“Vocês estão com medo de Isolda ser candidata?”, questiona Gilberto Diógenes

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Gilberto questiona ataques à Isolda (Foto: Edilberto Barros/CMM)

O vereador Gilberto Diógenes (PT) apontou uma articulação feita pelo rosalbismo para “queimar” a imagem da deputada estadual Isolda Dantas (PT) junto à opinião pública.

Ele disse que há uma mobilização midiática e dentro da Câmara Municipal para detonar a parlamentar. “Vocês estão com medo de Isolda ser candidata?”, questionou.

Ele ranqueou o foco das ações que na ótica dele são em maioria contra Isolda e depois em cima do deputado estadual Allyson Bezerra (SD). “Agressões diárias são só a ela e em segundo lugar a Allyson”, declarou.

O petista ironizou também a fala de vereadores governistas que não reconhecem os deputados Isolda e Allyson como representantes de Mossoró na Assembleia Legislativa. “Esse sentimento de raiva desse segmento é porque não elegeram nenhum deputado estadual”, provocou.

Veja o vídeo

Contexto

A fala de Gilberto se deu em reação à informação de que a deputada Isolda “fugiu” da votação de ontem que incluiu a emenda do deputado estadual Nelter Queiroz (MDB) que estende o reajuste de 16,38% dos procuradores para todas as categorias.

A parlamentar estava em viagem a Mossoró para cumprir agenda na Assembleia de Deus no momento em que Nelter fez a solicitação oral de propor recurso à decisão da Comissão de Constituição e Justiça, mas a mídia rosalbista espalhou que ela fugiu do plenário para votar a matéria que a própria parlamentar já tinha rejeitado no CCJ.

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Uma aliança possível entre contrários

Cláudia e Isolda estão com portas abertas para o diálogo (Foto: cedida)

É possível deixar as diferenças de lado na política mossoroense? É. DEM e PT sempre estiveram apartados em nível nacional, mas “política é como uma nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Você olha de novo e ela já mudou” como diria Magalhães Pinto.

Em tempos de bolsonarismo o DEM se tornou mais palatável para as esquerdas e, dependendo do caso, dá para ter uma conversa. O próprio PT ajudou a eleger Rodrigo Maia (DEM/RJ) presidente da Câmara dos Deputados no passado, por exemplo.

Em Mossoró, existe um bom relacionamento entre a deputada estadual Isolda Dantas (PT) e o vereador Petras Vinícius (DEM), isso significa a possibilidade de se aproximação com a ex-prefeita Cláudia Regina.

Há espaço para dialogar? Há. Uma aliança pode ou não ser construída no futuro.

Quem diria, né?

Se a oposição quer vencer uma eleição contra um fenômeno político como Rosalba Ciarlini (PP) precisa deixar as diferenças de lado.

Que assim seja.

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O partido militar

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Bolsonaro recebeu assessoramento de militares nas eleições (Foto: Web)

Por Lincoln Secco* 

A Constituição de 1988 registrava seu trigésimo aniversário quando um capitão indisciplinado, considerado mau militar, chegou à Presidência da República. E não o fez por um golpe de Estado.

Durante a Guerra Fria, a CIA tentou derrubar mais de 50 governos nacionais. A estatística é conservadora pois houve cerca de 45 tentativas apenas na África. Na América Latina foram 21 entre 1961 (Peru) e 1976 (Argentina) e, ao longo do século XX, foram mais de 90.

No entanto, a ascensão de Jimmy Carter (1977-1981) ao governo dos Estados Unidos obrigou os militares latino-americanos a mudar de postura. Era preciso racionalizar a repressão descontrolada e os arroubos de grande potência. O general Golbery do Couto e Silva abandonou o governo Figueiredo para assessorar um banco privado e a burguesia voltou-se contra as empresas estatais.

Também os banhos de sangue no Chile e Argentina atrapalhavam o discurso norte-americano contra a falta de direitos humanos na União Soviética. Por fim, sob Ronald Reagan (1981-1989), os Estados Unidos estavam voltados no continente para as insurgências em El Salvador e Guatemala e ao combate à Revolução Sandinista. No Brasil, delatores e torturadores sem patente perdiam privilégios. Outros partiam para atos de desespero.

