Rosalbismo elege o culpado pelo fracasso eleitoral em 2018. Grupo teima em seguir analógico na era digital

Em vez de fazer uma autocrítica, o rosalbismo prefere buscar culpados pelo fracasso eleitoral em 2018. O grupo político mais poderoso da cidade ainda não digeriu o resultado e sabe que tudo passa pela avaliação negativa da administração municipal.

Mas nada de autocrítica, claro.

A culpa de todos os males eleitorais é do secretário de saúde Benjamim Bento. O povo acha o governo de Rosalba Ciarlini (PP) ruim exclusivamente por causa dessa área.

É uma análise míope, diga-se de passagem.

A avaliação negativa de uma gestão não passa exclusivamente por uma área, mas pelo conjunto da obra. No vizinho Ceará a violência bateu recordes na gestão de Camilo Santana (PT), mas o excelente desempenho nos outros setores lhe garantiu a reeleição com 79,96 % dos votos válidos. O conjunto da obra se sobressaiu ao principal problema.

Culpar o titular da saúde pelo fracasso da gestão Rosalba Ciarlini seria preguiça analítica em termos jornalísticos e um péssimo sinal quando isso parte de dentro do grupo da prefeita.

O grupo da prefeita Rosalba precisa corrigir os rumos em todos os setores da gestão além de fazer a transição do sistema analógico para o digital em termos de estratégia política e administrativa.

Mossoró não pode continuar governada como se estivéssemos nos anos 1990. É esse o recado das urnas que o rosalbismo parece teimar em não entender.

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Rosalba passa bem após cirurgia

Blog Saulo Vale

A prefeita mossoroense Rosalba Ciarlini (PP) passa bem, após se submeter a uma cirurgia de vesícula (colecistectomia). O procedimento cirúrgico foi realizado nesta terça-feira (30) no Hospital Wilson Rosado (Mossoró).

Ela deve ter alta hospitalar ainda hoje e ir para sua residência, onde ficará em repouso, por orientação médica.

Ontem pela manhã, Rosalba transferiu o cargo para a vice Nayara Gadelha (PP), que dá sequência à agenda administrativa.

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Rosalba transmite cargo a vice-prefeita para se submeter a cirurgia

A prefeita Rosalba Ciarlini transmitiu o cargo para a vice-prefeita Nayara Gadelha na manhã desta terça (30), no Palácio da Resistência. Rosalba se afasta em função de uma colecistectomia (cirurgia de vesícula). O procedimento cirúrgico já havia sido indicado após uma série de exames.

Ontem, após novos exames, houve a confirmação do diagnóstico para realização de cirurgia, tendo a prefeita decidido se submeter logo ao procedimento. “Transmitimos o cargo com a confiança da continuidade das ações e do planejamento realizado por nossa gestão. Inclusive, com o pagamento dos salários garantido para amanhã (31), conforme calendário estabelecido e que cumprimos rigorosamente”, informou Rosalba.

A prefeita em exercício Nayara Gadelha dá continuidade a agenda administrativa com visitas de obras e serviços nos diversos bairros de Mossoró.

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Rosalbismo precisa de fisioterapia política após fratura do desgaste ser exposta nas urnas

A necessidade de esconder Rosalba chegou ao ponto de o anúncio de evento no Sítio Cantópolis esconder o nome dela. Sintomas de um desgaste profundo 

As duas pernas que sustentam o rosalbismo na política estão fincadas em Mossoró, seu berço político. Os membros foram quebrados no primeiro e no segundo turno. A fratura exposta escancara um desgaste perceptível a olho nu para quem vive em Mossoró e escondido atrás de ausência de pesquisas para quem vive fora.

Agora não tem mais como esconder para o Rio Grande do Norte que a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) está profundamente desgastada em Mossoró e que isso tem reflexo eleitoral.

Quem tinha de cair no conto da invencibilidade do rosalbismo caiu no primeiro turno. Carlos Eduardo Alves (PDT) apostou tudo na surrada tese de que Rosalba tinha licença para governar ruim e mesmo assim contar com a paciência dos mossoroenses.

Não foi por falta de aviso. Em 7 de junho o Blog do Barreto avisava que existia (e existe) um nicho eleitoral a ser conquistado que não depende das bênçãos da “Rosa” (ver AQUI).

O resultado do primeiro turno trouxe uma derrota humilhante com a vitória de Fátima Bezerra (PT) com 46.634 (43,02%) contra 37.243 (34,36%) de Carlos Eduardo. A petista mal fez campanha em Mossoró e de quebra o PT estava completamente dividido por problemas internos.

No segundo turno, Carlos Eduardo Alves decidiu deixar Rosalba mais escondida. Apostou todas as fichas na parceria com Jair Bolsonaro (PSL), presidenciável mais votado em Mossoró no primeiro turno com 44.402 (34,17%) contra 39.212 (30,17%) de Fernando Haddad (PT) que ficou em terceiro lugar. O próprio rosalbismo colou no candidato do PSL.

