Estudo mostra que homens do RN são os brasileiros que menos colaboram nas atividades domésticas

O Rio Grande do Norte tem a maior diferença do Brasil na realização de tarefas do lar entre homens e mulheres: 88,4% das mulheres cuidam da casa, mas apenas 62,2% dos homens ajudam nessa atividade, uma diferença de 26,2 pontos percentuais.

Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) realizada pelo IBGE.

Em números absolutos, 841 mil homens e 1,3 milhão de mulheres potiguares dedicam-se às atividades do seu próprio lar ou de parente. No Brasil, também ocorre o desequilíbrio entre homens (78,6%) e mulheres (92,6%), mas em proporção menor.

Os homens norte-rio-grandenses só superam as mulheres quando o assunto é “fazer pequenos reparos ou manutenção do domicílio, automóvel e outros equipamentos” e “cuidar de animais domésticos”. As demais tarefas, como “preparar ou servir alimentos” e “cuidar da limpeza de roupas e sapatos”, são atribuições majoritariamente femininas no estado.

Tarefas em horas

Mesmo quando se compara homens e mulheres com emprego formal ou trabalho informal, o gasto de tempo feminino com tarefas domésticas é o dobro do masculino no Rio Grande do Norte. São nove horas trabalhadas por eles, enquanto elas dedicam dezoito horas semanais aos afazeres de casa.

 

Compartilhe:

IBGE aponta que RN tem a maior proporção de cuidadores de Idosos no país

No Rio Grande do Norte, 15,2% do total de pessoas que cuidam de alguém em casa dedicam-se a idosos. Essa é a maior proporção de todo o Brasil. O dado é do suplemento Outras Formas de Trabalho 2019, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgado pelo IBGE.

O percentual de pessoas que cuidam de idosos no total de pessoas que exercem cuidados é maior nas regiões Nordeste e Norte: Maranhão (12,3%), Rio de Janeiro (12,3%), Ceará (11,9%), Paraíba (11,7%), Tocantins (11,5%), Amazonas (11,4%), Piauí (11,3%) e Bahia (11,3%).

Divulgado anualmente desde 2017, o suplemento Outras Formas de Trabalho apresenta informações sobre os afazeres domésticos na própria casa ou na casa de parentes; o cuidado de pessoas; produção de alimentos para o consumo próprio; e trabalho voluntário.

Homens

De todo o Brasil, os homens potiguares são os que menos cuidam de outras pessoas (crianças, idosos, doentes e pessoas com deficiência) no seu próprio domicílio ou no de parentes: somente 22%. A população masculina do Piauí (31%) é a que mais cuida de seus familiares. Em média, 26% dos homens brasileiros têm esse hábito.

Compartilhe:

IBGE faz pesquisa por telefone para averiguar realidade econômica do RN

O IBGE passou a realizar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, por telefone, para evitar a disseminação da covid-19 na coleta de casa em casa. Com o objetivo de oferecer mais segurança às famílias pesquisadas, o Instituto enviará, a partir de hoje (22), cartas com o nome do entrevistador(a), o número de telefone de contato e mensagem explicativa ao(a) morador(a) responsável pela residência selecionada.

Presente em 94 municípios potiguares, a PNAD Contínua é o principal termômetro do trabalho formal e informal no Brasil. Além disso, o questionário envolve aspectos como renda, condições de moradia e educação.

A carta comunicará também como o morador(a) poderá marcar dia e horário da entrevista. Mesmo se o morador(a) não fizer o agendamento, ele(a) receberá a ligação do entrevistador(a), inclusive nos fins de semana e feriados.

Pesquisadores do IBGE fazem contatos por telefone (Foto: cedida)

Ainda assim, “se o morador se recusar a responder, outras pessoas, que não o entrevistador, ligarão para saber o porquê da recusa e perguntar sobre a abordagem”, explicou Pablo Carlos, coordenador estadual da PNAD Contínua no RN.

Em março, quando houve a suspensão da coleta presencial, mais pessoas se recusaram a responder à pesquisa e outras barreiras à coleta de informações (ligação telefônica não completada por exemplo) aumentaram. Se a situação permanecer inalterada, os resultados da pesquisa podem ser prejudicados. O novo modelo de abordagem visa dar segurança aos entrevistados e reduzir a recusa por medo de fornecer informação.

Pesquisas econômicas

Embora as pesquisas econômicas do IBGE sejam feitas há anos por telefone, a pandemia de covid-19 têm dificultado esse grupo. As demissões e as mudanças para o regime de teletrabalho são alguns dos possíveis motivos da pouca atenção das empresas à coleta.

A Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), Pesquisa Mensal dos Serviços (PMS) e Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), por exemplo, dependem do fornecimento de informações para traçar um panorama da economia do Rio Grande do Norte e do Brasil, sobretudo depois dos impactos da covid-19.

Importância

As pesquisas do IBGE são uns dos mais importantes instrumentos para guiar as políticas públicas no Brasil. São elas que mostram os 635 mil trabalhadores informais no mercado potiguar, a taxa de desocupação de 12,3% no último trimestre de 2019 e o crescimento de 4,6% no volume dos serviços do RN em fevereiro de 2020 frente a fevereiro de 2019.

Vale lembrar que por força de lei (5.534/68), toda pessoa física e jurídica deve prestar informações ao IBGE se solicitadas. Também por garantia legal, as informações individualizadas permanecem sob sigilo.

Covid-19: ações do IBGE

O IBGE reuniu iniciativas contra a covid-19 no site covid19.ibge.gov.br. Nele é possível encontrar um mapa interativo com os casos de covid19, resultados preliminares do deslocamento da população em busca de serviços de saúde (Regic 2018) e registros de óbitos de 2019. Em breve, haverá um espaço destinado à PNAD-COVID, que monitorará a doença no Brasil.

Como saber se uma ligação é do IBGE?

– Verificar se o número do telefone que fez a ligação pertence a entrevistador do IBGE e sua identidade por meio da central de atendimento 0800 e site do IBGE.

– Acessar o site www.respondendo.ibge.gov.br e inserir dados do entrevistador(a), como o nome completo, na área de busca.

– Ligar para o 0800 721 8181 e checar se quem está ligando para você realmente trabalha no IBGE. Horário de funcionamento: 2ª a 6ª feira – das 8h às 18h. Sábados, domingos e feriados – das 10h às 14h.

Compartilhe:

RN é o quarto Estado com maior quantidade de sindicalizados no país

Resultado de imagem para sindicatos"

O Rio Grande do Norte tem o quarto maior percentual de trabalhadores sindicalizados do Brasil, 15,5%, 204 mil pessoas ocupadas estavam associadas a sindicatos, em 2018, de um total de 1,3 milhão. Esse é um dos resultados da “Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua: Características Adicionais do Mercado de Trabalho” divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre as unidades da federação, o Piauí lidera com 23,2% de pessoas ocupadas associadas a sindicatos. Em seguida, o Maranhão com 18,2% de sindicalização. O Rio Grande do Sul tem o terceiro maior percentual, 15,8%.

O Rio Grande do Norte foi a única unidade da federação onde não houve variação percentual de trabalhadores sindicalizados entre 2017 e 2018. A média de sindicalização no Nordeste passou de 15% para 14% entre 2017 e 2018.

No Brasil, houve uma redução de 1,9% de trabalhadores associados a sindicatos. Em 2017, os sindicalizados eram 14,4% dos ocupados. Em 2018, esse percentual baixou para 12,5%, o menor da série histórica iniciada em 2012.

 

No RN, cresce o número de pessoas associadas a cooperativas

Depois de atingir menor resultado na série histórica em 2017, o número de pessoas ocupadas como empregadoras ou por conta própria que estavam ligadas a cooperativas cresceu no Rio Grande do Norte, passou de 10 mil para 20 mil em 2018. O estado teve o terceiro maior crescimento em pontos percentuais do Brasil, 2,7%. No total, o percentual aumentou para 5,2% em 2018. Em 2017, era 2,5%.

Somente Roraima (3,7%) e Rondônia (3%) tiveram um crescimento em pontos percentuais maior que o Rio Grande do Norte.

 

Nordeste tem maior proporção de pessoas trabalhando em domicílio

O percentual de pessoas trabalhando no domicílio de residência cresceu em todas as regiões de 2017 para 2018. No Brasil, 5,2% das pessoas ocupadas trabalhavam em casa em 2018.

A região Nordeste possui 6,3% das pessoas ocupadas trabalhando em suas casas. Entre as grandes regiões do Brasil, esse é o maior percentual. Isso equivale a 1,04 milhão de pessoas ocupadas. Nas demais regiões, os percentuais de pessoas ocupadas no próprio domicílio são: Norte (5,7%); Sudeste (5,3%), Centrooeste (5,1%) e Sul (3,1%).

No Rio Grande do Norte, 73 mil pessoas trabalhavam no domicílio de residência em 2018, 7,4% das pessoas ocupadas no estado.

Com informações do IBGE.

Compartilhe: