É hora de identificar quem faz pilhagens ao erário através de doações de casas, espaços comerciais e terrenos em Mossoró

Hoje na redação da TCM assisti uma reprise da sessão da Câmara Municipal de Mossoró do último dia 9. No debate se discutia algo além do preguiçoso debate nas redes sociais: a pilantragem de alguns que se beneficiam de oportunidades dadas pelo poder público.

Com defeitos e virtudes, são os vereadores que circulam a cidade e ouvem o povo de perto mais até mesmo que um jornalista por mais conhecido e popular que ele seja. O debate trouxe outros elementos além da tradicional acusação de que quem recebe terrenos casas sempre vende. A prática também acontece nos estratos mais abastados da sociedade sem gerar qualquer indignação.

Além dos que se aproveitam das casas populares, a presidente da Câmara Municipal Izabel Montenegro (MDB) levantou a questão dos terrenos doados pelo município em troca de investimentos que nunca saem do campo das promessas. O vereador Raério Araújo (PRB) citou casos de pessoas que recebem boxes nos mercados da cidade para botarem pequenos negócios, mas terminam vendendo ou alugando. Faltou citar exemplos de casos concretos para ser perfeito.

Os três tipos de casos precisam de rigorosa fiscalização do poder público do contrário é apenas conivência.

Não podemos generalizar os empresários e pequenos comerciantes da mesma forma que não devemos fazer o mesmo com miseráveis que mal tem o que comer. Curiosamente só o último tema é alvo de relatos carentes de consistência (muito embora eu creia que isso acontece): o dos que se aproveitam de casas populares. A nossa velha mania de criminalizar a pobreza.

Precisamos discutir esse assunto com provas. Falar de ouvir dizer em redes sociais, meios de comunicação ou plenário da Câmara Municipal é leviandade. Isso vale para o leitor do Facebook, para os vereadores e até mesmo para mim.

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