Centrais sindicais emitem nota de repudio contra a prefeita

As representações das centrais sindicais de Mossoró emitem nota de repúdio contra a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) por causa do projeto de lei que extingue o desconto em contracheque das contribuições sindicais.

A nota é da CUT, Intersindical, CTB e Conlutas.

Segue a nota abaixo:

O movimento sindical de Mossoró vem por meio desta nota expressar profundo REPÚDIO ao projeto de lei complementar municipal n° 139 proposto por Rosalba Ciarlini à Câmara Municipal de Mossoró. O referido projeto propõe a alteração do artigo 200 do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais, desobrigando à administração pública de realizar o desconto sindical no contracheque de servidores(as) públicos municipais. Com o referido projeto, Rosalba implementa a política de Bolsonaro de destruição dos sindicatos, expressa na Medida Provisória n° 873.

A medida afeta gravemente sindicatos tradicionais na cidade, ameaçando de falência o Sindserpum, o Sindguardas e o Sindsaúde. O fim do desconto em folha é o desmantelamento de todos os sindicatos que atuam no município de Mossoró. Não é por acaso que Rosalba (PP) se encontra no partido que Bolsonaro atuou na maior parte de sua vida política: com o PL 139, Rosalba demonstra que deseja tanto o fim dos sindicatos quanto o presidente da república.

Os sindicatos possuem uma função essencial na sociedade republicana, defendendo os interesses coletivos de trabalhadores e trabalhadoras e mediando conflitos sociais. Tanto a MP 873 de Bolsonaro quanto o PL 139 de Rosalba são expressões de um estado de exceção que está sendo lentamente inflingido contra os sindicatos e os movimentos sociais no Brasil. Atacar os sindicatos é agravar a crise política e a ingovernabilidade, é remar ainda mais em direção ao caos e à miséria social. As centrais sindicais em Mossoró reivindicam à Câmara Municipal de Mossoró, em especial à presidência da casa, que demonstre independência política, firmando um termo de compromisso de não coadunar com este projeto profundamente antidemocrático. Exigimos o arquivamento definitivo da PL 139 na Câmara Municipal, sob pena de instaurar um conflito irreconciliável entre os movimentos sociais e o poder executivo/legislativo em Mossoró.

 

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Emocionado, diretor do HRTM nega perseguição a grevistas

O diretor do Hospital Regional Tarcísio Maia Eliezer Laurindo se emocionou em entrevista ao Meio-Dia Mossoró (95 FM) ao negar que o ex-sindicalista Valmir Alves estaria perseguindo sindicalistas como denunciou o Sindsaúde (ver AQUI).

De acordo com Eliezer o que existe é uma preocupação com os pacientes. “Valmir é do meio sindical. Ele jamais perseguiria pessoas que estão lutando por seus direitos. A nossa preocupação é salvar vidas”, frisou com a voz embargada.

Segundo Eliezer, existe um servidor do HRTM que não faz parte da direção do Sindsaúde com interesses eleitoreiros que está tumultuando o ambiente no hospital. “A nossa relação com o sindicato é a melhor possível, inclusive haverá uma reunião dos servidores dentro do Tarcísio Maia hoje”, explicou.

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Sindicato acusa ex-sindicalista de reprimir greve servidores em hospital

Valmir Alves é contestado por Sindicato (Foto: autor não identificado)

A assessoria de comunicação do Sindsaúde/Mossoró informa que está recebendo numerosas denúncias de profissionais do Hospital Regional Tarcísio Maia relatando repressão ao direito de greve no interior da unidade.

Relatou-se que Valmir Alves – diretor do HRTM nomeado pelo governo Fátima (PT) – visitou o Repouso Feminino, ocasião em que afirmou que “quem estiver participando do revezamento (escala de greve) vai ficar com falta”.

De acordo com as denúncias recebidas, na mesma ocasião, Valmir ameaçou que caso a greve continuasse “alguém iria responder, ou vocês, ou o sindicato”.

A postura do diretor gerou revolta entre os servidores e servidoras que estão participando da greve. Isto porque Valmir Alves possui longo histórico como sindicalista, sendo diretor do SECOM por anos, inclusive já participando de mobilizações junto ao Sindsaúde Mossoró em outras ocasiões.

O Sindsaúde Mossoró afirma que é descabida qualquer ameaça ao direito de greve – previsto na Constituição Federal em seu artigo 9º – por parte da direção do Tarcísio Maia. Mais grave ainda se esta perseguição partir por parte de lideranças históricas do Partido dos Trabalhadores (PT), conhecidas pelo seu histórico sindicalista. Afirmamos que a greve é legal, justa, e está respeitando os 30% exigíveis para manutenção do serviço essencial. Lutamos para receber salários atrasados, por um trabalho que foi desempenhado não para governo A ou B, mas em prol da população do Rio Grande do Norte.

