Estupidez da militância petista pode esvaziar palanque de Fátima

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Fátima e Rafael Motta discutem aliança. Militância atrapalha

O debate militante não pode invadir a política. Não se trata aqui de defesa de alianças espúrias e contraditórias, mas da necessidade de flexibilizar o discurso para vencer pleitos. Isolada, a esquerda não ganha uma eleição majoritária no Rio Grande do Norte.

Engana-se quem acha que Fátima Bezerra (PT) se tornou senadora sozinha. O apoio de Robinson Faria (PSD) foi fundamental para ela trucidar Wilma de Faria nas urnas. O mesmo vale no sentido inverso: o governador teve apoio importante da esquerda para se eleger. Um ajudou o outro.

Fátima Bezerra lidera todas as pesquisas para o Governo, mas nem de longe é uma favorita com folga. A dianteira precisará da atração de apoiadores para se consolidar. Sábado no aniversário da petista, o deputado federal Rafael Motta (PSB) foi um dos convidados. Terminou vaiado e deixando o recinto mais cedo sendo xingado de golpista.

Além da deselegância de tratar mal um convidado, a militância petista fechou uma porta para o entendimento político e escancarou outra para o ressentimento. Fosse uma reação dessas contra um José Agripino ou Rogério Marinho seria compreensível, mas Motta é uma figura moderada que se converteu em crítico do Governo Temer, inclusive perdendo cargos na administração federal.

O próprio Lula já avisou que perdoa alguns golpistas por entender que não se faz política para vencer sem alianças. Pragmatismo não é tudo, mas ponderar é fundamental.

O PSB tem um bom tempo de TV e agrega para as disputas proporcionais sendo capaz até mesmo de resolver o impasse com o PHS nessa seara.

A militância petista está mais preocupada em não parecer incoerente nos debates com os “coxinhas” no Facebook do que vencer as eleições. Enquanto isso, em nível nacional a legenda vai se entendendo com Renan Calheiros e cia.

Esse não é único caso da estupidez militante invadindo a política e atrapalhando o PT no Rio Grande do Norte.

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Vice-governador tenta mostrar que rompimento com Robinson não foi fake

Fábio Dantas tem sonho antigo de chegar ao TCE (Foto: José Aldenir / Agora Imagens)

Cá desse espaço nunca levei muito a sério esse rompimento do vice-governador Fábio Dantas (PSB) com o governador Robinson Faria (PSD). Foi tudo civilizado demais para a prática política que estamos acostumados.

Agora Fábio eleva o tom das críticas ao governador:

“É um verdadeiro descalabro Robinson querer disputar a reeleição. Não podia concordar com essa decisão. O atual Governo não conseguiu – sequer – solucionar os problemas mínimos da população”.

As declarações foram em entrevista a jornalista Anna Ruth Dantas na FM Cidade em Natal.

Até aqui o vice-governador faz uma tímida pré-campanha e está muito dependente do projeto político do PSDB que negocia apoio a outros dois nomes: o próprio Robinson e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT).

Em baixa nas pesquisas e com o nome ainda atrelado ao governador, Fábio Dantas tenta mostrar que o rompimento não foi fake.

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A aliança “pescoço e machado” entre PSDB e PSB no RN

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Quando o vice-governador Fábio Dantas trocou o PC do B pelo PSB e rompeu com o governador Robinson Faria (PSD) fez isso recebendo apoio do comando do PSDB do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza.

De lá para cá, o PSDB não fez outra coisa a não ser esvaziar o PSB. Primeiro tirou o grupo de Sandra Rosado da agremiação. Agora é a vez do deputado estadual Tomba migrar para o ninho tucano. Sem contar que há dois anos Márcia Maia também fez exatamente a mesma travessia.

Enquanto o PSB trabalha uma candidatura ao Governo do Estado seu principal aliado esvazia o partido.

É uma aliança em que uma sigla entra com o pescoço e a outra com o machado.

O PSDB está robustecido para encontrar uma aliança que lhe proporcione conforto caso naufrague o projeto de Fábio Dantas, o que é uma possibilidade concreta. O PSB ficou totalmente esvaziado no Estado.

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Fafá Rosado pode ir para PSD em tentativa de retorno à política

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A última experiência de Fafá e Robinson juntos foi na eleição suplementar de 2014 dando apoio a Francisco José Junior

O governador Robinson Faria (PSD) tem em Mossoró um de seus principais “nós políticos” a serem desatados. Tentou uma aproximação sem sucesso com o grupo de Sandra Rosado.

