Um novo destino partidário em nome da sobrevivência política do sandrismo

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O ano de 2018 é crucial para o grupo da vereadora Sandra Rosado, um dos mais importantes do Rio Grande do Norte que nos últimos anos vem perdendo fôlego ao acumular seguidas derrotas.

O sandrismo foi rebaixado de status político em Mossoró após fechar parceria política com o rosalbismo. O natural quando dois grupos antagônicos se unem é o aderente indicar o vice. Isso não aconteceu e nem mesmo foi dada uma compensação como o apoio para presidir a Câmara Municipal.

O líder do rosalbismo Carlos Augusto Rosado foi diminuindo o sandrismo ao impor seis derrotas em sete eleições disputadas pela Prefeitura de Mossoró. Cada derrota, um desgaste e a doença do ocaso político foi cada dia se alastrando.

Hoje o grupo de Sandra respira por aparelhos. Não tem recursos próprios para uma campanha e a reeleição de Larissa Rosado está em risco. A própria Sandra Rosado tem chances remotas de se eleger deputada federal.

Os aparelhos que mantêm o sandrismo respirando estão sob controle político de Carlos Augusto Rosado. Ele não cedeu a vice-prefeitura ao grupo da prima nem lhe deu apoio para comandar a Câmara Municipal justamente para não dar um remédio que curasse as dificuldades de um grupo político que no fundo continua rival.

Ir para o ninho tucano é uma oportunidade para o sandrismo sair da UTI e repousar numa enfermaria política. O PSDB está sob comando do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza, um amigo de longa data para Larissa Rosado e pode lhe garantir alguma estrutura para as eleições desse ano.

O “partido do presidente da Assembleia” é sempre forte nas eleições proporcionais e Larissa, que tem tudo para ser bem votada novamente em Mossoró, pode ter em 2018, com a ajuda de Ezequiel, os apoios que lhe tiraram a reeleição em 2014.

O sandrismo fez uma escolha segura para ganhar uma sobrevida e tirar do controle de Carlos Augusto Rosado os aparelhos que lhe dão alguma sobrevida política.

Resta saber se teremos a “melhora da morte” ou a retomada da saúde política. Vamos esperar para ver como as urnas vão reagir a essa medicação.

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Como fica o grupo de Sandra Rosado após a prisão de Laíre?

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Não precisa ser gênio da análise política para dizer que o grupo da vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) vem perdendo capital político nos últimos anos. O pós-eleição de 2012, quando o grupo esteve muito próximo de ganhar a Prefeitura de Mossoró, só registrou retrocessos.

Embora bem votadas em Mossoró, Sandra e a deputada estadual Larissa Rosado não se reelegeram em 2014. Hoje a mãe é vereadora com votação muito aquém das expectativas e a filha só está no exercício do mandato graças a um acordo político em 2016 que colocou Álvaro Dias na condição de vice do prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, abrindo uma vaga na da coligação que apoiou Henrique Alves em 2014.

O grupo hoje é um apêndice do rosalbismo numa união de rosados com ares de mera mistura política de ocasião. Sandra não teve força para indicar o vice da prefeita Rosalba Ciarlini em 2016. Também não conseguiu apoio para ser presidente da Câmara Municipal. A própria indicação de Lairinho Rosado para a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico foi a duras penas e ele assumiu uma pasta que mais lhe traz problemas do que alguma oportunidade de evolução política.

A aliança com outrora arqui-inimigo rosalbismo não trouxe dividendos políticos ao grupo de Sandra. Pelo contrário, a facção política se apequenou, perdendo o comando da oposição em Mossoró, ao se submeter como mero penduricalho de Carlos Augusto Rosado.

O rosadismo também não está bem situado dentro do PSB, tanto que a própria Sandra chegou a admitir a possibilidade de trocar de partido. O grupo não tem estrutura financeira e está com a aguerrida militância desanimada com a aliança com o rosalbismo onde poucos foram indicados na estrutura do município.

A prisão de Laíre é um fator a mais para o enfraquecimento do capital político do grupo de Sandra Rosado.

O futuro de um dos mais tradicionais grupos políticos do Rio Grande do Norte é incerto e recheado de percalços colocando em risco a reeleição de Larissa Rosado e o retorno de Sandra à Câmara dos Deputados.

Talvez a parceria política com o PSDB do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza pode ser a luz no fim do túnel (tema para outro texto).

Hoje é difícil mensurar qual o tamanho do grupo de Sandra em Mossoró, mas a olho nu percebe-se a inanição política.

