RN tem 859 policiais militares fora das ruas

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O Blog do Barreto teve acesso a planilhas da Polícia Militar que mostram uma situação preocupante: são 859 policiais militares à disposição de órgãos públicos ou em licença especial.

Só à disposição da Governadoria são 113 homens. Ao Tribunal de Justiça outros 99. Em licença especial são mais 146.

O Rio Grande do Norte tem 7.482 Policiais Militares. São 11,48% trabalhando em outros órgãos que poderiam muito bem ter segurança particular própria como o judiciário, por exemplo. Isso sem contar os que exercem funções administrativas nos batalhões.

Vale lembrar que quando Robinson Faria (PSD) assumiu o Governo 22% dos PMs estavam fora das ruas. O percentual foi reduzido, mas segue alto segundo a fonte do Blog que repassou as planilhas.

O Governo do Estado tentou realizar um concurso para diminuir esse déficit, mas o certame está suspenso pela Justiça para realizar correções no edital.

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São três mortes a cada quatro dias em Mossoró. Aonde vamos parar?

Capa histórica de O Mossoroense registra uma cidade chocada com a violência
Capa histórica de O Mossoroense registra uma cidade chocada com a violência

São 102 mortes em 135 dias em Mossoró. Isso faz da nossa cidade uma das mais violentas do país com uma média de três mortes a cada quatro dias. É um dado assustador.

Lembro que em 7 de junho de 2011 o Jornal O Mossoroense publicou a chocante capa com as cruzes das 100 primeiras vítimas daquele ano. Depois disso, se tornou natural a centésima vítima de homicídio no mês de maio. Em 2016 o centésimo homicídio foi em 16 de maio, ano passado foi no dia 17, esse ano no dia 14. Daqui a pouco teremos 100 “mortes matadas” em abril ou em março e vamos achar a coisa mais natural do mundo. O negócio banalizou a ponto de ninguém se importar muito a não ser quando envolve alguém próximo.

A centésima morte foi a do jovem engenheiro Everton Pinto Tomaz, de 28 anos, talvez seja a mais emblemática desta lista pela comoção que está gerando pelas circunstâncias que aconteceu. Esse crime mostra o quanto a morte está na nossa porta.  Todos os dias saímos de casa sem saber se voltamos vivos.

O poder público tenta passar uma imagem de que tudo vai bem. O governador Robinson Faria (PSD) acha que não tem nada com isso. A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) até hoje não apresentou alternativas as BICs fechadas.

No campo do debate político não saímos do lugar num debate em que a direita simplifica as soluções argumentando que basta armar todo mundo. A esquerda apresenta soluções que não convencem o povo, teorias e mais teorias. Entremos num oito onde os bandidos de fora fazem a festa atirando e roubando sem serem incomodados como deveriam.

Mossoró tem iluminação pública deficiente, educação excludente, falta de investimentos sociais, desemprego, habitações precárias, falta de estrutura para investigações policiais, efetivo reduzido da Polícia Militar, etc…

A lista do que contribui para a violência é interminável.

O povo não tem iniciativa para cobrar, o máximo que vemos é algum chilique nas redes sociais e os políticos fingem que não tem nada com isso. A imprensa fica presa ao declaratório sem provocar reflexão nem instigar o debate, salvo raras exceções.

A nossa sociedade tem um pacto de comodismo com o “mundo cão”.

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Assembleia tem média de 86 servidores para cada deputado enquanto a PM tem um policial para cada 378 potiguares

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Circula nas redes sociais uma planilha com dados sobre a quantidade de servidores da Assembleia Legislativa e seus respectivos salários. O Blog do Barreto cruzou os dados com o Portal da Transparência do legislativo estadual e confirmou a veracidade dos valores pagos no mês de novembro.

Mas foi mais além: os 2.086 servidores lotados na Assembleia Legislativa. É uma média arredondada de 86 para cada um dos 24 deputados estaduais.

Num comparativo com a Polícia Militar os dados se tornam ainda mais absurdos. Segundo estudo da Revista Exame publicado em agosto deste ano, existe um policial para cada 378 habitantes do Estado. O comparativo se justifica pela caótica segurança e serve apenas para ilustrar a distorção de como é aplicado o dinheiro público no Estado.

Outro dado que impressiona é que a Assembleia Legislativa tem apenas 384 (18,40%) servidores efetivos diante de uma avalanche de 1.702 (81,60%) comissionados. O número de efetivos garantiria uma média de 16 servidores por parlamentar. Seria mais do que suficiente para garantir o funcionamento da casa.

Vale lembrar que a casa é alvo de uma série de investigações sobre suspeitas de contratações de servidores fantasmas, inclusive, envolvendo o governador Robinson Faria (PSD). O deputado estadual Ricardo Motta (PSB) chegou a ser afastado também.

A média salarial de um servidor da Assembleia Legislativa é de R$ 4.756,50. Se o cálculo levar em conta apenas os comissionados sobe para R$ 5.575,09. Já a média de um soldado da Polícia Militar no Rio Grande do Norte é de R$ 2.700.

A folha da Assembleia Legislativa custou em novembro R$ 9.488.799,71 para atender 24 deputados. A da Polícia Militar foi 45.724.512,49 para atender 3,5 milhões de potiguares.

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