Piloto que morreu com Boechat tinha familiar trabalhando em Mossoró

Ronaldo Quattrucci tinha familiar atuando no mesmo ramo em Mossoró (Foto: cedida)

Ronaldo Quattrucci é de uma família de pilotos. Ontem ele estava à frente do helicóptero que entrou em pane e terminou vitimando ele e o jornalista Ricardo Boechat.

Não é o primeiro piloto da família nem o único a morrer em acidente. Em 1998, o irmão dele, Rogério Quatrucci, faleceu em um acidente em Santana do Parnaíba (SP).

O sobrinho deles, Ricardo Cordeiro, também é piloto e atua em Mossoró onde presta serviço ao empresário Tião Couto que foi candidato a prefeito de Mossoró nas eleições de 2016 e a vice-governador em 2018.

Em post do Blog do Barreto no Facebook, Tião Couto informou que a família Ronaldo também estava consternada com a tragédia. “Não foi menor a perda dos familiares do piloto, tio do meu piloto Ricardo Cordeiro”, lembrou.

Ao Blog, Tião informou ontem à noite que Ricardo já se deslocou a São Paulo para participar do funeral do tio.

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Conheça a trajetória de Ricardo Boechat falecido hoje em acidente aéreo

Jornalista apresentava programa de rádio na Band News (Foto: autor não identificado)

Carolina Farias e Ana Cora Lima

UOL

Ricardo Eugênio Boechat, 66, morreu nesta segunda-feira (11) em um acidente de helicóptero, em São Paulo.

Ele era casado pela segunda vez com Veruska Seibel, desde 2005, e tinha duas filhas com ela: Valentina, 12, e Catarina, 10. Ele deixa outros quatro filhos: Bia, 40, Rafael, 38, Paula, 36, e Patricia, 29, frutos do casamento com Claudia Costa de Andrade.

Nascido em Buenos Aires, ele era filho da argentina Mercedes Carrascal, de 86 anos, que vive em Niterói desde 1956.

O jornalista iniciou sua carreira na década de 1970, como repórter do extinto jornal “Diário de Notícias”. Em 1983, foi para o jornal “O Globo” e, quatro anos mais tarde, chegou a ocupar a secretaria de secretaria de Comunicação Social no governo Moreira Franco, mas voltou para o jornal da família Marinho em 1989, como editor da coluna “Swann”, que mais tarde, foi transformada em “Boechat”.

Vencedor de vários prêmios, entre eles, o Esso, na categoria Informação Política, com Rodrigo França, em 1992; na categoria Informação Econômica, com Chico Otávio e Bernardo de la Peña, em 2001. Boechat também trabalhou nos jornais, “O Dia”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil”.

Em 1997, o jornalista passou a ser destaque na rede Globo, no qual fazia um quadro de opinião no matinal “Bom Dia Brasil”. Sempre com notas de sua coluna que renderam pautas aprofundadas, sucesso e polêmicas. Deixou a Globo em junho de 2001.

Entrou para o Grupo Bandeirantes como diretor de Jornalismo no Rio. Em fevereiro de 2006, mudou-se para São Paulo, para ancorar o “Jornal da Band”, principal noticiário da emissora. Desempenhava a mesma função no programa diário na rádio BandNews FM, transmitido para todo o Brasil. Assinava ainda uma coluna semanal na revista “IstoÉ”, com a colaboração de Ronaldo Herdy.

É autor do livro “Copacabana Palace – Um Hotel e Sua História” (DBA, 1998), que resgatou a trajetória do hotel mais exclusivo e sofisticado do país, completando 75 anos de existência no ano da publicação.

Em sua última coluna na revista “IstoÉ”, que levou o título “Acabou a Folia”, ele falou, entre outros assuntos, de corrupção, da dança das cadeiras com a troca de poder no Senado e da tragédia de Brumadinho. A última coluna foi publicada na sexta-feira (8).

Em seu último programa na manhã desta segunda-feira (11) na rádio, Boechat falou das grandes tragédias que acontecem no Brasil que ficaram sem punição.

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