Ação de Temer no RJ golpeia discurso de Bolsonaro

images (1)
Temer toma posse como secretário de segurança para abafar a crise após o massacre de Carandiru em 1992. A história se repetirá?

Impopular, desgastado e sonhando com uma inviável reeleição, Michel Temer tem uma muralha da China que o separa das demandas populares. Faz um governo capacho do mercado financeiro.

O “deus mercado” pode até ditar as cartas na gestão do “Vampirão”, mas não dita os anseios populares que seguem num sentido oposto aos interesses dos engravatados da Bovespa.

O maior problema do povo é a segurança e é este o fator primordial para Jair Bolsonaro ter se tornado um político popular deixando a condição de parlamentar obscuro para a de presidenciável competitivo.

Sem condições de ir além do que já foi feito pelo PT em programas sociais nem vocação política para assumir um projeto que melhore a vida do povão, resta a Michel Temer apelar para o combate à violência.

Ex-secretário de Segurança Pública do Governo de São Paulo (gestão de Luiz Antônio Fleury Filho), nomeado cinco dias após o massacre do Carandiru em 1992, Temer tenta na contenção da violência no Rio de Janeiro encontrar um fato que melhore sua popularidade e esconda aos olhos do mercado o fracasso na tentativa de reforma da previdência.

Se tudo der certo no principal cartão postal do país, Temer pode levar a iniciativa a outros Estados e quem sabe entrar no eleitorado bolsonarizado mostrando na prática que violência se resolve com violência como apregoa o histriônico discurso do capitão do exército. Ser o tiro sair pela culatra o bolsarismo sem Bolsonaro será um prato cheio para os opositores do capitão reformado.

A ação no Rio de Janeiro golpeia o discurso de Bolsonaro dentro da casa dele. Resta saber se será um ippon (que finaliza o adversário no judô) ou um Koka (menor pontuação).

Compartilhe:

Ajuda do Governo Federal para folha em dia é armadilha para o povo

O presidente Michel Temer quer o voto de Fábio Faria (PSD) a favor da reforma da previdência. Em troca promete um aporte financeiro para tirar o Rio Grande do Norte do atoleiro. Vale o sacrifício do futuro em nome do presente? Esse é o tema do nosso comentário de hoje no Bom Dia Mossoró da TCM.

Compartilhe:

O preço do salário em dia para os servidores do Estado

Robinson e Temer

O preço do salário em dia

Circula nas redes sociais um falso calendário de pagamento dos servidores estaduais. O boato tem um fundo de verdade graças ao trabalho feito em Brasília para o Rio Grande do Norte receber um aporte financeiro de R$ 750 milhões via Governo Federal.

Mas tudo na política tem um preço e Michel Temer nem de longe é um presidente sensível aos problemas dos menos favorecidos. Ele quer votos para a reforma da previdência.

Na semana passada o deputado federal Fábio Faria (PSD) fechou questão para votar sim na reforma da previdência em uma reunião com Michel Temer no Palácio do Planalto. O governador Robinson Faria (PSD), pai de Fábio, estava presente acompanhado do secretário Wagner Araújo. Será o preço a ser pago para o Estado receber recursos federais.

A articulação teve participação do presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia (DEM/RJ). Sem ele, Temer jamais se importaria com nosso sofrido e insignificante elefante.

A esperança de Robinson não é uma certeza de salários de novembro e décimo terceiros pagos em curtíssimo prazo. A gula dos poderes é insaciável e o corporativismo é como um cardume de piranhas esfomeadas em um rio pequeno de fontes. Esses recursos correm um risco sério de serem bloqueados frustrando a todos.

O preço a ser pago poderá ser em vão.

Compartilhe:

Bancada federal sobe no muro da omissão e não defende servidores

Classe política isola governador em audiência
Classe política escolhe mostrar isolamento do governador em vez de reforçar pleito dos servidores

Amanhã parte considerável dos servidores estaduais chegarão a dois meses de salários atrasados ao acumular as folhas de outubro e novembro sem o suado dinheirinho pingando na conta.

