Brasil importa ideias dos EUA e cria o ‘familismo-liberal’

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Por Alberto Carlos Almeida 

Poder 360

A candidatura de João Amoêdo pelo partido Novo está tendo, e provavelmente terá, um desempenho eleitoral pífio. Ela não ameaça ninguém. Portanto, escrever sobre o candidato nada tem a ver com o fato de ele ser uma ameaça eleitoral.

A grande virtude de sua candidatura é a possibilidade de vermos em funcionamento alguém autointitulado de liberal defendendo ideias supostamente liberais. Vale refletir sobre isso, pois diz muito sobre o Brasil, sobre como parte de nossa elite importa ideias e as adapta ao sul da linha do Equador.

Sim, o Brasil está ao sul da linha do Equador. Os europeus de 300 anos atrás acreditavam que esta linha separava ao Norte as regiões do mundo nas quais havia virtudes do Sul onde imperava a perdição e nada era proibido. A versão latina para “não existe pecado ao sul do equador” é: Ultra aequinoxialem non peccari. Pelo visto até hoje é assim, não é proibido misturar familismo com liberalismo.

Circula nas redes sociais um vídeo na qual a mãe de João Amoêdo o apresenta para a política. Confesso que é a primeira vez que vejo um candidato a presidente sendo apresentado por sua mãe, iria mais longe, por um parente de primeiro grau. A sociedade que por excelência é o exemplo de liberalismo, os Estados Unidos, limita-se hoje a valorizar os laços de parentesco da família nuclear.

Ainda assim, os filhos vão embora de casa aos 18 anos. A partir daí, os encontros com os país são esporádicos, em datas comemorativas como o Dia de Ação de Graças e o Natal. Não me consta que um candidato a presidente dos Estados Unidos tenha algum dia sido apresentado ao público pela sua mãe. Se isso tivesse ocorrido ele seria considerado um looser. Isso mostra como é difícil importar ideias, tirá-las de seu lugar.

O liberalismo político e econômico consagra as relações impessoais em detrimento das relações pessoais e de parentesco. Quem defende o liberalismo, na prática, deixa a família de lado, bem longe. Talvez por isso políticos que tiveram sucesso eleitoral nacional ou mesmo estadual jamais tenham sido introduzidos na política por suas respectivas mães ou parentes de primeiro grau. Isso diz respeito a todos os lados do espectro, a políticos tão diferentes como Lula e Fernando Henrique, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad, José Serra e Jaques Wagner. A prática dessas figuras, ao menos no que tange ao fato específico de trazer parentes para a comunicação política, foi genuinamente liberal.

O liberalismo nada tem contra a família, a não ser o fato de as sociedades estruturadas sobre os pilares do liberalismo político e econômico terem consagrado a figura do indivíduo e o retirado do seio de sua comunidade rural e família estendida. O liberalismo surgiu para enfrentar a nobreza hereditária, por laços de sangue, e colocar no centro do debate político as relações de mercado.

Sublinhe-se aqui que “relações de mercado” não são apenas econômicas, há também um mercado de interesses e valores, e partidos políticos são formados em torno deles. Em função do mercado temos colegas de trabalho que são transitórios, professores e, eventualmente, até amizades. É comum que a mudança de uma área profissional implique em uma mudança significativa do conjunto de amizades.

Um indivíduo liberal, ao entrar na vida política, deveria ser apresentado por seus pares de partido, é daí que deriva a autoridade de um político em sociedades estruturadas de acordo com o liberalismo. Deve ser buscada a autoridade de pessoas que estabeleceram com o futuro candidato relações em função de situações de mercado, como colegas de profissão ou ex-professores.

Assim, o vídeo no qual a mãe de João Amoêdo o apresenta para os eleitores retrata muito do que é o Brasil. É uma peça antropológica, pois mostra as dificuldades e adaptações pelas quais tem de passar o liberalismo quando sai de seu berço anglo-saxão e vai parar abaixo da linha do Equador.