Rejeitado pelo rosalbismo que ainda mantém alguns cargos na gestão, Robinson sabe que os atuais apoiadores em Mossoró não juntam dez mil votos para ele.

Sonhando com a reeleição ele tenta em alguém praticamente aposentada da política, a ex-prefeita Fafá Rosado, criar uma base em Mossoró.

Excluída do processo eleitoral de 2016 onde não conseguiu ser encaixada em nenhuma chapa, Fafá busca alguma estrutura que impulsione para 2018.

A proposta de Robinson é entregar a ela o PSD em Mossoró e lhe dar condições de tentar uma cadeira de deputado estadual, cargo ocupado duas vezes pelo marido dela, Leonardo Nogueira.

A última campanha que Fafá e Robinson dividiram o mesmo palanque foi na eleição suplementar de 2014 quando ambos estiveram no palanque vitorioso de Francisco José Junior, eleito prefeito de Mossoró. A aliança não durou muito tempo.

Nota do Blog: a jornalista Carol Ribeiro também informou que o grupo de Fafá Rosado estaria de malas prontas para o PSB, que está perdendo o grupo de Sandra. Ver AQUI.

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Larissa Rosado muda para ficar no mesmo lugar ao pousar no ninho tucano

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A informação está no Blog da jornalista Thaísa Galvão: Larissa Rosado vai trocar o PSB pelo PSDB. Será apenas o acréscimo de um “D” entre o “S” e o “B” na sigla porque ela muda para ficar no mesmo lugar: dentro do projeto político do vice-governador Fábio Dantas (PSB) e do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira (PSDB).

A filiação será segunda-feira, às 16h, no Hotel Arituba, em evento festivo que contará com o retorno do ex-governador Geraldo Melo ao ninho tucano.

A chegada de Larissa no PSDB deve ser acompanhada do controle do diretório local que estava nas mãos do empresário Tião Couto.

Esse será o terceiro partido da carreira política de Larissa. Até 2005 ela esteve no PMDB e até hoje era filiada ao PSB.

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A nova tática discursiva para enfraquecer Fátima Bezerra pode ser mais eficiente que o tema da corrupção petista

Fátima é alvo de críticas de Kelps que a apoiou em 2014
Fátima é alvo de críticas de Kelps que a apoiou em 2014

Até aqui a senadora Fátima Bezerra (PT) lidera as pesquisas para o Governo do Estado sem que se apresente um adversário à altura para lhe fazer frente. Há tempo, meios e espaços para que essa zona de conforto seja minada.

Uma coisa é certa: falar do estrago da imagem do PT, associar o nome dela à corrupção do partido e outras táticas manjadas não vai colar. Não adianta falar que Fátima lidera com intenções dentro do limite do partido dela no Estado. A comparação não se aplica porque o petismo não lança candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte desde 2002 quando Ruy Pereira obteve 147.380 (11.24%) votos, quase três vezes menos do que indicam as pesquisas para a senadora.

Outro ponto: colar questões nacionais em Fátima Bezerra, por mais que ela se esforce para que isso a atrapalhe, o efeito prático não se estabelece. Não só porque ela lidera as pesquisas, mas porque o ex-presidente Lula (mesmo inelegível) é com folga o candidato ao comando do país entre os potiguares. Na última pesquisa Seta/Blog do BG Lula teve 48% de intenções de voto no RN, mais que a média nacional.

Por outro lado, o foco de Fátima Bezerra nas questões nacionais pode ser o calcanhar de Aquiles da petista se for usado de outra forma e num sentido mais prático para o eleitorado potiguar. Parece-me que o deputado estadual Kelps Lima (SD) achou um ponto fraco que pode colar na cabeça do povo: a omissão da senadora nas questões locais. O vice-governador Fábio Dantas (PSB) viu que a ideia é boa e a atacou também nesse sentido.

Bater em Fátima via PT não pega e até reforça a imagem dela como uma petista não envolvida em escândalos de corrupção graves como mensalão e petrolão.

A questão nacional contra Fátima Bezerra pode ser uma boa estratégia se for invertida a ordem do discurso trazendo algo mais prático como a propalada omissão em temas locais. Fátima Bezerra passou os últimos três anos falando em golpe, defesa de Lula e fora Temer, mas esqueceu de sua melhor pauta: a educação. Desconheço ações da Fátima senadora nessa área como nos tempos da Fátima deputada.

