tratado como demônio. Ao contrário. Os empregos estão nas empresas. Nas organizações de empreendedores que transformam ideias em rotinas econômicas que geram cadeias de empregos. Precisamos dos empreendedores de volta.
O novo Governo do RN precisa chamar os empreendedores. Urgente!
É mestre em Gestão Pública e Deputado Estadual.
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A primeira medida de Fátima foi um Sofisma

Por Kelps Lima

Não foram boas as primeiras medidas do Governo Fátima.

Elas confirmaram o temor que a gente já tinha: falta de um projeto com sequência lógica de ataque ao que é mais desesperador, aliado a mecanismos de substituição dos defeitos do alicerce que provocam esse desespero.

Os salários atrasados representam o telhado velho que já não protege mais da chuva. O desespero.

A fórmula atual da previdência representa o alicerce quebrado, que não sustenta mais as paredes.

Fátima criou um sofisma para dizer que tem a fórmula para cessar o desespero, e criar a retórica de que os salários estarão em dia dentro da gestão dela. Mas não tocou no assunto mais grave, o alicerce, que é a previdência.

Não adianta só trocar as telhas. Sem o alicerce, elas vão cair e a chuva vai continuar molhando.

Fátima disse que vai pagar janeiro de 2019 e, quando puder, pagar o restante da folha que está faltando aos servidores: Décimo de 2017, Salários de novembro e dezembro de 2018, e Décimo de 2018.

A história do RN, então, na narrativa do novo governo, fica dessa forma: AF (antes de Fátima) e DF (depois de Fátima).

Os problemas de antes não eram dela. Então, os salários de quem trabalhou até dezembro de 2018 não são problemas do novo Governo Fátima. Pertencem a uma era AF. Fátima surgiu agora.DF. Depois de Fátima. E, neste período DF, não haverá desespero. Ao contrário. Haverá ANTECIPAÇÃO DE SALÁRIO.

O Sofisma é o argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa.

Ainda dá tempo. O Governo está só começando. Mas, agora, além da questão fiscal, será preciso recuperar outra coisa na relação entre a sociedade e o novo Governo, a CONFIANÇA.

O AF e o DF não cola. É uma fórmula antiga. Da política antiga.

Kelps Lima é mestre em Gestão Pública. Deputado Estadual.

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Surgimento de uma nova direita no RN pode empurrar oligarquias de vez para o passado

Eliezer Girão e Kelps Lima podem puxar uma nova alternativa de poder no RN

As oligarquias acumulam derrotas acachapantes nas duas últimas eleições em nível de Rio Grande do Norte. A partir de 2019 não ocuparão nenhuma das três vagas do Senado nem os cargos de Governador e vice-governador.

É um fato inédito.

Mas isso não significa que elas deixaram de ser uma alternativa de poder. No entanto, as respostas nas urnas em 2018 foram mais duras que há quatro anos e o comando da oposição pode se perder nos próximos quatro anos.

Nas eleições de 2014, formaram um chapão para enfrentar Robinson Faria (PSD) em aliança com o PT/PC do B. A derrota foi humilhante.

A má gestão de Robinson não tornou os grupos tradicionais automaticamente uma alternativa de poder ao governador. Esse espaço ficou com a senadora Fátima Bezerra (PT) que liderou de ponta a ponta o processo eleitoral este ano. A petista, frise-se, rompeu com Robinson em outubro de 2015, logo no primeiro ano da gestão. Desde então ela se posicionou a frente dos oligarcas como alternativa de poder.

Em 2018, como em 2014, os grupos tradicionais para forças políticas que não estavam (ao menos oficialmente) no governo adversário empurrando-se para a condição de “alternativa da alternativa”.

Nas eleições de 2018, diferentemente de 2014, foi aberta uma nova fronteira eleitoral no Rio Grande do Norte com nomes de fora da elite política, eleitos sem grandes estruturas, e com um discurso renovador e moralizante em sintonia com a nova direita nacional.

Assim o general Eliezer Girão (PSL) se elegeu deputado federal. Para Assembleia Legislativa nomes como Coronel Azevedo (PSL) e Allyson Bezerra (SD) também se elegeram sem o apadrinhamento dos nomes tradicionais da política.

Trata-se de um grupo político novo que foi organizado no Rio Grande do Norte sob a liderança do deputado estadual Kelps Lima (SD) – que não necessariamente lidera os nomes do PSL – que procurou se apartar das oligarquias e fazer carreira política em voo solo, mas usando a estrutura partidária que possui para formatar novas lideranças no Estado.

O surgimento dessas novas lideranças no campo da direita dependerá do desempenho destes mandatos, mas é certo que atuarão de forma independente sem alinhamento com os oligarcas nem com a nova governadora. O foco será se tornar uma alternativa de poder no futuro.

Se isso acontecer ocuparão um espaço junto ao eleitorado conservador que é patrimônio eleitoral das famílias Alves, Maia (entenda-se agripinismo) e Rosado.

O candidato ao Governo deste grupo foi Brenno Queiroga (SD) que ficou em quarto lugar com 106.345 votos, um desempenho surpreendente para a candidatura de um ex-prefeito de uma cidade pequena do Alto Oeste Potiguar. Esse movimento tende a partir das três maiores cidades do Rio Grande do Norte (Natal, Parnamirim e Mossoró) onde Brenno surpreendeu ficando em terceiro lugar, à frente do governador Robinson Faria. Foram nessas cidades que os candidatos do PSL e Solidariedade tiveram seus melhores desempenhos na disputa proporcional.

Mesmo que Fátima Bezerra venha a fazer um bom Governo, esses grupos têm chances de ocuparem um vácuo como alternativa de poder. Mesmo ela governando bem a nova direita que surge pode, por exemplo, reforçar o discurso de que o RN se afundou em décadas de atrasos por causa das oligarquias e eles podem fazer mais.

Se o Governo dela não for bom eles ainda terão na manga o discurso “nem PT, nem oligarquia”. Tudo vai depender de como irão direcionar os mandatos a partir de 2019.

A Eliezer Girão há um plus chamado Jair Bolsonaro (PSL). O futuro deputado federal será o homem forte do presidente eleito dentro do Rio Grande do Norte. O desempenho do novo inquilino do Palácio do Planalto será fundamental para o general da reserva se postar como um nome forte para voos mais altos no Rio Grande do Norte.

Se a nova direita se manter coesa e tiver uma ação articulada nos próximos quatro anos pode se tornar uma alternativa de poder empurrando as oligarquias definitivamente para o passado.

Styvenson: atuação avulsa

Styvenson

O capitão Styvenson Valentim (REDE) é uma incógnita em relação a essa perspectiva de nova direita. Ele não se alinha ao grupo articulado por Kelps e faz questão de frisar que não tem ideologia e que é neutro. É preciso aguardar um pouco mais para saber por onde o senador mais votado em 2018 no RN vai se encaixar.

Até aqui o militar tem tido um comportamento exótico em relação à política. Tem apostado numa atuação avulsa sem proximidade com grupos políticos. Só o tempo dirá se ele terá apetite para tentar se colocar como alternativa de poder para cargos executivos.

Mas é inegável que o senador eleito é muito mais popular no eleitorado conservador do Rio Grande do Norte.

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