O “PT” do PT

O Solidariedade sob a liderança do deputado estadual Kelps Lima tende a ocupar o espaço de uma oposição alinhada à defesa dos interesses dos servidores que vinha sendo realizada pelos deputados estaduais do PT na Assembleia Legislativa desde os anos 1990.

Com o PT no Governo do Estado, ainda que pela direita, o Solidariedade vai ocupar o vácuo. A ação para que os salários sejam pagos pela ordem cronológica já uma demonstração disso.

Vai ser assim com Fábio Dantas e tudo. Justo ele que quando era vice-governador assinou projetos antipáticos aos interesses dos servidores.

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Representante de Mossoró vai liderar bloco partidário na Assembleia

Os deputados estaduais Isolda Dantas (PT), Francisco do PT e Sousa Neto  (PHS) atuarão em bloco na Assembleia Legislativa. O grupo será liderado pela ex-vereadora de Mossoró. O bloco foi estruturado como uma força aliada para que o governo cumpra o projeto escolhido pela sociedade potiguar nas urnas:
“Nós compusemos um bloco para opinar de forma autônoma  e contribuir no Governo e na Assembleia. Uma casa harmonizada caminha mais, produz mais”, afirmou Isolda.
A deputada do PT ressaltou também que a capacidade de diálogo e a transparência de Fátima será imprescindível para que tenhamos um outro Rio Grande do Norte possível.
Nosso Estado tem muitos problemas, mas com o diálogo, a transparência e a vontade política de Fátima, do lado da classe trabalhadora, também tem muitas soluções e são para essas soluções que nos colocamos à disposição”, declarou.

 

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PT faz movimentação de bastidores para retirar comando partidário de deputado

O Blog do Barreto foi informado que o PT se articulou junto ao diretório nacional do PSB para tirar do deputado federal Rafael Motta o comando estadual da sugla.

A manobra nos bastidores tinha a intenção de levar o PSB para os braços da senadora Zenaide Maia que estava de malas prontas para deixar o PHS.

A direção nacional do PSB acabou rejeitando a ideia. Com isso, Zenaide terminou migrando para o PROS na última sexta-feira. Ela, inclusive, deve receber o comando da sigla no Estado.

Rafael Motta apoiou a governadora Fátima Bezerra (PT) no segundo turno nas eleições do ano passado.

Nota do Blog: para um partido é mais importante ter um deputado federal que um senador por um motivo simples: a contagem do tempo de TV e percentual do fundo partidário leva em conta o número de cadeiras na Baixa Câmara. A manobra certamente resultaria na saída de Motta dos quadros do PSB.

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Jean Paul Prates: um novato com velhas práticas

Jean Paul Prates e a tentação das velhas práticas (Foto: Reprodução)

O senador Jean Paul Prates (PT) não é da política orgânica. É um quadro técnico que se destacou na década passada por ter ajudado a implantar a indústria da energia eólica no Rio Grande do Norte durante o governo Wilma de Faria (2003/10).

Alçado ao Senado pela condição de suplente da hoje governadora Fátima Bezerra (PT) muito se espera de Jean Paul, principalmente por ser reconhecidamente qualificado para o exercício de um mandato na Alta Câmara.

Mas o primeiro teste de Jean Paul Prates decepcionou no Senado. Além de ser portar como um entusiasta do voto secreto, o petista se tornou protagonista de um episódio deprimente no último sábado: o pedido para destruir provas de fraude na eleição da mesa diretora (ver AQUI).

Novo na política, Jean se queimou ao se colocar disponível ao que se convencionou chamar de velhas práticas. O povo não aceita mais ter um representante que, mesmo exercendo o mandato sem a legitimidade do voto, não esteja apto agir com transparência.

A bancada federal foi intensamente fiscalizada nos últimos quatro anos e isso se converteu em uma grande renovação. Ao se posicionar contra a transparência no exercício do mandato parlamentar, Jean Paul se mostra na contramão da história.