Outros pontos que ela falha é na segurança e área econômica. O Rio Grande do Norte vive uma profunda crise de ideias e a senadora não tem acrescido nada ao debate local nos últimos tempos e esse é um ponto fraco muito mais real e menos abstrato que os tradicionais ataques à petista.

Dizer que Fátima não se preocupa com temas locais é mais devastador do que associá-la à corrupção petista.

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“Não sou um político tradicional”, garante Fábio Dantas

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Ontem Fábio Dantas se filiou ao PSB em uma concorrida solenidade na capital do Estado. Em oito anos ele este é o terceiro partido do atual vice-governador do Rio Grande do Norte. Em 2010 ele fora eleito deputado estadual pelo PHS e até poucos dias estava no PC do B. Ele abre a série de entrevistas do Blog do Barreto com os pré-candidatos ao Governo do Estado que abordarão temas espinhosos.

Blog do Barreto: Por que só agora o senhor decidiu se afastar do governador Robinson Faria? Uma decisão como essa, tomada tão próxima das definições das chapas para as eleições, não passa a sensação de oportunismo?

Fábio Dantas: Inicialmente gostaria de agradecer o convite para poder esclarecer a este veículo de comunicação tão importante e que prima por um jornalismo positivo. Passando a responder a indagação inicial, discorro que estou cumprindo a minha missão como vice-governador, missão que me foi dada pela população. Por diversas vezes lutei para que o Governo fizesse outras escolhas, tomasse outras decisões, mas não fui ouvido. Eu mesmo não participei da administração como secretário, nem indiquei titular de qualquer Secretaria, exatamente por discordar de muitos pontos. A decisão do Governo de querer trabalhar pela continuidade da atual gestão, perdendo ainda mais o foco, foi decisiva para o meu desligamento. É preciso ouvir a população e entender que o Governo hoje não tem a sua aprovação.

Blog do Barreto: O senhor foi eleito deputado estadual pelo PHS, depois foi para o PC do B. Agora está migrando para o PSB. São três eleições e três partidos diferentes. O senhor tem alguma consistência ideológica em suas posições políticas?

As três legendas dialogam muito, principalmente no âmbito nacional, onde são tratadas as grandes questões, sendo que todas são socialistas e fazem oposição ao Governo Federal. Tenho grande respeito pelo PCdoB, um partido que me acolheu muito bem. Minhas posições políticas sempre são coerentes com os anseios de nossa sociedade. A opção de mudar de legenda foi derivada do processo eleitoral de 2018 no qual a maioria das agremiações está se dedicando as eleições proporcionais, porém o Partido Socialista Brasileiro tem demonstrado apoio a eleições majoritárias também.

Blog do Barreto: No ano passado em duas oportunidades o senhor, em plena interinidade, enviou para a Assembleia Legislativa o pacote de ajustes fiscais. Nas duas vezes o governador recuou ao reassumir o cargo. Precipitação sua ou falta de coragem do governador? O envio foi de comum acordo?

Quando assumi na interinidade, tinha a plenitude do cargo e enviei as propostas para que a Assembleia Legislativa iniciasse o debate, com a participação dos deputados e da sociedade. Enviei porque o Governo já deveria ter tido essa atitude, desde o início. O Governo foi agir no último ano da gestão, de forma extemporânea, e o resultado foi a indignação da sociedade e o fracasso das ações legislativas, principalmente pela ausência completa de credibilidade do Governo, que dificultou as discussões dos temas sem a participação da sociedade.

IMG-20171019-WA0068 (1)Blog do Barreto: O senhor entregou ao legislativo em março do ano passado o projeto que aumenta de 11 para 14% a alíquota previdenciária dos servidores estaduais. Como convencer um servidor público a votar na sua candidatura?

