Projeto potiguar para fabricação de ventiladores pulmonares é selecionado para financiamento da Petrobras e IBP

Projeto receberá apoio de R$ 100 mil (Crédito da foto: Assessoria FIERN)

Saiu o resultado da seleção pública de projetos para produção de ventiladores pulmonares mecânicos – uma iniciativa da Petrobras em parceria com o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Bicombustíveis (IBP). O comitê técnico selecionou quatro projetos da fase intermediária de fabricação dos ventiladores e, entre eles, o “Caninga– ISI-ER”, do Senai-RN.

O projeto vencedor é um protótipo de um respirador mecânico invasivo, equipamento utilizado no tratamento de pacientes com Covid-19. Foi desenvolvido pelos técnicos e engenheiros do Senai-RN em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), responsável pela fase de testagem clínica, e também com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), que atua na etapa de documentação do projeto para aprovação e licenciamento junto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Os outros projetos vencedores da seleção pública foram o modelo “3D Breath” da empresa ArcelorMittal Brasil; o “VExCO” da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), além do “Frank 5010” da Universidade de Caxias do Sul em parceria com Meditron.

De acordo com o edital, a fase intermediária consiste na passagem dos chamados testes “in vitro” (testes de desempenho com uso de pulmão artificial) para os testes “in vivo” (com animas e seres humanos), ao passo que a fase de produção é a etapa seguinte de fabricação dos ventiladores. Cada projeto selecionado receberá R$ 100 mil em recursos financeiros para continuação do desenvolvimento, com acompanhamento técnico de especialistas da Petrobras e do IBP. O objetivo da iniciativa é acelerar a fabricação desses equipamentos, escassos no mercado brasileiro e essenciais ao tratamento de pacientes graves com Covid-19.

“Com quatro projetos, aumentam as chances de sucesso da produção de ventiladores menos complexos e mais baratos para tratamento emergencial da Covid-19 em curto prazo”, afirmou o líder da iniciativa na Petrobras, Luiz Paschoal.

Abertas as inscrições para segunda onda da seleção pública

Para a fase específica de produção de ventiladores, como nenhum projeto apresentou registro junto à Anvisa na primeira onda, a Petrobras e o IBP decidiram abrir as inscrições para a segunda onda da seleção pública, em busca de novos candidatos qualificados para o início da fabricação dos equipamentos. Universidades, empresas e instituições de ciência e tecnologia de todo Brasil podem inscrever seus projetos até o dia 24/06, desde que apresentem registro prévio junto à Anvisa. O edital está disponível no site do IBP (https://www.ibp.org.br/chamada-publica-ventiladores-pulmonares).

“Na primeira onda da seleção pública, tivemos dezenas de inscritos, mas infelizmente nenhum apresentou registro junto à Anvisa. É uma chancela fundamental para garantirmos a segurança dos projetos”, disse Luiz Paschoal. Nessa fase, um projeto será selecionado e receberá R$ 1,1 milhão em recursos financeiros para seu desenvolvimento.

Estrutura Científica de Resposta da Petrobras

A seleção pública é mais uma iniciativa da Estrutura Científica de Resposta (ECR) da Petrobras voltada para o combate ao coronavírus. O objetivo é reunir competência técnica em parceria com empresas, universidades e instituições de ciência e tecnologia para formular soluções viáveis e rápidas no enfrentamento à pandemia.

A Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica (SBEB) e o Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) estão apoiando a iniciativa e participam da avaliação e seleção dos projetos – em conjunto com o IBP e a Petrobras.

Fonte: Gerência de Imprensa da Petrobras

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Petrobras já demitiu mais de mil funcionários em 2020 somente no RN

Petrobras cada dia mais distante do RN (Foto: Thinckstock)

A Petrobras demitiu 1.328 funcionários de suas empresas terceirizadas no Rio Grande do Norte somente este ano. Os dados, levantados pelo Sindipetro, são de registros entre 1º de janeiro e 10 de junho.

No início do ano eram 6.032 funcionários terceirizados no Estado. Agora são 4.704. No final de 2018 eram 6.779, o que mostra que os ritmo das demissões aceleraram no Rio Grande do Norte.

