PSDB recebe novos filiados em Macau

PSDB recebe novos filiados (Foto: cedida)

Na região Salineira do Estado, o PSDB de Macau também se fortaleceu. O vice-prefeito Rodrigo Aladim, pré-candidato a prefeito assinou a ficha de filiações de três vereadores e vários pré-candidatos que integrarão a maior nominata a Câmara Municipal.

A presidente da Câmara Municipal, vereadora Dyana Lira trocou o PHS pelo PSDB. Também o vereador Ítalo Mendonça saiu do PRB e veio fortalecer a nominata tucana. Nesta sexta-feira (3) foi a vez do vereador Cláudio Gia, que foi eleito pelo PT e veio para o bloco do PSDB.

“Estamos construindo um partido forte para juntos combater essa gestão que vem acabando com Macau. Não concordamos com a forma de administrar desse prefeito, que infelizmente decepcionou a mim e a grande maioria do povo. Estamos ouvindo o clamor popular e vamos unir forças”, disse Rodrigo Aladim, que é advogado e dirigente da CDL de Macau.

Por decisão do Diretório Estadual, presidido pelo deputado Ezequiel Ferreira de Souza estão suspensos todos os grandes atos de filiação ao PSDB e encontros partidários com aglomeração em locais fechados. A medida atende às recomendações das autoridades de saúde para contenção da epidemia de coronavírus no país. A orientação devido o Coronavírus é que as filiações sejam realizadas nos municípios, sem aglomerações.

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Aline Couto vai para o PSDB

Aline reforça o PSDB (Foto: Edilberto Barros/CMM)

 

Após negociar com o PL e outros partidos, a vereadora Aline Couto escolheu trocar o Avante pelo PSDB.

Em conversa com o Blog do Barreto, a parlamentar contou que teve dificuldades para formatar a chapa proporcional e acabou optando pelo PSDB da vereadora Sandra Rosado. “Desde segunda-feira eu vinha analisando o quadro e vi que o melhor caminho era ir para o PSDB”, acrescentou.

Aline conta que o marido dela ainda é o presidente do Avante e não teve como preparar o partido por conta de problemas de saúde “Isso atrapalhou a formação da nominata”, disse.

Assim ela e outros 12 pré-candidatos migaram para o PSDB. “Não teve nenhum problema com o Avante e houve uma dispersão dos pré-candidatos e levei uma parte dos pré-candidatos”, declarou.

Além de Sandra e Aline, o PSDB recebeu como reforço o ex-presidente da Câmara Municipal Jório Nogueira.

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Presidente da Câmara de Natal encaminha troca de partido

Paulinho Freire deve trocar o PSDB pelo PDT (Foto: web/autor não identificado)

O presidente da Câmara Municipal de Natal Paulinho Freire vai deixar o PSDB, legenda que ele preside na capital do Estado. A movimentação é de comum acordo com o presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).

A chegada do prefeito de Natal Álvaro Dias ao ninho tucano gerou uma situação em que o chefe do executivo municipal estaria abaixo do presidente do legislativo na hierarquia partidária.

Assim, Paulinho encaminha migração para o PDT do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves.

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Prefeito de Natal muda de partido

Prefeito de Natal agora é do PSDB (Foto: cedida)

O prefeito de Natal, Álvaro Dias, é o mais novo filiado do PSDB no Rio Grande do Norte. O gestor se reuniu com o presidente estadual da legenda, deputado Ezequiel Ferreira, nesta terça-feira (17), na sede da legenda, no bairro do Tirol, em Natal quando assinou a ficha de filiação.

Participaram do ato de filiação os deputados do PSDB que também compõem a bancada do partido na Assembleia Legislativa, Gustavo Carvalho, Tomba Farias e Raimundo Fernandes. O deputado José Dias, por motivo de saúde, não compareceu ao ato, mas também abona a filiação do prefeito de Natal ao PSDB.

“O PSDB recebe um dos quadros mais qualificados da política potiguar, e que tem demonstrado toda a sua competência e capacidade como prefeito de Natal. É com muita honra que recebemos o prefeito Álvaro Dias, que agora passa a representar conosco as bandeiras do PSDB. O PSDB é Natal”, disse Ezequiel.

O prefeito agradeceu pela receptividade e destacou a importância do PSDB para a política potiguar e brasileira. “É um partido com grande representatividade não apenas no nosso Estado como em todo o país. É com muito orgulho que estamos chegando ao partido e com a expectativa de que teremos, juntos, muitas vitórias a comemorar”, disse prefeito.