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Isolado, Robinson terá aliança com própria “sombra” ao tentar tomar PP na marra

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O governador Robinson Faria (PSD) está naquela fase típica do governante com a popularidade em frangalhos em que apenas ele e os asseclas acreditam na reversão da repulsa popular.

Cada dia mais impopular, Robinson acha que se botar a folha dos servidores em dia os problemas dele acabam. Os aplausos improváveis ontem em Caraúbas dão combustível ao sonho irrealizável do governante mais impopular da história potiguar.

Em meio a isso, Robinson perde tempo numa luta nos bastidores para tomar o PP do rosalbismo contando com a proximidade entre o filho dele, Fábio Faria, e o presidente nacional da agremiação Ciro Nogueira (PI).

O filho do governador assumiria o PP estadual e deixaria o PSD. O rosalbismo não ficaria desamparado migrando para o PTB e ganhando um discurso de vítima para propagar aos quatro cantos em Mossoró.

O PP não traria nenhum aliado importante na ingrata tentativa de reeleição que se avizinha a não ser o único político relevante que segue com Robinson: Fábio Faria, que é espécie de “sombra” do governador nos bastidores.

Perguntei a uma fonte ligada à Robinson como o PSD nacional reagiria ao perder um deputado. A reposta é que o partido se contentaria em seguir com um governador. Como se um partido em ano eleitoral não precisasse de deputados para garantir tempo de TV no horário eleitoral.

Se tudo isso acontecer, Robinson ganharia um importante tempo de TV na campanha eleitoral que ele jura ter chance de ser competitivo e uma aliança com a própria sombra.

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Candidatura de Carlos Eduardo ao Governo é uma distopia política

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Carlos Eduardo pode formar chapa com Garibaldi e Agripino abrindo espaço para Álvaro Dias ser candidato a prefeito de Natal

O Brasil vive um momento de desejo profundo por mudanças. As manifestações nas redes sociais são invariavelmente no sentido de rejeitar os políticos tradicionais e seus parentes.

Trocando em miúdos: o povo cansou. É um cansaço que em vez de gerar revolta e manifestações de rua é expressado numa apatia política típica de nossa sociedade, mas ainda assim o ambiente não é bom para os grupos tradicionais.

O Rio Grande do Norte é um dos Estados mais presos ao sistema oligárquico no Brasil. Aqui Alves, Maias e Rosados (divididos ou juntos) ditam as cartas há mais de 60 anos.

Pouca gente percebeu, mas vivemos um período de hiato no poder desses grupos. Robinson Faria (PSD), com o apoio velado (e não velado) do rosalbismo, derrotou Alves e Maia e hoje é adversário das três oligarquias. O modelo de gestão dele foi tão igual ao dos seus antecessores tanto que ninguém nem notou que esse pessoal está longe do erário estadual.

A decadência do governo Robinson não favoreceu a ascensão dos grupos tradicionais, pelo menos por enquanto eles seguem merecidamente ignorados.

Os grupos tradicionais foram parcialmente rejeitados em 2014. Juntos perderam Governo e Senado, mas dominaram vagas na Assembleia Legislativa e Câmara Federal.

Mesmo com a fragorosa derrota na eleição majoritária em 2014, os grupos tradicionais ignoram o sentimento do eleitor e trabalham para fazer uma chapa misturando Alves, Rosados e Maias, juntando a fina flor da velha política potiguar.

Carlos Eduardo Alves, o prefeito de Natal que andou atrasando salários, quer pintar como solução para substituir um governador que também atrasa salários. É um paradoxo difícil de entender e explicar ao (e)leitor. Filiado ao PDT e posando de diferenciado, ele começa a pôr a cabeça para fora para formar chapa ao lado dos senadores Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino Maia (DEM), que tentam a reeleição ao Senado. O trio sonha com um vice made in Mossoró com sobrenome Rosado.

É como se a política do Rio Grande do Norte ainda estivesse nos anos 1990 quando estes sobrenomes não sofriam resistência eleitoral de hoje.

Garibaldi e Agripino nunca tiveram intenções de voto tão baixas nas pesquisas como em 2018, mas seguem competitivos. Suas derrotas dependem de quem serão os oponentes. Em entrevista ao Conversa de Alpendre da TCM, o emedebista admitiu que essa será a eleição mais difícil da vida dele.

Na pesquisa do Instituto Consult, contratada pela FIERN, o eleitor mostrou-se disposto a mudar a nossa elite política e ignorar as orientações de prefeitos e cabos eleitorais. O problema é, repito, qual a alternativa a tudo isso que está aí?

