Presidenciável cumprirá agenda em Mossoró

Haddad será candidato a presidente quando a Justiça Eleitoral negar o registro de Lula

O futuro candidato a presidente pelo PT, Fernando Haddad, cumprirá agenda em Mossoró no próximo dia 23, quinta-feira.

A agenda está sendo definida, mas já é certa uma coletiva de imprensa com Haddad.

Por enquanto, Haddad é candidato a vice-presidente, mas a partir do momento em que o ex-presidente Lula for excluído da disputa presidencial pela lei da ficha limpa caberá a Haddad assumir o posto tendo como vice a deputada gaúcha Manuela D’ávila.

Compartilhe:

Haddad é ‘recall’ de Dilma, poste que deu defeito

Josias de Souza

No mundo dos negócios, o recall é uma convocação que as empresas fazem aos consumidores para trocar peças ou produtos vendidos com defeito. Evitando riscos à vida, à saúde e à segurança da clientela, o fabricante atenua o vexame e livra-se das indenizações. Lula está prestes a introduzir na política a prática do recall. Com uma diferença: ele oferecerá um novo poste ao eleitorado, Fernando Haddad, sem reconhecer que o poste anterior, Dilma Rousseff, revelou-se uma fraude.

À espera da decretação formal de sua inelegibilidade pela Justiça Eleitoral, Lula trata a fabricação da candidatura de Haddad como um grande negócio. Se o eleitor comprar a tese de que o novo poste é solução para os problemas nacionais, Lula será convertido em mártir. Se o produto for refugado, o presidiário do PT renovará a pose de vítima. Em qualquer hipótese, o segredo do negócio é esconder o fiasco da administração de Dilma Rousseff.

Levado à vitrine como vice da chapa tríplex do PT, Haddad aderiu ao coro que celebra a presença de Lula na liderança das pesquisas como uma consequência da comparação do seu governo com a gestão de Michel Temer. Nessa versão, os brasileiros recordam que havia mais empregos e renda sob Lula. E deploram a volta do desemprego e da miséria sob Temer. Para que esse tipo retórica fique em pé, será necessário que a amnésia petista vire um fenômeno epidêmico.

A gestão de Temer é ruinosa. Mas a ruína econômica é consequência direta do desastre gerencial que foi o governo de Dilma. As digitais de Lula estão gravadas no fiasco. É de sua autoria a criação do mito da gerentona. É dele também a responsabilidade do pelo descalabro ético. O mensalão e o petrolão nasceram no seu governo, período em que coalização virou eufemismo para organização criminosa.

No limite, Lula é responsável também pela perversão do governo Temer, pois foi nos seus mandatos que o PMDB tornou-se sócio do PT na usina de propinas. Tudo isso teve um custo. Para quem desceu a rampa do Planalto cavalgando uma popularidade de 84%, os 30% de intenção de votos detectados pela mais recente pesquisa do Datafolha revelam que o prestígio da fábrica de postes já não é o mesmo.

Entre 2013 e 2016, a economia brasileira encolheu 6,8%. Na gestão empregocida de Dilma, o desemprego saltou de 6,4% para 11,2%. Foram ao olho da rua algo como 12 milhões de trabalhadores. Deflagrada em 2014, a Lava Jato demonstrou que o único empreendimento que prosperava no Brasil era a corrupção. Agora, na campanha de 2018, o PT tenta empurrar o espólio de Dilma para dentro do armário.

O PT mantém Dilma longe da cena presidencial. Confinou-a numa candidatura ao Senado, em Minas Gerais. Lula, Haddad e a cúpula petista só lembram do poste anterior quando sentem a necessidade de renovar a teoria do “golpe”. Um golpe sui generis, pois Dilma foi deposta por seus aliados, sob regras constitucionais, numa sessão presidida pelo amigo Ricardo Lewandowski, do STF.

Diante do descalabro em que se converteu o governo de Dilma, as causas invocadas para sua cassação  —o uso de recursos de bancos públicos para pedalar despesas que eram de responsabilidade do Tesouro e a abertura de créditos orçamentários sem a autorização do Congresso— são pretextos para condenar uma administradora precária pelo caos que produziu.

O instituto do recall está regulamentado no Código de Defesa do Consumidor. Ao oferecer um poste novo ao eleitorado sem reconhecer que empurrou pela segunda um poste micado para 54 milhões de eleitores em 2014, Lula viola pelo menos duas exigências do texto legal:

1) “O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança.”

2) “O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários.”

Nesse ritmo, o preso mais célebre da Lava Jato acabará adicionando problemas novos ao seu extenso prontuário. Arrisca-se a ser acionado no Procon.

Compartilhe:

Deputados rejeitam seguir coligação

Os deputados estaduais George Soares (PR) e Tomba Faria (PSDB) não seguiram seus partidos na orientação partidária no apoio à reeleição de Robinson Faria (PSD). Cada um foi para um lado.

George anunciou apoio a senadora Fátima Bezerra (PT). Tomba a Carlos Eduardo (PDT).

Ambos liberados pelos respectivos comandos partidários.

