Primeiro a registrar candidatura ao Governo apresenta patrimônio milionário

O professor Carlos Alberto Medeiros (PSOL) foi o primeiro postulante ao Governo do Estado a registrar candidatura no Sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Ele apresentou um patrimônio de R$ 3.913.623,67, quase quatro milhões de reais.

Carlos Alberto já atuou como empresário e atualmente é professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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“As pessoas estão procurando um terceiro campo e não é Bolsonaro e o fascismo”, diz Robério Paulino

Cumprindo agenda em Mossoró, o professor Robério Paulino (PSOL) foi entrevistado pelo Blog do Barreto. Surpresa das eleições de 2014 quando ficou em terceiro lugar, ele agora é candidato a deputado estadual utilizando o discurso de combate ao fascismo e aos grupos tradicionais da política potiguar.

Confira o bate-papo.

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“Sem investir em educação ficaremos condenados à miséria”, afirma pré-candidato ao Governo

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Empresário e professor universitário, Carlos Alberto Medeiros é o candidato do PSOL ao Governo do Estado. Ele vem com a missão de superar a surpreendente votação de Robério Paulino nas eleições de 2014. Conheça um pouco das propostas de mais um pré-candidato ao Governo do Estado.

 

Blog do Barreto: O senhor foi vice de Fernando Mineiro em 2012. O que te levou a deixar o PT?

Carlos Alberto: Venho sendo convidado para ingressar no PSOL há algum tempo. Desde então, procurei estudar profundamente sobre o partido. Analisei o programa de fundação do PSOL, um programa com visão de futuro e coerência. Impressionante a capacidade do PSOL em antever que a política de alianças com partidos de centro e até de direita ia dar errado. A aliança dos partidos de esquerda tem que ser com os anseios da população e com a busca da justiça social, isso é inegociável.

Blog do Barreto: O PSOL teve um desempenho surpreendente em 2014 na eleição de governador do RN, inclusive forçou o segundo turno. Como o senhor pretende ir além disso?

Carlos Alberto: O PSOL teve um bom desempenho na eleição para o governo do estado em 2014. O professor Robério Paulino, meu colega de UFRN, obteve 130.000 votos, chegando a quase 9% dos votos no Rio Grande do Norte e a 22,5% em Natal. Nesta eleição, acredito que a possibilidade de mudança é grande, as pessoas querem um candidato novo que busque fazer uma política diferente da que vem sendo feita no Rio Grande do Norte. Se o eleitor se identificar com a possibilidade de mudança a chance de vitória é real.

Blog do Barreto: O senhor é empresário. Como ser candidato ao Governo em um partido de orientação socialista?

Carlos Alberto: Como sempre fui um militante de esquerda, não me vejo em um partido com orientação diferente do PSOL, que busca o fim da miséria e da exploração. Deixei a condição de empresário há 20 anos quando ingressei como professor da UFRN no Departamento de Ciências Administrativas, desde então fiquei apenas como sócio da pequena empresa que fundei. Nesses 20 anos coordenei o Programa de Pós-Graduação em Administração de 2005 a 2007 e o Curso de Graduação em Administração de 2014 a 2017. Sou professor nos cursos de graduação em Administração e em Turismo, e também na pós-graduação desses dois cursos.  Além disso, me considero um pesquisador bem-sucedido na academia pois já fui citado por mais de 1.300 trabalhos científicos. Essa experiência no estudo da gestão é que desejo levar para o governo do Rio Grande do Norte.

Blog do Barreto: Como o senhor pretende se apresentar ao eleitorado potiguar?

Carlos Alberto: Pretendo me apresentar como um professor e administrador que quer fazer uma gestão diferente no Governo do Rio Grande do Norte. Um governador que perseguirá a meta de colocar todas as crianças e jovens na escola. Como disse Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa para mudar o Mundo”. Não existe outra saída para o Rio Grande do Norte que não seja a educação, só ela liberta as pessoas. Nos últimos 10 anos as matrículas das crianças e adolescentes vem caindo no Rio Grande do Norte, o IBGE aponta uma redução de aproximadamente 91.000 matrículas a menos do que em 2009. Temos o segundo pior ensino médio do Brasil, o terceiro pior ensino fundamental, uma enorme falta de vagas nas creches, como vamos crescer com uma educação tão desprezada?

Blog do Barreto: O PSOL tem chances de finalmente eleger um deputado estadual no Rio Grande do Norte. Esse projeto atrapalha ou ajuda sua candidatura?