Aqui não há pecado, nem mesmo em misturar a família com o credo liberal. Temos aqui um sincretismo não apenas religioso, mas de ideias, temos o familismo-liberal, tão evidente nos escândalos de nepotismo e agora na comunicação política de nosso autoproclamado mais genuíno liberal.

Acompanhar João Amoêdo na campanha resultará em inúmeras teses de antropologia e de história das ideias, todas elas tendo como eixo condutor a importação de ideias saxãs para um país pobre, tropical e de matriz católica e ibérica. Vai ser bem divertido.

A propósito, foi minha mãe que me disse isso.

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Uma política decente de direita

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Por Renato Janine Ribeiro*

Defendo o diálogo entre as forças democráticas, isto é, a esquerda e a direita não autoritárias. Mas, como minhas simpatias estão com a esquerda moderada, quero expor o que poderia ser um programa audacioso e avançado de direita ou, se preferirem, liberal. Parto da grande tese do liberalismo: cada indivíduo tem capacidades únicas, notáveis, que para florescerem só precisam que sejam removidas as ervas daninhas. O Estado ou qualquer externalidade, inclusive as Igrejas, mais prejudicam do que ajudam. Claro que essas instituições devem remover obstáculos – e o grande exemplo é a repressão policial ao crime – mas não devem impor direção às riquezas singulares de cada pessoa.

Liberal nada tem a ver com “libertarian”, expressão frequente só nos Estados Unidos e que não se confunde com libertário, que no resto do mundo é sinônimo de anarquista. O anarquista é contra o poder – do Estado, da Igreja, do capital ou do partido. Já o “libertarian” é só contra o poder estatal, mesmo democrático; mas aceita a desigualdade social, mesmo aguda, ou o poder econômico, mesmo abusivo. Muito ao contrário disso, todo liberal autêntico tem uma teoria do homem, literalmente uma “antropologia”, que afirma a riqueza inesgotável de cada indivíduo. Ora, o resultado lógico dessa convicção é que ele defenda uma radical igualdade de oportunidades, para que todas as flores, na sua diferença, floresçam.

A igualdade deve estar na partida – mas não na chegada. A desigualdade social se justifica, para o liberal, em decorrência do empenho e desempenho de cada um, de seu talento e mérito. Um mote liberal seria: igualdade absoluta de oportunidades, incentivo à diferença e à criatividade, recompensa do esforço e do empenho. A riqueza interna de cada um deve se expressar. Portanto, a desigualdade prévia à estreia de cada qual no trabalho deve ser a menor possível. No limite, como propunha um dos liberais mais avançados da história francesa, o jornalista Jean-Jacques Servan-Schreiber, autor do best-seller “O desafio americano”, a herança deveria ser abolida, porque desnivela os pontos de partida. Tal medida, difícil que é de implantar, estaria não obstante no horizonte liberal.

O liberalismo deveria incluir ações afirmativas
 


A sociedade ou o Estado devem garantir o que hoje chamamos de ações afirmativas. O liberalismo genuíno não é contra cotas. Um governo liberal teria por meta, num prazo prefixado de dez ou vinte anos, assegurar uma educação de qualidade elevada e, acrescento, de mesma qualidade para todos os brasileiros. Iria até além das cotas, porque não incluiria só os melhores dentre os descendentes de africanos e indígenas, mas todos. Devem acabar, se for o caso pela ação do Estado, todos os entraves – por definição, injustos, iníquos – à igualdade de oportunidades.
Para o liberal, a educação deve ser prioridade absoluta, justamente porque faz as pessoas crescerem em sua diferença (o que inclui todas as orientações sexuais que não constituam abuso sobre vulneráveis) e beneficia a vida social. Esta, numa sociedade culta e educada, deve reduzir ao mínimo a tutela do Estado. Por que interviria ele na vida sexual, religiosa, espiritual de adultos não vulneráveis?