O general Eliezer Girão (PSL), deputado federal eleito, se tornou seu companheiro de fotos nas movimentações em Mossoró.

Carlos Eduardo discursa em Mossoró sem presença de Rosalba no segundo turno

Mesmo assim o segundo turno trouxe um resultado ainda mais desastroso para o rosalbismo, principal avalista da candidatura de Carlos Eduardo e, na nova etapa eleitoral, de Bolsonaro em Mossoró. Primeiro, Fátima ampliou a margem sobre Carlos Eduardo vencendo por 68.713 (54,17%) x 58.145 (45,83%). A vantagem cresceu de 9.391 para 10.568. Depois Jair Bolsonaro em vez de ser impulsionado foi puxado para baixo levando uma virada de Haddad que teve 77.547 (59,22%) contra 53.391 (40,78%). Maioria de 24.156 votos para o petista.

A prefeita de Mossoró saiu menor das eleições 2018 e muitos já fazem contagem regressiva para tirá-la do poder nas eleições de 2020. Para evitar um desastre maior, o rosalbismo terá que fazer fisioterapia política para sobreviver ao desejo pelo novo que pode ganhar corpo nos próximos dois anos.

Por dois anos a “Rosa” terá que conviver com as digitais colocadas num jardim de derrotas políticas na capital do Oeste potiguar.

A fisioterapeuta do rosalbismo é a Prefeitura de Mossoró. Se o desempenho administrativo melhorar ela certamente vai recuperar a capacidade eleitoral para 2020. Caso contrário o tratamento sugerido pelo eleitor será o da mudança.

Saiba mais sobre a decadência eleitoral do rosalbismo clicando em:

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Rosalbismo tem histórico de vitórias improváveis no TSE

O rosalbismo sempre conseguiu se superar em disputas jurídicas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mesmo em situações adversas como no processo caso Kerinho (ver AQUI) que será julgado amanhã.

Há dez anos a hoje prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini (PP) caminhava para perder o mandato de senadora no famoso “Caso Pálio”. As provas, consideradas “robustas”, de que ela teria usado um veículo, recebido como indenização de uma rádio mossoroense, em troca do apoio político do ex-vereador de Felipe Guerra, “Chicão”. Em outro processo Rosalba era acusada de usar a TV Tropical para se promover na disputa pelo Senado. Foram 64 entrevistas na emissora em seis meses.

Tudo documentado.

Mesmo assim a hoje prefeita conseguiu se livrar dos dois processos.

Há três anos, Rosalba conseguiu ser eximida de responsabilidade nos processos que levaram Cláudia Regina (DEM) a sofrer 11 cassações no TSE. A maioria dos casos envolvia irregularidades cometidas pela então governadora nas eleições 2012.

Agora temos em curso o caso Kerinho. Ele teve 8.990 votos, mas concorreu a uma vaga de deputado federal por meio de uma liminar. O registro de candidatura fora cassado por ter perdido todos os prazos legais para apresentação de documentação dentre elas uma certidão de quitação de multas eleitorais.

A maioria dos juristas afirmam que é um caso totalmente objetivo cuja jurisprudência não prevê chances para Kerinho que já teve o registro negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e em decisão monocrática do ministro Jorge Mussi.

Mas há quem aposte que o quadro será revertido no julgamento previsto para acontecer amanhã. Caso os votos de Kerinho sejam validados, Beto Rosado (PP) fica com a vaga de deputado federal conquistada por Fernando Mineiro (PT) no dia 7 de outubro porque os votos de Kerinho fariam a Coligação 100% RN ultrapassar a Coligação Do Lado Certo.

Para saber mais clique em

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Bolsonaro vira tábua de salvação para o rosalbismo

Rosalbismo cola em movimentação política de Bolsonaro em Mossoró

Arrasado pelo resultado das urnas no domingo o rosalbismo encontrou na popularidade de Jair Bolsonaro (PSL) em Mossoró uma tábua de salvação no segundo turno das eleições.

A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) não conseguiu eleger nenhum de seus aliados no domingo. O presidenciável mais votado em Mossoró foi Bolsonaro que não tinha o apoio explícito dela (conforme me informei a prefeita votou em Ciro) embora muitos dos militantes rosalbistas estivessem alinhados com o candidato do PSL. Ele teve 44.402 votos.

Mesmo com apoio de Rosalba e o voto útil de antipetistas, Carlos Eduardo terminou derrotado na capital do Oeste com 37.243 votos. Foram 9.391 sufrágios a menos que Fátima Bezerra (PT) que pouco fez campanha no segundo maior colégio eleitoral do RN e ainda teve que administrar problemas internos no diretório local de seu partido.

Já Rosalba se dedicou pessoalmente em todas as movimentações políticas em favor de Carlos Eduardo e do filho Kadu.

Não precisa nem falar das votações pífias de Antônio Jácome (PODE) e Garibaldi Alves Filho (MDB) em Mossoró. Eles contavam com o apoio da prefeita.