Entre março de 1978 e maio de 1981 houve quarenta atentados tramados por arapongas da ditadura. O mais importante foi o do Riocentro, em 30 de abril de 1980. O presidente João Figueiredo dizia que eram atos de “bolsões radicais, porém sinceros”.

 O meio militar permaneceu hostil à esquerda. O PT até angariou simpatias em núcleos da Polícia Militar paulista nos anos 1980 e teve um oficial candidato, mas sua incidência entre militares em geral foi pequena.

Na esquerda comunista, sua organização nas Forças Armadas (Antimil), que ainda sobrevivia na forma de células autônomas clandestinas, dissolveu-se em 1992. Desse modo, a maioria da oficialidade superior acabou por aceitar uma estratégia indireta. Na frente ideológica, a preocupação passou a ser o “gramscismo”, o marxismo cultural e a questão de gênero, que visariam abalar três estruturas fundamentais: o Estado, a Nação e a família.

Diante de uma profunda mácula em sua imagem, a Marinha admitiu mulheres em 1980, mas só no serviço em terra, comme il faut, ou como deveria ser.

Afinal, as Forças Armadas combateram guerrilheiras e enfrentavam agora (início dos anos 1980) a retomada das lutas feministas. A “guerra cultural” serviu ainda para que se justificasse a permanência dos serviços de informação, afinal eles mesmos participaram da abertura política e contiveram seus “bolsões radicais” por meio do prêmio da impunidade. Basta lembrar que o último governo militar foi comandado por egressos dos aparelhos de espionagem (Golbery era o mais eminente deles, além do próprio presidente da República, João Figueiredo).

SOBREVIVENDO NO PORÃO

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Golbery do Couto e Silva (Foto: Web)

A espionagem oficial, embora idealizada e instituída antes, só foi efetivada por Juscelino Kubitschek como Serviço Federal de Informação e Contrainformação (Sfici). A ditadura de 1964 o transformou no Serviço Nacional de Informações (SNI). Seu criador foi Golbery.

As três armas ainda tinham seus serviços de informações. Além disso, o antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) contava com um serviço reservado. O SNI adquiriu acesso direto ao presidente da República e seu chefe tinha o status de ministro. Foi extinto por Fernando Collor, que reduziu a estrutura, mandou funcionários deslocados de volta às suas repartições de origem e demitiu contratados recentes.

No final dos anos 1980, os oficiais já tinham mudado o nome de seus órgãos de espionagem, evitando duas palavras eivadas de ligações indesejáveis com tortura, sequestros e assassinatos: “serviço” e “informações”. Preferiu-se o termo “inteligência”, copiado dos norte-americanos. Assim, a Divisão de Informações (depois Subsecretaria de Informações), que substituiu o SNI, cedeu lugar em 1999 à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ligada ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI), vinculado diretamente ao presidente. Já sob Itamar Franco, o setor passou a ter concursos públicos. Fernando Henrique Cardoso usou uma tática ambígua. Por um lado, institucionalizou o serviço de informações, deixando ao sucessor e ao Congresso a tarefa de colocar em prática algum controle democrático exterior; por outro lado criou o Ministério da Defesa e deixou à míngua as Forças Armadas. Filho de general, ele costumava dizer que brasileiro serve para sambar, e não para marchar, e deixou uma declaração pouco respeitosa sobre os desfiles de 7 de Setembro aos quais assistiu.

Em seu governo houve redução drástica dos gastos com o funcionalismo. Em 2002, o Exército dispensou recrutas por falta de recursos. O custeio real da Defesa foi depreciado de 1995 a 2003. Para uma estratégia militar neoliberal, a força armada de um país neocolonial precisa de um contingente suficiente para garantir a extração de riquezas do território, criando bolsões seguros para o capital transnacional e combatendo movimentos sociais.

Mas essa não é uma operação militar, e sim policial. Se o caso fosse de enfrentamento com o verdadeiro inimigo estratégico potencial (os Estados Unidos), nenhuma força armada seria suficiente, salvo um exército de todo o povo, conforme foi teorizado por Vo Nguyen Giap no Vietnã. FHC percebeu que não valia a pena fortalecer uma instituição vocacionada ao golpe interno, e não à defesa externa.

O mesmo não ocorreu durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Logo depois da posse, ele já excluía os militares da reforma da Previdência (O Estado de S. Paulo, 13 jan. 2003). Em seu segundo mandato, ele aprovou a Estratégia Nacional de Defesa, que visava modernizar as Forças Armadas.

DESINTELIGÊNCIA

Em 1999, a imprensa noticiou que a Polícia Federal brasileira recebia dinheiro do Departamento de Combate a Entorpecentes (DEA) e da Agência de Inteligência (CIA) norte-americanos. Em abril de 2004, a própria Federação Nacional dos Policiais Federais denunciou o problema.

Até julho de 2004, Lula manteve na PF uma diretora-geral egressa do SNI. Já em 2003, os agentes concursados chegaram a enviar um abaixo-assinado pedindo a troca de toda a diretoria da Abin. Eles se dirigiram à Casa Civil, e não ao GSI (antiga Casa Militar). Nos governos petistas, a Abin ampliou seus poderes. Mesmo depois que a agência fabricou o primeiro escândalo do seu governo (caso Waldomiro Diniz), Lula continuou apoiando-a, legalizou os grampos e até manteve em sua segurança pessoal uma cabo da PM que havia trabalhado como espiã no VIII Encontro Nacional do PT! Durante o governo Dilma Rousseff, os próprios servidores da Abin criticaram o foco prioritário em movimentos sociais (O Estado de S. Paulo, 20 nov. 2012), mas em junho de 2013 o governo Dilma solicitou que a agência acompanhasse os protestos e “infiltrações de grupos políticos”.

Em setembro de 2013, a imprensa noticiou que dois agentes da CIA iam semanalmente à Polícia Federal em Brasília. É claro que não se duvida que o PT tenha feito o melhor governo para os pobres desde Getúlio Vargas. Mas não é esse o tema aqui. Diante do retrospecto da política militar petista, não é espantoso que em 2009 a imprensa tenha noticiado que o Exército enviou oficiais para a Abin e servidores falaram em volta do SNI (Veja, 21 fev. 2009). Por fim, o governo Bolsonaro pediu formalmente à CIA apoio para a criação da Academia Nacional de Inteligência no Brasil (Folha de S.Paulo, 21 jun. 2019).

OPOSIÇÃO MILITAR

Os oficiais militares continuaram oposicionistas radicais ao PT. Quando foi lançado o livro Direito à memória e à verdade, em 2006, os protestos dos apoiadores da ditadura aumentaram. Comandantes das três forças criticaram a obra. Embora se tratasse de um documento oficial do governo brasileiro, nenhum militar foi punido.

O governo Lula enfrentou também um motim de controladores de voo (O Estado de S. Paulo, 31 mar. 2007). E em 16 de abril de 2008, por ocasião de um seminário no Clube Militar, o general Augusto Heleno, comandante militar da Amazônia, atacou frontalmente a política indigenista do governo e teve apoio até do deputado comunista Aldo Rebelo.

Durante o primeiro mandato de Dilma, o Clube Militar patrocinou um manifesto contra ela. O ministro da Defesa ordenou depois que o documento fosse retirado. Após um breve recuo, os signatários voltaram à carga e disseram não reconhecer a autoridade do ministro sobre eles. A maioria dos “sublevados” era do Exército.

Como no período 1950- 1964, nada aconteceu com os rebelados. Seu desafio mostrava apenas que a disciplina e a hierarquia eram uma ideologia a ser invocada ao sabor das circunstâncias.

A CRISE POLÍTICO-MILITAR

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Bolsonaro demonstra gratidão a Villas Bôas (Foto: Web)

Depois do suposto atentado a Jair Bolsonaro em 6 de setembro de 2018, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, declarou em entrevista que a legitimidade do novo governo eleito poderia ser questionada (O Estado de S. Paulo, 9 set. 2018).