O empenho – e o desempenho – devem ser aferidos. Responsabilidade é palavra-chave. Enquanto o socialista tende a considerar que todo trabalho é por definição social, e que é difícil distinguir a responsabilidade e a performance de cada indivíduo, o liberal quer responsabilizar as pessoas pelo que fazem. O socialista enfatiza a cooperação, o liberal, a liberdade, isto é, a competição, mas dentro dos quadros legais e éticos. Não é a competição a todo custo, não é a guerra hobbesiana de todos contra todos. Daí que liberais gostem de avaliações. Elas devem individualizar a responsabilidade pelos resultados obtidos, sejam bons ou maus. A remuneração deve estar associada a avaliações.

Há avaliações de todas as sortes. O mercado é um grande avaliador de bens e de certos serviços. Mas precisa de correções. Impostos podem levar o produtor de leite a receber mais pelo que vende do que o fabricante de refrigerantes, que têm um custo de produção menor, uma demanda alta e portanto uma margem de lucro potencialmente superior. Mas, para além da avaliação simples que fazemos todos os dias ao comprar, há avaliações refinadas, que se referem a bens sociais, não ou pouco mercáveis, como educação, pesquisa científica, saúde, cultura e de modo geral tudo o que é novo. Avaliações, aliás, jamais constituem fins em si. Devem gerar resultados. Se a educação é prioridade, os melhores educadores devem ser estimulados. Vejam que “melhor” inclui doses de criatividade e de dedicação ou, se quiserem, os “tantos por cento de inspiração e tantos por cento de transpiração” que se diz serem o segredo das grandes obras.

Este rápido percurso permite uma limpeza de terreno. Muito do que está associado à esquerda, porque ela é mais “social”, pode na verdade caber no mundo liberal. Cotas, por exemplo. Mas temos liberais no Brasil? Difícil dizer. Quem se declara liberal, aqui, com frequência é apenas contra o poder do Estado, e ainda assim somente quando o governante for escolhido pelos mais pobres. Por isso, não se trata de liberais, mas de conservadores. Também por isso, me reservo o direito de apenas reconhecer como liberal quem lute pela igualdade de oportunidades, em pensamentos, palavras e atos. Em alguns momentos, penso que – talvez – a Rede Sustentabilidade possa ocupar o espaço liberal em nosso país. Mas, de todo modo, entre nós o liberalismo continua sendo um enredo com lugar vago para um autor.

Renato Janine Ribeiro é professor titular de ética e filosofia política na Universidade de São Paulo. 

Texto profético publicado no Jornal Valor Econômico em 11 de agosto de 2014

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Os dez mandamentos das maldades liberais

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Por Tarso Genro (*)

A ladainha neoliberal é sempre a mesma, em todos os lugares do mundo, sem variações significativas. Este ritual pode sofrer algumas modificações secundárias, em cada país, mas é certo que – no mínimo – oito dessas dez características que ora alinho, são encontráveis em cada país subjugado pelo mundo reformista liberal-rentista, que nos foi dado viver.  Nossos governos de esquerda ou progressistas, que ocorreram na América Latina no último período, na verdade não se prepararam para uma pressão do capital financeiro global, tanto sobre o Estado como sobre extensas bases empresariais dependentes do mercado global, para a possibilidade de que estas se deslocassem para a direita ou à extrema-direita, como ocorreu para a derrubada ilegal e imoral da Presidenta Dilma.

A “naturalização” do fascista, como protagonista político dentro da democracia, é uma arma secundária do neoliberalismo. Não adquire hoje, o fascista, um papel principal, embora possa fazê-lo no futuro, porque os fascistas, como são dotados de uma certa patologia motivada pelo ódio ao diferente,  tanto na sua noção de política como no que refere à diferença que possam imaginar, que o outro tenha de si, em outros terrenos -sexuais, culturais e políticos – não é confiável ao grande empresariado, que o instrumentaliza em momentos que precisa de ira e irracionalidade para combater seus inimigos. O capitalismo atual tem, hoje, meios científicos, estruturais e comunicacionais, capazes de fazer com que bilhões de homens e mulheres se comportem como “escravos na paz”, mas com a submissão aos negócios do mercado mundial e ao lucro privado, embora não sendo jurídica e formalmente escravos.

