Deputados entram com ação para obrigar Governo a pagar salários atrasados

Deputados entram com ação conjunta (Foto: Tribuna do Note)

Os deputados estaduais do Solidariedade Kelps Lima, Allyson Bezerra e Cristiane Dantas acabam de ingressar na Justiça com um pedido de liminar para que a governadora Fátima Bezerra (PT) pague os salários atrasados dos funcionários públicos do RN com o dinheiro que já está estocado no caixa do Governo.

Os deputados são representados na ação popular pelo advogado e ex-vice-governador do Estado, Fábio Dantas (SD), e também trabalham no caso os advogados Caio Vitor Barbosa e Jules Queiroz.

A ação popular dos deputados pede a nulidade de retenção dolosa de proventos de servidores ativos e inativos.

Os deputados informaram à Justiça que o Governo tem salários atrasados desde 2017 e, mesmo assim, está mantendo dinheiro em caixa do Governo sem quitar os vencimentos dos servidores, que estão em desespero com as economias pessoais em frangalhos e vivendo dramas familiares de questão alimentar.

“Os salários têm natureza alimentar e, por força do expresso pelo art. 7º, X, da Constituição Federal, não podem ser retidos dolosamente, seja pelo empregador privado, seja pela Administração Pública. Por isso, sobrepõem-se, quanto à ordem de pagamento, a todos os demais débitos”, diz um trecho da ação.

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Bloco de oposição será formalizado na Assembleia com até 10 deputados

Kelps Lima poderá ser líder da oposição (Foto: autor não identificado)

Após quatro anos, a bancada de oposição voltará a ser formalizada na Assembleia Legislativa com um grupo que reunirá entre oito e dez deputados.

A tendência é que o bloco seja liderado pelo deputado estadual Kelps Lima (SD).

O grupo reunirá parlamentares do Solidariedade (incluindo Allyson Bezerra e Cristiane Dantas), PSDB (Gustavo Carvalho e José Dias), MDB (Hermano Morais confirmado) e de outros partidos.

Durante os quatro anos de governo Robinson Faria (PSD) o bloco de oposição nunca foi formalizado na Assembleia Legislativa.

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Capitão Styvenson foca no eleitor desiludido com a política e confunde atividade partidária com blitz de trânsito

Capitão Styvenson

Pouco se sabe sobre o que o capitão Styvenson Valentin pensa sobre diversos assuntos. Confesso que darei o benefício da dúvida se ele vai adotar teses bolsonaristas. Espero que não.

Candidato a fenômeno eleitoral em 2018, o militar deu uma entrevista na última sexta-feira (ver AQUI) dizendo que se alguém oferecer dinheiro a ele dará voz de prisão e uns tapas. A primeira atitude conquista o eleitor desiludido com a política. A segunda flerta com o bolsonarismo, um risco para quem vai se aventurar numa disputa majoritária.

Tentar conquistar o eleitor desiludido com a política é legítimo, diga-se. No entanto, é preciso ter um discurso realista. Vou dar um exemplo: não é ilegítimo o presidente de um partido procurar um pré-candidato forte como ele e oferece a estrutura financeira do fundo partidário. Pertence ao processo político. O capitão vai dar uns tapas no interlocutor? Creio que não. Quando adota o discurso fácil o capitão fica exposto a contradições que podem lhe expor lá na frente.

O moralismo de goela anda de mãos dadas com a hipocrisia. Quero crer que o capitão usou apenas uma figura de linguagem ou, na melhor das hipóteses, deu uma demonstração de desconhecimento de como funciona a política em seus intramuros.

Se realmente quer entrar na política Styvenson precisa entender que este ramo é uma ciência e como tal tem em torno de si uma carga pesada de complexidade. Bem diferente de aplicar multas em bêbados numa blitz.

Hoje o capitão está numa encruzilhada entre pintar na política como um nome alternativo no Solidariedade de Kelps Lima que tenta fazer um trabalho de renovação dos quadros do Rio Grande do Norte sem pregar o discurso hipócrita da antipolítica ou o PSL bolsonarizado.

O caminho escolhido mostrará muito de quem é Styvenson Valentin e se ele percebe que a política é mais complexa do que multar bêbados.

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