Robinson é rejeitado pela classe política em Mossoró

Robinson apostou tudo em  Rosalba
Robinson apostou tudo em Rosalba

O governador Robinson Faria (PSD) segue com uma situação difícil em Mossoró. A começar com a relação com a elite política da cidade. Ele não consegue juntar em torno de si nem mesmo as forças mais enfraquecidas (e quase esquecidas) da cidade.

O governador deu de ombros ao ocaso do então prefeito Francisco José Junior na aventura da reeleição em 2016. Apostou todas as fichas numa parceria improvável com a hoje prefeita Rosalba Ciarlini (PP).

Não recebeu a atenção esperada. Pelo contrário, levou até uma “chamada” dela em um evento público no Santo Antônio durante lançamento do Ronda Cidadã (ver vídeo abaixo) em março do ano passado.

O passo seguinte foi uma tentativa de aproximação com o enfraquecido grupo da vereadora Sandra Rosado (PSDB). As tratativas não avançaram mesmo com o histórico de amizade pessoal com a deputada estadual Larissa Rosado (PSDB).

A última trincheira que Robinson tentou montar em Mossoró foi com a ex-prefeita Fafá Rosado, um nome pouco comentado nas rodas políticas da cidade e que está no ostracismo desde 2014 quando tentou sem sucesso se eleger deputada federal. Fafá escolheu o esvaziado PSB que está politicamente alinhado com o PSDB do arqui-inimigo sandrismo.

Hoje o principal apoio de Robinson em Mossoró é o vereador João Gentil que está deixando o PV.

O governador terá muitas dificuldades para andar em Mossoró se realmente quer ser reeleito. Em 2014 ele se aproveitou da popularidade estratosférica de Francisco José Junior e do apoio velado de Rosalba para ter uma vitória fundamental no segundo maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte. Foram 52.886 (57,82%) votos no primeiro turno.

Agora tudo pesa contra.

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Um novo destino partidário em nome da sobrevivência política do sandrismo

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O ano de 2018 é crucial para o grupo da vereadora Sandra Rosado, um dos mais importantes do Rio Grande do Norte que nos últimos anos vem perdendo fôlego ao acumular seguidas derrotas.

O sandrismo foi rebaixado de status político em Mossoró após fechar parceria política com o rosalbismo. O natural quando dois grupos antagônicos se unem é o aderente indicar o vice. Isso não aconteceu e nem mesmo foi dada uma compensação como o apoio para presidir a Câmara Municipal.

O líder do rosalbismo Carlos Augusto Rosado foi diminuindo o sandrismo ao impor seis derrotas em sete eleições disputadas pela Prefeitura de Mossoró. Cada derrota, um desgaste e a doença do ocaso político foi cada dia se alastrando.

Hoje o grupo de Sandra respira por aparelhos. Não tem recursos próprios para uma campanha e a reeleição de Larissa Rosado está em risco. A própria Sandra Rosado tem chances remotas de se eleger deputada federal.

Os aparelhos que mantêm o sandrismo respirando estão sob controle político de Carlos Augusto Rosado. Ele não cedeu a vice-prefeitura ao grupo da prima nem lhe deu apoio para comandar a Câmara Municipal justamente para não dar um remédio que curasse as dificuldades de um grupo político que no fundo continua rival.

Ir para o ninho tucano é uma oportunidade para o sandrismo sair da UTI e repousar numa enfermaria política. O PSDB está sob comando do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza, um amigo de longa data para Larissa Rosado e pode lhe garantir alguma estrutura para as eleições desse ano.

O “partido do presidente da Assembleia” é sempre forte nas eleições proporcionais e Larissa, que tem tudo para ser bem votada novamente em Mossoró, pode ter em 2018, com a ajuda de Ezequiel, os apoios que lhe tiraram a reeleição em 2014.

O sandrismo fez uma escolha segura para ganhar uma sobrevida e tirar do controle de Carlos Augusto Rosado os aparelhos que lhe dão alguma sobrevida política.

Resta saber se teremos a “melhora da morte” ou a retomada da saúde política. Vamos esperar para ver como as urnas vão reagir a essa medicação.