Álvaro Dias é médico formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Começou a sua vida pública em 1988, como vice-prefeito de Caicó. Em 1990 conquistou o primeiro mandato de deputado estadual, sendo reeleito em 1994. Dois anos depois, assumia a presidência da Assembleia Legislativa.

No período de 2 a 10 de janeiro de 1998 exerceu interinamente o cargo de governador do Rio Grande do Norte. No mesmo ano conquistou nas urnas o seu terceiro mandato de deputado estadual.

Em 2002 foi eleito deputado federal, e a partir de 2003 assumiu a coordenação da Bancada Federal do Rio Grande do Norte no Congresso Nacional. Em 2006, foi candidato a deputado estadual e retornou ao plenário da Assembleia Legislativa. Em 2014 conquistou o seu quinto mandado de deputado estadual. Em 2016 integrou a chapa encabeçada pelo prefeito Carlos Eduardo e foi eleito vice-prefeito de Natal, assumindo efetivamente o cargo em 2018, após a renúncia do titular.

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PSDB adia evento por causa do Coronavírus

Resultado de imagem para PSDB

Abaixo nota em que o PSDB anuncia o cancelamento do evento programado para o próximo dia 31.

 

NOTA

 

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) comunica aos filiados, novos filiados e lideranças políticas que a reunião estadual da agremiação, prevista para o dia 31 deste mês, está suspensa em conformidade com os protocolos de segurança e prevenção estabelecidos pelo Ministério da Saúde para o enfrentamento da pandemia do COVID-19.

Ao invés de reunir suas principais lideranças estaduais e nacionais para recepcionar os novos filiados no auditório do hotel Holiday Inn, com capacidade para mais de 2 mil pessoas, sede dos principais encontros do PSDB Estadual, o partido acolherá as lideranças em eventos cartoriais.

Com a medida, o partido se mantém em sintonia com a sociedade. Respeitando o momento para não promover grandes aglomerações e se soma aos esforços planetários para combater a propagação do coronavírus. Em data oportuna, a direção do partido agendará a reunião estadual com seus 90 diretórios e comissões provisórias, com o objetivo de alinhar os procedimentos para o pleito eleitoral de 2020.

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PSDB recebe filiações de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores

Após a abertura da janela partidária, o PSDB do Rio Grande do Norte recebeu a adesão de 42 novos vereadores, prefeitos e vice-prefeitos de várias regiões do Estado. A adesão em massa ocorreu na sede do partido, no bairro de Tirol em Natal, e contou com a presença do deputado Ezequiel Ferreira, presidente estadual do PSDB. Os novos filiados são de Canguaretama, Nísia Floresta, Serra Caiada, Bom Jesus, Extremoz, Olho D’água, Tibau, Grossos, Bento Fernandes, Ouro Branco, Lagoa Nova e Boa Saúde.

 “O PSDB entrará nas eleições deste ano como o maior partido do Estado e nossa expectativa é que após o pleito o partido esteja ainda maior. Nosso trabalho tem sido sempre no sentido de fortalecer o partido, aproximar a legenda da população e atrair novas lideranças. É com muito prazer que recebemos os novos filiados, sejam todos bem-vindos. Que possamos juntos trabalhar pelo crescimento dos nossos municípios e do Estado”, disse Ezequiel Ferreira, deputado e presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

Em Canguaretama, o PSDB que não possuía nenhum vereador, passa a contar com 9 representantes dos 13 membros da Câmara Municipal da cidade, inclusive com a presidente do Legislativo, Irmã Lila, pré-candidata a prefeita. “É com muita honra que estamos chegando ao PSDB, com a consciência da nossa responsabilidade em representar este partido e buscar continuar lutando por melhorias para Canguaretama”, disse Irmã Lila.]

Já de Nísia Floresta, onde o partido já contava com quatro representantes na Câmara, o PSDB recebeu a adesão de mais 5 vereadores. A partir de agora, dos 11 representantes do Legislativo, 9 são tucanos – inclusive a presidente da Câmara Municipal, Polyana Dias. O ato de filiação contou com a presença do prefeito Daniel Marinho (PSDB) e do presidente do partido na cidade, Ricardo Marinho. “Estamos fortalecendo o partido, já tínhamos a maior bancada da Câmara e agora, vamos com certeza avançar ainda mais com o crescimento de Nísia”, disse Daniel.

De Serra Caiada, onde o PSDB também não possuía representação, se filiaram a legenda seis parlamentares além de vários pré-candidatos. O grupo chega ao partido sob a liderança do ex-prefeito Fausto Andrade. Quem também se filiou a legenda foi o pré-candidato a prefeito do município, Joãozinho Furtado. O ato de filiação do grupo contou com a presença do deputado estadual Raimundo Fernandes (PSDB).