Essa não foi a primeira declaração polêmica do general. Em 3 de abril de 2018, véspera do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal de um habeas corpus impetrado pelo ex- -presidente Lula, o comandante do Exército escreveu numa rede social seu “repúdio à impunidade”, que poderia configurar ameaça “à paz social e à democracia”. Registre-se, contudo, que, no dia seguinte, o Comando da Aeronáutica divulgou uma nota, assinada pelo tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Luiz Rossato, em defesa dos poderes instituídos e sugerindo ao meio militar não se empolgar “a ponto de colocar convicções pessoais acima daquelas das instituições” (O Globo, 4 abr. 2018).

Um caso a ser pesquisado. O general Villas Bôas já havia falado a uma Loja Maçônica no ano anterior aventando a possibilidade de uma intervenção militar. Antes dele, o general Antônio Hamilton Mourão falou em “impor uma solução” para a crise política no país (Gazeta do Povo, 20 set. 2017).

O mesmo general Mourão seria no ano seguinte escolhido candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro. Depois das eleições, interlocutores de Lula (Celso Amorim e o senador Jorge Vianna) procuraram o general Villas Bôas e o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen, para saber da reação a uma possível libertação de Lula. Ouviram que as Forças Armadas não interferem na justiça (O Estado de S. Paulo, 20 dez. 2018)…

POLÍCIAS E MILÍCIAS

A partir da campanha pelo impeachment, os militares recuperaram força política. O Brasil registrou um aumento nos gastos militares acima da média mundial e pela primeira vez um militar (nomeado por Michel Temer) assumiu a pasta da Defesa. Tais acontecimentos revelavam que o Partido Togado estava deixando a cena depois de ter subtraído o papel dos políticos profissionais. O vácuo começava a ser preenchido pelo Partido Militar. Oliveiros Ferreira definiu a diferença entre um partido fardado que periodicamente se arvorava em intérprete da Constituição e pressionava a cúpula para destituir o governo e o “estabelecimento militar”, que engloba a organização permanente das Forças Armadas, sua hierarquia, disciplina e valores fundamentais e conta com uma tutela constitucional sobre os demais poderes.

O século XXI, porém, viu surgir um partido militar que não se resumia mais a uma fração das Forças Armadas ou ao “exército político” da Primeira República. Desde o império havia uma concorrência com a Guarda Nacional, extinta em 1916, e na República Velha, uma disputa com as forças públicas estaduais.

No século XXI, as polícias não dispõem do mesmo equipamento das Forças Armadas, mas seu efetivo vive em plena guerra civil latente num país que contabilizou 62,5 mil homicídios em 2017, a maioria absoluta de negros e pardos. Parte dos policiais se tornou base militante de Bolsonaro e o discurso dele se dirigiu mais à segurança pública do que ao nacionalismo militar. Seus líderes ocuparam as assembleias legislativas, Câmara dos Deputados e Senado. Suas ações se espraiaram pelo submundo das milícias e mimetizaram as forças paramilitares de regimes fascistas ou das ditaduras latino-americanas.

Foi Antonio Gramsci quem notou que “uma organização de Estado enfraquecida é como um exército enfraquecido; entram em campo […] organizações privadas armadas, que têm duas tarefas: usar a ilegalidade, enquanto o Estado parece manter-se dentro da lei, como um meio de reorganizar o próprio Estado”.

OXIMORO: FORÇAS MILITARES ANTI-ESTADO

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Lula fez grandes investimentos nas forças armadas (Foto: Web)

As Forças Armadas têm uma escola única que garante unidade ao corpo de oficiais. Uma parte expressiva dos aspirantes é de filhos de militares. Na cúpula, a experiência do Haiti, fornecida pelo PT, permitiu à alta oficialidade uma vivência comum única. Acrescente-se a carta branca informal para a PM efetuar execuções e se imbricar com as milícias.

Estavam assentados os fundamentos materiais e socioprofissionais do Partido Militar. Ele se apresentou como “liberal” em economia. Não é à toa que em 4 de maio de 2018 o general Villas Bôas exortou São Paulo, “a quem o Brasil deve o processo de modernização pós-1932”, a assumir a liderança de um “projeto de resgate para o Brasil”.

Ao vencer, Bolsonaro agradeceu ao general Villas Bôas e disse que devia sua vitória a ele… A assessoria técnica de campanha de Bolsonaro foi constituída por nove generais e um brigadeiro. Com a ascensão de militares ao Executivo, ao Congresso e até à assessoria da presidência do STF, é inegável a força do Partido Militar. E, como aconteceu com o Partido Togado, também é inevitável a politização da tropa e os reflexos disso em sua imagem.

A própria figura do presidente colocou em dúvida a excelência do ensino da Academia Militar. Em 1964, os militares tinham um projeto antipopular, mas não antinacional, segundo suas crenças e valores. Altas taxas de crescimento econômico, hoje ausentes, sustentavam seu discurso pelo desenvolvimento.

Em 2018, eles se apresentaram apenas com as propostas antipopulares (reforma da Previdência, diminuição de gastos sociais e defesa de interesses próprios). Atuaram como “partido” e politizaram a tropa, mas sem lograr ultrapassar seus interesses corporativos e oferecer uma direção moral e intelectual ao restante da sociedade. A disjunção entre povo e nação se ampliou e a força armada foi deslegitimada pelo Partido Militar.

*É professor da Universidade de São Paulo e autor do livro História do PT (Ateliê Editorial, Cotia-SP, 2011).

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Vitória consolida liderança de Isolda dentro do PT

Isolda teve o endosso de 3/4 do PT (Foto: web)

A deputada estadual Isolda Dantas foi reeleita com 76,76% dos votos para mais um biênio a frente do Partido dos Trabalhadores (PT).

Não foi pouco. Ela tem o endosso de ¾ do partido para planejar as ações para 2020 nas chapas proporcional e majoritária.

Para chegar a esse patamar foi necessário um trabalho de renovação do partido que atraiu muitos jovens.

É um passo importante para se viabilizar candidata a prefeita em 2020. Com unidade interna ela passa agora a buscar entendimentos com outros partidos.

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Isolda é reeleita presidente do PT/Mossoró

Neste domingo, 08, ocorreu a eleição interna do PT. Os filiados votaram para escolher os comandos dos diretórios nacional, estadual e municipal.

Com 327 (76,76%) votos, a deputada estadual Isolda Dantas foi reeleita presidente do PT de Mossoró. Ela derrotou o advogado Pedro Breno que teve 93 (21,83%) votos.  Brancos e nulos somaram 12 votos.

Isolda acredita que o processo de eleições diretas do PT é algo extremamente salutar e democrático e acrescenta:

“O que nós queremos é um PT cada vez mais forte e com capacidade de fazer um debate amplo na sociedade para emplacar mudanças reais em Mossoró. Para isto faremos uma gestão com muita unidade”.

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O PT foi pragmático para chegar ao poder. Mas se recusa a dar as mãos na hora de defender o país

Por João Filho

The Intercept

AS ELEIÇÕES DE 2022 já começaram. Ainda é cedo, mas os ataques mútuos entre Doria e Bolsonaro marcam o início da disputa para atrair o eleitorado identificado com a direita. Enquanto isso, a esquerda segue dividida, desarticulada e paralisada diante da violência do bolsonarismo no poder.

Na última segunda-feira, foi lançado na PUC, em São Paulo, um manifesto que busca reorganizar a oposição. Batizado de “Direitos Já! – Fórum pela Democracia”, o movimento é uma tentativa de formar uma frente ampla em defesa da democracia contra os ataques do governo Bolsonaro. O nome do movimento é uma referência às Diretas Já, criado no início dos anos 1980, quando o campo democrático, ainda sob a ditadura, se uniu para reivindicar eleições presidenciais diretas.

Representantes de 16 partidos e integrantes de diversos segmentos sociais estiveram presentes na PUC. Nomes importantes como Flávio Dino, do PCdoB, o pedetista Ciro Gomes, Márcio França, do PSB, Marta Suplicy, hoje sem partido, deixaram as rusgas de lado em nome da defesa da democracia. Nomes como Kassab (PSD) e os tucanos FHC, Alckmin e Anastasia mandaram mensagens de apoio. É…eu sei, mas uma frente ampla contra a barbárie não pode ser encarada como um clubinho de amigos, mas como um movimento heterogêneo, que reúne amplo espectro da sociedade em torno da defesa de valores democráticos.

Engolir alguns nomes de centro-direita me parece um preço razoável a se pagar pela defesa da civilização. O avanço da extrema direita não é uma exclusividade brasileira. A formação de frentes amplas desse tipo tem sido a saída que os democratas de vários países encontraram para combater governos autoritários. Não se trata mais de esquerda x direita, mas de civilização x barbárie.

A missão do movimento é complicada. Há muitos traumas decorrentes do impeachment, e juntar opositores tradicionais não é fácil. Mas me parece evidente que a ampliação do arco em apoio à defesa dos valores democráticos é o único caminho possível para o enfrentamento à escalada do autoritarismo. Infelizmente nem todos no campo progressista pensam assim.

Petistas também participaram do evento, alguns até ajudaram na organização. Mas nenhum dirigente compareceu, o que indica que o partido não irá entrar de cabeça no movimento. Fernando Haddad, que chegou a participar da gestação do grupo em maio, confirmou presença no evento, mas simplesmente não apareceu. Não mandou um recado para ser lido no evento como fizeram outros ausentes, nem mandou um representante. Assim como Haddad, o psolista Guilherme Boulos também participou das primeiras reuniões, mas decidiu não comparecer. Também não havia nenhuma liderança do PSOL presente.

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Líderes políticos de 16 partidos se reúnem no teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo para o evento “DireitosJá! Fórum Pela Democracia”, lançando um manifesto em defesa do Estado Democrático de Direito.   (Reprodução: YouTube/TVPUC)

A assessoria de Haddad informou que ele teve que receber uma pessoa em casa em um compromisso pessoal. Segundo a jornalista do Estadão, Sonia Racy, “fontes petistas admitiram que o partido fez forte pressão para que Haddad não fosse. Motivo: à sigla não interessa dividir o protagonismo na oposição. E ela não abre mão da bandeira ‘Lula Livre’ na linha de frente do movimento”. O partido decidiu não se envolver institucionalmente com o movimento por não poder controlar suas pautas.

Nas redes sociais, parte da militância petista colocou em dúvida a informação do Estadão, dizendo que o PT não participou porque o evento foi organizado pelo PSDB. Não é verdade. O principal idealizador do movimento é o sociólogo Fernando Guimarães, um tucano que lidera uma corrente de esquerda dentro do PSDB. A criação do Direitos Já enfureceu a cúpula do PSDB em São Paulo, que pediu a sua expulsão.

O PT segue tendo Lula Livre como a sua principal bandeira, para não dizer a única. É uma pauta justa, legítima e importante. A Vaza Jato trouxe provas definitivas de que o ex-presidente foi acusado por procuradores comprometidos com causas políticas e condenado sem provas por um juiz parcial e igualmente alinhado a causas políticas. A condenação de Lula é fruto de um processo de deterioração das instituições democráticas, que culminou com a eleição de Bolsonaro e se intensificou brutalmente com seu governo. Na minha opinião, a defesa de um ex-presidente que foi vítima de um julgamento político deveria ser uma bandeira fundamental de todos que estão dispostos a defender a democracia, mas não é essa a realidade.

Há muita gente no campo democrático que discorda de que essa seja uma boa estratégia no combate ao bolsonarismo. Não há como fugir disso. Infelizmente, o cacoete da hegemonia fala mais alto, e o PT se recusa a participar de qualquer movimento que não tenha a liberdade de Lula como bandeira principal. É incrível notar que o partido, que teve seus governos marcados pelo pragmatismo e que se aliou no ano passado a partidos que derrubaram Dilma, se recuse a dar esse passo atrás em nome da luta contra a selvageria bolsonarista.

As lições da última eleição foram ignoradas. As pesquisas indicavam que apenas Lula venceria Bolsonaro em um segundo turno. Com a confirmação de que o ex-presidente não poderia disputar, o partido escolheu Haddad de última hora, apostando que a transferência de votos de Lula para o candidato do PT aconteceria de forma natural. Àquela altura, já estava claro que o antipetismo era mais forte que Haddad. Era a hora de recuar e compor com Ciro Gomes na cabeça de chapa para tentar evitar a tragédia Bolsonaro. O nome do pedetista aparecia nas pesquisas como o único com chances de derrotar Bolsonaro no segundo turno. Mesmo assim, Ciro não seria garantia de vitória, pelo contrário. As chances de perder também eram grandes. Mas ali poderia ser o início da construção de uma oposição sólida ao bolsonarismo.

Mas o PT preferiu perder como protagonista do que tentar ganhar como coadjuvante. A estratégia foi boa para o partido, que perdeu a eleição, mas manteve a hegemonia no campo oposicionista ao formar a maior bancada na Câmara. Mas foi ruim para o país, que, após oito meses, está com uma oposição enfraquecida e desarticulada para enfrentar o desmonte avassalador do estado brasileiro.

O PT é o maior partido do Brasil. Tem uma forte base social, alcance no país inteiro e, mesmo com a devassa sofrida pelo conluio lavajatista, conseguiu eleger a maior bancada da Câmara. Difícil imaginar um movimento de oposição efetiva ao bolsonarismo sem a participação do partido. Infelizmente, até aqui tudo indica que os seus dirigentes não irão se engajar nessa frente ampla por temer a perda da hegemonia.

O partido crê que o protagonismo é um direito natural devido ao seu tamanho, à sua força. Isso faria todo sentido se a democracia estivesse sob condições normais de pressão e temperatura, o que definitivamente não é o caso. O antipetismo hoje é maior força política do país. É tão forte que elegeu um homem que disse “vamos fuzilar a petralhada” durante a campanha. Esse é um dado da realidade que não pode ser mais ignorado. O bolsonarismo não é uma força política convencional. É liderado por um ex-militar rancoroso, autoritário, imbuído da missão de desmontar o estado, agradar a horda de seguidores fanáticos e passar o trator em cima de quem pensa diferente.

O PT calcula que o melhor a se fazer é deixar Bolsonaro sangrando até 2022, perdendo popularidade e, assim, derrotar a direita nas urnas. É um erro. É subestimar mais uma vez a força avassaladora do antipetismo, que não vai sumir do dia para noite. Corre-se o risco de não se ter nem democracia nem Lula livre. Como disse o linguista americano Noam Chomsky, presente no evento do movimento Direitos Já, “o componente central da esquerda é o PT e o partido ficou desacreditado, parte por motivos certos, parte por má propaganda e campanhas ultrajantes nas redes sociais das quais não se recuperou”.

É urgente juntar as forças democráticas, criar um diálogo plural, formular propostas comuns e criar condições para uma oposição efetiva. Não há mais espaço para disputa de hegemonias e imposições. Ou os democratas se unem agora contra o governo fascistoide, criando uma narrativa única em torno da defesa dos valores democráticos, ou na próxima eleição — se houver eleição! — elegeremos um presidente para administrar os escombros.

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Beto vira as costas para a indústria salineira, sobe no espantalho do antipetismo e desce para se abraçar com o bolsonarismo

É inegável que a indústria salineira sempre foi uma bandeira de luta tanto do deputado federal Beto Rosado (PP) como do pai dele, Betinho Rosado. Seria uma injustiça histórica afirma o inverso.

No entanto, nesta decisão do governo Jair Bolsonaro (PSL) de prorrogar a suspensão da medida antidumping que beneficia a indústria salineira, o deputado pecou pela omissão e quando abriu a boca piorou as coisas.

Beto simplesmente culpou o PT e a esquerda por todos os problemas da indústria salineira. Uma rápida passagem pelo passado recente a gente percebe que foi no governo da então presidente Dilma Rousseff que foi assinada a medida antidumping que protegia o sal potiguar que foi suspensa por Michel Temer e mantida por Bolsonaro.

Neste caso: o PT ajudou ou prejudicou a indústria salineira?

Quer outra ação fundamental do PT para proteger a nossa indústria salineira? Em 2009, havia um lobby para o Governo Federal autorizar a exploração do sal-gema do Espírito Santo.

O então presidente Lula ficou ao lado dos potiguares e manteve a proibição. Inclusive, Betinho comemorou a decisão na época.

Vale lembrar que Betinho lutou para ser de um partido da base do governo petista com duas ações na Justiça Eleitoral para poder deixar o DEM. Ele estava satisfeito com o que os presidentes petistas fizeram pela nossa economia, claro.

Beto, numa tática padrão MBL, jogou com o emocional para se blindar através do antipetismo irracional. Jogou a culpa no PT como se o partido tivesse alguma influência nas ações do Ministério Público Federal num discurso que duela com os fatos usando uma espada de madeira.

Restou subir no espantalho do antipetismo, por sinal um ótimo guarda-chuva para se esquivar com a ajuda de setores da classe média, mas após ficar em cima do boneco de palha, Beto acaba descendo para o outro lado e se abraçando ao bolsonarismo.

As declarações de Beto foram criticadas pelo diretor executivo do Sindicato de Moagem e Refino do Sal do RN (SIMORSAL), Renato Fernandes. Para ele a postura do deputado atrapalha.

Pois é, Beto declarou que a medida não prejudica a indústria salineira. Renato aponta perda de mercados no Sul do país.

Quer abraço maior com o bolsonarismo do que questionar dados de especialistas com retórica estridente e acusando o PT?

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Em vídeo, Beto defende Bolsonaro, ataca a esquerda e diz que indústria salineira não está prejudicada

O deputado federal Beto Rosado (PP) reagiu às críticas de que estaria omisso após o Governo Federal prorrogar a suspensão da medida antidumping que prejudica a indústria salineira.

Segundo Beto, há uma ciumeira dos partidos de esquerda porque o presidente Jair Bolsonaro (PSL) salvou a indústria salineira. Ele ainda atacou setores da imprensa de mentir sobre o tema. O parlamentar usou uma expressão semelhante à usada por esta página (ver AQUI) para acusa-la de mentir.

O deputado ainda garantiu que a indústria salineira não se prejudica com a concorrência do sal chileno.

Confira:

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Comitê Lula Livre será inaugurado em Mossoró

Neste sábado, 1º de junho, o PT Mossoró inaugura a nova sede e a cidade ganha o Comitê Lula Livre. A casa fica na rua Juvenal Lamartine, no centro, ao lado do antigo fórum e exibe no muro com uma arte com a imagem do ex-presidente.

A inauguração da nova sede do PT e Comitê Lula Livre de Mossoró terá feijoada e contará com show de músicos da terra e será aberta ao público.

Isolda Dantas, presidente do PT de Mossoró, afirma que “o Comitê Lula Livre coloca Mossoró na rota nacional de luta e defesa da democracia porque é isso que a bandeira Lula Livre significa”.

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Presidente nacional do PT cumpre agenda em Natal

A presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, deputada federal Gleisi Hoffmann, vai participar da mesa de abertura do “Encontro Nacional da Avante – Lula Livre”, (tendência interna do PT), nesta sexta-feira (17), às 15h, no Sinsenat, em Natal. Evento será realizado até o domingo (19).

Ao lado da governadora Fátima Bezerra, Gleisi Hoffmann debaterá: “Brasil: Governo Bolsonaro e ofensiva reacionária. Como ir além da resistência? Com qual estratégia?”. Presença confirmada do senador Jean Paul Prates (PT/RN), dos deputados federais Arlindo Chinaglia (PT/SP), Frei Anastácio (PT/PB) e Maria do Rosário (PT/RS), do deputado estadual Francisco do PT, além de representações dos dirigentes nacionais da Avante e demais tendências da sigla, movimentos sociais, dentre outros.

Em seguida, Gleisi Hoffmann prestigiará a festa de aniversário da governadora Fátima Bezerra, no Clube CEPE, a partir das 20h.

Já no sábado (18), o “Encontro Nacional da Avante – Lula Livre” terá a presença do presidente da Fundação Perseu Abramo, o economista Marcio Pochmann que debaterá o “Estágio atual do Capitalismo e Luta de Classes”.

Serviço:

Encontro Nacional da Avante – Lula Livre

Data: 17, 18 e 19 de maio

Local: Sinsenat

Endereço: Rua Gonçalves Lêdo – 857, Cidade Alta, Natal

 

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