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Como fica o grupo de Sandra Rosado após a prisão de Laíre?

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Não precisa ser gênio da análise política para dizer que o grupo da vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) vem perdendo capital político nos últimos anos. O pós-eleição de 2012, quando o grupo esteve muito próximo de ganhar a Prefeitura de Mossoró, só registrou retrocessos.

Embora bem votadas em Mossoró, Sandra e a deputada estadual Larissa Rosado não se reelegeram em 2014. Hoje a mãe é vereadora com votação muito aquém das expectativas e a filha só está no exercício do mandato graças a um acordo político em 2016 que colocou Álvaro Dias na condição de vice do prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, abrindo uma vaga na da coligação que apoiou Henrique Alves em 2014.

O grupo hoje é um apêndice do rosalbismo numa união de rosados com ares de mera mistura política de ocasião. Sandra não teve força para indicar o vice da prefeita Rosalba Ciarlini em 2016. Também não conseguiu apoio para ser presidente da Câmara Municipal. A própria indicação de Lairinho Rosado para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico foi a duras penas e ele assumiu uma pasta que mais lhe traz problemas do que alguma oportunidade de evolução política.

A aliança com outrora arqui-inimigo rosalbismo não trouxe dividendos políticos ao grupo de Sandra. Pelo contrário, a facção política se apequenou, perdendo o comando da oposição em Mossoró, ao se submeter como mero penduricalho de Carlos Augusto Rosado.

O rosadismo também não está bem situado dentro do PSB, tanto que a própria Sandra chegou a admitir a possibilidade de trocar de partido. O grupo não tem estrutura financeira e está com a aguerrida militância desanimada com a aliança com o rosalbismo onde poucos foram indicados na estrutura do município.

A prisão de Laíre é um fator a mais para o enfraquecimento do capital político do grupo de Sandra Rosado.

O futuro de um dos mais tradicionais grupos políticos do Rio Grande do Norte é incerto e recheado de percalços colocando em risco a reeleição de Larissa Rosado e o retorno de Sandra à Câmara dos Deputados.

Talvez a parceria política com o PSDB do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza pode ser a luz no fim do túnel (tema para outro texto).

Hoje é difícil mensurar qual o tamanho do grupo de Sandra em Mossoró, mas a olho nu percebe-se a inanição política.

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Nova divisão dos Rosados é discutida nos bastidores

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O clã Rosado passou três décadas se engalfinhando nas disputas políticas em Mossoró e se juntou no ano passado. Na época o jornalista Carlos Santos cravou com propriedade que estava “misturados”.

Fato!

A atual proximidade política entre primos tem tudo para ter problemas na medida em que a eleição se aproxima. A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) tem planos de pôr um de seus filhos na disputa para a Assembleia Legislativa o que prejudicaria a deputada estadual Larissa Rosado (PSB).

Na outra ponta, Kadu Ciarlini, filho da prefeita, sonha com a Câmara Federal, projeto que bate de frente com o atual deputado Beto Rosado (PP). Se esse desejo for colocado para a frente pode provocar uma nova crise.

Vale lembrar que nas convenções de 2016, Betinho chegou a discutir com o líder do rosalbismo, Carlos Augusto Rosado (ver AQUI). A relação deles está arranhada desde então.

Está configurado um cenário que lembra o dos anos 1980 quando surgiram as disputas Rosado x Rosado em que uma geração se prepara para suceder a outra.

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Assembleia debate Estrada do Cajueiro em audiência pública

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Apresentado nesta terça-feira, 18, requerimento da deputada Larissa Rosado (PSB) propõe discussão acerca da questão da BR-437 – Estrada do Cajueiro. A audiência pública deverá ser realizada na Câmara Municipal de Mossoró, em conjunto com a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em data a ser definida conjuntamente com o legislativo municipal mossoroense.

A Estrada do Cajueiro compreende um trecho de 80 km da BR 437 que liga a Chapada do Apodi (RN) ao Vale do Jaguaribe (CE). Reivindicação antiga busca asfaltar o trecho que tem 38 km no estado do Rio Grande do Norte e 42km no do Ceará.