Em Bom Jesus, o PSDB conta com a liderança do prefeito Clécio Azevedo, se filiaram ao partido oito vereadores. O gestor agradeceu a Ezequiel pelo apoio recebido concedido a sua administração, que tem recebido alta aprovação popular. O vereador Eduardo Motta, de Extremoz, também oficializou sua entrada no PSDB potiguar. O parlamentar é pré-candidato a prefeito da cidade.

De Olho D’água dos Borges, o PSDB recebeu a adesão da prefeita Maria Helena e de mais seis vereadores, também se tornando a maior bancada do Legislativo municipal. Outro prefeito que se filiou a legenda foi Naldinho, de Tibau, que chega ao partido junto com a vice-prefeita Lidiane, pré-candidata a prefeita e mais três vereadores, compondo agora uma bancada com quatro nomes.

De Grossos assinou ficha de filiação do partido a pré-candidata a prefeita Cinthia Sonali. Já de Bento Fernandes, o vice-prefeito e pré-candidato a Prefeitura, Robenílson Júnior, se filiou ao PSDB. Do município também se integra ao partido um vereador e um ex-vereador.

Já do município de Ouro Branco o PSDB recebeu a filiação de dois novos vereadores que se junto aos 2 já membros do partido que integravam a Câmara da cidade. Também chegam a legenda ex-vereadores e vários pré-candidatos. O empresário Denis Rildon e o vice-prefeito Dr. Araújo são os nomes mais fortes para a majoritária. O ato de filiação contou com a participação do deputado estadual Vivaldo Costa. O PSDB ainda filiou também nesta sexta-feira o vice-prefeito de Lagoa Nova, Iranildo Aciole.  O prazo para troca de legenda encerra-se no dia 3 de abril, seis meses antes da realização do primeiro turno do pleito, marcado para 4 de outubro.

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PSDB recebe filiação de prefeito e pré-candidata

 

O PSDB segue

Ezequiel abona fichas de novos filiados (Foto: divulgação)

se reforçando no Rio Grande do Norte. Desta vez as adesões vieram da Costa Branca com a filiação do prefeito de Tibau Naldinho e a pré-candidata na disputa majoritária em Grossos Chintia Sonale.

As fichas de filiação foram abonadas pelo presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB). “Estamos trabalhando para fortalecer cada vez mais o PSDB no Estado, aproximando a população do partido e, consequentemente, atraindo as lideranças da sociedade em todas as regiões do RN. É com muito orgulho que recebemos os novos filiados, que terão agora a responsabilidade de representar junto conosco o nosso partido”, avaliou.

Em Tibau o PSDB já conta com a vice-prefeita Lidiane, o vereador Daniel e agora se juntam ao grupo dos tucanos os vereadores: Nildo, Isaias e Adeilton. “Estamos cientes do nosso compromisso com a sociedade e com a chagada no PSDB estamos ainda mais fortalecidos para atingir nossas metas”, disse Naldinho.

Na cidade de Grossos, o partido já tem o vereador Bruno do Córrego. O trabalho agora é focado na construção de uma nominata competitiva. “Chego com disposição para ampliar a bancada do PSDB na Câmara e para conduzir o futuro da cidade de Grossos”, disse Chintia Sonale.

 

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Em busca do centro perdido

Por João Feres Júnior

Entre as muitas novidades trazidas pela eleição presidencial de 2018, uma das mais importantes do ponto de vista político foi a derrota fragorosa do centro, ou melhor, das forças e partidos que ocupavam o centro do espectro ideológico. O representante dileto da centro-direita, Geraldo Alckmin, conseguiu pouco mais de 4% dos votos válidos no primeiro turno. Se ainda valesse o paradigma comunicacional que vigorou por toda Nova República, quem tem estrutura partidária, recursos financeiros, tempo de Horário da Propaganda Eleitoral Gratuita (HPEG) e apoio da grande mídia, teria grande probabilidade de chegar ao segundo turno. Alckmin teve tudo isso e fracassou.

O PT, seja por ser historicamente o partido líder isolado em identificação popular ou pelo carisma e popularidade de Lula, conseguiu chegar ao segundo turno. Mas ninguém ocupou o lugar que antes era do PSDB. Pelo contrário, a vitória coube a Jair Bolsonaro, candidato que era fraquíssimo em todos os elementos do paradigma antigo: partido e coligação insignificantes, parco financiamento oficial, tempo pífio de televisão e tratamento desfavorável da imprensa – ainda que no longo prazo a grande mídia tenha criado as condições ideológicas para sua vitória.

