Rosalbismo “queima” primeiro cartucho da sucessão no grupo

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Durou menos de três meses a permanência de Carlos Eduardo Ciarlini, o “Cadu”, na chefia de gabinete da Prefeitura de Mossoró.

A versão oficial é de que ele não estava conseguindo conciliar as atividades profissionais com o cargo público. E desde quando um chefe de gabinete de uma prefeitura do porte da de Mossoró tem condições de se dedicar a outras atividades?

O fato, conforme o Blog apurou, é que ele não suportou a pressão nem conseguiu demonstrar a habilidade necessária para o exercício da função estratégica.

Carlos Eduardo Ciarlini em princípio não teria um cargo oficial. Ele ficaria atuando nos bastidores, mas terminou sendo alçado ao cargo.

Ao lado da secretária municipal de desenvolvimento social Lorena Ciarlini ele era um dos nomes cotados para a sucessão no rosalbismo. O casal Carlos Augusto Rosado/Rosalba Ciarlini ainda não tinha se arriscado a por os filhos na política. Era uma exceção em sua geração de políticos cujas maiores lideranças já tinha alçado seus filhos ao exercício de mandatos eletivos.

O curto período de Cadu na chefia de gabinete demonstra que ele não passou no primeiro teste.

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Sandra na encruzilha para seguir líder ou se tornar liderada

Carlos Augusto pode rebaixar Sandra a condição de liderada
Carlos Augusto pode rebaixar Sandra a condição de liderada

Um dia o rosadismo foi um bloco monolítico. Depois se dividiu entre rosalbismo e vanismo. O vanismo tornou lairismo, depois sandrismo. Nomenclatura que se modificou com o passar de bastão de liderança.

Foi Sandra Rosado quem melhor encarnou o papel de líder do grupo nos últimos tempos. Mas nos últimos dez anos essa condição foi ficando cada vez mais em xeque justamente pelas peças pregadas pelo líder do rosalbismo Carlos Augusto Rosado.

Quando Rosalba Ciarlini disputou o Senado e Governo do Estado pelo DEM, Sandra foi importante para que a atual prefeita eleita pudesse obter votações estrondosas que superaram a casa dos 80%. O apoio foi informal, mas alguém duvida que se Sandra se empenhasse para Fernando Bezerra e Iberê Ferreira, Rosalba não teria tido menos facilidade em Mossoró. Basta ver as disputas dela para prefeito contra o sandrismo que sempre foram bem mais equilibradas.

Mas qual foi a contrapartida do rosalbismo? Nenhuma. Pelo contrário a estrutura de Prefeitura e Governo foi usada com força para derrubar o favoritismo de Larissa Rosado (PSB) em 2012. O estrago foi tão grande que o sandrismo esfacelou-se.

Ao formar a aliança para 2016, o natural seria o sandrismo indicar o vice. Sandra teve que engolir a desconhecida Nayara Gadelha como vice. Agora na disputa pela presidência da Câmara Municipal mais um revés. Izabel Montenegro (PMDB) é o nome de Rosalba sob o prisma da escolha democrática dos pares. Carlos Augusto não se mexeu em favor da “prima”.

O último capítulo dessa história pode definir o posicionamento de Sandra Rosado no xadrez político de Mossoró. Se a vereadora eleita chutar o pau da barraca mostrando a garra de sempre ela vai ocupar o espaço deixado por ela nos últimos tempos: o de comandar a oposição. Esse papel vai sendo feito pelo empresário Tião Couto (PSDB).

Se aceitar calada mais uma vez por conta da fragilidade da estrutura dela vai se apequenar e rebaixar-se à condição de liderada de Carlos Augusto. O sandrismo em vez de ser um aliado, corre o risco de torna-se um anexo do rosalbismo.

Essa história Fafá Rosado conhece muito bem.

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