Compartilhe:

Candidato ao Senado omite sobrenome para não ser confundido com político envolvido em corrupção

O candidato ao Senado Alexandre Mota (PT) vai omitir o sobrenome no material de campanha. Ele se apresentará ao eleitor como Alexandre 131.

O marketing petista sugeriu ao médico que se apresentasse como Dr. Alexandre, mas ele preferiu dispensar o “Dr” para se colocar num patamar de igualdade com o eleitor.

A ideia surgiu após alguns eleitores do interior perguntarem se Alexandre era parente do deputado estadual Ricardo Motta (PSB) envolvido no escândalo da Operação Candeeiro (saiba mais AQUI) que o levou a ficar seis meses proibido de pôr os pés na Assembleia Legislativa durante o ano de 2017.

Compartilhe:

Intervenção no PT potiguar é descartada e complica situação do PSB

O PSB de Motta pai e Motta filho segue sem alianças firmadas no Rio Grande do Norte. A esperança era uma parceria com o PT que encaixaria o partido na coligação encabeçada por Fátima Bezerra.

O problema é que Rafael Motta tornaria mais complicado o caminho de Fernando Mineiro (PT) para a Câmara dos Deputados e Ricardo Motta atrapalharia as estimativas do PT e aliados para a Assembleia Legislativa.

Só uma intervenção nacional do PT no Rio Grande do Norte forçando a aliança como está em curso no Estado de Pernambuco. Essa esperança, por ora, está morta e enterrada com poucas chances de ressurreição.

A resolução do PT nacional publicada não envolve o Rio Grande do Norte. A recomendação informal foi para uma aliança com o PSB caso fosse conveniente. Como não foi interessante para o petismo pelos motivos citados acima, os Mottas precisam de um novo rumo político.

Compartilhe:

PSB tem três caminhos e a situação mais complicada no RN

RM-570x3641

O PSB tem um bom tempo de TV e somente isso a oferecer a eventuais aliados. De resto, a agremiação é um peso político.

Do ponto de vista moral, o deputado estadual Ricardo Motta está enrolado com a Operação Candeeiro a ponto de ficar proibido de pôr os pés na Assembleia Legislativa por seis meses. Em relação a questão eleitoral o PSB acrescenta quase nada. Mais se beneficia que contribui atrapalhando quem já está acomodado nas coligações.

O partido tem três caminhos:

  • Aliar-se ao PT. No entanto, a base petista resiste a aliança sob o argumento que o deputado federal Rafale Motta (PSB) apoiou o impeachment de Dilma Rousseff. Líderes petistas consultados pelo Blog informam que só uma improvável intervenção nacional formalizaria a aliança;
  • Fechar com Robinson Faria. Este é considerado o caminho mais viável e menos complicado para as reeleições de Rafael e Ricardo. O acordo está em discussão. Há menos resistência nesse grupo que no PT.
  • Apoiar Carlos Eduardo Alves. O problema reside na falta de esteiras nos partidos comandados pelas famílias tradicionais do Estado.

O PSB tem três caminhos e na teoria nenhum é favorável ao partido que está muito enfraquecido.

Compartilhe:

PSB do RN defende apoio ao PT na disputa presidencial

O PSB ainda não definiu aliança para presidente. O processo está em discussão. Mas os representantes do Rio Grande do Norte na executiva do partido já definiram que defendem apoio ao ex-presidente Lula ou a qualquer nome indicado pelo petismo.

Essa posição do PSB potiguar foi comunicada ao PT nos contatos que as duas agremiações estão mantendo.

É um indício claro que os dois partidos podem se entender no Rio Grande do Norte. Mas o PSB também discute alianças com outros grupos políticos.

Compartilhe:

PSB e PT estão próximos de um entendimento no RN

O PT e o PSB estão cada vez mais perto de fechar uma aliança no Rio Grande do Norte. As conversas avançaram nos últimos dias. O entendimento passa pela chapa proporcional e majoritária.

O PSB chegaria sem impor nomes na majoritária deixando o espaço aberto para o PT indicar o segundo nome ao Senado.

A prioridade está nas reeleições de Rafael Motta e o pai dele, Ricardo Motta.

O assunto só não está prego batido e ponta virada por causa de uma ala do PT que resiste.

A previsão de fontes dos partidos consultadas pelo Blog do Barreto é de que o martelo seja fechado até sexta-feira.

Compartilhe:

Tião e Jorge abrem diálogo com Fátima Bezerra

Enquanto Tião não se define, Jorge do Rosário foca na Assembleia Legislativa
Tião e Jorge podem fechar com Fátima

A dupla Tião Couto e Jorge do Rosário abriu diálogo com a senadora Fátima Bezerra (PT), pré-candidata ao Governo.

No Festival Gastronômico de Martins Tião teve uma rápida conversa com Fátima. Esta também sentou para conversar com Jorge de maneira mais formal.

O Blog fez contato com Jorge do Rosário que informou que foi procurado por Fátima para tratar de política. “Fui procurado e não tenho dificuldades de conversar com Fátima. Vamos conversar e analisar o que Fátima está pensando para o RN”, frisou.

Tião e Jorge estão em Natal para participar de uma série de reuniões. É possível que uma delas sejam com a petista. Está em curso um ajuste de agendas.

 

Compartilhe: