Câmara Municipal trava guerra sem fim e orçamento pode ser votado na próxima legislatura

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Jório está encurralado pela pressão dos colegas

A Câmara Municipal trava uma guerra de bastidores incompreensível para o cidadão menos afeito aos ditames da política. Há quase um mês se tenta votar o orçamento e a oposição de forma legítima está obstruindo a pauta para evitar que se vote a criação da Agência Reguladora do Município e a famosa permuta do terreno da Facene.

A obstrução da chamada “pauta bomba” tem impedido a votação Orçamento Geral do Município (OGM) que seria o ato final desta legislatura que não deixará saudade. Hoje foi tentado um acordo entre o líder da oposição Lairinho Rosado (PSB) e o vice-líder governista Manoel Bezerra (PRTB).Não haveria votação e em seguida convocaria-se uma sessão extraordinária. Mas Jório Nogueira (PSD), presidente da mesa diretora, entendeu que isso não poderia acontecer sem a votação da pauta.

Abaixo o vereador Lairinho dá a versão oposicionista:

Na outra ponta, Jório Nogueira se defende afirmando que é preciso colocar a pauta para ser votada para finalizar com a análise do orçamento. Abaixo o vídeo:

A oposição insiste com o argumento de que não pode votar a Agência Reguladora e a permuta do terreno da Facene porque corre o risco de traições de última hora. A pergunta que fica é se há risco de traição por que ela não ocorre furando a obstrução?

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A resposta é difícil de se conseguir, mas por via das dúvidas 12 vereadores de oposição e situação assinaram uma convocação de uma sessão extraordinária para amanhã, às 11h30, exclusivamente para apreciar o orçamento.

A prefeita eleita Rosalba Ciarlini (PP) corre o risco de assumir o mandato sem orçamento para movimentar.

 

 

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Contando moedas para pagar aos servidores, prefeito quer criar agência com mais de 30 comissionados

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Na surdina tramita na Câmara Municipal o Projeto de Lei Complementar número 126 que cria a Agência Mossoroense de Regulação dos Serviços Públicos (AMR). O órgão teria receita líquida de 2% do que o município arrecadar com serviços de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais, limpeza e fiscalização preventiva das respectivas redes urbanas e outras atividades. Tudo isso num cenário em que a Prefeitura encontra-se em dificuldades para manter a folha em dia.

O presidente do órgão será de livre nomeação do atual prefeito para cumprir um mandato sem poder ser exonerado nos próximos anos. Além de tudo ele terá autonomia para nomeação de 31 cargos e para a ordenação de despesas. “O prefeito enviou ontem à Câmara Municipal um projeto criando A Agência Mossoroense de Regulação dos Serviços Públicos (AMR), que terá um total de 31 cargos comissionados e funções gratificadas, que totalizam R$ 92.075,00 somente em salários, sem contar com os encargos e demais despesas”, criticou no Facebook o vereador Lairinho Rosado (PSB).

O vereador ainda criticou a forma como o projeto está tramitando na casa. “A Mesa Diretora da Câmara Municipal não comunicou aos demais vereadores a chegada desse projeto. Um assessor de nosso gabinete localizou-o e me comunicou. A chateação de alguns colegas foi grande quando toquei no assunto em plenário”, criticou.

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