Mas o problema não é de hoje. É uma tendência que reflete o desinvestimento da estatal no Rio Grande do Norte nesta década. Em 2011, 13.151 profissionais terceirizados prestando serviços em terras potiguares.

O diretor licenciado do Sindipetro, Pedro Lúcio Góis, explicou que a questão envolve o enfrentamento da pandemia e simboliza a retirada da Petrobras do RN.

Confira o comentário em áudio abaixo:

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Por via das dúvidas corra para o posto de gasolina

Pode faltar combustível nos postos do Brasil já na próxima semana. A informação foi dada em vídeo (ver abaixo) gravado por Deyvid Bacelar, da Comissão de Negociação da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Já são 13 de greve com pouquíssima cobertura da mídia tradicional. A liderança do movimento quer reverter as demissões em massa na Petrobras e garantir preços justos para o gás de cozinha, gasolina e diesel.

A direção da Petrobras vem se recusando a negociar com a categoria.

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Petroleiros protestam na BR 110

Manifestação paralisou estrada que liga Mossoró a Areia Branca

Petroleiros do Rio Grande do Norte protestaram nesta quarta-feira, 12, na BR-110 que liga Mossoró a Areia Branca. A paralização começou às 5h e faz parte do calendário da greve nacional dos petroleiros que teve início em 01/02. A manifestação foi encerrada às 8h30 e foi acompanhada pela Polícia Rodoviária Federal, a qual não declarou abusos na iniciativa.

O protesto teve como objetivo conscientizar a sociedade sobre o descumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho pela Companhia, denunciar a demissão e transferência de trabalhadores, próprios e contratados, além de impedir o desmonte e venda de ativos em todo o Sistema Petrobrás.

Em Mossoró a mobilização reuniu cerca de 300 trabalhadores terceirizados e petroleiros Petrobrás, além da participação de membros das centrais sindicais CUT e CTB, Movimento Sem Terra(MST), Marcha Mundial das Mulheres, SINTE-RN Regional, SINAI e do mandato da Deputada Estadual, Isolda Dantas.

Pedro Lúcio afirma que Petrobras desmobiliza ativos no RN

De acordo com o secretário geral do SINDIPETRO-RN, Pedro Lúcio, a Petrobrás colocou à venda oito refinarias no país e tem desmobilizado todos os seus ativos noRN. “O presidente da Companhia, Roberto Castelo Branco, informou em 2019 que o foco dos investimentos no Espirito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, enfraquecendo a produção no Nordeste e provocando mais demissões e enfraquecendo a economia de estados e munícipios”.

Para o coordenador geral do SINDIPETRO-RN, Ivis Corsino, a Petrobrás comunicou na fabrica de fertilizantes em AraucárianoParaná que vai demitir todos os trabalhadores concursados e terceirizados. “São mais de mil trabalhadores paranaenses que serão colocados na rua diante do desinvestimentos da Petrobrás. No Rio Grande do Norte já são 8 mil trabalhadores desempregados dentro do sistema e mais de 80 mil empregos indiretos que foram encerrados”, informa o dirigente.

Gás pelo preço justo

O Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte anunciou a venda de botijão de gás por R$ 40, o equivalente à metade do preço cobrado atualmente. A ação será realizada na manhã da sexta-feira (14), em frente à sede da Petrobras em Natal, no bairro de Cidade da Esperança. A iniciativa vem sendo realizada em outros estados com sucesso. O objetivo é explicar à população as razões da greve da categoria iniciada em 1º de fevereiro. O movimento já paralisou 91 unidades de 13 estados do país.

Texto: Sindipetro/RN.

Fotos: Deivson Mendes

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Governo diz não ter desistido da Petrobras, mas o problema é que a estatal desistiu do RN

Antenor Roberto fala sobre a saída da Petrobras do RN (Foto: Wigna Ribeiro)

O governador em exercício Antenor Roberto (PC do B) ao participar do Mossoró Oil&Gas Expo – IV Fórum Onshore Potiguar disse que o Governo do Estado não desistiu da Petrobras.

