A tradição do “Partido do Presidente da Assembleia”

PSDB é a bola da vez com a força do presidente da Assembleia Legislativa
PSDB é a bola da vez com a força do presidente da Assembleia Legislativa

Na Assembleia Legislativa existe uma tradição que vem se mantendo desde a redemocratização dos anos 1980: a força do “Partido do Presidente da Assembleia”.

É sempre assim: os deputados escolhem um nome para comandar a mesa diretora e ele monta um grupo político capaz de um influenciar nos pleitos estaduais.

A primeira experiência foi com o antigo PL (atual PR), partido do então presidente Vivaldo Costa (1989/91). A legenda deu muito trabalho ao então governador Geraldo Melo em votações na casa. Vivaldo acabou sendo o vice-governador da chapa vitoriosa de José Agripino em 1990.

O PL seguiu forte nos quatro anos da gestão de José Agripino assim o então presidente da Assembleia Legislativa Raimundo Fernandes foi candidato ao Senado em 1994, amargando o quarto lugar.

Já em 2001, Álvaro Dias deixou o PMDB e assumiu o PDT sem reforçar a agremiação como outros presidentes da Assembleia Legislativa. Nos oitos do Governo Garibaldi Filho o partido mais forte na casa era o PPB (atual PP) do vice-governador Fernando Freire que hoje cumpre pena por corrupção.

Mas a força da cadeira de presidente da Assembleia Legislativa alçou Álvaro Dias a condição de deputado federal e hoje ele acaba de assumir a Prefeitura de Natal.

Entre 2003 e 2010, o atual governador Robinson Faria comandou a casa. Fez do minúsculo PMN o maior partido do parlamento independente do resultado das eleições. Quando não elegia membros, cooptava os que foram aprovados nas urnas. Com a força do cargo ele fez de Fábio Faria deputado federal pela primeira vez em 2006 e foi eleito vice-governador em 2010.

Na era Ricardo Motta (2011/2015), o PROS foi a bola da vez. A legenda cresceu na mesma velocidade que se esvaziou após as eleições de 2014. Ricardo foi reeleito com 80.249 votos, a maior votação da história de um deputado estadual potiguar. Ele ainda elegeu o filho, Rafael Motta, vereador em 2012 e deputado federal dois anos depois.

Agora é a vez do PSDB de Ezequiel Ferreira de Souza fazer força via presidência da Assembleia. Hoje são oito deputados estaduais. A legenda se arvora de ser a segunda maior do Rio Grande do Norte e quer indicar um nome para o Senado em uma das chapas do campo conservador.

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Fafá Rosado pode ir para o PSDB

Fafá

Sem clima no PMDB mossoroense a ex-prefeita Fafá Rosado deve tomar um novo rumo partidário em 2017. O destino mais provável é o PSDB. O interesse foi manifestado pelo presidente do diretório municipal do partido Tião Couto.

No final de semana ela esteve na casa do tucano em Tibau para uma visita de cortesia. Também estava na casa o ex-deputado federal João Maia (PR) e o empresário Marcelo Alecrim, nome cotado para disputar o Governo ou Senado em 2018.

Segundo Tião, o convite será oficialmente formulado. “Convidar eu vou, mais a decisão vai ser deles. Eu como presidente gostaria muito. Precisamos de quadros bons”, explicou o líder tucano.

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Ida de Larissa para o PMDB é uma travessia com tormentas

larissadefato

Uma travessia atrapalhada por muitas tormentas. É assim que podemos definir a possibilidade da deputada estadual Larissa Rosado (PSB) ir para o PMDB.

Em janeiro, o nome dela foi dado como certo na nau peemedebista. Mas a viagem foi adiada. Hoje o assunto veio à tona após postagem da jornalista Carol Ribeiro (ver AQUI).

Conversei com Larissa e ela disse que está dialogando. Questionei a presidente do PMDB mossoroense, Izabel Montenegro, que me respondeu com uma pergunta: “ela confirmou?”.

O fato é que a travessia de Larissa rumo ao PMDB (ainda que excluindo a vereadora Sandra Rosado e o secretário Lairinho Rosado) é recheada de senões.

Não é tão simples a peemedebista desembarcar no PMDB. A travessia de volta para casa (ela começou a vida política no PMDB em 2002) conta com muitas tormentas.

Por enquanto espera-se a passagem da tempestade para escolher o momento certo para o desembarque, assim me contou um marujo com trânsito livre nos mares que separam Larissa do PMDB.

Foto: De Fato

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