Passado o tsunami eleitoral, as forças políticas que não compõem o bolsonarismo parecem ainda estar operando em conformidade com o paradigma antigo, ou seja, estão em busca do centro. O PT planejando uma política de alianças que segure sua sangria eleitoral nos municípios e os partidos da velha centro-direita lançando candidatos balões. Todos, contudo, continuam trabalhando com o pressuposto mais básico do paradigma antigo: a distribuição normal do universo de eleitores ao longo do espectro ideológico. Em palavras menos técnicas, isso quer dizer que as preferências ideológicas do eleitorado se distribuem ao longo de uma curva em formado de sino, com poucos radicais à esquerda e direita e a massa de eleitores em torno do centro.

Essa premissa é a base da teoria do eleitor mediano, segundo a qual, em sistemas bipartidários, aquele candidato que capturar o eleitor no meio da distribuição (a mediana), vence. Tal teoria da Ciência Política, feita para explicar originalmente o sistema político americano, parecia ser tão boa que funcionava também para outros sistemas políticos, inclusive o nosso. Ora, a Carta aos Brasileiros foi uma estratégia que Lula usou para capturar o centro com a finalidade de vencer a eleição. Deu certo.

Mas sinais de que havia algo de errado com a premissa em que se baseava tal cálculo já se tornaram evidentes com a vitória do candidato republicano George W. Bush contra o democrata Al Gore em 2000. Bush não se preocupou em nenhum momento durante a campanha em fazer concessões ao centro, adotando em uma agenda neoliberal e criptoracista, enquanto Gore insistia em parecer o candidato mais moderado, prometendo combinar os interesses do mercado aos da sociedade. Em termos de distribuição ideológica do espectro eleitoral, Bush apostou em consolidar uma “montanha” à direita que fosse maior que a montanha da esquerda. Ao invés de uma curva em forma de sino, ou de corcova de dromedário, tivemos uma curva no formato das costas de um camelo.

Trump empregou essa tática, radicalizando ainda mais o discurso à direita, e deu certo novamente. E em 2018 assistimos à chegada dessa inovação no Brasil. O país que até há pouco não tinha um partido sequer que assumia a identidade de direita, de repente viu um candidato de extrema-direita ganhar a eleição. Bolsonaro, como seus predecessores americanos, apostou que a consolidação de uma base de direita por meio de um discurso radicalizado, poderia lhe garantir a vitória. Deu certo.

Dado esse estado de coisas, será que a estratégia de recompor o centro seria razoável, ou mesmo factível?

Uma análise sólida dessa questão precisa levar em conta dois elementos fundamentais da democracia contemporânea, a representação política e a opinião pública. A representação, feita por partidos e políticos, domina as análises chamadas institucionalistas. Já a opinião pública tende a frequentar análises mais preocupadas com o aspecto deliberativo da democracia, isto é, como as pessoas formam suas preferências ou aderem a valores e visões de mundo. Infelizmente, a maior parte das análises produzidas pelos publicistas de plantão focam exclusivamente em um ou outro elemento.

Onde está o centro no plano da representação? Levantamento recente feito pelo Observatório do Legislativo Brasileiro (http://olb.org.br) das votações nominais no Congresso brasileiro mostra altíssimo nível de governismo na Câmara e no Senado. Os únicos partidos na Câmara consistentemente oposicionistas são o PT e o nanico PSOL. O centro é habitado por Rede, PDT e PSB. Todo o resto da Câmara vota com o governo, quase sempre. Em uma escala de governismo de 1 a 10, 73,4% dos deputados tiveram nota maior que 7 e 50% alcançaram 9 ou 10.

No Senado a polarização é ainda mais aguda. À esquerda temos PT, REDE, PDT e PSB e à direita todo o resto do espectro partidário. Simplesmente não há centro.

Se na eleição assistimos ao derretimento da centro direita, que produziu um segundo turno no qual a centro-esquerda enfrentou a extrema direita, depois da eleição, quando a política nacional se centra na relação executivo e legislativo, reproduz-se uma polarização entre uma pequena esquerda, liderada pelo PT, com uma massacrante maioria governista, que inclui os partidos da antiga centro-direita, como o PSDB e o DEM.

