Jean Paul Prates: um novato com velhas práticas

Jean Paul Prates e a tentação das velhas práticas (Foto: Reprodução)

O senador Jean Paul Prates (PT) não é da política orgânica. É um quadro técnico que se destacou na década passada por ter ajudado a implantar a indústria da energia eólica no Rio Grande do Norte durante o governo Wilma de Faria (2003/10).

Alçado ao Senado pela condição de suplente da hoje governadora Fátima Bezerra (PT) muito se espera de Jean Paul, principalmente por ser reconhecidamente qualificado para o exercício de um mandato na Alta Câmara.

Mas o primeiro teste de Jean Paul Prates decepcionou no Senado. Além de ser portar como um entusiasta do voto secreto, o petista se tornou protagonista de um episódio deprimente no último sábado: o pedido para destruir provas de fraude na eleição da mesa diretora (ver AQUI).

Novo na política, Jean se queimou ao se colocar disponível ao que se convencionou chamar de velhas práticas. O povo não aceita mais ter um representante que, mesmo exercendo o mandato sem a legitimidade do voto, não esteja apto agir com transparência.

A bancada federal foi intensamente fiscalizada nos últimos quatro anos e isso se converteu em uma grande renovação. Ao se posicionar contra a transparência no exercício do mandato parlamentar, Jean Paul se mostra na contramão da história.

Não se pode tratar a votação em um parlamento da mesma forma que a votação no dia da eleição. O eleitor precisa ter o sigilo do voto para não ser vítima do voto de cabresto. O parlamentar precisa prestar contas de suas ações aos seus eleitores e explicar cada posição tomada e arcar com as consequências que a democracia impõe aos que não caminham ao lado do povo.

A atitude do senador potiguar reforçará todos os estereótipos impostos aos petistas nos últimos anos.

Jean Paul Prates precisará aprender esta lição se quiser ter o respeito do povo do Rio Grande do Norte. Prestar contas das ações é fundamental na política do Século XXI. Ser um novato com velhas práticas vai ajudar a apequenar o sofrido elefante na Alta Câmara.

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