Beto vira as costas para a indústria salineira, sobe no espantalho do antipetismo e desce para se abraçar com o bolsonarismo

É inegável que a indústria salineira sempre foi uma bandeira de luta tanto do deputado federal Beto Rosado (PP) como do pai dele, Betinho Rosado. Seria uma injustiça histórica afirma o inverso.

No entanto, nesta decisão do governo Jair Bolsonaro (PSL) de prorrogar a suspensão da medida antidumping que beneficia a indústria salineira, o deputado pecou pela omissão e quando abriu a boca piorou as coisas.

Beto simplesmente culpou o PT e a esquerda por todos os problemas da indústria salineira. Uma rápida passagem pelo passado recente a gente percebe que foi no governo da então presidente Dilma Rousseff que foi assinada a medida antidumping que protegia o sal potiguar que foi suspensa por Michel Temer e mantida por Bolsonaro.

Neste caso: o PT ajudou ou prejudicou a indústria salineira?

Quer outra ação fundamental do PT para proteger a nossa indústria salineira? Em 2009, havia um lobby para o Governo Federal autorizar a exploração do sal-gema do Espírito Santo.

O então presidente Lula ficou ao lado dos potiguares e manteve a proibição. Inclusive, Betinho comemorou a decisão na época.

Vale lembrar que Betinho lutou para ser de um partido da base do governo petista com duas ações na Justiça Eleitoral para poder deixar o DEM. Ele estava satisfeito com o que os presidentes petistas fizeram pela nossa economia, claro.

Beto, numa tática padrão MBL, jogou com o emocional para se blindar através do antipetismo irracional. Jogou a culpa no PT como se o partido tivesse alguma influência nas ações do Ministério Público Federal num discurso que duela com os fatos usando uma espada de madeira.

Restou subir no espantalho do antipetismo, por sinal um ótimo guarda-chuva para se esquivar com a ajuda de setores da classe média, mas após ficar em cima do boneco de palha, Beto acaba descendo para o outro lado e se abraçando ao bolsonarismo.

As declarações de Beto foram criticadas pelo diretor executivo do Sindicato de Moagem e Refino do Sal do RN (SIMORSAL), Renato Fernandes. Para ele a postura do deputado atrapalha.

Pois é, Beto declarou que a medida não prejudica a indústria salineira. Renato aponta perda de mercados no Sul do país.

Quer abraço maior com o bolsonarismo do que questionar dados de especialistas com retórica estridente e acusando o PT?

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Em vídeo, Beto defende Bolsonaro, ataca a esquerda e diz que indústria salineira não está prejudicada

O deputado federal Beto Rosado (PP) reagiu às críticas de que estaria omisso após o Governo Federal prorrogar a suspensão da medida antidumping que prejudica a indústria salineira.

Segundo Beto, há uma ciumeira dos partidos de esquerda porque o presidente Jair Bolsonaro (PSL) salvou a indústria salineira. Ele ainda atacou setores da imprensa de mentir sobre o tema. O parlamentar usou uma expressão semelhante à usada por esta página (ver AQUI) para acusa-la de mentir.

O deputado ainda garantiu que a indústria salineira não se prejudica com a concorrência do sal chileno.

Confira:

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Comitê Lula Livre será inaugurado em Mossoró

Neste sábado, 1º de junho, o PT Mossoró inaugura a nova sede e a cidade ganha o Comitê Lula Livre. A casa fica na rua Juvenal Lamartine, no centro, ao lado do antigo fórum e exibe no muro com uma arte com a imagem do ex-presidente.

A inauguração da nova sede do PT e Comitê Lula Livre de Mossoró terá feijoada e contará com show de músicos da terra e será aberta ao público.

Isolda Dantas, presidente do PT de Mossoró, afirma que “o Comitê Lula Livre coloca Mossoró na rota nacional de luta e defesa da democracia porque é isso que a bandeira Lula Livre significa”.

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Presidente nacional do PT cumpre agenda em Natal

A presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, deputada federal Gleisi Hoffmann, vai participar da mesa de abertura do “Encontro Nacional da Avante – Lula Livre”, (tendência interna do PT), nesta sexta-feira (17), às 15h, no Sinsenat, em Natal. Evento será realizado até o domingo (19).

