Intervenção no PT potiguar é descartada e complica situação do PSB

O PSB de Motta pai e Motta filho segue sem alianças firmadas no Rio Grande do Norte. A esperança era uma parceria com o PT que encaixaria o partido na coligação encabeçada por Fátima Bezerra.

O problema é que Rafael Motta tornaria mais complicado o caminho de Fernando Mineiro (PT) para a Câmara dos Deputados e Ricardo Motta atrapalharia as estimativas do PT e aliados para a Assembleia Legislativa.

Só uma intervenção nacional do PT no Rio Grande do Norte forçando a aliança como está em curso no Estado de Pernambuco. Essa esperança, por ora, está morta e enterrada com poucas chances de ressurreição.

A resolução do PT nacional publicada não envolve o Rio Grande do Norte. A recomendação informal foi para uma aliança com o PSB caso fosse conveniente. Como não foi interessante para o petismo pelos motivos citados acima, os Mottas precisam de um novo rumo político.

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PSB tem três caminhos e a situação mais complicada no RN

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O PSB tem um bom tempo de TV e somente isso a oferecer a eventuais aliados. De resto, a agremiação é um peso político.

Do ponto de vista moral, o deputado estadual Ricardo Motta está enrolado com a Operação Candeeiro a ponto de ficar proibido de pôr os pés na Assembleia Legislativa por seis meses. Em relação a questão eleitoral o PSB acrescenta quase nada. Mais se beneficia que contribui atrapalhando quem já está acomodado nas coligações.

O partido tem três caminhos:

  • Aliar-se ao PT. No entanto, a base petista resiste a aliança sob o argumento que o deputado federal Rafale Motta (PSB) apoiou o impeachment de Dilma Rousseff. Líderes petistas consultados pelo Blog informam que só uma improvável intervenção nacional formalizaria a aliança;
  • Fechar com Robinson Faria. Este é considerado o caminho mais viável e menos complicado para as reeleições de Rafael e Ricardo. O acordo está em discussão. Há menos resistência nesse grupo que no PT.
  • Apoiar Carlos Eduardo Alves. O problema reside na falta de esteiras nos partidos comandados pelas famílias tradicionais do Estado.

O PSB tem três caminhos e na teoria nenhum é favorável ao partido que está muito enfraquecido.

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PSB do RN defende apoio ao PT na disputa presidencial

O PSB ainda não definiu aliança para presidente. O processo está em discussão. Mas os representantes do Rio Grande do Norte na executiva do partido já definiram que defendem apoio ao ex-presidente Lula ou a qualquer nome indicado pelo petismo.

Essa posição do PSB potiguar foi comunicada ao PT nos contatos que as duas agremiações estão mantendo.

É um indício claro que os dois partidos podem se entender no Rio Grande do Norte. Mas o PSB também discute alianças com outros grupos políticos.

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Solidariedade para Fábio Dantas

FABIO DANTAS

Quando o vice-governador Fábio Dantas (PSB) botou na cabeça que do nada seria governador contando com o apoio do PSDB muita gente embarcou na onda. Outros, mais matreiros, fingiram embarcar pulando da barca na hora certa.

Fábio ficou só e colocou a reeleição da esposa Cristiane Dantas em risco. Pelo menos ele não foi totalmente tolo nessa história. Colocou ela no pequeno PPL, o suficiente para ser encaixada em uma coligação em que tenha chances de êxito.

Nada mais simbólico do que Fábio sair do isolamento aliando-se a um partido que se chama Solidariedade. Essa aliança “solidária” pode salvar o mandato de Cristiane.

Para Fábio fica a lição.

 

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PSB e PT estão próximos de um entendimento no RN

O PT e o PSB estão cada vez mais perto de fechar uma aliança no Rio Grande do Norte. As conversas avançaram nos últimos dias. O entendimento passa pela chapa proporcional e majoritária.

O PSB chegaria sem impor nomes na majoritária deixando o espaço aberto para o PT indicar o segundo nome ao Senado.

A prioridade está nas reeleições de Rafael Motta e o pai dele, Ricardo Motta.

O assunto só não está prego batido e ponta virada por causa de uma ala do PT que resiste.

A previsão de fontes dos partidos consultadas pelo Blog do Barreto é de que o martelo seja fechado até sexta-feira.

