Rosalba começa a pagar fatura por apoio de Sandra a Beto

Pedro Almeida agora é secretário

Já foi publicada no Jornal Oficial de Mossoró (JOM) a nomeação do professor aposentado Pedro Almeida Duarte para o cargo de secretário municipal de administração.

A presença dele no cargo fez parte das negociações entre o rosalbismo e o sandrismo para que a vereadora Sandra Rosado (PSDB) retirasse a postulação a Câmara dos Deputados para apoiar a reeleição do deputado federal Beto Rosado (PP).

Pedro Almeida é um longevo e leal membro do grupo de Sandra Rosado.

Já foi secretário estadual de educação e agricultura respectivamente nos governos de Garibaldi Filho e Wilma de Faria.

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Desistência de Sandra tem roteiro pronto. Vereadora resiste

Sandra esteve ontem na convenção tucana. Ela quer ser candidata. O bom senso recomenda desistência

Os dias têm sido tensos no grupo político familiar da vereadora Sandra Rosado (PSDB). Ela quer ser candidata a deputada federal, mas não tem grandes chances de ser vitoriosa nas urnas.

O bom senso indicaria a parceria política com o rosalbismo para garantir a preservação dos atuais mandatos de sobrenome Rosado.

O rosalbismo pressiona para que ela desista da postulação para apoiar a reeleição do deputado federal Beto Rosado (PP). O jogo nos bastidores tem sido duro (ver AQUI), mas Sandra resiste.

Nas idas e vindas o roteiro da desistência está traçado. Ela ser homologada candidata a deputado federal pelo PSDB como aconteceu ontem já estava no script por causa das circunstâncias internas do partido.

O próximo capítulo é Sandra ao final ceder e desistir da candidatura para garantir a estrutura palaciana a Larissa Rosado (PSDB) que tenta a reeleição e manter o ex-vereador Lairinho Rosado na condição de secretário de desenvolvimento econômico. Cogita-se, como compensação, uma outra pasta para o professor Pedro Almeida, aliado de longa data do sandrismo.

Está previsto para ainda nesta semana um evento para celebrar a dobradinha Larissa/Beto. Tudo dependerá da palavra final de Sandra. Ela resiste, repito.

Os bastidores fervem.

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Um novo destino partidário em nome da sobrevivência política do sandrismo

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O ano de 2018 é crucial para o grupo da vereadora Sandra Rosado, um dos mais importantes do Rio Grande do Norte que nos últimos anos vem perdendo fôlego ao acumular seguidas derrotas.

O sandrismo foi rebaixado de status político em Mossoró após fechar parceria política com o rosalbismo. O natural quando dois grupos antagônicos se unem é o aderente indicar o vice. Isso não aconteceu e nem mesmo foi dada uma compensação como o apoio para presidir a Câmara Municipal.

O líder do rosalbismo Carlos Augusto Rosado foi diminuindo o sandrismo ao impor seis derrotas em sete eleições disputadas pela Prefeitura de Mossoró. Cada derrota, um desgaste e a doença do ocaso político foi cada dia se alastrando.

Hoje o grupo de Sandra respira por aparelhos. Não tem recursos próprios para uma campanha e a reeleição de Larissa Rosado está em risco. A própria Sandra Rosado tem chances remotas de se eleger deputada federal.

Os aparelhos que mantêm o sandrismo respirando estão sob controle político de Carlos Augusto Rosado. Ele não cedeu a vice-prefeitura ao grupo da prima nem lhe deu apoio para comandar a Câmara Municipal justamente para não dar um remédio que curasse as dificuldades de um grupo político que no fundo continua rival.

Ir para o ninho tucano é uma oportunidade para o sandrismo sair da UTI e repousar numa enfermaria política. O PSDB está sob comando do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza, um amigo de longa data para Larissa Rosado e pode lhe garantir alguma estrutura para as eleições desse ano.

O “partido do presidente da Assembleia” é sempre forte nas eleições proporcionais e Larissa, que tem tudo para ser bem votada novamente em Mossoró, pode ter em 2018, com a ajuda de Ezequiel, os apoios que lhe tiraram a reeleição em 2014.

O sandrismo fez uma escolha segura para ganhar uma sobrevida e tirar do controle de Carlos Augusto Rosado os aparelhos que lhe dão alguma sobrevida política.

Resta saber se teremos a “melhora da morte” ou a retomada da saúde política. Vamos esperar para ver como as urnas vão reagir a essa medicação.

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Sandra na encruzilha para seguir líder ou se tornar liderada

Carlos Augusto pode rebaixar Sandra a condição de liderada
Carlos Augusto pode rebaixar Sandra a condição de liderada

Um dia o rosadismo foi um bloco monolítico. Depois se dividiu entre rosalbismo e vanismo. O vanismo tornou lairismo, depois sandrismo. Nomenclatura que se modificou com o passar de bastão de liderança.

Foi Sandra Rosado quem melhor encarnou o papel de líder do grupo nos últimos tempos. Mas nos últimos dez anos essa condição foi ficando cada vez mais em xeque justamente pelas peças pregadas pelo líder do rosalbismo Carlos Augusto Rosado.

Quando Rosalba Ciarlini disputou o Senado e Governo do Estado pelo DEM, Sandra foi importante para que a atual prefeita eleita pudesse obter votações estrondosas que superaram a casa dos 80%. O apoio foi informal, mas alguém duvida que se Sandra se empenhasse para Fernando Bezerra e Iberê Ferreira, Rosalba não teria tido menos facilidade em Mossoró. Basta ver as disputas dela para prefeito contra o sandrismo que sempre foram bem mais equilibradas.

Mas qual foi a contrapartida do rosalbismo? Nenhuma. Pelo contrário a estrutura de Prefeitura e Governo foi usada com força para derrubar o favoritismo de Larissa Rosado (PSB) em 2012. O estrago foi tão grande que o sandrismo esfacelou-se.

Ao formar a aliança para 2016, o natural seria o sandrismo indicar o vice. Sandra teve que engolir a desconhecida Nayara Gadelha como vice. Agora na disputa pela presidência da Câmara Municipal mais um revés. Izabel Montenegro (PMDB) é o nome de Rosalba sob o prisma da escolha democrática dos pares. Carlos Augusto não se mexeu em favor da “prima”.

O último capítulo dessa história pode definir o posicionamento de Sandra Rosado no xadrez político de Mossoró. Se a vereadora eleita chutar o pau da barraca mostrando a garra de sempre ela vai ocupar o espaço deixado por ela nos últimos tempos: o de comandar a oposição. Esse papel vai sendo feito pelo empresário Tião Couto (PSDB).

Se aceitar calada mais uma vez por conta da fragilidade da estrutura dela vai se apequenar e rebaixar-se à condição de liderada de Carlos Augusto. O sandrismo em vez de ser um aliado, corre o risco de torna-se um anexo do rosalbismo.

Essa história Fafá Rosado conhece muito bem.

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