Onde estaria o centro no âmbito da opinião pública? Para tentar responder essa pergunta precisamos desconstruir um pouco o conceito de opinião pública, sempre tão fugidio. Ele na verdade só se justifica contrafactualmente, isto é, sem o assentimento da opinião pública, as instituições teriam que se sustentar exclusivamente pela coerção nos períodos entre eleições. Como isso não se verifica, então devemos supor que há um clima de legitimidade, seja ela passiva ou ativa, que permite que as coisas funcionem minimamente. Na verdade, há uma ocasião periódica em que a opinião pública se consubstancia e pode ser observada, ainda que em forma limitada: as eleições – quando são instadas a expressar suas vontades e preferências, que então são quantificadas.

Se pensarmos na eleição de 2018 por esse ângulo, colocando nossa pergunta central, veremos que parte do centro opiniático apoiou o candidato do PT, Fernando Haddad, e parte dele migrou para a proposta de extrema direita de Bolsonaro, deixando então sua posição inicial. O antipetismo pode ter tido papel fundamental neste segundo fenômeno. Ainda assim, o PT continuou onde estava, ou seja, ocupando a banda esquerda do centro-político, mas a centro direita derreteu eleitoralmente, e escorreu para o lado de Bolsonaro.

Leia também:  Políticos de todas as posições alertam para autoritarismo de Bolsonaro e risco à democracia

Qual seria, então, a probabilidade desse centro ser recomposto? O que faria com que o eleitorado abandonasse o modelo do camelo e voltasse ao dromedário? Quais seriam as ações necessárias para que esse empreendimento de recomposição do centro dê certo, seja em benefício da velha centro-direita, seja do PT?

Termino esse curta reflexão com essas indagações. A mim parece que os velhos tempos, quando partidos, horário eleitoral, cobertura da imprensa e debates tinham um papel decisivo na eleição, se foram para nunca mais voltar. Penso que houve mudanças importantes nos padrões de comunicação política que não podem mais ser ignoradas. Mas isso é assunto para um próximo artigo.

*É professor de ciência política do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da UERJ. É coordenador do GEMAA – Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (http://gemaa.iesp.uerj.br/) e do LEMEP – Laboratório de Estudos de Mídia e Espaço Público.

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Sandrismo insiste em indicar vice

Sandra busca espaço para Larissa na chapa majoritária (Foto: arquivo)

Em 2016 quando tinha mais força política o grupo da vereadora Sandra Rosado (PSDB) quis indicar a ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSDB) como vice na chapa encabeçada por Rosalba Ciarlini (PP).

Contentou-se com a articulação que garantiu o retorno de Larissa à Assembleia Legislativa. O rosalbismo preferiu um nome nulo na chapa.

Agora sem a perspectiva de retomar o mandato de Larissa, novamente derrotada em 2018, Sandra faz de tudo para por a filha como companheira de chapa de Rosalba.

O líder do rosalbismo Carlos Augusto Rosado tem outros planos. O nome preferido é o do empresário Jorge do Rosário (PL) ou alguém da cozinha do grupo.

Sandra tem tentando pegar carona na força política do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) para ver se coisa anda. O que se sabe é que o líder tucano gostaria mesmo era de ver o partido dele tendo uma candidatura própria em Mossoró, mas o sandrismo não tem forças para encara esse desafio.

Até aqui tudo na mesma.

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Preferências de Rosalba causam pânico entre vereadores governistas

Casal tem seus preferidos na eleição proporcional (Foto: Canindé Soares)

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e o marido dela, líder do rosalbismo Carlos Augusto Rosado, têm lá seus preferidos para a Câmara Municipal este ano.

Alguns nomes são considerados prioridades. Um deles é o líder da bancada governista Alex Moacir (MDB) que deverá ser deslocado em uma chapa com situação favorável. Além dele, Francisco Carlos (PP) é tratado com carinho.

Outro nome é o da ex-vereadora Arlene Souza que circula bem escaninhos do poder local. O prestígio dela é tão grande que houve um movimento de parlamentares para diminuir a força dela nos bastidores.

Ainda há nomes que podem sair do secretariado com ampla preferência do governismo como a atual chefe de gabinete Fernanda Kaline que estará se desincompatibilizando para licença maternidade, mas pode aparecer como alternativa nas eleições de outubro.

Algumas medidas vão ser tomadas para evitar debandada durante o período eleitoral. Mas nada passará de paliativo porque o cobertor é curto. Quem quiser se reeleger que se vire.

A presidente da Câmara Municipal Izabel Montenegro (MDB) e a vereadora Sandra Rosado (PSDB) que são mais vividas na política tentam se virar (esse será tema para outro texto).

O clima é pesadíssimo na Câmara Municipal. Salve-se quem puder.

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