Ao lado da governadora Fátima Bezerra, Gleisi Hoffmann debaterá: “Brasil: Governo Bolsonaro e ofensiva reacionária. Como ir além da resistência? Com qual estratégia?”. Presença confirmada do senador Jean Paul Prates (PT/RN), dos deputados federais Arlindo Chinaglia (PT/SP), Frei Anastácio (PT/PB) e Maria do Rosário (PT/RS), do deputado estadual Francisco do PT, além de representações dos dirigentes nacionais da Avante e demais tendências da sigla, movimentos sociais, dentre outros.

Em seguida, Gleisi Hoffmann prestigiará a festa de aniversário da governadora Fátima Bezerra, no Clube CEPE, a partir das 20h.

Já no sábado (18), o “Encontro Nacional da Avante – Lula Livre” terá a presença do presidente da Fundação Perseu Abramo, o economista Marcio Pochmann que debaterá o “Estágio atual do Capitalismo e Luta de Classes”.

Serviço:

Encontro Nacional da Avante – Lula Livre

Data: 17, 18 e 19 de maio

Local: Sinsenat

Endereço: Rua Gonçalves Lêdo – 857, Cidade Alta, Natal

 

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Deputada chamará população para definir emendas do orçamento estadual

Deputada quer ouvir a população para definir emendas (Foto: Wigna Ribeiro)

Em entrevista ontem ao Meio-Dia Mossoró da 95 FM a deputada estadual Isolda Dantas (PT) informou que no mês de maio realizará evento para discutir as ações para o mandato voltadas para a capital do Oeste.

A ideia da parlamentar é convidar a população para sugerir quais áreas devem ter emendas destinadas no orçamento de 2020. “Vamos convidar as comunidades para construir a destinação das emendas”, informou

A proposta segue o modelo do orçamento participativo implantado por Olívio Dutra (PT) quando prefeito de Porto Alegre nos anos 1990.

Outro tema abordado por Isolda foram as declarações do colega dela, Coronel Azevedo (PSL) – ver AQUI -, sobre a homenagem ao estudante Emmanoel Bezerra morto em 1973 pela ditadura militar. “O deputado falta com a verdade. Emmanoel Bezerra morreu sob tortura como mostram as fotos e laudos da Comissão da Verdade”, declarou.

Sobre 2020, a deputada disse que não tem pressa para tratar do assunto e que o PT ainda não se reuniu para discutir eleições. “Vamos tratar de 2020 em 2020”, argumentou.

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Mossoró manda recado para Fátima

Fátima é reprovada em Mossoró meses após ter votação importante na cidade (Foto: Everton Dantas)

A violência diminuiu e a governadora tem adotado uma postura de diálogo com todas as categorias de servidores, empresários e poderes. Mas isso não foi suficiente para que Fátima Bezerra (PT) escapasse da impaciência do eleitor mossoroense.

Por que uma governadora que foi vitoriosa com relativa tranquilidade em Mossoró nos dois turnos está agora com 54% de desaprovação na segunda maior cidade do Rio Grande do Norte? Ela tem um desempenho pior que o da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e o presidente Jair Bolsonaro (PSL) que tiveram respectivamente 48% e 51% de desaprovação na pesquisa Seta/Blog do Barreto.

Primeiro é preciso compreender que dentro de Mossoró, assim como em boa parte do Estado, Fátima venceu pelo não voto nas oligarquias. Segundo que há a percepção do eleitorado (acertada) de que as melhoras nos índices de violência não são por causa da atual gestão. A persistência dos salários atrasados e os problemas no Hospital Regional Tarcísio Maia também atrapalham.

O eleitor de Mossoró mandou um recado para a governadora para que tenha mais atenção com a cidade. A impaciência é desproporcional com o tempo de governo e a quantidade de problemas que ela recebeu, mas estamos numa cidade de tradição conservadora onde uma gestão petista sempre será mais cobrada.

O recado de Mossoró foi dado.

 

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Lula faz um ano na cadeia à espera do STJ e empenhado em controlar o PT

Homem segura cartaz pedindo liberdade para o ex-presidente Lula, no dia 31 de março (Foto: LEO CORREA/AP)

Por Felipe Betim e Afonso Benites

El País

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva completa um ano neste domingo, 7 de abril, com o PT tentando reanimar a militância com atos pelo “Lula Livre” e adiando apenas para o segundo semestre a troca de poder na legenda, que ainda disputa espaço para se firmar como protagonista na oposição ao presidente Jair Bolsonaro (PSL). O consenso no partido é o de que as condenações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro nos casos envolvendo o triplex do Guarujá e o sítio de Atibaia — 12 anos e 11 meses em ambos os casos — foram injustas e de que a prisão do ex-presidente é política. Na sigla, os atos pelo ex-presidente são uma forma não só de manter a pressão sobre o Judiciário como também de manter petistas e os movimentos sociais mais próximos unidos sob uma rara bandeira comum.

