Não é com ele

Foto: Andre Coelho – 04.jun.2019/Folhapress

Por Eliane Cantanhêde

O que o presidente Jair Bolsonaro, o ex-presidente Lula e o presidente americano, Donald Trump, têm em comum? Chova ou faça sol, seus seguidores se mantêm firmes e fortes e, quanto mais eles erram, mais bobagens falam, mais consolidam e ampliam sua popularidade. É um fenômeno político que resvala para a seara religiosa, de crença, de dogmas.

Quando a paciência do então ministro Sérgio Moro se esgotou, a deputada bolsonarista Carla Zambelli, sua afilhada de casamento, ficou apavorada: “Bolsonaro vai cair se o senhor sair”. Pois é. Bolsonaro não caiu e, muito pelo contrário, não para de crescer nas pesquisas. Se nem a queda de Moro o afetou, o que poderia afetar?

Pelo CNI/Ibope, a aprovação de Bolsonaro deu um salto de 29% para 40% e a desaprovação caiu de 38% para 29%, entre dezembro de 2019 e agora. E o que marcou esse período? A pandemia, que já matou perto de 140 mil brasileiros e milhões de empregos, e as queimadas, que devoram a Amazônia, o Pantanal e a confiança do mundo no Brasil. Os fatos, que seriam contra qualquer governante, não atingiram Bolsonaro e ele até saiu lucrando. Seria simplista atribuir isso só aos R$ 600.

Daí a comparação com Lula, que passou incólume pelo mensalão, esquema engendrado e operado no Planalto, e pelo petrolão, que resultou até em prisão, e levou Fernando Haddad ao segundo turno em 2018. Daí, também, a comparação com Trump, que mente, tripudia, se lixa para direitos humanos, afugenta todos os principais assessores, inclusive os militares mais graduados, mas dividiu a potência em torno dele. Em 3 de novembro, os americanos não estarão votando entre Trump e Joe Biden, mas a favor ou contra Trump.

É o que ocorre neste momento no Brasil, com o mundo e boa parte da opinião pública nacional aterrorizados com a ojeriza ou descaso de Bolsonaro com educação, saúde, meio ambiente, cultura, política externa, direitos humanos. A ponto de os opostos – agronegócio e ambientalistas, bancos e cientistas, ex-ministros tucanos e petistas – se unirem para defender a Amazônia. De quem? De Bolsonaro. Mas, apesar disso tudo, ele não só mantém como amplia apoios.

Além do auxílio emergencial, Bolsonaro cresce nas pesquisas porque deixou de ser o presidente que lidera manifestações golpistas e faz tudo errado na pandemia e no meio ambiente para voltar a ser o candidato que viaja pelo País, sobe no palanque e é fotografo sorrindo para pequenas multidões. Só entra na boa.

O que a população vê? Os governadores e prefeitos correndo para lá e para cá, com as pessoas morrendo, as indústrias com a corda no pescoço, as lojas fechando, shoppings e ruas populares às moscas e milhões na escuridão do desemprego. E o presidente? Não está nem aí, não é com ele.

Ao atingir o melhor índice de aprovação de todo o mandato, Bolsonaro ensina que o importante é não fazer nada, não assumir responsabilidades, recuar o máximo possível da linha de frente – e do desgaste. Os governadores, o Centrão, os ministros que se virem. A internet faz o resto.

E os filhos? Bem… com o governador do Rio afastado, o prefeito do Rio inelegível, as denúncias de corrupção correndo soltas, até no combate ao coronavírus, quem está preocupado com o 01, o 02, o 03, Queiroz, rachadinhas, fantasmas, dinheiro vivo, dezenas de imóveis? Ou com interferência política na PF?

O recado da pesquisa é claro: Bolsonaro se salvou de Bolsonaro. Vai continuar perambulando de aglomeração em aglomeração e colhendo os louros de não fazer nada. É um efeito religioso, de fé, de crença, de dogma. A inteligência, a racionalidade e a realidade não movem moinhos, não definem popularidade, muito menos eleições. Ele é um exemplo vivo disso.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

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Carlos Eduardo reaparece no debate público rebatendo Lula e tomando as dores das elites do RN

Carlos Eduardo reage a entrevista de Lula (Foto: reprodução)

O ex-prefeito de Natal e candidato derrotado ao Governo do Rio Grande do Norte reapareceu no debate público repercutindo a entrevista do ex-presidente Lula dada ontem a Rádio Difusora (ver AQUI).

Na entrevista de ontem, Lula falou sobre as dificuldades da governadora Fátima Bezerra (PT) em lidar com a herança deixada pelas elites perversas do RN. É o surrado discurso petista, diga-se de passagem.

Carlos Eduardo foi ao twitter comentar o assunto e lembrar que o PT foi aliado das elites.

Para ele a governadora teve tempo suficiente para resolver os problemas do Estado.

