Pré-candidato a prefeito de Mossoró está no rumo de perder principal aliado no RN

Principal nome do bolsonarismo no Rio Grande do Norte o deputado federal General Girão (ainda no PSL) em conversa com o Blog do Barreto não escondeu a decepção com o novo presidente do PSL potiguar Daniel Sampaio, pré-candidato a prefeito de Mossoró.

Ao ser questionado se estaria retirando o apoio a Daniel Sampaio, ele disse que algumas decisões tomadas por Daniel não condizem com sua conduta política, mas que a parceria está sendo avaliada. “Amigo, ainda está muito cedo para tal. Mas, os rumos adotados por ele, estão meio fora do que penso. Vamos avaliando. Assim entendo que deve ser a política”, frisou.

Na semana passada, Girão gravou um vídeo anunciando que estaria retirando alguns apoios nas eleições municipais e os colando sob avaliação. A posição foi repercutida no Blog Diário Político.

Sem querer estender a conversa sobre este assunto ele disse que muita coisa precisa mudar na política potiguar. “Não cabem mais especulações, no momento. Estamos construindo uma forma diferente. O mesmo do mesmo, nos deixou onde estamos. Identificamos muita coisa a ser mudada na forma da política potiguar e nacional. O trabalho será longo. Temos uma certeza: não nos interessa o Dinheiro Público. Este, deve ser destinado para servir ao Público, e não aos políticos. Lamentamos quando ouvimos dizer sobre percentuais cobrados na liberação de recursos e realização de obras. Isso precisa mudar”, analisou.

Girão pediu autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para deixar o PSL que por sua vez abriu processo para expulsá-lo do partido. O deputado do RN articula a fundação do Aliança pelo Brasil, partido do presidente Jair Bolsonaro.

Nota do Blog: Daniel Sampaio está no rumo de perder o apoio de Girão, repito, principal nome do bolsonarismo no Rio Grande do Norte. Mas muita coisa pode mudar.

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Líderes do Solidariedade negam aliança com bolsonarismo

Nem foi dito que tinha aliança fechada entre o Solidariedade e os bolsonaristas que ficaram no PSL em Mossoró, mas tanto o ex-vereador Soldado Jadson quanto o deputado estadual Allyson Bezerra, respectivamente vice-presidente e presidente do partido em Mossoró optaram por negar que tenha aliança fechada com o partido comandado nacionalmente por Luciano Bivar.

Em nota publicada nas redes sociais Jadson disse que não existe aliança fechada. “Reafirmamos, que até agora não temos nenhum fechamento de nomes e partidos e que não estamos sujeitos a nenhuma interferência externa ou impositiva do comando estadual do Solidariedade. Toda e qualquer decisão relativa às eleições deste ano será do Diretório Municipal, de modo soberano”, esclareceu.

O deputado em conversa com o jornalista Magnos Alves no Portal do Oeste disse que aliança fechada entre Solidariedade e PSL não se estende a Mossoró. “Continuamos discutindo com os partidos que estávamos para formar a chapa”, declarou.

Saiba mais em:

Solidariedade está “afinando os bigodes” com o bolsonarismo em Natal e Mossoró

Diretório estadual do PSL tem novo presidente

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Diretório estadual do PSL tem novo presidente

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Daniel Sampaio segue bolsonarista (Foto: reprodução Youtube)

Líder do bolsonarismo mossoroense, o médico Daniel Sampaio assumiu o comando estadual do PSL. Ele vinha comandando o diretório municipal do partido até a crise entre o presidente Jair Bolsonaro e o presidente nacional da sigla Luciano Bivar.

Ao Blog do Barreto, Sampaio disse que o PSL segue cotando com as propostas do presidente Bolsonaro. “Não só eu, mas como o PSL vem acompanhando o governo nas votações”, declarou.

Ele nega que a permanência do PSL, após renunciar o comando municipal do partido para fundar o Aliança pelo Brasil, seja um afastamento do bolsonarismo. “O presidente do meu partido é Bivar e não me afastei de Bolsonaro de forma alguma”, garante.

Sobre a fundação do Aliança pelo Brasil, o médico disse que a prioridade atual é fortalecer o PSL e o Solidariedade com quem está firmando parceria em Natal. “Neste momento o objetivo é o crescimento do PSL e do Solidariedade”, explicou.

Sobre o comando do PSL muncipal, Daniel Sampaio disse que ainda não definiu quem fica no cargo. “A gente ainda está resolvendo porque assumimos o diretório há poucos dias”, justificou.

 

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PSL é alvo de disputa no RN

Por enquanto o partido de Bivar segue com Alexandre Nóbrega (Foto: Assessoria/PSL)

Pelo menos três grupos disputam o comando do PSL no Rio Grande do Norte. Por enquanto o partido vai ficando sob o comando do advogado Alexandre Nóbrega que foi indicado há uma semana pelo presidente nacional da sigla Luciano Bivar.