Não se pode tratar a votação em um parlamento da mesma forma que a votação no dia da eleição. O eleitor precisa ter o sigilo do voto para não ser vítima do voto de cabresto. O parlamentar precisa prestar contas de suas ações aos seus eleitores e explicar cada posição tomada e arcar com as consequências que a democracia impõe aos que não caminham ao lado do povo.

A atitude do senador potiguar reforçará todos os estereótipos impostos aos petistas nos últimos anos.

Jean Paul Prates precisará aprender esta lição se quiser ter o respeito do povo do Rio Grande do Norte. Prestar contas das ações é fundamental na política do Século XXI. Ser um novato com velhas práticas vai ajudar a apequenar o sofrido elefante na Alta Câmara.

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Mossoró terá um novo vereador na quinta-feira

Diógenes mantém representação do PT na Câmara (Foto: Cedida)

O professor aposentado Gilberto Diógenes, tomará posse nesta quinta-feira (31), às 9 horas, na sala da presidência da Câmara Municipal de Mossoró ao cargo de vereador em substituição a Isolda Dantas (PT), que foi alçada na última eleição à Assembleia Legislativa do Estado.

Apesar de dispensar o ato solene, na primeira sessão da Câmara, no dia 20 de fevereiro, o vereador se utilizará da tribuna e fará o seu discurso de posse. Nos últimos dias o futuro vereador esteve compondo a sua equipe de assessores e fará um planejamento ainda na próxima semana.

Gilberto é da base do Partido dos Trabalhadores em Mossoró e região, que vem dos movimentos sindicais e sociais e tem uma grande vivência nas lutas de classes de Mossoró e região.

“Faremos um mandato com responsabilidade e com coerência à minha história de vida, aos meus princípios de luta junto aos servidores públicos, aos aposentados e aos movimentos aos quais sempre estive ligado. Com certeza chego para somar naquilo que considero ser importante para Mossoró e nosso povo”, comentou.

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Reconstrução do país deve ir além de retórica

 

*Por Luiz Carlos Borges da Silveira

O Brasil vive início de nova fase. E, como sempre, de esperança, mudança, melhora. Governo novo, novas mensagens, promessas repetidas que geram natural expectativa.

Porém, é conveniente não esquecer que a verdadeira mudança, positiva e duradoura, depende de um conjunto de fatores, de atitudes e ações. Não depende apenas do governo, da oposição, da política, da sociedade organizada. O anseio de um período melhor será realidade se todo esse conjunto atuar com sinceridade e determinismo, focado prioritariamente no bem-estar da Nação e de seu povo. Mudança deve ser vontade geral.

É importante lembrar que momentos como este o país viveu muitos outros, com maior ou menor euforia. A história registra e nossa memória sabe que a expectativa resultou mais em frustração do que confirmação.

Estamos realmente diante de nova oportunidade de reconstruir o país, segundo palavras do presidente eleito em seu discurso de posse no Congresso. É evidente que a reconstrução não se restringe a atos e políticas administrativas, seu espectro é mais abrangente.

Jair Bolsonaro chegou ao poder por uma série de peculiaridades, mas certamente a pregação centrada na necessidade de mudanças teve peso maior. Além disso, ele soube aproveitar a força das redes sociais, principalmente na fase mais aguda da campanha, quando convalescia. Ainda assim não perdeu contato nem se distanciou do eleitorado. As redes supriram com eficiência os horários no rádio e na televisão, reiterando que esta eleição foi, sem dúvida, de intensa participação popular tanto no primeiro como no segundo turno.

Bolsonaro não é efetivamente um grande líder, talvez mais um mito, como acabou sendo seguidamente qualificado. Revelou em suas propostas (algumas polêmicas) pontos identificados com os anseios populares. Sua pregação sobre mudança política e contra as velhas práticas obteve resposta e foi responsável pela rejeição a líderes desgastados e caciques partidários, ensejando uma relativa renovação.

Seu partido (PSL), carente de quadros, acabou elegendo por impulso do nome do candidato presidencial muitos nomes de pouca expressão que correm o risco de pagar pelo noviciado aderindo aos viciados caciques sobreviventes.