Da cadeia em Curitiba, Lula acompanha as discussões no partido, cuja eleição interna adiada tem potencial para, pela primeira vez, não corresponder com a vontade do ex-presidente, que já demonstrou seu desejo em manter a deputada federal Gleisi Hoffman na liderança. Com Gleisi na presidência, a influência de Lula nas decisões do partido estariam garantidas. Ao EL PAÍS, a deputada diz que o ex-presidente recebe informes das reuniões do partido. “Ele é o nosso presidente de honra. É natural e importante que ele receba as informações.Quando eu posso, escrevo cartas, porque essas ele pode receber. Trato das reuniões dos diretórios, das reuniões que fazemos, das decisões que tomamos”, contou Gleisi.

No plano legal, as esperanças de uma absolvição e soltura do petista são escassas. O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Antonio Dias Toffoli, decidiu adiar o julgamento sobre a constitucionalidade da prisão após a condenação em segunda instância, que estava marcada para a quarta-feira dia 10 e teria repercussão no caso. Agora, residem no recurso levado pela defesa ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ), o primeiro tribunal superior que analisará a sentença em segunda instância do caso Triplex — o caso do sítio Atibaia só foi julgado em primeira instância. Tanto o STJ como o STF só analisaram até o momento pedidos de soltura do ex-presidente, mas não a condenação em si. Ainda não há uma data marcada para que a 5ª turma do STJ se reúna, mas a defesa espera que isso ocorra em breve. Segundo o advogado Cristiano Zanin, a defesa pede e enfatiza no recurso a anulação do processo nas instâncias inferiores ou uma absolvição. Também apresenta argumentos auxiliares que poderiam levar a uma revisão do tamanho da pena — o que pode resultar, por exemplo, em prisão domiciliar — ou a prescrição do caso.

A defesa contesta as acusações e considera que não há provas suficientes de que a OAS presenteou o ex-presidente com um triplex no Guarujá como pagamento de propina por contratos na Petrobras. Apresenta ainda um leque de argumentos, como uma suposta falta de imparcialidade do juiz Sergio Moro — hoje ministro da Justiça de Bolsonaro— ou a negativa de que uma prova pericial no processo fosse produzida. Segundo Zanin, a defesa também contesta a competência da Justiça Federal para tratar do caso com base em suas decisões do Supremo. A primeira, de 2015, resultou no fatiamento da Lava Jato e deixou nas mãos da força tarefa de Curitiba apenas os casos relativos a corrupção na Petrobras. A defesa acredita que o caso não tem relação com o escândalo envolvendo a petroleira, embora a sentença condenatória estabeleça uma relação entre os contratos entre empreitas e a Petrobras com o triplex reformado que a OAS teria repassado para Lula. A segunda e mais recente decisão do STF, por seis votos a cinco, determinou que cabe a Justiça Eleitoral julgar crimes comuns, como os de corrupção e lavagem de dinheiro, conexos com delitos eleitorais de caixa 2.

“A jurisprudência do STJ é incompatível com a condenação do ex-presidente. Então, estamos pedindo que a Corte reafirme sua própria jurisprudência”, explica Zanin ao EL PAÍS. O problema é que, de acordo com uma pesquisa realizada pela Corte com base nos julgamentos de 69.000 recursos entre 2015 e 2017, apenas 0,62% dos casos julgados no STJ reverteram totalmente as decisões das instâncias inferiores e resultaram na absolvição do réu. A mesma pesquisa indicou que em 1,02% dos casos os ministros da 5ª e 6ª turma reverteram a pena de prisão por uma pena “restritiva de direitos”, como a prestação de serviços comunitários. Em 0,76% dos casos foi reconhecida a prescrição. Para Zanin, contudo, o caso do ex-presidente é peculiar. “Estamos vendo ao longo do tempo a ocorrência de diversas ilegalidades e abusos que precisam ser coibidos”, diz ele, no momento que a o entorno de Lula se queixa da falta de recursos para tocar a própria defesa. Há bens e contas bancárias do ex-presidente bloqueados por ordem de Moro e, por isso, há ações que buscam arrecadar dinheiro para a causa. Nesta semana, um grupo de fotógrafos anunciou ter arrecadado mais de 600.000 reais leiloando fotos históricas do petista.