Vamos às palavras de Antenor:

“A governadora Fátima tem uma posição muito clara, fez isso na reunião dos governadores do Nordeste em Natal, de que não desistimos da Petrobras”.

O problema é estarmos num processo que não depende de palavras, mas de ação. O desmonte da Petrobras no Rio Grande do Norte é um processo iniciado no começo desta década, ainda no governo Dilma Rousseff (2011/2016).

A estatal vem saindo de forma silenciosa para priorizar o Pré-sal e os nossos campos maduros estão sendo entregues à iniciativa privada.

O Governo não pode aceitar passivamente da saída da Petrobras. Isso é fato.

O trabalho é convencer a estatal a não desistir do Rio Grande do Norte.

Não o inverso.

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SINDIPETRO e mais de 50 entidades lançam a campanha “Pelo Povo Potiguar, a Petrobras fica no RN”

Entidades se unem em favor da permanência da Petrobras (Foto: Artur Varela)

O Brasil vivencia a maior tragédia em termos de estabilidade social. A afirmativa é do geólogo e ex-diretor de Exploração e Produção da Petrobrás, responsável pela descoberta das enormes reservas de Pré-sal, em 2007, Guilherme Estrella, no lançamento da Campanha “Pelo Povo Potiguar, a Petrobras fica no RN”, realizado na manhã desta segunda-feira, 25.

Promovida pelo SINDIPETRO-RN, em parceria com FUP, CTB e mais de 50 entidades do campo institucional, sindical e dos movimentos sociais, a iniciativa pretende estabelecer um diálogo entre os mais diversos segmentos da sociedade e desenvolver uma corrente atuante para formular ações que garantam a presença da Petrobrás no Rio Grande do Norte.

Palestra

Reunidos no auditório Otto Brito de Guerra, prédio da Reitoria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), estudantes, professores, juristas, geólogos, trabalhadores petroleiros e de outras categorias profissionais, parlamentares e lideranças dos movimentos sociais e sindicais, tiveram a oportunidade de discutir o papel estratégico da Petrobrás na economia do Estado, do Brasil e da geopolítica mundial a partir da visão de uma testemunha privilegiada.

Conhecido por sua firme e intransigente postura em defesa da soberania nacional e afirmação da empresa brasileira de capital nacional, Guilherme Estrella avalia que o caráter estatal da Petrobrás garante a responsabilidade sobre o desenvolvimento nacional, emprego e a atuação em benefício da sociedade onde ela opera. “E essa campanha pela permanência em estados produtores de petróleo, como o Rio Grande do Norte, é fundamental, pois a saída impacta negativamente em toda a sociedade, no equilíbrio social e no entrosamento com a universidade brasileira”, ressaltou.

Para Estrella, “juntando todo o sistema da Petrobrás, no RN a parte terrestre, dá para você entregar energia no mercado brasileiro a preços baratos que aumente a competitividade da indústria brasileira, não só internamente, mas fazendo com que os produtos industrializados importados caiam de preço”.

Pré-sal

Ao detalhar todo o processo que levou à descoberta do petróleo em águas profundas, Guilherme Estrella ressaltou que todos os méritos são da petroleira brasileira e opina a importância do caráter público da Companhia. “Uma empresa privada não faria o que a Petrobras fez”, afirma ele.

Na visão do geólogo, a energia, referindo-se ao petróleo e gás natural, é ponto central da soberania de qualquer nação importante no mundo, como o Brasil. Dessa forma, o Estrella denunciou as tentativas de desconstrução não só da Petrobrás, mas do Brasil.

Ele se refere ao Pré-sal brasileiro como “uma das mais importantes e estratégicas riquezas da nossa pátria, absolutamente indispensável para que o Brasil, como nação soberana e detentora real de autonomia de decisão, se desenvolva social, econômica, tecnológica e politicamente”.

“Nós saímos de uma situação absolutamente dependente em 2002 para uma situação de soberania absoluta em termos de energia e de construção de uma infraestrutura energética para o desenvolvimento industrial brasileiro”, completou.

Guilherme Estrella afirma que Petrobras tem compromisso com o desenvolvimento nacional

Soberania

Ao falar sobre a atual conjuntura política vivenciada pelo país, o geólogo avaliou que o cenário implica a necessidade de se pensar estrategicamente, para não pôr em xeque a soberania nacional. “Estamos a assistir um profundo período de mudanças. É necessário que o Brasil enfrente um processo de construção firme e irreversível desta sua nova, inusitada e inalienável missão. Dentro desta perspectiva, o efetivo controle, a gestão e a operação de produção de energia no país devem estar nas mãos do Estado Nacional e de empresas genuinamente brasileiras”, ressaltou.

Estrella abordou, na ocasião, a importância da trajetória firmada a partir de 2003 na Petrobras, para tirar o país de uma posição de dependência para uma posição de país soberano. “O Brasil passa de um simples observador da cena mundial para um protagonista geopolítico mundial no século XXI”, afirmou.

“Assumimos a diretoria e ficou muito claro que a Petrobrás teria que reassumir o seu papel de condutora do setor petrolífero nacional, hegemonicamente, como era antes”, afirmou. “Mudamos de um país dependente, em 2002, para um país completamente autossuficiente, e não momentaneamente, autossuficiente para todo o século 21, em termos de combustível, com condições de ganhar autossuficiência em outras áreas.”

Na avaliação de Estrella, os extraordinários resultados empresariais da Estatal na última década, como de resto ao longo de seus mais de 60 anos, “desmascaram e põem a nu os reais objetivos desta campanha lesa-pátria em que insistem os poderosos defensores de interesses não brasileiros na tentativa de desestabilizar a Petrobras e o Brasil”.

Carreira

Guilherme Estrella entrou na Petrobrás em 1965, como geólogo de poço de petróleo na área de Exploração e Produção (E&P). Mais tarde, em 1977, quando era gerente de Exploração da Braspetro no Iraque, foi um dos responsáveis pela descoberta do gigantesco campo de Majnoon naquele país — que na época se estimava que produziria mais de 1 milhão de barris por dia. Anos depois, o Iraque foi invadido e ocupado por tropas estrangeiras por causa do campo de Majnoon.

Estrella se aposentou em 1993, mas foi convidado no primeiro ano do governo Lula, em 2003, para assumir o cargo de diretor da área de E&P, quando a Estatal começava a abraçar grandes projetos e deixar de lado a política do governo anterior, que era voltada para um esforço de redução da participação da empresa no mercado de petróleo internacional, para deixar 60% do mercado para o capital estrangeiro.

Só na Petrobrás o geólogo trabalhou por mais de 40 anos, exercendo vários cargos no Brasil e no exterior. De 2003 a 2012, foi diretor de exploração e produção da Companhia. Foi neste período que a Petrobrás e o governo federal divulgaram as informações sobre as imensas reservas brasileiras de petróleo e gás em águas profundas, o que valeu a Estrella a designação de “descobridor do pré-sal” ou “pai do pré-sal” no Brasil.

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SINDIPETRO-RN tenta evitar possível “hibernação” de sonda

Sindicato teme “hibernação” de sonda (Foto: Deivson Mendes)

Evitar uma possível “hibernação” da Sonda Convencional de perfuração SC-86 da Petrobras. Esse foi o objetivo da fiscalização realizada nesta terça-feira (12) pela diretoria do SINDIPETRO-RN em Guamaré.

A iniciativa busca combater a política de desinvestimento da Petrobras nos campos terrestres de produção, já anunciada pelo presidente da estatal, Roberto Castelo Branco, indicado no governo Bolsonaro.

Cerca de 30 trabalhadores públicos e terceirizados que atuam no maquinário da SC-86 ouviram a denúncia de encerramento das atividades da última sonda de perfuração da Petrobras no RN.

De acordo com o diretor do SINDIPETRO-RN, Pedro Idalino, a iniciativa busca alertar a classe trabalhadora e pressionar o corpo gerencial da Petrobras para manter a sonda operando no Estado e evitar substituição por sondas de empresas privadas.