PASSADO

Carlos Eduardo se ancora em fatos para sustentar a reação. Mas também é verdade insofismável que ele foi aliado do PT e contou sempre com o apoio de Lula nas suas gestões como prefeito de Natal na década passado além de ter brigado em 2010 para posar como candidato do então presidente (trago esse resgate neste texto de 2018- ver AQUI).

Na verdade todo mundo já foi aliado de todo mundo no RN e hoje a própria Fátima estabelece um ótimo relacionamento com as elites do sofrido elefante que tem sim uma dívida histórica com o povo potiguar.

 

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Entrevista de Lula na Difusora será retransmitida pela Agência Moscow

A Agência Moscow vai retransmitir a entrevista que o ex-presidente Lula vai conceder a Rádio Difusora amanhã, às 9h, no Super Manhã Difusora, apresentado por Haroldo Jácome.

Os entrevistadores serão os integrantes da equipe do Política em Dabte Paulo Linhares, Wellington Morais e Emerson Linhares.

A entrevista será transmitida pela Difusora AM (AM1170krz) e FM Costa Branca, de Areia Branca.

Se inscreva na Agência Moscow clicando AQUI.

Nota do Blog: agradecemos pela parceria.

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Lula concederá entrevista a emissora mossoroense

Lula falará à Difusora (Foto: WORKERS PARTY (PT)/AFP)

Na próxima sexta-feira, 10, às 9h, o ex-presidente Lula será entrevistado pela Rádio Difusora ((AM1170krz). Ele falará para a emissora mossoroense no programa Super Manhã Difusora, apresentado pelo radialista Haroldo Jácome.

Lula será entrevistado pela equipe do Política em Debate formada por Emerson Linhares, Wellington Morais e Emerson Linhares.

O anúncio foi feito pelo Blog Toda Informação editado por Wellington Morais.

Saiba mais AQUI.

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Somos ingênuos ao ponto de pensar que o discurso da reunião de Bolsonaro é EXCLUSIVIDADE dele?

Por Fhabyo Hunter

O Presidente apenas demonstrou como a nossa política é feita. Aos que imaginavam que TUDO era fofinho, abraços cordiais, palavras bonitas e sorrisos, VOCÊS estavam enganados.

Os bastidores da política brasileira são sórdidos. Quem não lembra dos casos das prostitutas de luxos da Capital de República? Serviços sexuais pagos com dinheiro público. Passando por deputado vendo revista Playboy em plenário, funcionários fantasmas, nepotismo cruzado, intrigas pessoais, rasteiras, mortes, abusos sexuais, coação para financiamento de campanha e etc.

Alguém ainda lembra dos áudios de Lula para Dilma? Quem escutou e tem boa memória vai relembrar que o tom era o mesmo do Bolsonaro.

Já esquecemos os áudios dos Procuradores da Lava‐Jato demonstrando parcialidade diante do épico caso Lula.

Semana passada um Vereador mandou um outro Vereador tomar no C*, isso durante uma sessão ao vivo da Câmara Municipal de Natal/RN.

Quantos Deputados, Senadores, Prefeitos, Vereadores e Governadores respondem a ações penais?

Não vamos esquecer o enigmático caso do Senador que levou paz e harmônia em uma retroescavadeira.

As “tapinhas” de Ciro Gomes a quem o questionava, já esquecemos?

Já esquecemos dos casos de agressões sofridas por Jornalistas por questionarem certos políticos? “Rachadinha”, “mensalão”, “mensalinho”, metrô de São Paulo, caso Celso Daniel, Ranan Calheiros, a empresa religiosa de Eduardo Cunha, dinheiro na cueca, dinheiro em apartamento, obras da Copa, Olimpíadas, Transposição do Rio São Francisco… será que tudo isso aconteceu na mais serena e cordial conversa?

Os exemplos vão ao INFINITO.

Mais interessante ainda é observar certas figuras folclóricas da política Brasileira com textões defendendo a ética, moral e os bons costumes.

Devemos ter a distinção do Político da mídia versus o político real. Este não mede esforços para se beneficiar, ajudar seu financiador e se perpetuar no poder

Alguns ainda afirmam que o político é reflexo da sociedade que o elege.

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TRF-4 mantém condenação de Lula a 17 anos de prisão

Lula tem condenação mantida em segunda instância (Foto: reprodução)

G1/RS

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou recurso e manteve a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em segunda instância, pelo caso do sítio de Atibaia, em julgamento virtual finalizado nesta quarta-feira (6). A decisão foi unânime.

Em função da pandemia de coronavírus, as sessões do tribunal passaram a ser feitas virtualmente. O julgamento do recurso de Lula iniciou em 27 de abril.

A Oitava Turma, responsável na Corte pelos processos da Lava Jato, também rejeitou o pedido de adiamento da análise dos embargos de declaração. A defesa do ex-presidente pedia que o julgamento ocorresse em sessão presencial.