Não vejo por este lado até porque também existiu uma resistência por parte dos poderes, que passariam a contribuir com mais 6%, o que reforçaria o Fundo Previdenciário de todos os servidores. Neste caso concreto, acredito ser uma luta inglória tendo em vista que todos os estados, especialmente os governados pelo Partido dos Trabalhadores, como o Ceará, a Bahia, o Acre e o Piauí já fizeram essa ação. Esse projeto foi enviado em março de 2017 junto com outras medidas fundamentais para resgatar nosso tão combalido Rio Grande do Norte. Infelizmente o Governo atual não possui a credibilidade necessária para positivar o debate, mesmo porque acreditamos que qualquer outro pré-candidato não poderá fugir dessa matéria, sob pena de cometer ou um estelionato eleitoral ou no futuro prejudicar mais ainda o conjunto de servidores com decisões muito mais drásticas. Defendo o diálogo para encontrar o melhor caminho e buscar as melhores soluções. Pois isso é o que a sociedade quer: soluções. Não adianta ficarmos no campo da ilusão de que tudo será diferente se não agirmos diferente. A sociedade cansou do discurso, ela quer melhorias e já.

Blog do Barreto: O senhor afirma que representa o novo, uma alternativa política. O senhor tende a ter o apoio de políticos tradicionais como os deputados Rogério Marinho e Ezequiel Ferreira e, segundo o jornalista Diógenes Dantas, andou articulando chapa com o senador Garibaldi Alves Filho e a prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini. Isso é ser novo?

Entendo que uma candidatura nova se dá quando quem está postulando não representa o mesmo de sempre e o mais importante: quando pensa diferente. Um candidato compromissado com a sociedade quer mostrar suas ideias e sua capacidade e, assim, conquistar os apoios para se eleger. O apoio dos jovens, das mulheres, das minorias e dos idosos pode assegurar que o proposto prevaleça e que seja colocado em prática. No tocante aos diversos apoios que foram atribuídos, sinto-me lisonjeado, já que não possuo estrutura financeira nem política que me faça ser um candidato dito poderoso, pois acredito nas argumentos que possuo e construí no pouco tempo que estou na política, dentre os quais destaco: ser transparente, ser parceiro, ter caráter, cumprir a palavra empenhada, trabalhar em prol da coletividade, saber ouvir e principalmente ter coragem para decidir.

Blog do Barreto: Com a sua chegada ao PSB como fica a situação do grupo da vereadora Sandra Rosado?

A vereadora Sandra Rosado e a deputada Larissa Rosado têm anos e anos de PSB. Tive a oportunidade de conviver com a deputada Larissa na Assembleia, quando fomos colegas de Casa legislativa. Por enquanto, ingresso no partido como filiado, querendo dialogar com todos. Acredito ser comum o sentimento de que a legenda deve manter o histórico de protagonismo e realizações no RN.

Blog do Barreto: Qual a sua opinião sobre a UERN? Concorda com a ideia de federalização defendida por setores do Governo Robinson?

Tenho certeza da importância da UERN como uma instituição. É imperativo e extremamente forte como instrumento de fomentar nossas potencialidades. A Universidade Pública estadual hoje está inserida na universalidade do ensino, o que não diferencia das demais existentes. Precisamos modernizar a UERN, sendo fundamental a existência de cursos que exprimam nossas potencialidades. Existe hoje o crescimento do descrédito quanto à sobrevivência da instituição por parte de setores da sociedade, às vezes até motivado pelo desconhecimento ou mesmo pela falta de transparência, acho que precisamos abrir a instituição para todos. A UERN ou qualquer outra instituição de ensino deve servir aos seus usuários e não deve ser instrumento de bandeira política partidária. No tocante à federalização, é um tema pouco válido de se discutir, porquanto que o Governo Federal não aceita essa modalidade.

Blog do Barreto: Falando em Robinson, como o senhor analisou as denúncias contra ele no Fantástico do último domingo? Ele chegou a comentar alguma coisa com o senhor quando eram aliados?

Absolutamente não falei e acho que é muito ruim para o Estado quando a probidade do chefe do Executivo é questionada, mas ele terá a oportunidade de defender-se e esclarecer o que de fato aconteceu.

Blog do Barreto: Sua pré-candidatura ao Governo foi formatada por meio de conversas com líderes políticos. É algo debaixo para cima. Isso não dificulta a aproximação com as camadas populares? Ou senhor acredita que as lideranças que lhe apoiam quebrarão essa distância?

O que está acontecendo é exatamente o contrário. O meu desligamento do Governo e a minha filiação ao PSB foram decisões tomadas a partir da própria leitura das mensagens das ruas. Não sou um político tradicional, não reúno uma estrutura capaz de impor nada e não concordo com acordões. O Rio Grande do Norte já mostrou que pensa como eu em 2014.