Para virar o jogo, Rosalba colou no bolsonarismo. Ontem o candidato a vice-governador Kadu Ciarlini (PP) esteve presente numa movimentação política do PSL em Mossoró. Quem estava a frente das ações era o deputado federal eleito General Girão, ex-auxiliar da “Rosa” no Governo e Prefeitura de Mossoró.

Um dos grandes problemas para o rosalbismo é a ausência de renovação da militância. Os jovens se distanciaram do seu esquema político, mas se entusiasmam com Bolsonaro e suas ideias ultraconservadoras. A mistura é um reforço para um grupo político tradicional tentar colar sua imagem em movimentações populares e o principal: atribuir para si um eventual crescimento de Carlos Eduardo e Bolsonaro dentro dos limites de Mossoró.

Será como colocar uma peneira para tapar o sol que ilumina o desastre político de domingo.

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Presidente do PT reage a Rosalba

Blog Saulo Vale

A presidente municipal do PT de Mossoró, vereadora Isolda Dantas, rebateu às críticas da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), que afirmou que o PT “é um partido de lobos”.

“Ela perdeu a capacidade de distinguir quem é lobo e quem é cordeiro: lobo é quem votou contra a população e está ao lado dela”, disparou, durante sessão ordinária na Câmara Municipal nesta terça-feira (18).

“Nos deixa assustadas o fato de a chefe do Executivo se prestar ao papel de ir ao bairro popular incitar ódio e fazer insinuações levianas contra o PT”, complementou.

Rosalba, neste final de semana, afirmou durante movimentação em favor de seus candidatos, que “essa candidata [Fátima Bezerra] está na pele de um cordeiro, mas todos sabem que pertence a um partido de lobos [PT]”. Ela ainda chegou a fazer ligações do PT com o ataque ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), coisa que negou posteriormente. O vídeo está disponível na internet.

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Rosalba inaugura o fake speech

Rosalba usa discurso falso em periferia (Foto: autor não identificado)

Ao acusar, sem nenhuma base fática, o PT de estar por trás da facada em Jair Bolsonaro (PSL) a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) não só expôs ao Rio Grande do Norte o desespero com a derrota que se desenha (até aqui) dentro de Mossoró para seu grupo, mas também criou uma nova modalidade de atuação em palanque: o fake speech (“discurso falso” em inglês).

A prefeita poderia ter outros meios para desconstruir a adversária como explorar o antipetismo e a falta de experiência da senadora Fátima Bezerra (PT) em cargos executivos. Além de mais eficiente como propaganda negativa não colocaria a própria credibilidade em xeque.

Mas ela optou por discurso tão falso que ela mesma tratou de se “autodesmentir” discretamente nas redes sociais. O problema é que a prefeita e seus assessores ainda não compreenderam que estamos numa realidade bem diferente dos anos 1990 quando dava para dizer barbaridades nos palanques das periferias da vida sem serem constrangidos por isso.

Lembro bem da campanha de 2012 quando chegavam aos meus ouvidos histórias de que ela aconselhava as pessoas a não votarem em Larissa Rosado por ela ser divorciada numa demonstração ultrapassada de visão de mundo. Faz bem pouco tempo, mas era uma época em que nem todo mundo tinha celulares com câmeras para gravar os discursos. Hoje nada passa em branco. O que parece boato se documenta em vídeo.

A prefeita sempre disse o que quis nos palanques das periferias de Mossoró sem ser incomodada e também a imprensa sozinha não tinha a capilaridade provocada pelo Whatsapp, por exemplo.

No auge da impopularidade como governadora ela declarou em entrevista ao jornalista Márcio Costa (então em O Mossoroense) sem ter base em nenhum estudo ou avaliação de autoridades que a violência estava alta em Mossoró por conta da presença do presídio federal. Policiais, juristas e promotores na época foram unânimes em desmenti-la.

Ficou por isso mesmo.

Essa é a mesma Rosalba que na virada do milênio era contra a vinda da adutora para Mossoró, mas foi perdoada nas urnas sem precisar pedir desculpas.

Esses escapismos e declarações absurdas sempre passaram em branco porque eram pouco difundidas e terminavam restritas aos mais antenados com a política. Prevalecia a imagem da boa gestora e o carisma inconfundível da “Rosa”.

Mas os tempos são outros e uma declaração destemperada termina em profundo desgaste ainda mais em tempos em que a popularidade da prefeita vai mal das pernas em Mossoró.

A prefeita segue com métodos no século XX no momento em que já estamos próximos da terceira década do Século XXI. Ela finge que a imprensa não existe e que ainda resolve tudo na força do carisma e na intimidação nos bastidores.

Um pedido de desculpas ao PT e ao portal Mossoró Hoje (a quem acusou de fake news) seria uma boa forma de Rosalba cumprimentar a política do Século XXI que vai muito além do uso sufocante de redes sociais para se comunicar.

Ainda está em tempo, prefeita.

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