Conheça a trajetória de Ricardo Boechat falecido hoje em acidente aéreo

Jornalista apresentava programa de rádio na Band News (Foto: autor não identificado)

Carolina Farias e Ana Cora Lima

UOL

Ricardo Eugênio Boechat, 66, morreu nesta segunda-feira (11) em um acidente de helicóptero, em São Paulo.

Ele era casado pela segunda vez com Veruska Seibel, desde 2005, e tinha duas filhas com ela: Valentina, 12, e Catarina, 10. Ele deixa outros quatro filhos: Bia, 40, Rafael, 38, Paula, 36, e Patricia, 29, frutos do casamento com Claudia Costa de Andrade.

Nascido em Buenos Aires, ele era filho da argentina Mercedes Carrascal, de 86 anos, que vive em Niterói desde 1956.

O jornalista iniciou sua carreira na década de 1970, como repórter do extinto jornal “Diário de Notícias”. Em 1983, foi para o jornal “O Globo” e, quatro anos mais tarde, chegou a ocupar a secretaria de secretaria de Comunicação Social no governo Moreira Franco, mas voltou para o jornal da família Marinho em 1989, como editor da coluna “Swann”, que mais tarde, foi transformada em “Boechat”.

Vencedor de vários prêmios, entre eles, o Esso, na categoria Informação Política, com Rodrigo França, em 1992; na categoria Informação Econômica, com Chico Otávio e Bernardo de la Peña, em 2001. Boechat também trabalhou nos jornais, “O Dia”, “O Estado de S. Paulo” e “Jornal do Brasil”.

Em 1997, o jornalista passou a ser destaque na rede Globo, no qual fazia um quadro de opinião no matinal “Bom Dia Brasil”. Sempre com notas de sua coluna que renderam pautas aprofundadas, sucesso e polêmicas. Deixou a Globo em junho de 2001.

Entrou para o Grupo Bandeirantes como diretor de Jornalismo no Rio. Em fevereiro de 2006, mudou-se para São Paulo, para ancorar o “Jornal da Band”, principal noticiário da emissora. Desempenhava a mesma função no programa diário na rádio BandNews FM, transmitido para todo o Brasil. Assinava ainda uma coluna semanal na revista “IstoÉ”, com a colaboração de Ronaldo Herdy.

É autor do livro “Copacabana Palace – Um Hotel e Sua História” (DBA, 1998), que resgatou a trajetória do hotel mais exclusivo e sofisticado do país, completando 75 anos de existência no ano da publicação.

Em sua última coluna na revista “IstoÉ”, que levou o título “Acabou a Folia”, ele falou, entre outros assuntos, de corrupção, da dança das cadeiras com a troca de poder no Senado e da tragédia de Brumadinho. A última coluna foi publicada na sexta-feira (8).

Em seu último programa na manhã desta segunda-feira (11) na rádio, Boechat falou das grandes tragédias que acontecem no Brasil que ficaram sem punição.

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Ministro do STF morre em acidente aéreo

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Veja On Line

Confirmado pelo Corpo de Bombeiros: o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki faleceu vítima do acidente aéreo em Paraty, no litoral sul do Rio, na tarde desta quinta (19) . Ele deve ser velado no STF e será enterrado em Santa Catarina.

Teori estava a bordo do avião modelo Beechcraft C90GT, prefixo PR-SOM pertencente a Carlos Alberto Filgueiras, dono do Hotel Emiliano, em São Paulo e no Rio. A aeronave, que tem capacidade para oito pessoas, deixou o Campo de Marte, em São Paulo, às 13h. O acidente aconteceu por volta das 13h.

A amizade entre Teori e Carlos Alberto Filgueiras começou a partir de uma tragédia pessoal: a morte da esposa de Teori. O juiz passou a frequentar o hotel e se aproximou do empresário.

Abalada, a presidente do Tribunal,  Cármen Lúcia, voltou a Brasília ao saber do acidente.

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Enquanto o Brasil leva banho de solidariedade, Temer está preocupado em não ser vaiado

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Coisa feia! O Brasil inteiro chocado com a morte de jornalistas, dirigentes e atletas no voo que deveria levar a Chapecoense para a glória e o presidente Michel Temer preocupado em não ser vaiado.

Isso mesmo! Temer quer fazer uma solenidade fechada no aeroporto com os familiares dos atletas. A reação insensível do presidente provocou irritação do pai do jogador Felipe Machado: “Eu não vou lá. Cumprimentar ele para que? Eu vou cumprimentar o presidente para dar ibope pra ele na política? Deixe ele lá. Para pra pensar. Eu vou deixar meu filho velando e vou lá encontrar o presidente? Qual a razão? Quem está com problema sou eu. Ele que tem que vir me ver”, disparou.

A frase resume bem a situação. O presidente quem deve descer do pedestal e ir prestar solidariedade ao seu povo deixando a vaidade insensível de lado.

Num momento como esse o que menos importa é se o presidente vai ou não ser vaiado.

Desculpe a franqueza (e a passionalidade), mas enquanto Temer estiver aboletado no Palácio do Planalto sentirei vergonha de ser brasileiro!

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Um dia cinzento

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Acordei por volta das 6h30 e fui para a academia tentar cuidar um pouco da saúde para garantir um pouco mais de tempo neste mundo. Sem tempo a perder não liguei a TV nem olhei o celular. Chegando lá olho a TV e vejo Galvão Bueno falando. Antes de prestar atenção no que era dito fiquei me perguntando: “o que ele está fazendo a essa hora?”. Afinal de contas naquele momento deveria ir ao ar o Bom Dia RN.

Ainda sem entender perguntei a instrutora. Só quando ela me explicou a ficha caiu. Eu não queria acreditar. Hoje não tive a menor vontade de escrever, confesso. Poucos dias na minha vida não senti vontade de trabalhar. Não só por ser amante do futebol, mas por ser acima de tudo humano não consegui ficar um minuto sequer sem pensar no que aconteceu na madrugada de hoje.

Como pode jovens, no auge da carreira, fazendo o impossível, um clube de pouca expressão se tornando modelo para um país inteiro… uma tristeza tomou conta do meu coração.

Quem me conhece de perto sabe que odeio pegar a estrada para viajar. Por isso vou pouco a Natal rever amigos e parentes, por isso meu lazer é sempre restrito a Mossoró. Talvez por isso minha esposa sempre diga que sou “cangueiro na cidade e piloto na estrada”. Deve ser meu instinto de sobrevivência que faz superar minha inabilidade ao volante.

Toda vez que saio de Mossoró a serviço da UERN um pânico me toma. Hoje consegui me colocar nas inúmeras história como a do ex-jogador Mário Sérgio que não queria ir a essa viagem, ou de Edmundo que numa escala trocada com o colega acabou se livrando de ser uma das vítimas do acidente. “Quantas vezes viajei no lugar de um colega ou um colega foi no meu lugar?”, me perguntei.

De tudo que senti hoje, uma coisa é certa: a gente precisa viver. Precisamos dar menos importância a coisas pequenas e sermos mais solidários. Sou sentimental, piegas, etc… não consigo não me comover com tragédias como essa.

Que as famílias dessas pessoas consigam ter forças e que os sobreviventes consigam se recuperar.

O dia foi cinzento. Se teve brilho do sol escaldante de Mossoró eu não percebi.

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