A utopia do eleitor potiguar médio é mudar a classe política e seu modelo de gestão cansado, mas há um movimento remando no sentido contrário que sabe o caminho das pedras que levam aos votos e vitórias e isso pode levar o eleitor apático a sufragar votos em quem não quer por falta de alternativas.

A postulação de Carlos Eduardo Alves ao Governo do Estado é uma distopia política por representar o sentido inverso dos desejos dos eleitores potiguares, mas não pode ser subestimada.

Entenda: Utopia e distopia são dois conceitos que fomentam a discussão acerca da realidade. A utopia pode ser compreendida como a ideia de uma civilização ideal, imaginária, perfeita e, por isso, inalcançável.

A distopia ou antiutopia, por sua vez, é a antítese da utopia, apresentando uma visão negativa do futuro, sendo geralmente caracterizada pelo totalitarismo, autoritarismo e pelo opressivo controle da sociedade.

Fonte: www.estudopratico.com.br

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Rosalbismo “queima” primeiro cartucho da sucessão no grupo

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Durou menos de três meses a permanência de Carlos Eduardo Ciarlini, o “Cadu”, na chefia de gabinete da Prefeitura de Mossoró.

A versão oficial é de que ele não estava conseguindo conciliar as atividades profissionais com o cargo público. E desde quando um chefe de gabinete de uma prefeitura do porte da de Mossoró tem condições de se dedicar a outras atividades?

O fato, conforme o Blog apurou, é que ele não suportou a pressão nem conseguiu demonstrar a habilidade necessária para o exercício da função estratégica.

Carlos Eduardo Ciarlini em princípio não teria um cargo oficial. Ele ficaria atuando nos bastidores, mas terminou sendo alçado ao cargo.

Ao lado da secretária municipal de desenvolvimento social Lorena Ciarlini ele era um dos nomes cotados para a sucessão no rosalbismo. O casal Carlos Augusto Rosado/Rosalba Ciarlini ainda não tinha se arriscado a por os filhos na política. Era uma exceção em sua geração de políticos cujas maiores lideranças já tinha alçado seus filhos ao exercício de mandatos eletivos.

O curto período de Cadu na chefia de gabinete demonstra que ele não passou no primeiro teste.

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Sandra na encruzilha para seguir líder ou se tornar liderada

Carlos Augusto pode rebaixar Sandra a condição de liderada
Carlos Augusto pode rebaixar Sandra a condição de liderada

Um dia o rosadismo foi um bloco monolítico. Depois se dividiu entre rosalbismo e vanismo. O vanismo tornou lairismo, depois sandrismo. Nomenclatura que se modificou com o passar de bastão de liderança.

Foi Sandra Rosado quem melhor encarnou o papel de líder do grupo nos últimos tempos. Mas nos últimos dez anos essa condição foi ficando cada vez mais em xeque justamente pelas peças pregadas pelo líder do rosalbismo Carlos Augusto Rosado.

Quando Rosalba Ciarlini disputou o Senado e Governo do Estado pelo DEM, Sandra foi importante para que a atual prefeita eleita pudesse obter votações estrondosas que superaram a casa dos 80%. O apoio foi informal, mas alguém duvida que se Sandra se empenhasse para Fernando Bezerra e Iberê Ferreira, Rosalba não teria tido menos facilidade em Mossoró. Basta ver as disputas dela para prefeito contra o sandrismo que sempre foram bem mais equilibradas.

Mas qual foi a contrapartida do rosalbismo? Nenhuma. Pelo contrário a estrutura de Prefeitura e Governo foi usada com força para derrubar o favoritismo de Larissa Rosado (PSB) em 2012. O estrago foi tão grande que o sandrismo esfacelou-se.

Ao formar a aliança para 2016, o natural seria o sandrismo indicar o vice. Sandra teve que engolir a desconhecida Nayara Gadelha como vice. Agora na disputa pela presidência da Câmara Municipal mais um revés. Izabel Montenegro (PMDB) é o nome de Rosalba sob o prisma da escolha democrática dos pares. Carlos Augusto não se mexeu em favor da “prima”.

O último capítulo dessa história pode definir o posicionamento de Sandra Rosado no xadrez político de Mossoró. Se a vereadora eleita chutar o pau da barraca mostrando a garra de sempre ela vai ocupar o espaço deixado por ela nos últimos tempos: o de comandar a oposição. Esse papel vai sendo feito pelo empresário Tião Couto (PSDB).

Se aceitar calada mais uma vez por conta da fragilidade da estrutura dela vai se apequenar e rebaixar-se à condição de liderada de Carlos Augusto. O sandrismo em vez de ser um aliado, corre o risco de torna-se um anexo do rosalbismo.

Essa história Fafá Rosado conhece muito bem.

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