O esquerdista arrogante

Nem todo esquerdista é arrogante. Mas essa espécie existe e está povoando as redes sociais todos os dias e “lacrando” nos debates.

O esquerdista arrogante acorda pronto para a treta no Facebook, grupos de Whatsapp, Twitter ou até mesmo no pacífico Instagram, espécie de “ilha de caras” das redes sociais.

O esquerdista arrogante é um chato por natureza. Nem os outros esquerdistas suportam a figura. Para ele só há uma visão de mundo. O que não é pensamento de esquerda é fascismo como se não existissem outras variações no espectro político.

Para o esquerdista arrogante o socialismo real venceu a guerra fria, Stálin não foi um dos maiores assassinos da história e a Venezuela está dando certo. Ele vive numa realidade paralela.

O esquerdista arrogante não aceita ser contestado por isso só se relaciona com outros esquerdistas e os amigos mais ponderados são chamados jocosamente de “reformistas” ou “pequenos burgueses”.

O esquerdista arrogante não está aberto ao debate, não ajuda a conquistar corações e gera antipatias daquele cidadão que não é de esquerda nem de direita, o chamado “isentão” (ver AQUI). O esquerdista arrogante dá uma grande contribuição para empurrar a galera de cima do muro para o lado destro do pensamento político.

O esquerdista arrogante é tão excludente quanto o mais extremista de direita. Ele não agrega, espanta por não aceitar o contraditório. Ele se julga superior aos demais por ser “mais inteligente” e acaba deixando aquela pessoa menos favorecida financeiramente simpática a ideias que não atendem aos próprios interesses, criando o fenômeno político do “pobre de direita”.

Às vezes penso como alguém tão arrogante e excludente pode se autoproclamar uma pessoa de esquerda. Estar do lado canhoto da política deveria simbolizar agregação, tolerância e sentimentos democráticos. Mas o esquerdista arrogante é exatamente o inverso e ainda tem a audácia de chamar alguém que pensa diferente de fascista quando na verdade age com um fascistinha.

O arrogante de esquerda adora jactar-se nas rodas de conversa que bloqueou alguém por votar no deputado federal fluminense Jair Bolsonaro (PSL) para presidente. Ele geralmente também gosta de dizer que não vai “perder tempo” debatendo com ignorantes. Se não fosse tão arrogante e descesse ao mundo dos “mortais” essa figura ajudaria a não termos tanta gente nesse país se informando por memes e compartilhando notícias falsas contra ícones da esquerda nacional. O problema é que boa parte desses ícones também são arrogantes de esquerda.

O arrogante de esquerda dá uma grande contribuição para que surjam pessoas que admiram Jair Bolsonaro por mais absurdo que possam ser as ideias defendidas por esse deputado fluminense pelo simples fato de ele colocar o comportamento médio do esquerdista arrogante como o da esquerda como um todo.

O arrogante de esquerda exista por mais que você ache ruim, amigo esquerdista. Eu em algum momento já me comportei com a arrogância do esquerdista arrogante, você que não se sente incomodado com esse texto também. Mas se você me bloquear nas redes sociais ou reclamar desse texto tenha certeza: você também é um arrogante de esquerda.

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Pesquisa aponta Felipe Maia como o político mais influente nas redes sociais

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O deputado federal Felipe Maia (DEM-RN), coordenador da bancada do Rio Grande do Norte no Congresso Nacional, foi eleito o parlamentar mais influente do estado nas redes sociais, de acordo com a Pesquisa Medialogue Político Digital. A nota é dada de 0 a 10, os mais influentes receberam notas entre 6 e 10. Foram extraídos dados e audiência referentes à atividade no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.

“O resultado mostra o empenho em apresentar o trabalho que tenho feito em Brasília e no Rio Grande do Norte. Gosto de interagir com os meus seguidores nas redes sociais e de dar respostas quando questionado. Esse contato é muito importante para conhecermos melhor as demandas do estado e ter um respaldo da população sobre a nossa atuação política”, disse Felipe Maia.

A avaliação de influência da Pesquisa Medialogue Político Digital considera influente o parlamentar que está presente de forma abrangente na Internet e nas redes sociais, que conta com uma audiência relevante em comparação à sua base de eleitores, possui um nível de interação acima da média em seus canais sociais, e responde quando é acionado pelos eleitores. A coleta de dados para a pesquisa foi realizada entre abril e agosto deste ano.

Apenas 15% dos avaliados atingiram maior nota, mas nenhum parlamentar atingiu a nota 10. Segundo a pesquisa, somente 18% dos parlamentares responderam às perguntas deixadas em suas páginas no Facebook. As notas máximas foram obtidas por parlamentares de DF, MS, RN, RR, AM e AP. Além de deputados, a pesquisa avaliou também os senadores brasileiros nas redes sociais.

Veja a pesquisa completa: http://www.medialogue.com.br/novosite/wp-content/uploads/2016/10/Pesquisa-Medialogue-Politico-Digital-2016.pdf

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