Prisões de líderes sindicais carimbam atestado de óbito político para Robinson em 2018

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Fala-se que o dirigente do Sindsaúde João Assunção provocou a Polícia Militar durante protesto em frente ao Detran em Natal. Não é o que vi no vídeo e mesmo que ele fosse questionar os métodos dos representantes do aparelho repressor do Estado, não há motivo para prisão dessas em um regime democrático.

A prisão da dirigente sindical Rosália Fernandes eu não vi. Não há como analisar o caso.

Mas estamos em tempos temerosos e qualquer tentativa de reação do trabalhador tem sido fortemente reprimida pelo governador Robinson Faria (PSD) que, como registrei no último sábado, abraçou o autoritarismo.

A atual máscara usada pelo governador Robinson é uma face truculenta de sua personalidade. O comportamento mostra impaciência com quem já não aguenta mais os sucessivos atrasos salariais confirmando as previsões tenebrosas de que as greves no futuro seriam por pagamentos em dia.

Está faltando ao governador a humildade de reconhecer que passou do ponto, pedir desculpas ao povo do Rio Grande do Norte e sentar para dialogar com os servidores do Estado.

Também carece à Robinson Faria a consciência de que o servidor tem razão. O governador até aqui tem se escondido. No final de semana ele divulgou uma nota que não convenceu a ninguém e ainda por cima ignorou o incidente da última sexta-feira em mais uma demonstração de insensibilidade.

Hoje um ouvinte do Meio-Dia Mossoró da 95 FM me perguntou se Robinson colocar o salário em dia teria condições de ser reeleito. Respondi que o chefe do executivo estadual está 100% “micarlizado”. O estrago que ele fez é irreversível para 2018.

As prisões de João Assunção e Rosália Fernandes carimba o atestado de óbito político de Robinson Faria.

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Governo e servidores discutem pagamento por faixa salarial

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O Governo do Estado recebeu na manhã desta quarta-feira (28), uma comissão composta por representantes de diversos sindicatos da Administração Direta e Indireta, para acompanhar os trâmites do fechamento da folha de pagamento do mês de setembro. Pela primeira vez, uma gestão estadual deliberou, com servidores, a forma como o pagamento de salários deve ser feita; neste caso, que os vencimentos sejam pagos a servidores ativos, inativos e pensionistas ao mesmo tempo, por faixas salariais.

Durante a reunião, o Secretário de Planejamento, Gustavo Nogueira, fez uma exposição da situação financeira do RN. “A frustração de receitas já ultrapassa o montante de 300 milhões de reais neste ano. Tivemos queda significativa no Fundo de Participação dos Estados, fundo este que representa 40% das nossas transferências federais”, explicou, justificando por que ainda não é possível definir o calendário de pagamento do mês de setembro.  Ele lembrou, ainda, que os cortes no custeio vêm sendo feitos sistematicamente desde o início da gestão.

O objetivo da comissão é divulgar as contas das receitas e despesas do Estado para que os servidores também possam opinar as prioridades de pagamento e decisões de forma democrática. Esta foi a primeira reunião do grupo, que deverá se encontrar mensalmente. Para a secretária Chefe da Casa-Civil, Tatiana Mendes Cunha, “essa transparência permite que os servidores possam acompanhar a situação de crise financeira que o Estado enfrenta e opinar sobre a melhor forma de enfrentá-la, afinal esse problema não é apenas do Governo, mas do Estado inteiro.”

Estiveram presentes à reunião, ainda, a Secretária de Comunicação, Juliska Azevedo e representantes dos sindicatos Sinai, Sinpol, Sintauern, Sindifern, ABMRN, Sindsaúde, Sindasp, Sinsp, Adepol e Sintern.

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