O fascista só considera realmente “humano” e respeitável, aquilo que ele próprio pensa que é -na sua aparência imediata manipulada- por isso pode usar a força extrema e o ódio permanente, contra os diferente de si mesmo, mas não sabe governar com a mínima sofisticação que exige, hoje, o capitalismo da era digital, disseminado como forma de vida nas diferentes nações e culturas. Sua visão bruta do mundo e do humano pode, porém, compatibilizar-se com algo análogo à escravidão, independentemente de quem comanda o espetáculo, mais – ou menos – corruptos, mais – ou menos – nacionalistas, mais – ou menos – autoritários.  Não podemos esquecer, que hoje os que governam a Humanidade, em geral, tem a impunidade e a desfaçatez suficientes, para apresentar vendedores de picolé nas praias, guardadores de automóveis e simples pipoqueiros e vendedores de refresco, como novas” oportunidades de trabalho e renda.

O grande roteiro do liberal-rentismo reformista é o seguinte: Primeiro, diz-se que o Estado está “quebrado”. Segundo, diz-se que o “custo” dos serviços públicos é o culpado disso. Terceiro, afirma-se que o “Estado é corrupto”, os grandes empresários é que são honestos e que a sonegação é ” legítima defesa”. Quarto, alardeia-se que o Estado “é pesado” e que as empresas públicas e outras instituições do Estado – eficientes ou não – devem ser privatizadas, para que eles, os grandes empresários -além dos subsídios estatais com os quais fizeram as suas fortunas- também abocanhem mais esta fatia da renda pública. Quinto, informa-se, pela mídia tradicional “companheira”, que os principais entraves econômicos do país estão na “legislação trabalhista arcaica” e nos “excessivos” direitos que os trabalhadores dispõem. Até aqui, parece receita comum.

Prossigamos: sexto lugar, culpa-se o comunismo, a social-democracia ou as políticas sociais “paternalistas”, pelo “excesso” dos gastos públicos. Sétimo, outorga-se à esquerda e ao campo reformista progressista o “monopólio da corrupção”. Oitavo, torna-se a recessão uma necessidade “técnica”, pois, quando a economia chegar ao fundo do poço – depois de mais fome, miséria, crimes, crianças nas esquinas, doentes ao relento – haverá uma pequena reação no crescimento, que será apresentada como início da “recuperação”. Nono, integram a mídia tradicional no seu projeto, para explicar que “todos podem ser patrões de si mesmos” e que as coisas já “estão melhorando”. E décimo: escondem o fato que de que  eles, os neoliberais tem uma aliança carnal com a corrupção, porque sem essa aliança não derrubariam um Governo legítimo, nem formariam a base, no Congresso, para fazer as suas reformas predatórias. Até aqui também parece receita comum!

Carlos Nelson Coutinho, falando sobre o conceito de “revolução passiva”, que – de certa forma – aconteceu na modernização do país com base na era Vargas, viu o fortalecimento do Estado em detrimento da sociedade civil, de um lado e, de outro lado, consignou a prática do “transformismo” – sem iniciativa das massas populares – “como modalidade do desenvolvimento histórico que implica(ou) na exclusão das massas populares”. E o transformismo prosseguiu – agrego eu – ora (mais raramente) progressista e democrático, ora (mais frequentemente) conservador, reacionário e autoritário. O ciclo atual poderá ser testado nos seus limites mais ousados com a prisão de Lula, o maior líder popular da nação, depois de Vargas, que já disse que não foge nem se suicida. O que resta saber é se os nossos surtos modernizantes continuarão na forma das revoluções passivas até o país acabar, lentamente, ou seguirá -dolorosamente – até quem sabe explodir.