Lula foi condenado em novembro do ano passado a 17 anos, 1 mês e 10 dias pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, em julgamento na segunda instância, acusado de receber propina de construtoras, que teriam reformado e decorado um sítio, em Atibaia, interior paulista, em troca de benefícios em contratos com a Petrobras. Segundo a acusação, o local era utilizado pela família do ex-presidente.

O recurso protocolado pela defesa de Lula, chamado de embargos de declaração, solicitava a revisão de dúvidas, revisões ou contradições na sentença. O ex-presidente sustenta que é inocente.

O julgamento foi virtual e não pôde ser acompanhado pela imprensa. O resultado da sessão foi publicado às 14h46. Até a tarde desta quarta-feira (6), o acórdão, com a íntegra dos votos, ainda não havia sido publicado.

Para o advogado Cristiano Zanin, que defende Lula, a manutenção da prisão é “injusta e arbitrária”. A defesa aguarda a publicação do acórdão para definir possíveis recursos. Leia a nota na íntegra abaixo.

Na primeira instância, o ex-presidente tinha sido condenado a 12 anos e 11 meses.

Esse é o segundo processo a que Lula respondeu na Justiça Federal após investigações na Lava Jato. O primeiro foi o caso Triplex, pelo qual foi condenado e preso, de abril de 2018 a novembro de 2019.

Nota da Defesa do ex-Presidente Lula

Em relação ao julgamento virtual finalizado hoje (06/05/2020) pela 8ª. Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região (“embargos de declaração” – Autos nº 5021365-32.2017.4.04.7000/PR), reforçamos o caráter injusto e arbitrário da decisão que manteve a condenação do ex-presidente Lula, originariamente imposta por sentença proferida por “aproveitamento” de outra sentença proferida pelo ex-juiz Sergio Moro – que também foi o responsável pela instrução do processo com a parcialidade que sempre norteou sua atuação em relação a Lula, como sempre demonstramos e como foi reforçado pelo escândalo da Vaza Jato. Esclarecemos ainda que:

1 – É sintomático que o TRF4, após ter julgado o recurso anterior (apelação) com transmissão ao vivo e grande espetáculo, tenha realizado esse novo julgamento, contraditoriamente, pelo meio virtual, que sequer permite aos advogados de defesa participem do ato e, se o caso, possam fazer as intervenções previstas em lei (Estatuto do Advogado) para esclarecimento de fatos ou para formulação de questões de ordem. Essa situação, por si só, configura violação à garantia constitucional da ampla defesa e violação às prerrogativas dos advogados.

2 – Com a rejeição do recurso, diversas omissões, contradições e obscuridades apontadas em recurso de 318 laudas e que dizem respeito a aspectos essenciais do processo e do mérito do caso deixaram de ser sanadas — inclusive o fato de Lula ter sido condenado nessa ação com base na afirmação de que “seria o principal articulador e avalista de um esquema de corrupção que assolou a Petrobras”, em manifesta contradição com sentença definitiva que foi proferida pela 12ª. Vara Federal de Brasília, que absolveu o ex-presidente dessa condenação com a concordância do Ministério Público Federal (Ação Criminal nº 1026137-89.2018.5.01.3400 – caso conhecido como “Quadrilhão”). Nesta decisão proferida pela Justiça Federal de Brasília, o juiz federal prolator, Dr. Marcos Vinicius Reis Bastos, fez consignar com precisão e de forma inconciliável com as decisões proferidas no processo em referência, que “a utilização distorcida da responsabilização penal, como no caso dos autos de imputação de organização criminosa sem os elementos do tipo objetivo e subjetivo, provoca efeitos nocivos à democracia, dentre elas a grave crise de credibilidade e de legitimação do poder politico como um todo”.

3 – Mesmo com todo o cerceamento de defesa imposto ao longo da fase de instrução pelo então juiz Sergio Moro, conseguimos comprovar, por perícia, a partir da análise da suposta cópia dos sistemas da Odebrecht que estão na posse da Polícia Federal, que os R$ 700 mil que o MPF acusou Lula de ter recebido em suposta reforma no sítio de Atibaia, foram, em verdade, sacados em favor de um alto executivo da própria Odebrecht. A prova, no entanto, foi simplesmente desprezada pela sentença e também pelo TRF4. O que foi levado em consideração foram apenas depoimentos de delatores que foram beneficiados para acusar Lula — inclusive o de Marcelo Odebrecht, que em depoimento posterior, prestado em ação penal que tramita perante a Justiça Federal de Brasília, reconheceu que “é tremendamente injusto fazer uma condenação de Lula sem que esclareça as contradições dos depoimentos de meu pai e Palocci”.

4 – Assim que os votos proferidos no julgamento virtual forem disponibilizados na plataforma do TRF4 definiremos o recurso que será interposto para reverter essa absurda condenação.

Cristiano Zanin Martins

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