Carlos Alberto: A ampla nominata de pré-candidatos do PSOL vai fortalecer bastante a campanha, serão mais de 50 candidatos nessas eleições. Mossoró terá a ex-vereadora professora Telma Gurgel como candidata ao Senado e o sindicalista Audiclésio Maia como candidato a deputado federal.  Acredito que o PSOL pode eleger dois ou até três deputados estaduais, já temos mais de 30 pré-candidaturas apresentadas. O professor Zacarias Marinho da UERN é um deles. A nominata para estadual vem com muita força, o vereador de Natal Sandro Pimentel, que está fazendo um grande mandato, os ex-vereadores Maurício Gurgel, com raízes no Seridó, e o Prof. Luis Carlos, que possui bases na região do Apodi. Temos o ex-prefeito de Janduís Dr. Salomão Gurgel; o professor Robério Paulino, que foi o candidato do PSOL a govenador em 2014; um importante líder comunitário do maior bairro de Natal que é o Milklei Leite; o professor Walker Francis, que tem um excelente trabalho como educador em Felipe Camarão. Além desses, candidaturas importantes em Currais Novos, com Solange Medeiros, Tibau do Sul e agreste com Suzane de Paula. Será uma campanha em que o PSOL apresentará uma nominata muito qualificada.

O senhor sendo governador qual seria prioridade principal?

Carlos Alberto: Os países que conseguiram vencer a luta contra a miséria foram os que investiram fortemente na educação. A prioridade do governo será a educação, por ela se atinge e se soluciona outros problemas graves como a segurança pública e o desenvolvimento. Não há mais como ficar se tapando o sol com a peneira, sem investir em educação ficaremos condenados à miséria. Quase 10% da população do Rio Grande do Norte vive na extrema pobreza, são quase 350.000 pessoas. 17% da população é analfabeta, em alguns municípios o número beira os 40%. Nosso governo executará as políticas públicas que estarão em nosso Programa de Governo e que serão extraídas dos anseios da sociedade.

Blog do Barreto: O senhor é do ramo empresarial deve compreender bem o quanto o modelo econômico do Estado carece de inovações. O senhor pensa em alterar os rumos da economia potiguar?

Carlos Alberto: Fui aluno do ex-governador Cortez Pereira, uma pessoa brilhante, o melhor governador que o Rio Grande do Norte já teve. Cortez Pereira foi o único governador com perfil socialista, isso em plena ditadura militar. Cortez trouxe a CEPAL para ajudar a planejar o Rio Grande do Norte. Concebeu e implantou o projeto Serra do Mel, um exemplo de sucesso de colonização e reforma agrária; apoiou o início da carcinicultura em nosso estado, hoje colhemos esses frutos; o plantio do coco; a fruticultura; o turismo. Cortez sabia identificar as atividades econômicas que tínhamos vantagem competitiva. Gostaria muito de fazer um governo nos mesmos moldes que ele fez, sem dúvida ele alterou para melhor os rumos da economia potiguar.

Blog do Barreto: O PSOL passou por algumas turbulências como a filiação rejeitada do advogado Fábio Holanda. Esses problemas atrapalham a disputa majoritária?

Carlos Alberto: Acredito que não.

Blog do Barreto: Como o senhor analisa a UERN?

Carlos Alberto: O desenvolvimento social e econômico do Rio Grande do Norte passa pela UERN, pois ela está presente em quase todas as regiões do estado, atuando fortemente na Graduação e na Pós-graduação. Vejo a UERN como a executora de uma política governamental abrangente no ensino e na pesquisa aplicada. A UERN deve assumir um papel preponderante em nossa gestão, pois tendo a educação como prioridade a UERN será um braço de atuação do governo para a elevação de nossos indicadores educacionais.

Blog do Barreto: Quais as propostas para Mossoró?

Carlos Alberto: Mossoró é a capital industrial do estado. Sou impressionado com a pujança econômica da região mossoroense e acredito que Mossoró será a líder do desenvolvimento do estado no médio prazo. O desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte tem que crescer do campo para as cidades. Só reverteremos o atual cenário de empobrecimento que o estado atravessa apoiando a agricultura familiar, as cooperativas, agregando valor aos produtos em nosso território com a industrialização. Quero estimular fortemente a produção de alimentos e a industrialização no território potiguar. Mossoró e região lideram a produção agrícola e a extração mineral em nosso estado e contará com o apoio do governo para instalar a infraestrutura necessária para continuar com seu forte crescimento.

 

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O caso Mariele e os “cidadãos de bem” à brasileira

Meme fascista expõe segunda morte de Mariele Franco via linchamento moral
Meme fascista expõe segunda morte de Mariele Franco via linchamento moral

Mariele Franco era uma vereadora do Rio de Janeiro, a quinta mais votada no último pleito na capital fluminense. Negra, mãe aos 17 anos, feminista, homossexual, militante dos direitos humanos e filiada ao PSOL. Simbolizava tudo que rejeita a crescente onda fascistóide, que corrói nossa sociedade.

A morte dela precisa ser investigada e esclarecida. Por mais que existam algumas suspeitas óbvias qualquer julgamento de valor nesse momento é precipitado.

Mas nada, absolutamente, nada justifica uma segunda morte de Mariele Franco. Antes mesmo de seu corpo ser sepultado imbecis sob o manto da moral e dos bons costumes estão fazendo um verdadeiro linchamento que massacra a imagem da jovem vereadora.

Nas redes sociais vi o absurdo de gente compartilhando memes e postagens que “celebram” a morte de Mariele numa morbidez que não combina com quem diz professar a fé cristã e/ou se coloca como um “cidadão de bem”. É uma constrangedora falta de empatia com o sofrimento de uma família.

A morte de nenhum ser humano pode ser comemorada. Mas o caso de Mariele carrega consigo uma carga simbólica que resume muito bem setores mais idiotizados de nossa sociedade que se deixam iludir por “salvadores da pátria” e embarcam nos chiliques estridentes de apresentadores de programas policiais.

Não é hora para misturar ideologia, politicagem de quinta categoria e sentimentos rancorosos. É um momento para se pensar o tipo de sociedade que temos e o quanto a liberdade que temos não pode servir de pretexto para expressar sentimentos odientos.

A morte de Mariele não é como a de tantos negros, mulheres, homossexuais e militantes de causas justas. A tragédia mistura num caixão toda a carga de preconceito que cada dia tem saído mais e mais dos porões do inconsciente de setores autoritários e violentos de nossa sociedade nada cordial como apregoou Sérgio Buarque de Holanda. Não somos cordiais. Somos violentos e celebramos a desgraça alheia com a indiferença de que é incapaz de se colocar no lugar do outro.

Essa tragédia provoca comoção de quem possui empatia com o próximo porque a jovem reunia em si toda a carga dos oprimidos desse país, mas também expões a hipocrisia nossa de cada dia do racismo velado, machismo “cavalheiro”, homofobia de pé de ouvido e do preconceito de quem diz não ter preconceito, “mas…”.

Poucos dias antes de ser vítima de uma emboscada ela tinha denunciado abusos da Polícia Militar. Dizer que ela estava defendendo bandidos é um reducionismo pobre e desonesto. É colocar no mesmo caldeirão bandidos e pessoas pobres/honestas que são maioria nas comunidades carentes.

Do mesmo jeito que ninguém pode dizer que foram membros da Polícia Militar que mataram Mariele Franco não se pode espalhar memes fascistas tornando a vítima culpada pela própria morte trágica.

Precisamos refletir sobre que “cidadãos de bem” são esses. São de “Bem” por serem honrados ou a moral deles é mera hipocrisia?

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Cinquentinha faz guinada ideológica e agora é do PSDC

Cinquentinha PSDC

O polêmico Cinquentinha não é mais do PSOL, legenda que ajudou a fundar em Mossoró. Ele troca o partido de extrema esquerda pelo PSDC, identificado com a democracia cristã vertente da direita. Claro que tudo isso é apenas no plano teórico.

Por obra de Cinquentinha PSDC e PSOL se uniram em torno de Josué Moreira nas eleições do ano passado em Mossoró. Foi apenas uma transição. A chapa, cuja vice era a odontóloga Karliana Nonato, teve 1.370 votos.

Cinquentinha concluiu sua guinada ideológica. O professor levou consigo vários filiados entre eles o sub-oficial Nildo, que era o presidente da agremiação.

O PSOL mossoroense sem a presença da turma de Cinquentinha fica agora sob o comando do jornalista Cláudio Palheta, que vinha na vice-presidência.

Nas eleições de 2016 Cinquentinha foi candidato a vereador e recebeu 69 votos.

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