Um PT em busca de protagonismo

No campo político os obstáculos não são menores. O PT tem a maior bancada na Câmara, com 55 deputados — um a mais que o PSL de Bolsonaro —, e é a maior força de oposição ao Governo. Mas, por ora, continua apostando suas energias na campanha pelo “Lula Livre” enquanto que as pesquisas indicam uma cristalização do apoio popular à prisão do ex-presidente — segundo o Atlas Político, cerca de 57,9% do eleitorado. “O partido ficou muito preso a isso. Não sei se dentro do partido existe consenso sobre o que fazer. Enquanto isso, o ‘Lula Livre’ dá certa unidade de ação para a máquina partidária. É algo que mantém todos unidos”, explica o sociólogo Celso Rocha de Barros.

Para ele, a “atualização” do PT ainda depende de como o Governo Bolsonaro, que completa cem dias nesta semana com a popularidade em queda, vai se sair. Ainda assim, ele chama atenção para o fato de que, embora numericamente maior, é mais comum ver lideranças de outros partidos progressistas, como os deputados Alessandro Molon (PSB), Tabata Amaral (PDT) ou Marcelo Freixo (PSOL), na linha de frente da oposição. “O partido ainda não assumiu uma liderança lá dentro, porque está preso a essas questões”, explica. Em jogo está também uma disputa também no campo progressista pela hegemonia, ocupada pelo PT há 30 anos.  “Se eles querem substituir o PT, precisam atrair as pessoas que gostam o PT. O Ciro Gomes, por exemplo, pela suas declarações e posturas, acaba sendo antipático para os eleitores PT. Além disso, essas pessoas foram coadjuvantes durante muito tempo e não precisaram se posicionar sobre questões econômicas e políticas de governo. Isso ficava na conta do PT”, pondera Rocha de Barros. “No mínimo”, explica ele, “a competição vai fazer bem e vai obrigar os petistas a se mexerem”.

Essa renovação depende também da liderança do partido, hoje nas mãos de Gleisi Hoffmann, apesar das ressalvas de alguns petistas. A política paranaense é considerada uma das responsáveis por manter como prioridade do partido a pauta do “Lula Livre”, enquanto há pouco debate sobre renovação partidária e outras questões programáticas a um ano e meio das eleições municipais. “Nós consideramos o Lula um preso político. Lula é a grande liderança política e popular desse Brasil. Depois dele não surgiu mais ninguém com essa envergadura, com essa grandeza, com esse poder de mobilização”, reafirma Gleisi.

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O “PT” do PT

O Solidariedade sob a liderança do deputado estadual Kelps Lima tende a ocupar o espaço de uma oposição alinhada à defesa dos interesses dos servidores que vinha sendo realizada pelos deputados estaduais do PT na Assembleia Legislativa desde os anos 1990.

Com o PT no Governo do Estado, ainda que pela direita, o Solidariedade vai ocupar o vácuo. A ação para que os salários sejam pagos pela ordem cronológica já uma demonstração disso.

Vai ser assim com Fábio Dantas e tudo. Justo ele que quando era vice-governador assinou projetos antipáticos aos interesses dos servidores.

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Representante de Mossoró vai liderar bloco partidário na Assembleia

Os deputados estaduais Isolda Dantas (PT), Francisco do PT e Sousa Neto  (PHS) atuarão em bloco na Assembleia Legislativa. O grupo será liderado pela ex-vereadora de Mossoró. O bloco foi estruturado como uma força aliada para que o governo cumpra o projeto escolhido pela sociedade potiguar nas urnas:
“Nós compusemos um bloco para opinar de forma autônoma  e contribuir no Governo e na Assembleia. Uma casa harmonizada caminha mais, produz mais”, afirmou Isolda.
A deputada do PT ressaltou também que a capacidade de diálogo e a transparência de Fátima será imprescindível para que tenhamos um outro Rio Grande do Norte possível.
Nosso Estado tem muitos problemas, mas com o diálogo, a transparência e a vontade política de Fátima, do lado da classe trabalhadora, também tem muitas soluções e são para essas soluções que nos colocamos à disposição”, declarou.

 

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