Exigimos o fim de todo tipo de perseguição aos grevistas. Não à repressão!

Com informações da Assessoria de Comunicação do Sindsaúde.

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Fátima volta atrás da decisão que não tinha condições políticas de sustentar

Fátima teve que recuar de decisão (Foto: Tribuna do Norte)

A governadora Fátima Bezerra (PT) está refém dos sindicatos e da palavra empenhada na campanha em defesa dos servidores. Na segunda-feira ela assinou um decreto suspendendo a concessão de licenças-prêmio.

Pressionada pelos sindicatos, voltou atrás em reunião. Ficou a sensação de falta de planejamento. A trapalhada custou caro porque foi em vão.

Fátima precisa ler Maquiavel ou ouvir alguém que tenha lido o autor renascentista. A governadora está refém dos sindicatos e não se deu conta disso.

Uma sugestão que este humilde escrevinhador deixa para a governadora é de que dialogue antes de tomar uma medida negativa aos interesses dos servidores. Sem dialogar com a categoria a história vai se repetir porque os compromissos que a petista assumiu sempre serão um fantasma lhe circundando quando anuncia medidas impopulares.

A governadora mostrou não ter condições políticas de tomar uma medida impopular contra os servidores e sustentar.

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Fátima vira o jogo na crise com os servidores

Fátima resolve embate com sindicato negociando (Foto: Ivanízio Ramos)

Em um dia a governadora Fátima Bezerra (PT) conseguiu o que o seu antecessor passou quatro anos se enrolando. A petista pactuou um acordo com os servidores negociando pessoalmente.

Se a governadora se enrolou inicialmente com uma proposta que gerou revolta das lideranças sindicais, ontem ela negociou e conseguiu fechar um acordo que pactuou dentre outras coisas a concessão das outras categorias para que os policiais militares tenham tratamento diferenciado.

Justo não é, mas como dizia minha saudosa avó “Dona Darquinha” o combinado não sai caro.

Assim a governadora fiou o seguinte calendário de pagamento:

Dia 11

 

1- antecipação de 30% do salário bruto, sem descontos, a todos os servidores ativos, inativos e pensionistas, exceto os servidores da área da segurança pública e dos órgãos que tem arrecadação própria.

 

Dia 16

 

Antecipação da complementação dos 70% dos servidores que recebem até R$ 3 mil.

 

Antecipação integral dos salários dos servidores da área de segurança pública ativos, inativos e pensionistas

 

Dia 31

 

1 – pagamento de 70% do mês de janeiro dos servidores ativos, inativos e pensionistas, que recebem acima de R$ 3.000,00;

 

2 – pagamento integral do mês de janeiro aos servidores de órgãos com arrecadação própria.

Mas o dia de avanços para solucionar a situação dos servidores não ficou por aí. A governadora pela manhã iniciou a negociação com o Banco do Brasil para antecipação dos royalties da Petrobras. Ela ainda negociou com o novo superintendente do BB no Rio Grande do Norte, Antônio Carlos Servo, a gestão da folha de pagamento e os atrasos dos empréstimos consignados.

No final da noite outra notícia que trouxe um alento ao Governo que se inicia: o desembargador Expedito Ferreira autorizou a operação de crédito para antecipação dos royalties que estava suspensa por meio de uma liminar.

Depois de dias de agonia, a governadora pode comemorar uma vitória pela via do diálogo.

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Sindicatos contrariam rótulos e não baixam a guarda diante governo petista

Quem apostou que os sindicatos se calariam porque a governadora Fátima Bezerra é do PT e tem uma longa história em defesa dos servidores estaduais se enganou.

Em menos de dez de governo não houve tolerância nem paciência com a proposta dela para pagar a folha de pagamento.

A reação está sendo dura por parte dos representantes sindicais.

Quem foi pelo pantanoso caminho fácil da rotulação queimou a língua.

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Sindicatos fazem “romaria” na porta do secretário de planejamento

Não está tranquila a vida do secretário estadual de planejamento Gustavo Nogueira. A manhã foi de uma verdadeira romaria de sindicalistas na porta dele para cobrar o pagamento de ao menos alguma coisa que o Governo do Estado deve aos servidores.

Estiveram lá Sindsaúde, Sindicato dos Auditores Fiscais do Tesouro Estadual do Rio Grande do Norte e Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado do Rio Grande do Norte (SINSP).

Todos receberam a mesma garantia: o 13º de 2017 será pago para os servidores da ativa que recebem acima de R$ de 5 mil. Já os aposentados terão um “vale” de R$ 5 mil deixando esta folha em aberto.

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