TRE indefere candidatura ao Senado

A primeira candidatura majoritária foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) indeferiu a candidatura ao Senado do ex-prefeito de Canguaretama Jurandir Marinho (PRTB).

Ele foi enquadrado pela Lei da Ficha Limpa por ser condenado por irregularidades cometidas quando prefeito ao celebrar convênio coma Funasa para construir 400 unidades sanitárias em Canguaretama. Ele entrou na lista dos fichas sujas do Tribunal de Contas da União (TCU). “Foram feitas todas, mas estava acontecendo a duplicação da BR 101 e foram feitos 70 banheiros as margens da BR em uma favela na beira da pista que foram derrubados pelo DNIT. Aí ficaram faltando 70 banheiros e o TCU mandou fazer a diligência pelos técnicos da Funasa que demoraram a fazer”, frisou.

“Eu procurei a Funasa pra fazer a fiscalização e ela foi fazer e queria confirmar in loco os beneficiários, a Funasa confirmou, pegou uma declaração de cada beneficiário, e me deu o ok. Neste interstício o TCU com a demora da Funasa pzara entregar o relatório que foram derrubados, e feito de urgência 70 casas para passar a duplicação da 101, entende, é questão ganha”, explicou.

Jurandir disse ainda que vai recorrer da decisão. “O cidadão só não pode ser candidato se tiver sentença julgadas em 2 estância por um colegiado de desembargadores e eu não tenho nem em primeira intância, entende?”, acrescentou.

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Candidato ao Governo tem candidatura contestada pelo MP Eleitoral

O candidato Heronildes Bezerra, o Bispo Heró (PRTB), teve a candidatura ao Governo do Estado contestada pelo Ministério Público Eleitoral.

Ele está enquadrado na Lei da Ficha Limpa por irregularidades na gestão partidária do antigo Prona (que se fundiu com o PL dando origem ao PR) em Mossoró.

Heronildes já fora barrado pela mesma lei nas eleições de 2016 quando tentou ser candidato a vereador em Natal.

O vice de Bispo Heró, o ex-prefeito de Canguaretama Jurandir Marinho, também foi impugnado por ter duas condenações por irregularidades na administração daquele município.

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Desprezo de Manoel Bezerra pelas vaias é fruto da forma como vereadores conquistam votos

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“Com vaia ou sem vaia, eu sou eleito”. A frase foi dita no meio de uma discussão acalorada em que o sempre sereno vereador Manoel Bezerra (PRTB) perdeu as estribeiras. Não é para menos: ele estava sendo a vidraça que recebia as pedras sonoras das galerias após querer jogar na lata do lixo a Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar os contratos de limpeza urbana da Prefeitura de Mossoró.

As vaias converteram em cacos os nervos de Manoel Bezerra que reagiu desprezando quem o critica e, porque não, o despreza também pela sua origem humilde.

Acossado entre a opinião pública preguiçosa de Mossoró e os interesses palacianos, Manoel Bezerra não pensou duas vezes em agir para varrer para debaixo do tapete da história mossoroense a CEI do Lixo. O trabalho só não se consumou porque a sessão foi encerrada devido ao tumulto.

Manoel Bezerra tem razão quando diz não precisar dos aplausos das galerias para seguir na política. A vaia é digna de seu desprezo pelo interesse público. A cidadania seletiva e preguiçosa de Mossoró explica porque temos uma cidade que perde tantas oportunidades. O sal não elevou a cidade a algo maior porque a abundância é prima da indolência, o petróleo cada vez mais escasso gerou praças em vez de desenvolvimento e o que Manoel tem com isso? Tudo. Ele não precisa do eleitorado esclarecido para se manter vereador. Quanto menos desenvolvida uma cidade menos qualificada a Câmara Municipal porque o nível de exigência do eleitor é mínimo. Basta algum assistencialismo que não inclui socialmente para as migalhas se converterem em votos.

Manoel não precisa de aplauso, repito. Ele precisa de Prefeitura. É alinhado ao inquilino temporário do Palácio da Resistência. É o poder governista que lhe permite conseguir a ambulância para o doente, converte em facilidades as dificuldades que os desfavorecidos encontram no serviço público ou consegue o calçamento da rua abandonada. Para quê reconhecimento da opinião pública se a conta de luz do mais pobre ele paga no final do mês?

Para Manoel Bezerra a vaia não importa. Os votos estão garantidos em 2020 porque o eleitorado é fiel e grato. Manoel tem o voto de gratidão. O voto de opinião é motivo de desprezo porque ele nunca terá. Nem faz questão de ter.

Manoel Bezerra é o personagem deste texto, mas isso vale para pelo menos dois terços das 21 cadeiras da Câmara Municipal. A cidadania preguiçosa manda para casa os vereadores mais atuantes porque apresentar bons projetos, fazer discursos eloquentes, propor debates sobre temas relevantes ou fiscalizar o executivo não tem a menor importância diante da gratidão de quem tem a conta de luz paga todo mês pelo vereador ou tem nele o caminho para dar um “jeitinho” convertendo em facilidades as dificuldades impostas pela burocracia nossa de cada dia.

Assim se formam os cercadinhos de votos que conferem mandatos e sufoca a opinião pública ainda que preguiçosa em nossa cidade.

A conquista de um mandato não depende da opinião e a opinião não tem peso num contexto de cidadania preguiçosa e seletiva como a nossa.

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