Para piorar a situação o trabalhador que protestou contra isso apanhou da polícia à mando do governador Robinson Faria (PSD).

Onde estão os senadores José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (PMDB)? A colega deles, Fátima Bezerra (PT), foi a única da bancada federal a dar apoio moral aos servidores que lutaram na famosa “Batalha da Seplan”.

Alguém viu o deputado federal Beto Rosado (PP) dizer algo? Os colegas dele Rafael Motta (PSB), Fábio Faria (PSD), Zenaide Maia (PR), Walter Alves (PMDB), Rogério Marinho (PSDB), Antônio Jácome (PODE) e Felipe Maia (DEM) seguiram calados.

Para que serve uma bancada federal calada quando servidores passam necessidade? Unida ela tem poder de pressão junto ao Governo Federal para conseguir um socorro para o Rio Grande do Norte. Quando abrem a boca para defender algo se limitam aos municípios focando nos prefeitos/cabos eleitorais. Mas para o Governo do Estado, onde a crise se mostra mais grave, é silêncio de cemitério.

O problema é que essa propalada união em Brasília é mero consenso retórico sem qualquer resultado prático. O resultado é um rio grande de perdas e um norte de decadência sem perspectivas de reversão.

Semana passada o governador Robinson Faria (PSD) se reuniu com as duas maiores autoridades do país: o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia. Da bancada federal apenas o filho do governador Robinson Faria. Na pauta o socorro financeiro para o Estado.

Segundo o blog apurou junto ao Governo toda bancada federal foi convidada, mas ninguém foi. A picuinha foi maior do que a defesa do Estado. Ninguém quer sair na mesma foto ao lado de campeões da impopularidade como Temer e Robinson. Até parece que os outros integrantes da bancada federal estão em situação melhor junto ao povo potiguar.

Todo mundo querendo salvar a própria pele, mas ignorando mais de 120 mil famílias que terão peso fundamental no pleito do próximo ano. Tudo em nome da picuinha.

O muro da omissão é um péssimo caminho para quem gostaria de ter o voto do servidor. Nossa classe política precisa de doses cavalares de grandeza e humildade.

Obs (11h30).: fonte da oposição faz contato e nega convite do governo para a reunião com Temer.

 

Compartilhe:

Rosalba recebe de Temer a promessa de envio de R$ 70 milhões

Audiencia_Temer

A prefeita Rosalba Ciarlini participou na tarde desta quinta (30) de audiência no Palácio do Planalto, onde foi recebida pelo presidente da República, Michel Temer. O encontro contou com as presenças do deputado federal Beto Rosado, do senador Garibaldi Alves Filho, do ex-ministro e ex-deputado Henrique Alves e dos secretários de Planejamento e Infraestrutura, Aldo Fernandes e Kátia Pinto.

Na ocasião foi apresentado um Plano de Ações para Mossoró, que inclui planejamentos e descrições de obras de recuperação e execução com necessidade imediata. A proposta que contempla o Corredor Cultural, situado na Avenida Rio Branco, solicita trabalho de recuperação de pontos turísticos e culturais do município, são eles: Teatro Municipal Dix Huit Rosado, Praça de Convivência, Memorial da Resistência, Praça da Criança e Estação das Artes.

O projeto debatido com o presidente Temer cita ainda a construção de dois equipamentos na Avenida Rio Branco. A Arena Cultural será um local dotado de espaços capazes de abrigar os concursos de quadrilhas do Mossoró Cidade Junina, além de eventos culturais que integram a programação da cidade. O equipamento poderá receber ainda os praticantes de patinação.  Já a Praça Viva será um espaço de convivência com área verde e voltada ao lazer e relaxamento.

O presidente assegurou a liberação de recursos de aproximadamente R$ 70 milhões para recuperação dos pontos citados e construção dos dois novos espaços. “Estamos em Brasília cumprindo agenda e sempre em busca de melhorias para a cidade. Fomos recebidos pelo presidente Michel Temer que já assegurou os recursos para que possamos dar início às obras estruturantes para Mossoró. Precisamos dotar o município das condições necessárias de infraestrutura urbana e por isso estamos aqui solicitando esse apoio do Governo Federal”, complementou a prefeita.

