Tião sinaliza apoio ao Governo, mas alerta: “vai depender do projeto”

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O empresário Tião Couto (PR) esteve hoje no Meio-Dia Mossoró da 95 FM. Ele não poupou críticas a gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) que o derrotou nas eleições de 2016.

Ele disse estar disposto a abdicar de tentar um mandato de deputado federal em 2018 caso o PR feche com PP ou PSDB. “Já avisei que não subo num palanque com Rosalba e Ezequiel (Ferreira, presidente da Assembleia Legislativa). Prefiro manter a coerência”, frisou.

Sobre o candidato ao Governo ele disse não se sentir empolgado por nenhum dos nomes postos e que só conversou com a senadora Fátima Bezerra (PT) de quem não descarta o apoio. Fora ela, só apoiaria Carlos Eduardo Alves (PDT) entre os nomes postos. “É preciso ter um projeto. A gente elegeu um governador sem projeto e deu nisso”, disse.

Ele também fez muitas críticas ao governador Robinson Faria (PSD) que na opinião dele está mais preocupado em viabilizar a reeleição do que em governar.

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Fátima Bezerra se consolida na liderança em pesquisa Seta, mas indica estagnação nas intenções de voto

Fátima admite candidatura ao Governo (Foto: Tribuna do Norte)
Fátima vai ter que superar estagnação das intenções de voto

A pesquisa Seta divulgada ontem pelo Jornal Agora RN tem um dado que passou despercebido: Fátima Bezerra (PT) não cresceu no comparativo com a última sondagem do Instituto Seta divulgada em março. Está estagnada nos 29,3%.

Os principais adversários Carlos Eduardo Alves (PDT) e Robinson Faria (PSD) cresceram. Se a eleição fosse hoje conforme o Instituto Seta teríamos segundo turno por pequena margem de votos representados em 0,9%. A soma de todos os adversários dá 30,2% contra de 29,2% Fátima Bezerra. Se levarmos em consideração que Kelps Lima (SD) e Eliezer Girão (PSL) não são candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte a soma de todos os adversários da petista cai para 25,9%, o que daria a ela a vitória no primeiro turno levando em consideração que os votos nulos e brancos não são válidos.

Em 20 de março, em outro cenário, a soma de todos os candidatos, incluindo os que na época não tinham desistido, era de 24.05% contra 29,56% da senadora. Os crescimentos de Robinson e Carlos Eduardo diminuíram a possibilidade de segundo turno em 2018 conforme o instituto. Ainda não é possível afirmar que existe uma tendência de crescimento dos dois porque é necessária uma nova pesquisa repetindo o avanço.

Esses números indicam, em um primeiro momento, que Fátima está estabilizada na liderança, mas ao mesmo tempo não consegue crescer nas intenções de voto. São dois meses na casa dos 29% enquanto os dois principais adversários cresceram de forma tímida. Digamos que a petista esteja “estagnada na liderança” até segunda ordem.

O desafio para provocar um segundo turno será conquistar os 31,3% de eleitores que dizem não votar em nenhum dos candidatos e convencer os 9,2% de indecisos. Se eles anularem o voto Fátima pode até vencer no primeiro turno.

A formação das alianças será fundamental, principalmente nas cidades menores onde os líderes políticos locais exercem mais influência sobre o eleitorado.

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Gutemberg Dias é um dos nomes colocados pelo Pc do B para vice de Fátima

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O PC do B reivindica a indicação do candidato a vice-governador na chapa da senadora Fátima Bezerra (PT) ao Governo do Estado.

Os comunistas discutem três alternativas: o presidente estadual do partido Antenor Roberto, o presidente do diretório de Parnamirim Airene Paiva e o professor Gutemberg Dias, que disputou a última eleição para prefeito de Mossoró cujo projeto inicial é tentar uma vaga de deputado estadual.

Os nomes estão colocados, mas tudo dependerá do desenrolar das articulações.

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Estupidez da militância petista pode esvaziar palanque de Fátima

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Fátima e Rafael Motta discutem aliança. Militância atrapalha

O debate militante não pode invadir a política. Não se trata aqui de defesa de alianças espúrias e contraditórias, mas da necessidade de flexibilizar o discurso para vencer pleitos. Isolada, a esquerda não ganha uma eleição majoritária no Rio Grande do Norte.

Engana-se quem acha que Fátima Bezerra (PT) se tornou senadora sozinha. O apoio de Robinson Faria (PSD) foi fundamental para ela trucidar Wilma de Faria nas urnas. O mesmo vale no sentido inverso: o governador teve apoio importante da esquerda para se eleger. Um ajudou o outro.

Fátima Bezerra lidera todas as pesquisas para o Governo, mas nem de longe é uma favorita com folga. A dianteira precisará da atração de apoiadores para se consolidar. Sábado no aniversário da petista, o deputado federal Rafael Motta (PSB) foi um dos convidados. Terminou vaiado e deixando o recinto mais cedo sendo xingado de golpista.

Além da deselegância de tratar mal um convidado, a militância petista fechou uma porta para o entendimento político e escancarou outra para o ressentimento. Fosse uma reação dessas contra um José Agripino ou Rogério Marinho seria compreensível, mas Motta é uma figura moderada que se converteu em crítico do Governo Temer, inclusive perdendo cargos na administração federal.

O próprio Lula já avisou que perdoa alguns golpistas por entender que não se faz política para vencer sem alianças. Pragmatismo não é tudo, mas ponderar é fundamental.

O PSB tem um bom tempo de TV e agrega para as disputas proporcionais sendo capaz até mesmo de resolver o impasse com o PHS nessa seara.

A militância petista está mais preocupada em não parecer incoerente nos debates com os “coxinhas” no Facebook do que vencer as eleições. Enquanto isso, em nível nacional a legenda vai se entendendo com Renan Calheiros e cia.

Esse não é único caso da estupidez militante invadindo a política e atrapalhando o PT no Rio Grande do Norte.

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Bolsonaro ridiculariza Flávio Rocha em Natal

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Agora RN

O deputado federal Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL à Presidência da República, ironizou, em entrevista concedida a imprensa potiguar na noite desta quinta-feira, 17, a pré-candidatura do norte-rio-grandense Flávio Rocha (PRB) ao Governo Federal. “Flávio Rocha? Quem é esse?”, questionou Bolsonaro, devolvendo a pergunta feita por um dos jornalistas presentes a Federação da Indústria do RN (Fiern), onde foi realizada a coletiva.

A declaração foi dada após Bolsonaro comentar rapidamente a situação dos principais concorrentes na disputa pela Presidência. Até do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, Bolsonaro dedicou uma frase maior, para explicar que preferia não falar sobre ele, uma vez que, preso, não será candidato. Sobre Geraldo Alckimin, do PSDB, a quem mais cedo, já em Natal, chamou de “chuchu”, Bolsonaro insinuou que o tucano estava tentando copiar o discurso dele sobre armamento.

Curiosamente, enquanto Lula e Geraldo Alckimin sempre foram adversários, Flávio Rocha teve, por um momento, certa proximidade da pré-candidatura do PSL. O site “O Antagonista”, inclusive, publicou em fevereiro deste ano a seguinte declaração de Bolsonaro: “Gosto muito do Flávio Rocha. Ele é liberal na economia, é a minha posição também, mas não tocamos no assunto da candidatura. Se ele tem interesse eu desconheço”, disse o presidenciável, que acrescentou ter conversado com o empresário há um mês. “A gente vai começar a trazer pessoas e, se o Flávio Rocha quiser se agregar à equipe, será muito bem-vindo”, afirmou Bolsonaro.

Em março, porém, Flávio Rocha, CEO do Grupo Riachuelo, descartou a possibilidade de ser vice, se filiou ao PRB e lançou, também, a sua pré-candidatura à Presidência da República, descartando qualquer chance de ser vice de Bolsonaro.

Foto: José Aldenir / Agora Imagens

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Leitores do Blog rechaçam oligarquias em enquete

Diante de limitadas alternativas que se convertem em falta de opções para o Governo do Estado para uma parcela expressiva do eleitorado, o Blog do Barreto perguntou aos leitores: “O que você rejeita mais na hora de decidir o voto no RN?”.

Foram dadas duas alternativas: 1) Candidato das oligarquias familiares Alves/Maia/Rosado; 2) Candidato petista ou ligado ao PT.

A rejeição maior foi a primeira alternativa. Para 83,1% dos leitores que votaram, as oligarquias familiares representam uma alternativa pior que o petismo. Para 16,9% é melhor votar nos grupos tradicionais que num candidato petista ou apoiado pelo PT.

Todas as terças-feiras o Blog do Barreto lança uma enquete para os leitores no grupo desta página no Facebook.

Entre no grupo e participe.

Nota do Blog: alguns leitores reclamaram de uma alternativa como “nenhum”. Mas aí seria dar ao leitor a opção cômoda e sem reflexão sobre o debate proposto.

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Blog do Barreto pergunta: o que você rejeita mais na hora de decidir o voto no RN?

Em análise realizada ontem a respeito da pesquisa do Instituto Certus, o Blog do Barreto mostrou que caminhamos para uma eleição polarizada entre a senadora Fátima Bezerra (PT) e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT).

A reação do público no Facebook a essa situação não foi das mais simpática. Muitas reclamações acerca das opções apresentadas pela elite política do Estado. Tudo por causa da rejeição ao petismo e aos nomes tradicionais.

Então a enquete da semana embarca nessa polêmica e pergunta: O que você rejeita mais na hora de decidir o voto no RN?

  • Candidato das oligarquias familiares Alves/Maia/Rosado;
  • Candidato petista ou ligado ao PT.

Entre no grupo do Blog do Barreto AQUI e vote. Se não faz parte entre e vote.

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Indústria da raiva ainda vai produzir um cadáver

Por Josias de Souza

Há um cheiro de enxofre no ar. É a emanação da morte. O odor cresce na proporção direta da diminuição da sensatez. Até outro dia, o ódio vadiava pelas redes sociais. Agora, circula pelas ruas à procura de encrenca. A raiva tornou-se um banal instrumento político. Há no seu caminho um defunto. Ele flutua sobre a conjuntura como um fantasma prestes a existir. A morte do primeiro morto ainda pode ser evitada. Mas é preciso que alguém ajude a sorte.

Concebida como alternativa civilizatória às guerras, a política subverteu-se no Brasil. Em vez de oferecer esperança, dedica-se a industrializar a raiva. Produz choques e enfrentamentos —uma brigalhada entre partidos enlameados, políticos desmoralizados, grupos e grupelhos ensandecidos. É nesse contexto que a notícia sobre a primeira morte bate à porta das redações como um fato que deseja ardorosamente acontecer.

O primeiro morto vagueia como uma suposição irrefreável. Por ora, ele vai escapando por pouco. Livrou-se da fatalidade quando sindicalistas enfurecidos reagirem mal às suas palavras, empurrando-o da calçada defronte do Instituto Lula em direção à rua, até cair e bater a cabeça no parachoque de um caminhão. Desviou dos tiros disparados contra os ônibus da caravana de Lula nos fundões do Paraná. Foi parar no hospital após ser baleado por atiradores filmados nas imediações do acampamento petista de Curitiba (assista no vídeo lá do alto).

Construir uma democracia supõe saber distinguir diferenças. Mas os políticos não ajudam. Estão cada vez mais a cara esculpida e escarrada uns dos outros. Todos os gatunos ficaram ainda mais pardos depois que a Lava Jato transformou a política em mais um ramo do crime organizado. Exacerbaram-se os extremos. Assanhou-se sobretudo a extrema insensatez.

Depois de sentar-se à mesa com Renans, Valdemares, Sarneys e outros azares, o PT tenta virar a mesa para fugir da cadeia pela esquerda. Por enquanto, conseguiu apenas transformar Gilmar Mendes em herói da resistência. De resto, o petismo virou cabo eleitoral da direita paleolítica personificada em Bolsonaro.

Esquerdistas, direitistas e seus devotos ainda não notaram. Mas para a maioria dos brasileiros o problema não é de esquerda ou de direita. O problema é que, em qualquer governo, tem sempre meia dúzia roubando em cima os recursos que fazem falta para milhões condenados a sofrer por baixo com serviços públicos de quinta categoria.

Bons tempos aqueles em que o Faroeste era apenas no cinema. A longo prazo, estaremos todos mortos. Mas o ideal é esquecer que a morte existe. E torcer para que ela também esqueça da nossa existência. Essa mania de provocar a morte, de desejar a morte, de planejar a morte em reuniões de executivas partidárias… Isso é coisa que só existe em países doentes como o Brasil.

A indústria da raiva se equipa para produzir um cadáver. Ainda dá tempo de salvar o primeiro morto. Mas as lideranças políticas brasileiras precisariam abandonar sua vocação para o velório. Dissemina-se como nunca a tese de que os políticos são farinha do mesmo pacote. Porém…

A igualdade absoluta, como se sabe, é uma impossibilidade genética. Deve existir na política alguém capaz de esboçar uma reação. Mas são sobreviventes tão pouco militantes que a plateia tem vontade de enviar-lhes coroas de flores e atirar-lhes na cara a última pá de cal.

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