Para a deputada Larissa Rosado que, há muito luta por essa obra, “é necessária a integração do poder legislativo estadual e os municipais, como forma de unificar a luta, dividir responsabilidades e cobrar do poder executivo a tomada de providências para que se resolva esse tão antigo problema.

Em recente conversa com agricultores rurais do município de Baraúna, a parlamentar ouviu mais uma vez sobre a importância dessa estrada. “A estrada do Cajueiro é responsável pelo escoamento de muito da produção agrícola do oeste potiguar e encontra-se praticamente intransitável, o que gera prejuízo aos produtores”, revela Larissa, afirmando que a audiência tem objetivo de levar ao Executivo Estadual, a voz dessas pessoas que são diretamente prejudicadas com a falta da estrada.

Educação

A deputada Larissa Rosado também apresentou hoje, solicitação de adequação urgente da estrutura, do quadro de pessoal e, sobretudo, de fornecimento de merenda escolar na Escola Estadual Francisco Antônio de Medeiros, única da cidade de Mossoró com Ensino Médio que funciona com regime de tempo integral.

“Não bastassem as dificuldades com a estrutura física e com a escassez de servidores, agora até a merenda não está chegando, o que inviabiliza a permanência dos alunos na escola e renega todo o projeto de permanência do jovem em formação na instituição escolar”, aponta a deputada, reforçando que a educação também deve ser prioridade do Governo do Estado.

Nota do Blog: essa história da Estrada do Cajueiro se arrasta há décadas. Um vexame para a classe política de Mossoró.

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Larissa propõe lei que garante direito aos casais homoafetivos

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Projeto de Lei apresentado pela deputada estadual Larissa Rosado (PSB) nesta quarta-feira, 29, assegurado às pessoas que mantém união estável homoafetiva o direito à inscrição como entidade familiar, nos programas de habitação desenvolvidos pelo Estado do Rio Grande do Norte.

De acordo com o texto, os convênios e contratos firmados a fim de promover programas de habitação deverão incluir cláusulas que considerem como entidade familiar casais em união estável homoafetiva, o que deverá possibilitar sua inscrição.

O objetivo da proposta, segundo Larissa Rosado é “corrigir e atenuar as desigualdades historicamente acumuladas e promover mais equalização social”.

Ainda no documento, a deputada revela que em se tratando de homossexuais, as injustiças que se cometem por omissão são a falta de uma legislação que lhes assegure direitos específicos, condizentes com a manifestação de sua sexualidade, e que, por outro lado, fazem parte das garantias constitucionais dos demais indivíduos. “A ação injusta acontece por meio da agressão e discriminação que agravam a intolerância às pessoas com orientação sexual para o mesmo sexo”, reforça.

Avanços

O Supremo Tribunal Federal – STF reconheceu por meio do julgamento conjunto da ADPF 132/RJ e da ADI 4277/DF, a inconstitucionalidade de distinção de tratamento legal as uniões estáveis constituídas por pessoas de mesmo sexo, reforçando o reconhecimento da união homoafetiva como família.

Caminhando no mesmo sentido, após resistência de setores da sociedade, o Conselho Nacional de Justiça – CNJ garantiu mais uma vez o direito dos homossexuais terem acesso a união estável, quanto por meio da Resolução nº 175, de 14 de maio de 2013, proibiu às autoridades competentes a recusa de habilitação, celebração de casamento civil ou de conversão de união estável em casamento entre pessoas do mesmo sexo. “No entanto, embora tenhamos constatado alguns avanços no reconhecimento dos direitos dos homossexuais, é notável que esse grupo ainda encontra-se à margem da sociedade, o que torna necessário criar políticas afirmativas eficientes, que garantam aos homossexuais direitos constitucionais mínimos como é o caso do acesso à moradia”, ressalta Larissa, fazendo apelo à Casa Legislativa, no sentido de garantir, por meio da legislação específica, que o Rio Grande do Norte assegure o reconhecimento aos casais homoafetivos como entidade familiar, permitindo seu cadastramento nos programas habitacionais do Estado.

