Estamos sendo justos com a publicidade?

Publicidade e Marketing: diferenças, semelhanças e mais!

Por André Lima*

Talvez você não goste do que vai ler aqui. Na verdade, talvez nem eu goste, mas aprendi que o primeiro passo para resolver um problema é admitir que você tem um. O ponto é que tenho visto tantas marcas no tribunal da inquisição moral da sociedade ultimamente, que achei melhor conversarmos um pouco mais sobre isso.

Tudo começou no início da pandemia, quando várias marcas foram criticadas por fazerem doações gigantescas para ajudar a mitigar os impactos da Covid-19 no país. Sim! Marcas criticadas por ajudar. As acusações são de que as marcas andam fazendo esse tipo de “atrocidade” de ajudar o próximo, justamente para querer aparecer. Mas ora ora ora, que petulância! Onde já se viu uma marca querendo aparecer? E eu que achei dentro da minha inocência que elas, as marcas, existiam para isso.

Mas ok, o ponto aqui talvez nem seja esse, mas sim, que a publicidade está tentando ser justa com o mundo, mas será que o mundo está tentando ser justo com a publicidade? Se uma marca faz, é aproveitadora. Se não faz, é descompromissada socialmente. Se faz, mas esquece algum tipo de minoria, é excludente.

Calma! Antes que você retire algum trecho desse artigo e transforme em uma grande chamada de fake news, ou que você queira me cancelar como andam cancelando tantas marcas por aí, é importante deixar claro: eu não estou aqui defendendo que as marcas não cumpram o seu papel social, ou que não devemos estar atentos às mudanças do mundo. A publicidade tem, e sempre terá, um papel social importante, principalmente, em um país tão desigual e carente de cultura como o nosso. O que eu simplesmente trago são algumas tristes verdades. Parem de achar que os publicitários irão salvar o mundo. Essa responsabilidade não é nossa, pelo menos não sozinhos. Não espere que as marcas substituam políticos e políticas públicas de educação e cultura. Não espere que as marcas façam o que você (sim, você mesmo) poderia estar fazendo enquanto as critica.

Não adianta reclamar que não viu nenhum negro no comercial do banco, mas não se importar quando falam sobre diversidade na sua empresa. Não adianta reclamar quando o governo censura comerciais com gays, mas fazer piada quando seu primo decide te contar que também é. Estamos pressionando tanto as empresas para que tenham propósitos, que muitas passaram a adotar propósitos falsos, marqueteiros, apenas para silenciar uma parcela da população, sem entregar nada de benefício real à sociedade. Apenas frases bonitas nas entradas de seus prédios agora tão inúteis quanto os próprios propósitos em si.

Se o seu sabonete não está fazendo uma campanha social para salvar o mundo, aceite que talvez ele só queira ser um sabonete mesmo.

Desculpe a sinceridade por aqui, mas a mudança do mundo não está na publicidade. Ela é só um reflexo do que nós somos como sociedade. É como diria Gabriel o Pensador: “Muda que quando a gente muda, o mundo muda com a gente, a gente muda o mundo na mudança da mente, e quando a mente muda a gente anda pra frente”. Se você está triste com a propaganda, você deveria estar triste conosco. Porque nós somos a mudança, não as marcas.

*É CEO da agência Batuca.

 

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18 ANOS RATTS RATTS. Maioridade conquistada com muito trabalho

Por Pedro Ratts

Vou tentar traduzir aqui nossos dezoito anos de trabalho num texto curto, na esperança de que você leia até o fim. Expressar em poucas palavras o que significa ver a empresa que leva os meus dois sobrenomes completar dezoito anos hoje.

Entre acertos e erros, bem mais acertos do que erros, conquistamos nosso espaço no mercado. Ajudamos pequenas marcas e se tornarem grandes e grandes marcas a se tornarem ainda maiores. Criamos marcas novas, criamos conceitos fortes e colocamos boas ideias na rua. Não vou citar nenhuma em específico, pois todas foram importantes e não caberiam aqui.

É gostoso saber que fizemos um bom trabalho, que construímos uma história respeitada no mercado. Passamos por cinco presidentes da república, cinco governadores de estado e cinco prefeitos de capital e superamos ainda várias crises econômicas. Vimos a internet explodir e as mídias sociais tomarem conta do meio. Assistimos à transformação dos veículos, alguns nascendo e outros morrendo. Vimos, enfim, a propaganda mudar completamente nestes dezoito anos. Com-ple-ta-men-te.

Mas vimos também uma coisa não mudar em nada durante todo este tempo: a força descomunal de uma grande ideia. Ratts Ratis Comunicação. Dezoito anos de criatividade, talento e trabalho. Acredite, muito trabalho! E estamos prontos para os próximos dezoito.

Obrigado a Deus, à minha família, aos clientes e a todos os colaboradores que por aqui passaram e nos tornaram mais felizes.

Às armas!

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Câmara Municipal marca data da licitação para publicidade

A Câmara Municipal de Mossoró definiu a data de 15 de abril para concluir a licitação que definirá a agência de publicidade que atenderá as demandas do poder legislativo.

A medida respeita o que determina a Lei 866 Art 21 parágrafo 3° e a Lei 8666/93 que a contagem do prazo de 30 dias para a licitação deve contar a partir da data da última publicação, no caso da conta de publicidade da Câmara Municipal a data deve levar em consideração a publicação do dia 16 de abril quando o extrato constou no Diário Oficial do Estado (DOE).

A comissão de licitação foi formada por sorteio como determina o artigo 10 da Lei nº 12.232/2010. Foram escolhidos três nomes, entre seis indicados pelo Departamento de Comunicação Social da Uern, um pelo Sindicato dos Jornalistas (Sindjorn) e dois pela Câmara.

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