Rosalba faz marketing com obra paga pelo contribuinte e entregue à iniciativa privada

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP), candidata a reeleição, faz marketing com a recuperação da Praça da Criança. Nada contra a obra, mas ao discurso e estratégia adotada para o assunto.

Rosalba escolheu desembolsar R$ 800 mil do erário municipal para recuperar o equipamento para depois entregar para a iniciativa privada lucrar.

Sou um defensor das PPPs (Parcerias Público Privadas) e não demonizo privatizações, mas a forma escolhida pela prefeita é a pior possível.

Já que era para ceder a iniciativa privada que Rosalba abrisse uma licitação prevendo que a empresa vencedora realizasse a recuperação da Praça da Criança para explorá-la por determinado período.

A prefeita gastou dinheiro público para uma empresa privada lucrar em cima e ainda faz do assunto uma peça de marketing político.

Rosalba segue subestimando a inteligência dos mossoroenses.

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PROS faz live com dicas de marketing político para pré-candidatos

O PROS/RN realiza, hoje, às 17h, live com o tema “Marketing Propositivo e Planejamento de Campanha” para os pré-candidatos da legenda nas Eleições 2020. A apresentação será do consultor em gestão e marketing, Vagner Araújo.

A transmissão ocorrerá simultaneamente nas plataformas Facebook (PARTIDOPROSRN), Instagram (PROS.RN) e Youtube (PROSRN).

O presidente estadual do partido, o médico e ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado fará a mediação da live que terá ainda as participações da senadora Zenaide Maia, a deputada federal Carla Dickson e o deputado estadual Albert Dickson.

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Candidatos não usam bem as redes sociais

Por João Miras*

A presença de um candidato nas redes sociais, aliada a um forte trabalho de comunicação, pode ser decisiva para o resultado nas urnas. Atualmente, é praticamente impossível pensar uma campanha eleitoral sem o uso dessa ferramenta.
É impossível imaginar que, hoje em dia, qualquer pessoa consiga se comunicar sem usar os meios digitais, o que vale também para uma eleição. Cada vez mais pessoas têm mais acesso a essas plataformas. Quem apostar nas redes sociais vai conseguir falar com mais pessoas e com mais agilidade.

A utilização de ações de marketing político nas mídias sociais já estava nos projetos de todos os candidatos a vereador e prefeito para as eleições municipais deste ano. Mas, por conta das restrições de mobilidade da pandemia, foram além de uma natural ambientação e se precipitaram vertiginosamente para as novas mídias, já que não há nenhuma outra forma disponível para se comunicar com a população. O isolamento social decorrente da crise sanitária não permitiu que os candidatos se movessem planejadamente para as redes, mas, verdadeiramente, fossem empurrados para elas.

Estudei o impacto de todos os fenômenos midiáticos das últimas décadas na comunicação política e posso afirmar que o que ocorre agora, desde a última etapa da evolução na tecnologia da informação, não tem precedentes na história, e a grande maioria dos candidatos e equipes de campanha não estão preparados para enfrentar o desafio das mídias sociais.
Pelo que estou vendo nas dezenas de municípios onde realizo consultorias e palestras, posso afirmar que os candidatos entenderam que marketing eleitoral nas mídias sociais seria apenas uma questão de jogar para o formato digital on-line peças criadas para o marketing político convencional, anteriormente veiculadas em mídias tradicionais o que, evidentemente, é incorreto.

As mídias sociais para impactarem necessitam de um certo informalismo por personificar relações e se caracterizam muito mais por serem uma janela em que se olha para dentro da casa, do que alguém olhando de dentro da casa para a rua, notadamente na atividade de comunicar uma candidatura e suas características. Não só pela característica da nova mídia, mas também porque o candidato é um ser humano e não uma empresa, faz-se necessário entender sua exposição pela ótica do pessoal, e não do institucional.

A implementação de uma campanha política nas redes sociais é o segundo passo também de uma decisão anterior, a de ter uma definição clara de planejamento estratégico de comunicação. Isso significa ter uma estratégia de condução e posicionamento da candidatura, de conceituação da criação de conteúdo e de formulação de linguagens próprias para os vários segmentos. Essas necessidades são básicas numa campanha e sempre precisarão de profissionais experientes, como planejadores e estrategistas de comunicação. Mas, em geral, as campanhas não dispõem dessa experiência.

O uso das redes sociais em uma campanha eleitoral deve ser entendido também como uma extensão de outras ações de presença digital por um site ou blog, por exemplo, em que o candidato possa apresentar seu perfil, ideias e propostas.

O marketing político nas mídias sociais parte do pressuposto da criação de um relacionamento mais próximo entre o candidato e seu eleitorado, já que é essencialmente marketing de relacionamento. É essa a ideia por trás das redes sociais, criar um canal rápido, fácil e barato para que o candidato possa dialogar com os eleitores, e eles com os candidatos.

É essa última parte que faz toda a diferença nas campanhas de marketing eleitoral nas mídias sociais: o retorno do candidato para os eleitores e o uso desse feedback como base para o refinamento de propostas de campanha.

Mas, além de uma análise conceitual, existem mesmo possibilidades de veiculação e segmentação que as novas mídias oferecem e que, enquanto fator de alcance dos públicos-alvo, também diferem totalmente dos modelos de estruturação dos antigos pacotes de planos de mídia tradicionais.

Os políticos envolvidos nas pré-campanhas das eleições municipais deste 2020, definitivamente, não estão preparados para bem utilizar essas novas mídias em suas campanhas. Sem exceção.

Mas não é só. Como alguns aplicativos e plataformas se tornaram verdadeiras retransmissoras, pela enorme base de inscritos, e considerando a possibilidade dos impulsionamentos, abriu-se a possibilidade de os políticos, adotando filtros de segmentação adequados, veicularem para públicos que sequer o acompanham no relacionamento social oficial de seguidores.

Com a enorme rejeição que a classe política em geral tem no momento, por causa das sucessivas crises econômicas e sociais geradas por crises políticas consecutivas, muitos políticos têm preferido o caminho de usar as redes em branding para construção de reputação e autoridade de marca, deixando de lado muitas vezes os processos de integração e engajamento com seus seguidores. O ideal é fazer os dois.

Interações com os eleitores por meio dos canais das redes sociais podem também ser fonte de opiniões que retroalimentam a campanha eleitoral. Pode ser também por meio delas (além das tradicionais pesquisas profissionais de opinião, que são muito mais importantes no campo das eleições majoritárias) que o candidato e sua equipe podem ter uma visão mais específica de determinados segmentos. Ajuda muito.

Há profissionais qualificados para trabalhar com mídias sociais em campanhas eleitorais, mas o mais difícil é um profissional com experiência em marketing político para assumir o grande desafio de trabalhar corretamente a imagem de um candidato, considerando a pessoa e a perspectiva da marca.

Mas ter um perfil em uma rede social não vai garantir a eleição de ninguém. O que realmente elege um candidato é uma ação de marketing digital com estratégia e planejamento estritamente sincronizada com muitas outras ações de campanha, principalmente as do marketing político clássicas.

*É estrategista de marketing político e autor dos livros “Política e Comunicação A Evolução da Democracia e a Propaganda em 122 Anos de República no Brasil” e “Pensando Fora da Caixa — Uma Coleção de Imagens Escritas sobre um Jeito de Pensar a Vida e a Política”.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

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RN pode eleger deputado federal um candidato preso

Contradição
Nem sempre a prisão impede um político de seguir em frente numa eleição

Parece brincadeira, mas as brechas da vida permitem que alguém que esteja preso possa ser eleito. Isso aconteceu em duas cidades nas eleições de 2016.

Em Catolé do Rocha (PB), Bira Rocha, foi eleito vereador. Em Ibatiba (ES), Beto da Saúde não foi só eleito para o parlamento municipal como conseguiu ser o mais votado. Por que o Rio Grande do Norte estaria fora disso?

E não está. Informações de bastidores dão conta de que o ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Alves estaria disposto a ser candidato a deputado federal mesmo de dentro do xilindró.

Ele preenche os critérios para entrar na disputa porque não está condenado nem mesmo em primeira instância. Para todos os efeitos é “ficha limpa” mesmo estando preso desde o dia 6 de junho na operação “Manus”, desdobramento da Lava Jato.

Henrique Alves mesmo preso conseguiu articular ocultação de bens e fraudes em licitações segundo os investigadores da operação “Lavat”.

Se isso foi possível, imagine disputar um cargo eletivo de dentro da cadeia? Henrique tem bases consolidadas e aparentemente intactas. O ex-deputado tem capacidade de articulação e precisa de foro privilegiado.

Henrique Alves 1998
Em 1998, o povo “falou” por ele. Em 2018, vai “soltar”?

Vale lembrar que em 1998 Henrique Alves viveu um momento dramático em sua vida pessoal que respingou na política. Estava com um câncer na garganta e impedido de fazer discursos e gravar vídeos para o horário eleitoral gratuito. Durante a maior parte da campanha ele esteve nos EUA fazendo tratamento e só esteve presente em um comício.

Com o slogan “O povo fala por ele”, Henrique obteve 163,572 (15.73%) se tornando proporcionalmente o deputado federal mais votado do Brasil em 1998.

Eleito, Henrique passaria a contar com foro privilegiado e num cenário ideal (para ele) poderia ser solto por algum ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ironia: já pensou em 2018, 20 anos depois, ele usando o slogan “O povo solta ele”?

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