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Uma candidatura retirada sem necessidade de anúncio

Fábio Dantas tem sonho antigo de chegar ao TCE (Foto: José Aldenir / Agora Imagens)
 (Foto: José Aldenir / Agora Imagens)

Quem apostou na candidatura de Fábio Dantas (PSB) ao Governo do Estado se deu mal. Ele mesmo é o maior prejudicado com a estratégia de romper com Robinson Faria (PSD) se convertendo em um vice-governador dissidente.

Fábio foi para o PSB com a garantia de ter um palanque para ser candidato ao Governo com a estrutura do PSDB. O tucanato potiguar preferiu ficar com Robinson deixando o neossocialista isolado.

Durante todo o período Fábio deu traço nas pesquisas. De repente ele sumiu da mídia.

A candidatura de Fábio nasceu para ser retirada e só ele não sabia disso.

Nem precisou de anúncio formal.

O PSB busca desesperadamente um lugar para salvar os mandatos de Rafael Motta e Ricardo Motta na proporcional.

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Chapa proporcional vira “nó” para principais candidatos ao Governo

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Os pré-candidatos ao Governo do Estado e ao Senado Federal estão também preocupados com as chapas proporcionais que serão decisivas para atraírem as melhores alianças majoritárias. O famoso quociente eleitoral é o fator decisivo para cada deputado, seja estadual ou federal. Uma coligação ou partido terá que ter cerca de 70 mil votos para eleger a primeira vaga na Assembleia Legislativa. Já para a deputado federal o cálculo é estimado em 200 mil votos para cada uma das oito vagas em questão.

Lembrando que esse ano tem um fator novo. As sobras eleitorais beneficiarão partidos que não atingiram o quociente eleitoral. A medida, neste caso, beneficia pequenos partidos.

Somando a votação de todos os candidatos por coligação, aí gera quanto cada aliança fará para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados. A Justiça Eleitoral não considera eleito para deputado, quem tem mais votos, mas sim a soma dos votos de todos os candidatos por coligação. Em 2014, por exemplo, Vivaldo Costa, Larissa Rosado, Adan Eridan, Major Fernandes, Bispo Francisco de Assis, Amazan e Leonardo Nogueira tiveram mais votos que os deputados Souza Neto (PHS) e Carlos Augusto Maia (PCdoB), que conseguiram pouco mais de 20 mil votos em alianças menores.

A “chapa fechada” Carlos Eduardo (Governo), Garibaldi Filho e José Agripino (Senado) estão enfrentando problemas na questão das nominatas do PDT, MDB e DEM. É que baseados em pesquisas e comparando o resultado de 2014, só tem medalhões para concorrer a Assembleia Legislativa: Hermano Morais, Adjuto Dias e Nelter Queiroz pelo MDB, além do deputado Getúlio Rego no DEM, que almejam mais de 50 mil votos. Álvaro Dias foi o menos votado do MDB com 34 mil votos, mas quando assumiu a Prefeitura do Natal em abril decidiu lançar o filho, Adjuto Dias, que tem perspectiva, graças a máquina pública municipal, para sair somente da capital com 20 mil votos, segundo analistas eleitorais. O PDT de Carlos Eduardo só tem a vereadora Nina Souza como postulante a Assembleia Legislativa.

O PSB do vice-governador Fábio Dantas só tem o deputado Ricardo Motta e analisa lançar a ex-prefeita de Mossoró, Fafá Rosado. Alguns nomes menores foram incentivados como o jovem empresário Artur Maynard, de Caicó e o vereador Franklin Capistrano em Natal, mas juntos não conseguem 20 mil votos em todo Estado. Existe a possibilidade de lançar Fábio Dantas a estadual e tentar emplacar a deputada Cristiane Dantas do PPL como vice-governadora na chapa de Fátima Bezerra, do PT. Falta só convencer o PT aceitar uma aliança do PSB de Ricardo Motta, com o PHS de Souza Neto e o PCdoB de Carlos Augusto Maia.

O PT da senadora Fátima Bezerra tem nominata própria, mas não aceita aliança com o PHS do deputado Souza Neto e talvez faça com o PCdoB do deputado Carlos Augusto Maia. Os nomes do ex-prefeito de Parelhas, Francisco Medeiros, da vereadora Isolda Dantas (Mossoró), do vereador de São Gonçalo, Eraldo Paiva, da jovem Mada Maia, filha da deputada federal Zenaide Maia, além do vereador de São Paulo do Potengi, João Cabral, entre outros estão sendo mobilizados em cada região do Estado.