Entendo que um pacto, como citou o novo ministro da Casa Civil, ou movimento de reconstrução de um novo Brasil é mais complexo do que simples propostas ou retóricas políticas. Deve ser um sólido projeto em favor do país, congregando todas as forças políticas que pregam a instauração de uma nova era. Isso exige determinação, a começar pelo novo governo, entendendo que a disputa acabou e que não deve existir o lado que ganhou nem o que perdeu. O objetivo é o país, acima de picuinhas e revanchismo.

Ponto importante quando se pretende entendimento é o respeito mútuo. Não se coadunam com postura respeitosa atos e declarações impertinentes como, por exemplo, partidos que se recusaram em participar da solenidade de posse, fato que não se traduz em protesto, mas sim radicalismo e inconformismo, pois na democracia é preciso saber ganhar e perder e, portanto, evitar atitudes mesquinhas. Igualmente, do lado vitorioso ocorreram declarações inoportunas, chacotas com propósito de ridicularizar, deslustrando o sentido da conquista. Isso tudo alimenta hostilidades no momento de serenar os ânimos e demonstrar grandeza política de parte a parte.

A oposição deve compreender seu importante papel e demonstrar consciência de seus limites. A democracia não prescinde da oposição, para que exista contraponto, fiscalização, cobrança do governo, assim como colaboração em projetos e políticas do interesse nacional. Portanto, deve ter espírito colaborativo sem radicalização. Creio que o papel de oposição mais efetiva caberá ao Partido dos Trabalhadores, que não saiu diminuído da eleição. Continua sendo a grande e coesa sigla integrada por lideranças de peso como intelectuais, pensadores, representantes da cultura, artistas.

Também de outros partidos e blocos no Congresso espera-se atuação no mais amplo sentido da política como ciência da boa administração pública, reconquistando esquecidos valores éticos e patrióticos. A aplicação da cláusula de barreira resulta positiva para a futura relação governo-parlamento ao reduzir em 14 o número de partidos nanicos.

Acredito que é possível ver as prioridades do povo brasileiro colocadas acima dos desejos personalistas, ideologias partidárias, convicções pessoais. A Nação, como ente, desconhece ideologias a não ser aquela de identificar seus representantes unidos na tarefa de crescimento e bem-estar de seu povo.

Por oportuno, vale ressaltar que a maioria dos enunciados aqui descritos serve igualmente a Estados, notadamente naqueles em que houve alternância partidária e ideológica no comando central.

Resumindo, se o clima e a oportunidade são propícios à reconstrução, que a tomada de posição seja geral. Se assim não for, fica tudo como estava. Será mais uma oportunidade perdida e o Brasil, mais uma vez, o país do futuro e da esperança, não o país do presente, dos avanços e das realizações.

*Luiz Carlos Borges da Silveira é médico. Foi Ministro da Saúde e Deputado Federal. Como ministro foi o criador do “Zé Gotinha”.

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Fátima oferece prêmio de consolação ao PC do B

Desprestigiado na formação do secretariado estadual o PC do B andou pressionando a governadora eleita Fátima Bezerra (PT).

Ela alegou estar montando uma equipe técnica o que foi prontamente reconhecido pelos comunistas que alegaram ter quadros qualificados para compor a equipe.

Na sequência da reunião, Fátima ofereceu a Controladoria-Geral do Estado.

A propostas foram rejeitadas.

Compreensível. Os camaradas querem gerir projetos, não processos.

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Lula, o único condenado a prisão perpétua no Brasil

Por William Robson Cordeiro

Não há como não relacionar dois episódios emblemáticos envolvendo o judiciário. O desta quarta-feira (19) com o de julho passado. No desta quarta, o ministro Marco Aurélio Mello decidiu libertar presos de segunda instância. Um contra-movimento foi construído logo a seguir para desfazer a decisão. No de julho, o desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da Quarta Região, concedeu um habeas-corpus e, tão rápido quanto o primeiro caso, também foi desfeito.

Ambos os momentos têm apenas uma personagem relevante: o presidente Lula, o único condenado à prisão perpétua no Brasil. É bom rememorar alguns pontos de ambos os atos para que se alcance a compreensão.