Ainda segundo Pedro, esse foi o primeiro contato com os trabalhadores para medidas mais enérgicas caso o quadro não seja revertido. “Contamos com a colaboração e empenho da categoria petroleira para defender a Petrobras, os empregos e participar de uma possível greve”, destacou o dirigente.

Em 2010 a Estatal mantinha sete sondas divididas entre Sondas Convencionais (SC – 82, SC – 85, SC – 95, SC – 86, SC – 106) e Sondas Automáticas (114 e 115).

Juntas essas sondas mantinham em média 350 trabalhadores diretos e 200 indiretos nos setores de alimentação, hotelaria e transporte.

Neste período centenas de trabalhadores estavam empregados em empresas terceirizadas na operação de sondas, entre elas Empercom, Q&B, SOTEP, ETX, PERBRAS e PETROSINERGY.

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Presidente da Petrobras garante a deputado que estatal não vai deixar o RN

Presidente da Petrobras garante estatal no RN (Foto: cedida)

O deputado federal Benes Leocádio (Republicanos-RN) presidiu, na manhã desta terça-feira (8), audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, onde recebeu o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, para debater o “Porquê da Petrobras decidir não mais investir no Nordeste ”. A Benes Leocádio, o presidente da Petrobras apresentou relatório técnico e assegurou que não fechará a operação no Rio Grande do Norte, mas apenas está priorizando investimentos da estatal para exploração dos campos de pré-sal e incentivando à criação de uma nova indústria petrolífera com entrada de “novos atores”, referindo-se às companhias privadas que estão adquirindo os campos terrestres maduros potiguares leiloados.

“Deputado Benes, entendemos a sua preocupação com o Rio Grande do Norte. Mas acho que estão distorcendo a realidade. É questão de mercado. A natureza infelizmente prejudicou o Nordeste. E a Petrobras está priorizando o investimento nos campos de pré-sal, que apresentam maiores resultados. Os campos maduros serão mantidos pelas empresas que ganharam nos leilões e a Petrobras vai manter a exploração dos campos marítimos no Rio Grande do Norte”, destacou o presidente da Petrobras, negando que haverá “desmonte” da companhia no RN. “Desmonte fizeram com a Petrobras antes com a corrupção. Agora estamos construindo uma nova Petrobras”, declarou Castello Branco.

O deputado Benes Leocádio solicitou ao presidente da Petrobras atenção especial com o cenário da economia potiguar e destacou o potencial histórico do Estado na produção de barris de petróleo bem como geração de energia limpa. “Entendemos a explicação técnica dos investimentos, mas ficamos mais tranquilos em obter garantias de que a Petrobras manterá as operações de exploração no mar e vai incentivar à criação de uma nova indústria formada pelos pequenos e médios produtores privados no RN. Nós vamos fiscalizar e acompanhar com atenção este tema”, destacou Benes.

Ainda quando questionado pelo deputado Benes Leocádio, o presidente da Petrobras considerou a terceirização dos poços terrestres um “fato histórico no Brasil”.  “Estamos vendendo 183 campos que envelheceram. E incentivando uma nova indústria no Nordeste. Vamos concentrar esforço em outras áreas. E ainda bem que existem empresas que têm foco em campos maduros, com tecnologia e expertise. Agora vem a entrada de novos atores no apoio aos mercados locais no Rio Grande do Norte e Bahia. E a nós caberá concentrar no pré-sal”, concluiu Roberto Castello Branco.

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Governo vai buscar explicações da Petrobras

O Governo do RN tem reunido esforços para manter e ampliar a permanência das atividades da Petrobras no Estado, levando em consideração as graves consequências de desinvestimentos que a estatal vem sinalizando no Rio Grande do Norte, bem como para toda a região Nordeste. Por meio de ofício, encaminhado no último dia 1º, o Governo já solicitou uma nova audiência com o presidente da companhia, Roberto Castello Branco, para tratar da importância da empresa para o Estado. A governadora vai convidar representantes da bancada federal, classes trabalhadora e empresarial e entidades da sociedade civil para participarem da audiência.