Já o PSD do governador Robinson Faria, tem uma chapa reforçada na proporcional. Os deputados Galeno Torquato, que atua no Alto Oeste, Vivaldo Costa no Seridó, Dison Lisboa no Agreste Potiguar e  Jacó Jácome em Natal e no segmento evangélico são postulantes à reeleição. Ederlinda Dias que parte com o apoio do prefeito de Macaíba, Fernando Cunha, e os ex-prefeitos Ivan Júnior (Assu) e Wellinson Ribeiro (Canguaretama), além de Raimundo Costa, ex-secretário estadual de Assuntos Fundiários e Reforma Agrária, também serão postulantes.

O PSB de Fábio Dantas, o PDT de Carlos Eduardo e o PSD de Robinson Faria devem ter a melhor chapa proporcional para desembarcar o PSDB que tem nove deputados, o PR de João Maia e o PP de Rosalba Ciarlini, que prioriza a reeleição do deputado federal Beto Rosado e a candidatura do publicitário Kadu Ciarlini a estadual.

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Estupidez da militância petista pode esvaziar palanque de Fátima

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Fátima e Rafael Motta discutem aliança. Militância atrapalha

O debate militante não pode invadir a política. Não se trata aqui de defesa de alianças espúrias e contraditórias, mas da necessidade de flexibilizar o discurso para vencer pleitos. Isolada, a esquerda não ganha uma eleição majoritária no Rio Grande do Norte.

Engana-se quem acha que Fátima Bezerra (PT) se tornou senadora sozinha. O apoio de Robinson Faria (PSD) foi fundamental para ela trucidar Wilma de Faria nas urnas. O mesmo vale no sentido inverso: o governador teve apoio importante da esquerda para se eleger. Um ajudou o outro.

Fátima Bezerra lidera todas as pesquisas para o Governo, mas nem de longe é uma favorita com folga. A dianteira precisará da atração de apoiadores para se consolidar. Sábado no aniversário da petista, o deputado federal Rafael Motta (PSB) foi um dos convidados. Terminou vaiado e deixando o recinto mais cedo sendo xingado de golpista.

Além da deselegância de tratar mal um convidado, a militância petista fechou uma porta para o entendimento político e escancarou outra para o ressentimento. Fosse uma reação dessas contra um José Agripino ou Rogério Marinho seria compreensível, mas Motta é uma figura moderada que se converteu em crítico do Governo Temer, inclusive perdendo cargos na administração federal.

O próprio Lula já avisou que perdoa alguns golpistas por entender que não se faz política para vencer sem alianças. Pragmatismo não é tudo, mas ponderar é fundamental.

O PSB tem um bom tempo de TV e agrega para as disputas proporcionais sendo capaz até mesmo de resolver o impasse com o PHS nessa seara.

A militância petista está mais preocupada em não parecer incoerente nos debates com os “coxinhas” no Facebook do que vencer as eleições. Enquanto isso, em nível nacional a legenda vai se entendendo com Renan Calheiros e cia.

Esse não é único caso da estupidez militante invadindo a política e atrapalhando o PT no Rio Grande do Norte.

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Vice-governador tenta mostrar que rompimento com Robinson não foi fake

Fábio Dantas tem sonho antigo de chegar ao TCE (Foto: José Aldenir / Agora Imagens)

Cá desse espaço nunca levei muito a sério esse rompimento do vice-governador Fábio Dantas (PSB) com o governador Robinson Faria (PSD). Foi tudo civilizado demais para a prática política que estamos acostumados.

Agora Fábio eleva o tom das críticas ao governador:

“É um verdadeiro descalabro Robinson querer disputar a reeleição. Não podia concordar com essa decisão. O atual Governo não conseguiu – sequer – solucionar os problemas mínimos da população”.

As declarações foram em entrevista a jornalista Anna Ruth Dantas na FM Cidade em Natal.

Até aqui o vice-governador faz uma tímida pré-campanha e está muito dependente do projeto político do PSDB que negocia apoio a outros dois nomes: o próprio Robinson e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT).

Em baixa nas pesquisas e com o nome ainda atrelado ao governador, Fábio Dantas tenta mostrar que o rompimento não foi fake.

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