No caso do Favreto, a concessão do habeas-corpus ocorreu em um domingo, dia que naturalmente apenas os juízes de plantão estão trabalhando.  Ou seja, o desembargador decidiu, tá decidido, né? Não, não é.

O então juiz Sérgio Moro, hoje ministro de um do maiores oponentes do Partido dos Trabalhadores, comia bacalhau ou pastel de Belém em Portugal quando tomou conhecimento da decisão. Embora juiz de primeira instância, passou uma bronca no desembargador e ligou para a delegacia da Polícia Federal onde Lula estava preso. Disse para que a ordem de Favreto não deveria ser cumprida.

De fato, não foi.

A Globo levantou sua brigada de jornalistas-juristas-sem-diploma-de-Direito  para questionar a competência do desembargador do TRF-4. Várias reportagens tentavam colocar sua decisão sob suspeita por ele eventualmente ter sido indicado por Dilma para a vaga ou ter alguma ligação com o PT no passado. Foram horas e horas de desconstrução da vida de Favreto.

No mesmo domingo, o presidente do TRF-4, desembargador Thompson Flores, em seu merecido descanso depois de uma semana de trabalho, também decidiu trabalhar. E à noite chegou, a decisão do Favreto foi levada na maciota até que a ordem de prisão foi definitivamente mantida.

Lula seguiu preso e, depois disso, todo mundo sabe o que aconteceu. Foi neutralizado da corrida presidencial em que venceria no primeiro turno, como apontavam todas as sondagens.

Seis meses se passaram e o ministro Marco Aurélio Mello decide  libertar todos os condenados em segunda instância com recurso pendente de julgamento. 170 mil pessoas ainda injustiçadas seriam beneficiadas. Mas, somente um deles gerou outra balbúrida jurídica.

A brigada da Globo de jornalistas-juristas-sem-diploma-de-Direito se levantou novamente. Desta vez, contra o Melo. A jornalista Eliane Cantanhede chegou a afirmar na Globonews que Mello sempre teve uma admiração por Lula, o que teria motivado sua ação. Advogados convidados ampliaram o coro criticavam a postura de Mello ad infinitum.

Entrevistas e notas só seriam exibidas se confirmassem a hipótese da emissora de que Lula deveria seguir preso. Não havia preocupação com os outros 170 mil. A guerra era contra somente uma única pessoa.

Recheadas de bravatas, preocupações baratas, medo de insurreição nacional, “irritação da sociedade” que só a Cantanhede previria, todo discurso foi possível. Menos concordar com a decisão de Mello. O ódio escorria da boca da bancada de debates de uma única opinião.

Rápido como coice de bode, como dizem os nordestinos, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, tratou de rasgar a decisão do colega de corte. Rasgou e sentou em cima, apenas cinco horas depois. A Justiça levantou as vendas e viu que dos 170 mil, um dos presos que deveria enfrentar ainda todos os recursos para ser declarado culpado, deve ser condenado à prisão perpétua de antemão.

O Partido dos Trabalhadores sempre foi republicano e crente nas instituições. Lula não fugiu, não pediu asilo. Preso, acredita na postura Justiça brasileira, apesar de partidarizada e já escoltada por militares. O assessor do Toffoli é o general Fernando Azevedo com vínculos estreitos com Bolsonaro, Mourão e a cúpula do Exército. O ministro não iria ser inconsequente nesta altura do campeonato.

Toffoli jogou a decisão em colegiado para abril. Lula seguirá preso e o STF sob o olhar militar a partir de janeiro também se vestirá de verde-oliva. E neste dia, será sacramentada a prisão perpétua do maior e mais popular presidente da história.

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PT de Mossoró apresentará lista de nomes para cargos estaduais na cidade

A executiva local do PT elaborou uma lista de nomes para ocupar os cargos do Governo do Estado em Mossoró.

O documento será apresentado para apreciação da governadora eleita Fátima Bezerra (PT).

Dentre os principais cargos estaduais na cidade estão as direções dos hospitais Tarcísio Maia e Rafael Fernandes além do controle da II Ursap.

Além dos cargos na saúde ainda tem os comandos dos batalhões da PM, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Estadual, Detran, Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e Direc.

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