(*) Tarso Genro foi Governador do Estado do Rio Grande do Sul, prefeito de Porto Alegre, Ministro da Justiça, Ministro da Educação e Ministro das Relações Institucionais do Brasil.

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O desafio dos liberais no Brasil

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Por Pedro Egert

http://politik.cafe/politikcafe/9122017o-desafio-dos-liberais-no-brasil

 

Na última semana, o ex-Presidente do Banco Central, Gustavo Franco, foi o convidado do programa Roda Viva, na TV Cultura. Pela terceira vez participando da atração, o economista da PUC-RJ analisou o atual cenário econômico, pontuou os principais desafios do país nos próximos anos, e colocou de forma clara e objetiva que o único caminho viável para voltarmos a crescer de forma sustentável é através da adoção de uma agenda liberal.

Tais ideias não surpreendem vindo de Franco, um dos principais expoentes do pensamento liberal no Brasil, e agradam ao mercado financeiro, aos empresários e a uma parcela considerável do meio acadêmico e da alta classe média. Um nicho interessante, mas que está longe de representar a maior parte da população brasileira, que parece ainda rejeitar de forma veemente tal discurso.

Mas por que as ideias liberais sofrem tamanha resistência no país? Por que até hoje nenhum partido com essa orientação criou raizes no quadro político nacional? Por que o brasileiro defende com tanta vontade o Estado que, no dia a dia, tanto o maltrata?

Quando questionado sobre o tema durante o Roda Viva, Gustavo Franco levantou uma questão bastante pertinente sobre o assunto. Uma observação perspicaz que trás à tona a relação do brasileiro com o Estado: nos acostumamos a entender que a resolução de nossos problemas cabe muito mais ao poder público do que a nós mesmos.

Trata-se de um fenômeno cultural que ignora os péssimos serviços providos pelo Estado e se baseia no assistencialismo, no clientelismo e em um suposto sistema de seguridade social, que promovem um falso sentimento de segurança e conforto, mas que na realidade apenas perpetuam essa relação de dependência.

Diante dessa dinâmica paternalista, consagrada na década de 1930 pelo Governo Vargas, a ideia de que o indivíduo é dono de seu destino e que a combinação de seu esforço e capacidade criativa é a força motriz das relações econômicas, foi renegada a um segundo plano pelo senso comum.

O pensamento liberal passou a ser mal visto e erroneamente associado, única e exclusivamente, aos interesses de capitalistas gananciosos e opressores. Uma tola associação, que mais parece vinda de histórias de bruxas, típicas de contos de fadas, e que trouxe aos liberais um desafio que há décadas tentam sem sucesso resolver.

Não há dúvida que o discurso de um Estado provedor, que nos assegura todas as nossas necessidades, é muito mais sedutor que a retórica liberal. Mas a historia brasileira mostra que a realidade é muito diferente da teoria. O Estado vem sistematicamente falhando em cumprir tal compromisso, e por isso, é fundamental reduzir esse senso de dependência. Mas a questão é como fazer isso, tendo em vista que essa é uma dinâmica que se retroalimenta há mais de 3/4 de século?

Não há outro caminho senão a conscientização popular quanto aos malefícios desse tipo de relação. É necessário que vençamos essa paralisia, saiamos da zona de conforto e façamos acontecer. 2018 está logo aí, e temos uma boa oportunidade de mostrar nas urnas que queremos mais autonomia e desejamos um Estado mais enxuto e eficiente, que foque seu investimento naquilo que realmente é seu papel:  infra-estrutura, saúde, saneamento básico, segurança pública e principalmente educação. Apenas dessa forma podemos virar essa chave e seguirmos o caminho de sucesso trilhado pela maior parte das grandes potências mundiais.

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