Um dos grupos é formado por antigos filiados que perceberam que o Aliança pelo Brasil não estará regularizado a tempo de disputar as eleições deste ano.

O outro grupo que disputa o partido no Estado é o do ex-senador José Agripino Maia (DEM). O ex-governador Robinson Faria (PSD) também está de olho no PSL.

Ontem foram realizadas reuniões em Natal para discutir os rumos do PSL.

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Deputado federal do RN pede justa causa ao TSE para mudar de partido

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Girão seguirá com o presidente Bolsonaro (Foto: web/autor não identificado)

O deputado federal General Girão integra o grupo de 26 parlamentares que pediram justa causa para deixar os quadros do Partido Social Liberal (PSL).

O processo está sob relatoria do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin.

Girão integra o grupo dos parlamentares bolsonaristas que estão em litígio com o presidente nacional do PSL Luciano Bivar.

O objetivo deste grupo é ajudar o presidente Jair Bolsonaro a fundar o Aliança pelo Brasil, agremiação de perfil conservador que está sendo formatada.

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Câmara foi racista ao passar pano em racismo de deputados do PSL

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Por João Filho

The Intercept

OS DEPUTADOS DO PSL têm se sentido cada vez mais à vontade para barbarizar a vida política brasileira. Até o ano passado, Jair Bolsonaro era um dos poucos parlamentares que usava o mandato para expressar seu desprezo pelos valores democráticos. Com o bolsonarismo, isso virou padrão. Todo dia tem um figurão do PSL xingando opositores, atacando as instituições, perseguindo jornalistas, exaltando assassinos e fazendo ameaças de todo tipo contra a democracia. A coisa já está fora de controle.

Essa semana, deputados do partido cometeram algumas barbaridades que não podem passar impunes. Em São Paulo, o deputado estadual Frederico D’Avila propôs uma homenagem a Augusto Pinochet, o ditador que aterrorizou o Chile por quase trinta anos e foi condenado internacionalmente por terrorismo e genocídio. Mas isso está dentro do que se espera da extrema-direita brasileira. A novidade é que agora há deputados expressando de forma direta e clara o racismo que antes estava camuflado.

Na Câmara dos Deputados, na véspera do dia da Consciência Negra, o Coronel Tadeu vandalizou uma exposição contra o racismo. Ele não gostou de uma obra que denunciava os assassinatos de jovens negros cometidas pela polícia e resolveu destruí-la. Outro deputado, Daniel Silveira, um dos que destruiu a placa de Marielle Franco saiu em defesa do coronel Tadeu, subindo mais alguns degraus no racismo: “Há mais negros com arma, mais negros cometendo crime, mais negros confrontando a polícia, mais negros morrem. (…) Não venha atribuir à polícia mortes porque um negrozinho bandidinho tem que ser perdoado”. Essa foi a declaração mais escancaradamente racista que já se ouviu no plenário da Câmara.

Pouco antes do vandalismo racista de Tadeu, Silveira gravou um vídeo em frente à obra que seria destruída e falou “o que me incomoda mais é esse jovem com a camisa que faz alusão ao pavilhão nacional algemado como se o policial o tivesse executado sumariamente esse jovem já preso. O que é um absurdo e um escárnio contra imagem da Polícia Militar. Vamos tomar todas as medidas para retirar. Isso não pode permanecer aqui”.

A charge é de 2013, mesmo ano em que o ajudante de pedreiro Amarildo, negro, foi preso, torturado, morto e teve seu corpo ocultado por policiais militares. É uma prática comum de maus policiais, que sabemos não serem poucos. Casos como o de Amarildo pipocam aos montes dos noticiários, mas outros tantos nós nem ficamos sabendo. Há uma cultura de violência e racismo impregnada na Polícia Militar, que é reflexo do país. Silveira quer silenciar o debate sobre racismo na corporação, justamente numa casa dos debates públicos. Os pitbulls do PSL não querem saber de democracia e querem impor os valores bolsonaristas na marra.

Já o coronel justificou a sua ação sem negar a existência do genocídio. Para ele, se a maioria das periferias é composta por negros — um fato racista em si —, logo é natural que haja mais mortes de negros associados ao tráfico. Tadeu finge ignorar Ágatha, Jenifer, Kauê, Kauan, Katelen e tantas outras crianças negras assassinadas neste ano que não tinham qualquer ligação ao tráfico. Quando todas as crianças assassinadas por policiais durante a guerra ao tráfico são negras, que nome dar a isso senão genocídio? A morte de crianças é tratada como efeito colateral.