Blog do Barreto: Em 5 de dezembro de 2012 o senhor perdeu por apenas um voto a indicação da Assembleia Legislativa para o Tribunal de Contas do Estado. O senhor ainda pretende se torna conselheiro deste órgão?

A próxima vaga para o Tribunal de Contas do Estado só vai surgir daqui a sete anos. Até lá, teremos duas sucessões estaduais. O que queremos agora é buscar soluções para os problemas existentes no RN, que são muitos e exigem ações imediatas.

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Câmara de Mossoró tem três vereadores colocados como pré-candidatos em 2018

Eleições-2018

Faz muito tempo que um vereador de Mossoró não dá um salto político para cargos maiores na política estadual. A última tentativa exitosa foi há 24 anos quando o então edil Francisco José foi eleito deputado estadual.

De lá para cá acumulam-se tentativas frustradas de subir de patamar na política potiguar.

Para esse ano, a vereadora Sandra Rosado, que pode trocar o PSB pelo PC do B, trabalha para voltar à Câmara dos Deputados. Não é uma tarefa fácil devido à falta de estrutura de seu grupo. Daí a possibilidade de mudar de partido para ganhar algum fôlego.

Em outra ponta, Flávio Tácito (PPL) e Isolda Dantas (PT) se colocam como candidatos a uma vaga na Assembleia Legislativa. O primeiro terá o desafio de provar que a candidatura é para valer porque em outros pleitos ele “ameaçou” ser candidato e recuou em seguida. A segunda depende muito da estratégia do partido dela na disputa proporcional.

É fundamental que Mossoró recupere espaços na política estadual. Não só a cidade como a região sofre muito com a baixa representatividade e o discurso do bairrismo tem que ser apenas uma das armas para a conquista dos votos. Usá-la como única alternativa pode ser revelar um erro até porque em outras eleições o eleitor mossoroense mostrou que prefere os nomes locais (ver AQUI).

Dica do Blog: confira também essa matéria produzida pela jornalista Carol Ribeiro.

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Fábio Dantas mira candidatura ao Governo do Estado, mas pode acertar no Tribunal de Contas do Estado

 

Fábio Dantas tem sonho antigo de chegar ao TCE (Foto: José Aldenir / Agora Imagens)
Fábio Dantas tem sonho antigo de chegar ao TCE (Foto: José Aldenir / Agora Imagens)

De político discreto e dos bastidores a badaladíssimo pré-candidato ao Governo do Estado liderando um grupo de coadjuvantes da elite política potiguar, Fábio Dantas rompeu de boas com o governador Robinson Faria (PSD) e vai trocar o PC do B pelo PSB.

Ele nunca foi comunista nem socialista, seguirá onde sempre esteve articulando com os setores conservadores da política potiguar. Por esse perfil, a candidatura dele cabe em todo tipo de especulação.

Numa delas ele seria candidato de Robinson “por debaixo dos panos” como o próprio governador de hoje foi há quatro anos com o apoio da então chefe do executivo estadual Rosalba Ciarlini.

Em outra ele seria candidato para valer pintando como o “novo” no meio do mausoléu político do Rio Grande do Norte.

Mas uma possibilidade que ninguém fala é a de Fábio acertar em outro alvo: o Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ser conselheiro desse órgão é um sonho antigo do atual vice-governador. Em 5 de dezembro de 2012 numa eleição apertada (12×11) ele foi derrotado pelo então colega de Assembleia Legislativa Poti Junior.

Agora, Fábio Dantas que mira no Governo, pode acertar no TCE. Explico: o conselheiro Renato Costa Dias enfrenta problemas de saúde e é irmão do vice-prefeito de Natal Álvaro Dias (MDB), que lambe a rapadura para sentar na cadeira mais confortável do Palácio Felipe Camarão (sede da administração municipal da capital). Renato é um dos quatro conselheiros indicados pela Assembleia Legislativa e ao se aposentar abriria uma eleição no parlamento onde Fábio é bem relacionado e contaria com o apoio do presidente Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).

Em troca, o grupo de Fábio e Ezequiel estaria no palanque do prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) carregando consigo vários deputados estaduais e Álvaro Dias se tornaria prefeito de Natal com a renúncia do titular para disputar o Governo do Estado.

É uma articulação sofisticada que pode muito bem sair do papel. Na política potiguar até um tiro que sai pela culatra pode ser certeiro.

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