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Larissa celebra emancipação de Mossoró e cobra ações do Governo

Larissa celebra emancipação de Mossoró e cobra ações do Governo

 

Mossoró comemora nesta quarta-feira, 15, 165 anos de emancipação política e a deputada estadual Larissa Rosado (PSB), filha da cidade, usou a Tribuna da Assembleia Legislativa para uma homenagem à sua terra natal.

Logo no início da fala, Larissa destacou o pioneirismo de sua gente, quando protagonizou alguns atos que ficaram para a história. “Nesses 165 anos de institucionalidade, Mossoró mostra que o seu maior valor, seu maior patrimônio é a bravura, a coragem e o pioneirismo dos seus homens e mulheres, que provaram e provam todos os dias sua força para resistir e seguir em frente”, relata.

O pioneirismo, segundo Larissa é registrado quando no final do século XIX, a sociedade mossoroense travou debates e enfrentou a questão da escravidão, que ainda era uma realidade em todo país. “Em 1883, cinco anos antes da sanção da Lei áurea, Mossoró aboliu a escravidão em seu território, tornando-se a primeira cidade brasileira a considerar ilegal o uso da mão-de-obra escrava, marcando assim, seu pioneirismo e a coragem do seu povo”, diz a deputada com orgulho, citando outros exemplos de atos corajosos, como o registro do primeiro voto feminino no Brasil, a resistência ao bando do temido cangaceiro Lampião, entre outros.

Mossoró, pólo educacional

Conhecida como terra do sal, do sol e do petróleo, atualmente Mossoró desponta também como importante pólo de desenvolvimento para a região Oeste e para o Rio Grande Norte, constituindo-se em referência nos serviços educacional, de saúde, comércio entre tantas possibilidades que movimentam pessoas de mais de 50 cidades diariamente, oriundos da região Oeste, e parte do Ceará.

São mais de 10 instituições, de ensino superior, escolas técnicas, cursinhos preparatórios para o ENEM/SISU, ofertando cursos de graduação, pós-graduação, cursos técnicos e preparatórios, movimentando mais de 20 mil alunos por dia, em que boa parte desses oriundos de cidades circunvizinhas e até de outros estados.

Cobrança

O tom do discurso mudou quando a deputada lembrou a ausência de ações efetivas do Governo do Estado na Capital do Oeste.

Para Larissa, os mossoroenses têm sentido falta da ação do governo estadual, enquanto os índices de criminalidade continuam alarmantes.

 “Já são 50 homicídios só em 2017, caminhamos para a quebra de recorde de todos os indicadores de violência com relação a anos anteriores, são incontáveis assaltos, registrados e não registrados, há um verdadeiro clima de tensão que precisa ser estancado com ação incisiva do poder público”, reforça Larissa.

Por fim, a parlamentar diz que seguirá a reverenciar a história de sua terra. “Continuarei na luta, ao lado do meu povo, por dias melhores, por uma cidade mais segura, com mais justiça e igualdade social para o nosso povo. São 165 anos de inspiração, que nos orgulha e nos motiva em cada amanhecer a permanecer firme e convicta de que vale a pena lutar por Mossoró”, conclui.

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Ida de Larissa para o PMDB é uma travessia com tormentas

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Uma travessia atrapalhada por muitas tormentas. É assim que podemos definir a possibilidade da deputada estadual Larissa Rosado (PSB) ir para o PMDB.

Em janeiro, o nome dela foi dado como certo na nau peemedebista. Mas a viagem foi adiada. Hoje o assunto veio à tona após postagem da jornalista Carol Ribeiro (ver AQUI).

Conversei com Larissa e ela disse que está dialogando. Questionei a presidente do PMDB mossoroense, Izabel Montenegro, que me respondeu com uma pergunta: “ela confirmou?”.

O fato é que a travessia de Larissa rumo ao PMDB (ainda que excluindo a vereadora Sandra Rosado e o secretário Lairinho Rosado) é recheada de senões.

Não é tão simples a peemedebista desembarcar no PMDB. A travessia de volta para casa (ela começou a vida política no PMDB em 2002) conta com muitas tormentas.

Por enquanto espera-se a passagem da tempestade para escolher o momento certo para o desembarque, assim me contou um marujo com trânsito livre nos mares que separam Larissa do PMDB.

Foto: De Fato

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