Alguma dúvida de que Silveira e Tadeu jamais apoiariam tiroteios diários no Vivendas da Barra? Onde crianças brancas conviviam com criminosos de alta periculosidade fortemente armados como Ronnie Lessa? Quem trata assassinatos em série de crianças negras apenas como um efeito colateral infeliz é racista. A revolta contra quem denuncia essa realidade também é genuinamente racista. Não há meio termo. Qualquer tentativa de tratar isso com eufemismos será conivente com o racismo.

A violência com que Tadeu e Silveira reagiram a um protesto feito em um cartaz nos faz pensar que tipo de ex-policiais eles foram. Se reagem com violência a uma charge estampada em um cartaz, não é difícil imaginar como agiam com armas na mão durante operações policiais. E a mensagem que passam para os atuais integrantes da corporação é a de que estão no caminho certo. E para os negros há também um recado embutido: vocês vão continuar enterrando seus filhos.

Políticos de extrema-direita, claro, saíram em defesa dos seus comparsas de racismo. Os de esquerda organizaram um ato em protesto na Câmara e entraram com uma representação na Procuradoria-Geral da República contra os deputados por quebra de decoro e racismo. Mas e a turma dita moderada de centro, centro-direita e direita? Fizeram apenas criticadas moderadas, protocolares, tratando essa selvageria como uma quebra de decoro qualquer. É incrível que a luta contra o racismo, que deveria ser uma bandeira empunhada por todos os políticos decentes, tenha virado uma pauta identificada com as esquerdas.

João Amoêdo e o partido Novo, por exemplo, que apoiam quase que integralmente o bolsonarismo nas votações na Câmara mas tentam escapar da pecha extremista, se calaram. Além de não postarem nenhuma mensagem sobre o Dia da Consciência Negra, não repudiaram os atos racistas dos seus aliados. Um silêncio bastante conveniente com quem se preocupa apenas com a economia, mas pretende posar de moderado. E nós sabemos que quem cala diante da opressão se coloca automaticamente ao lado do opressor.

Rodrigo Maia repudiou o ato do Coronel Tadeu, mas não deu a devida gravidade para o caso. Não apontou o caráter racista do episódio e o chamou de “ato impensado em um momento de mais nervosismo do deputado”. Entendo que, como presidente da Câmara, Maia tem o papel de não acirrar mais os ânimos. Mas o combate ao racismo é inegociável. Não é possível que isso seja tratado como uma infelicidade de um colega. A obrigação de um presidente da Câmara realmente comprometido na luta contra o racismo seria encampar um movimento pela cassação dos parlamentares.

A escalada do neofascismo no Brasil é uma realidade. Em entrevista para a Deutsche Welle, a antropóloga Adriana Dias apontou a existência de 334 células nazistas no país, com pelo menos 5 mil integrantes ativos. Os grupos se concentram no sul e sudeste, mas estão se expandindo para o centro-oeste. Segundo ela, “a sociedade brasileira está nazificando-se. As pessoas que tinham a ideia de supremacia guardada em si viram o recrudescimento da direita e agora estão podendo falar do assunto com certa tranquilidade. Precisamos abordar o tema para ativar o sinal de alerta. Justamente para não dar palanque a essas ideias, precisamos falar sobre criminalização de movimentos de ódio e resgatar a questão crucial: compartilhar humanidades”.

Não há nenhuma dúvida de que esses grupos se identificam com o bolsonarismo. É esse o contexto social que envolve os atos racistas no parlamento. Como a Câmara vai reagir? Punirá exemplarmente atos racistas com cassação ou irá empurrar para debaixo do tapete tratando a barbárie como infelicidade? O Conselho de Ética da Câmara vai tolerar racismo explícito em plenário?

Enquanto a Câmara não exercer um controle interno rigoroso para punir ataques contra valores democráticos fundamentais, os limites ficarão cada vez menos claros e as práticas fascistoides cada vez mais naturalizadas. Passar pano para o racismo de gente com mandato público é, na prática, incentivar a perpetuação das práticas racistas na sociedade. É fechar os olhos para as crianças negras assassinadas pela polícia e minimizar o apartheid brasileiro.

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Ex-reitor nega filiação ao PSL

Ex-reitor será candidato próximo ano (Foto: autor não identificado)

O ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Josivan Barbosa, negou em conversa com o Blog do Barreto que estaria se filiando ao PSL.

“Não. De maneira alguma. Seria uma grande incoerência da minha parte. Já recebi visitas de representantes estaduais de vários partidos: Podemos, PV, PSB e outros”, disse o ex-reitor que já foi do PT e ao PC do B.

Josivan explica que a prioridade é ser candidato a reitor da UFERSA. “No momento a prioridade é a eleição da Ufersa. Na condição de pré-candidato farei o máximo para avançar nas conquistas democráticas internas que ajudei a construir nos últimos 20 anos. Claro, que acompanho o desenvolvimento da instituição desde 1982 quando ingressei como aluno”, frisou.

Ele disse estar recebendo incentivos de docentes, servidores e discentes para ser candidato.

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