Em sintonia com a posição do presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Amaro Sales, a governadora Fátima Bezerra tem encontrado nesta instituição apoio para continuar destacando a relevância da Petrobras para a economia do RN e a geração de empregos pela empresa. “A saída da Petrobras implica na queda brusca do PIB estadual e na economia do Estado como um todo, além do importante desenvolvimento social que a empresa promove. Mais de 90 municípios do RN recebem a distribuição dos royalties e a Petrobras é responsável pela manutenção de toda uma cadeia direta de empregos. Saúdo a FIERN em unir os esforços e convocar a sociedade para esta luta”, destacou Fátima.

A atuação da Petrobras tem sido pauta frequente da agenda da governadora e do Consórcio Nordeste. Na última assembleia do Consórcio, realizada dia 16 de agosto, em Natal, por exemplo, o tema foi o primeiro ponto da carta emitida ao final do evento. Os royalties gerados pela Petrobras são essenciais ao Governo do Estado e aos mais de 90 municípios que juntos recebem aproximadamente R$ 250 milhões, além dos cerca de 10 mil empregos formais gerados pela cadeia do petróleo e gás.

Presidente da Petrobras tinha dado garantia de permanência em maio

 

Em maio, a chefe do Executivo Estadual se reuniu com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, na sede da empresa no Rio de Janeiro. Na ocasião, o dirigente pontuou as situações que poderiam ocorrer, como a venda de poços e campos de exploração, mas deixou claro que a Petrobras não sairia do RN. Fátima Bezerra recebeu a garantia de que a estatal permaneceria no estado e que, além disso, o RN receberia o montante de US$ 668 milhões em 2019, sendo US$ 198 milhões apenas em investimentos. O número é quatro vezes maior do que o investido pela Petrobras no RN no último ano.

Já no fim de setembro, durante período de instalação da sede do Governo do RN em Mossoró, a governadora se reuniu com empresários do setor de petróleo e gás que integram a RedePetro RN, organização sem fins lucrativos voltada para a promoção e integração de empresas do setor. Durante a reunião, ela reforçou o compromisso do Governo do RN para a permanência da Petrobras no estado, os esforços em busca de mais investimentos e celeridade aos processos de licenciamento, junto aos novos investidores. A preocupação da governadora com relação aos investimentos da Petrobras no RN foi corroborada pelos empresários presentes na ocasião. Mossoró é referência brasileira na modalidade de exploração de petróleo em terra (onshore).

Quanto aos investimentos de iniciativas privadas, o Estado cumpre seu papel garantindo segurança jurídica e agilidade nos licenciamentos, inclusive expedindo em tempo recorde a exemplo da licença para a Petrorecôncavo.

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Deputado cobra explicações sobre encerramento das atividades da Petrobras no RN

Motta cobra explicações a Petrobras (Foto: Sérgio Francês/PSB na Câmara)

O deputado Rafael Motta protocolou nesta quarta-feira, 02, um pedido de informações ao Ministério de Minas e Energia sobre o encerramento das atividades da Petrobras no Rio Grande do Norte. Na última segunda-feira, a empresa anunciou a venda dos campos terrestres de Ponta do Mel e Redonda para a Central Ressources do Brasil, a terceira rodada de desinvestimento no estado em menos de um ano.

“Queremos entender quais os fundamentos técnicos para essa decisão e os impactos que isso terá no nosso estado. A empresa tem um número grande de funcionários e muitos municípios recebem royalties. Precisamos entender exatamente o impacto das vendas na economia do Rio Grande do Norte”, justifica o parlamentar.

Segundo a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), as atividades da Petrobras no estado geram atualmente cerca de 10 mil empregos formais nas áreas de extração de petróleo e gás natural, atividades de apoio, fabricação de produtos de refino, peças e acessórios, atividades de manutenção e reparo de máquinas e equipamentos.

Mais de 90 municípios potiguares recebem royalties estimados em R$ 250 milhões e a atividade da empresa representou 45% do PIB das indústrias de extração e transformação do Rio Grande do Norte, o equivalente a R$ 7,7 bilhões.

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