Confira quais estabelecimentos comerciais estão liberados para funcionar no RN a partir desta quarta-feira

Comércio vai reabrir quarta-feira (Foto: cedida)

Conforme previsto pelo Decreto nº 29.774, de 23 de junho de 2020, a reabertura gradual das atividades econômicas e do comércio no Rio Grande do Norte ocorrerá a partir da próxima quarta-feira, 1º de julho. O anúncio foi feito pela governadora Fátima Bezerra nesta segunda-feira (29), em reunião por videoconferência com empresários e entidades representativas do setor produtivo do Estado.

“A pandemia ainda inspira muitos cuidados e esse processo de retomada não pode ser encarado como uma liberação geral. Hoje, a taxa de transmissibilidade da doença está em torno de 1 e a fila tanto para leitos críticos quanto para leitos clínicos está reduzindo significativamente nos últimos dias. Embasados pelo nosso um Comitê Científico, estamos retomando as atividades econômicas gradualmente. Vamos manter o distanciamento e o isolamento social, medidas de higiene e todos os protocolos sanitários”, ponderou a chefe do Executivo estadual ao fazer o anúncio.

A retomada da atividade econômica paralisada em virtude do novo coronavírus estava prevista para 24 de junho. Porém, a alta taxa de transmissibilidade do vírus e a alta taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta data, fizeram com que o Governo do RN adiasse a reabertura por mais uma semana.

RETOMADA GRADUAL DAS ATIVIDADES

O Governo do Estado, com base em estudos realizados pelo Comitê Científico que lhe assessora, apresentou aos participantes a Proposta de Cronograma para Abertura Gradual das atividades comerciais. Na oportunidade, o Secretário Estadual de Tributação, Carlos Eduardo Xavier, expôs o documento aos representantes de entidades ligadas ao comércio, turismo e bares e restaurantes.

O Plano de retomada gradual, composto por três fases, terá início na quarta-feira (1º) e tem previsão de duração de 35 dias. Para cada fase de abertura está previsto um bloco de atividades a serem progressivamente liberadas. O objetivo é que sejam autorizadas inicialmente aquelas que economicamente se encontram em situação economicamente mais crítica, com maior capacidade de controle de protocolos e que gerem pouca aglomeração, descritas a seguir:

Fase 1 (1º a 14/07):

Atividades comerciais e demais serviços
– Alimentação I (restaurantes, lanchonetes, food-parks) de até 300 m2; 4 pessoas por mesa; 2m mesa a mesa/ 1m entre pessoas; Proibido de consumo de bebida alcoólica no estabelecimento.

Fase 2 (15 a 28/07):

– Academias em funcionamento sem uso de ar condicionado
-Centros Comerciais (sem ar condicionado central)
-Galerias Comerciais

Fase 3 (29/07 a 11/08):

– Academias em funcionamento com uso de ar condicionado
– Shoppings (com ar condicionado)
– Alimentação II (bares, restaurantes, lanchonetes, food-parks maiores que 300m2; 4 pessoas por mesa; 2m mesa a mesa/ 1m entre pessoas; Proibido de consumo de bebida alcoólica no estabelecimento. Não devem promover shows, festas e afins; É possível música ao vivo, desde que por 1 (uma) pessoa apenas (músico + instrumento).

Participaram da reunião o vice-governador, Antenor Roberto; os secretários de Estado Raimundo Alves (Gabinete Civil), Carlos Eduardo Xavier (Tributação), Ana Maria da Costa (Turismo) e Guia Dantas (Comunicação), além de representantes da Fiern, Abav, Abrasel, Fetronor, Fecomércio, Sebrae, FCDL, ABIH e empresários.

Leia o decreto AQUI

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Governadora e prefeita sucumbem ao lobby empresarial

Fátima e Rosalba decidiram ceder as pressões do sindicatos patronais (Foto: web/autor não identificado)

A governadora Fátima Bezerra (PT) e a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) até tentaram resistir às pressões, mas no final escolheram sucumbir ao lobby empresarial e flexibilizaram o comércio.

Não havia qualquer indicativo de recuo da covid-19. No Rio Grande do Norte número de confirmações aumenta diariamente. Em Mossoró a aparente estagnação não corresponde a realidade. Faltam mais testes para termos uma decisão mais segura.

A patética carreata realizada em Mossoró no dia 21 de abril não influenciou nas decisões de prefeita e governadora. Pesou a articulação forte das entidades patronais nos bastidores.

É fato que os prejuízos saltam aos olhos e que pais e mães de famílias estão sendo desempregados. Defendemos aqui nesta página que sejam aplicadas medidas compensatórias que vão muito além da ajuda emergencial de R$ 600.

Os representantes dos trabalhadores, contrários a abertura do comércio, já se posicionaram contra as medidas de governo e prefeitura, mas esta é a parte que os governantes não dão cabimento. Na imprensa são escassos os espaços dados aos representantes dos trabalhadores.

Abrir o comércio para colocar pobres atendendo clientes é fácil. Quero ver alguém propor a reabertura das escolas neste momento.

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