Um ano safadão

Safadão, a cara de 2016
Safadão, a cara de 2016

Que ano! Ufa! Finalmente terminou deve estar pensando a maioria dos brasileiros. O que aconteceu em 2016 aconteceria numa década.

Tivemos em um único ano vários escândalos de corrupção estourados, dezenas de figurões da política presos, uma presidente afastada… e Cunha? Num único ano ele conseguiu derrubar uma presidente, ser afastado da presidência da Câmara, renunciar ao cargo aos prantos, ser cassado pelos seus pares e preso em seguida.

Também tivemos o afastamento viúva porcina de Renan Calheiros (PMDB) da presidência do Senado. Ele se recusou a cumprir a decisão e ainda se safou no final. No mesmo ano ele chamou juiz de “juizeco” e delegado federal de “chefete de polícia”. Passou ileso no final contrariando os prognósticos.

E Lula? De “alma viva mais honesta do país” a cinco indiciamentos por corrupção. Passou o ano vendo seus “insuspeitos” adversários especulando a sua prisão. Terminou 2016 liderando as pesquisas para presidente em 2018.

Dilma caiu. Caiu para cima como diria capitão Nascimento. Aos poucos o governo Temer desmorona e os brasileiros vão vendo que o impeachment foi um erro.

No Rio Grande Norte vimos Henrique Alves (PMDB) cair duas vezes do Ministério do Turismo, nossa bancada federal aprofundar em sua inutilidade, a Assembleia Legislativa distante do povo e sendo um viveiro de fantasmas. A casa esteve mais para mesa branca de centro espírita do que um parlamento.

O governador Robinson Faria (PSD) patinou na impopularidade. Atrasou salários, mostrou insensibilidade com o povo, perdeu tempo com assuntos menores e viu a violência atingir níveis insuportáveis no Rio Grande do Norte. Justo ele, o “governador da segurança”.

Em Mossoró tivemos de tudo na política. O choro de Amélia marcou a campanha, mas não foi só isso. Vimos o povo rejeitar um prefeito e dar mais uma chance a uma ex-governadora outrora rejeitada. Os Rosados se uniram pelo “bem de Mossoró”. Francisco José Junior (PSD) termina o governo dele sendo tratado em tom de pilhéria. Não era para menos são incontáveis calotes e decisões equivocadas.

O governador cumpriu uma única agenda na cidade e há quase 11 meses não faz nada por essas bandas. Priorizou a picuinha política ao povo mossoronse. A violência foi o destaque da gestão dele na cidade ultrapassando 200 homicídios. Robinson ainda teve que perder tempo tendo que explicar que é contra a privatização da UERN após o presidente do TJ (e aliado de Robinson) Cláudio Santos defender essa ideia.

A Câmara Municipal foi ao fundo do poço com baixarias incontáveis e um presidente que oscilou entre o desequilíbrio e a insensatez mesmo quando fazia a coisa certa.

O ano de 2016 foi um ano difícil para a política e para os políticos. Não foi por acaso que o destaque da música esse ano atende pela alcunha de “Safadão”.

Foi um ano safadão!

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