A verba assegurada pelo presidente será destinada ainda para recuperação da malha viária das vias com base nas rotas do transporte coletivo.

Compartilhe:

Presidencialismo sem líder

Brazil's President Michel Temer reacts during launch ceremony of the "New School" (Novo Ensino Medio) at the Presidential Palace in Brasilia, Brazil, September 22, 2016. REUTERS/Ueslei Marcelino
Temer não está a altura do cargo que ocupa

Por Amadeu Garrido

O título já enuncia o paradoxo. O regime exige a figura de um líder, um “l’homme fatal”, o aventureiro corso que veio do nada, sem projetos, para dominar por dominar. Daí sua admiração histórica, até pelos inimigos. Na marra, tornou a insalubre Paris a semente da cidade entre as mais belas do mundo. “Ele é admirado precisamente por essa razão, por ser o ponto culminante de força de vontade elevada a seu nível mais alto – da possibilidade de impor a sua vontade aos outros, como um fim em si mesmo.” (Isaiah Berlim).

Seu potencial íntimo conquistou o mundo exterior e mandou a corte portuguesa para a Bahia e o Rio de Janeiro.

O lulopetismo, ao voar num avião incapaz de superar uma turbulência ética fatal, indiretamente lançou um paraquedas com o vice-presidente eleito na barra de suas saias.

Presidente do grande partido de sustentação, o PMDB, teria tudo para mudar este país. De maneira radical, pois não há outra. É necessário, porém, algo mais, que não depende da política, mas da natureza dos homens. Há poucos homens dotados de uma luz interior e poderosa, que construíram a história. Se necessário, entregam sua via ao auto sacrifício, seja correto ou não seu ideal. À evidência, Temer não é um deles. O discurso monocórdico sobre a reforma da previdência demonstra sua mediocridade. Seu Ministro da Fazenda chega ao ponto de apontar a previdência como causa única de nosso estado deplorável.

Trocou vários ministros, modificou vários planos anunciados, alterou pronunciamentos e arrependeu-se. É a inanidade em pessoa. Dirão que não somos patriotas, porque não temos outros, somos obrigados a caçar com gato. Diz que sim, mas não lidera politicamente as forças parlamentares, que poderão defenestrá-lo a qualquer momento. E engoliremos alguém indicado por esse admirável Congresso.

Não há a mencionada “força de vontade” diretamente voltada aos objetivos nacionais necessários. Gilmar Mendes, Ministro de um poder não eleito e que não pode transformar o País, parece querer auxiliá-lo emitindo duas “decisões monocráticas”, que inviabilizam os Sindicatos, isto é, com bravura, levanta de madrugada com seu archote para matar de vez o lobo que ataca nossos semoventes: o “peleguismo sindical”. Uma visão completamente enviesada do tema. E a sensibilidade do assunto – relações entre o capital e o trabalho – induz a responsabilidade direta do Presidente da República, não decisões “virtuais” de uma Corte Judiciária e de um único Ministro.

Em nenhuma conduta se vê em Temer a força interior, do eu-profundo, do talento nato para conduzir, indispensável mesmo nas democracias. Pior, não há heróis futuros. Sem eles, nada feito. Afastando seu próprio culto da personalidade, o PT impediu que eles fossem criados. As instituições funcionariam por si mesmas, é a liberdade das democracias. Está visto que não. Aí o Supremo interfere, como se em algum lugar do mundo tivesse saído vencedor um governo de juízes. Em suma, como no dito popular, estamos num mato sem cachorro. Salvo se percebêssemos a necessidade do parlamentarismo não emergencial, mas sadio, que funciona na maior parte das democracias ocidentais.

Amadeu Roberto Garrido de Paula, é Advogado, um renomado jurista brasileiro com uma visão bastante crítica sobre política, assunto internacionais, temas da atualidade em geral. 

Compartilhe: