Autonomia financeira é ideia predominante para UERN entre candidatos ao Governo

Nos últimos quatro anos muito se discutiu a respeito da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Ideias mirabolantes, como privatizar a instituição que detém 89% de seus alunos oriundos de escolas públicas, apareceram.

Na hora da campanha ninguém quis arriscar algo mais polêmico com exceção do candidato Brenno Queiroga (SD). Quem se propôs a falar da UERN no plano de governo em sua maioria defendeu a autonomia financeira que há anos é prometida e nunca sai do papel.

O candidato Brenno Queiroga considera a UERN um custo pesado para o Estado e defende a redução dos serviços. “Deste modo, mediante a necessidade de aprimoramento e maior eficiência no uso dos escassos recursos disponíveis, iremos propor, em consonância com as diretrizes do GOVERNAR, uma revisão dos procedimentos e processos das unidades da Universidade para concretizar uma redução e/ou otimização dos custos, proporcionando uma melhoria viável para a Universidade e, consequentemente para a Administração Pública”, diz o plano.

Já Carlos Eduardo Alves (PDT) vai para a proposta de autonomia financeira e interiorização do ensino superior. “Priorizar e efetivar uma política (médio e longo prazos) para institucionalizar a autonomia financeira da UERN: para além da autonomia administrativa, acadêmica e científica em vigor, é indispensável sua autonomia financeira para viabilizar o Projeto de Desenvolvimento Institucional dessa Universidade. Desenvolver estudos para qualificar e otimizar o projeto de interiorização da UERN, de maneira sustentável, apoiada nas novas tecnologias e na colaboração com as demais IES do RN e do país”, declarou.

Dário Barbosa (PSTU) defende “o livre acesso à universidade, com ampliação dos investimentos na UERN, e sua total autonomia pedagógica e administrativa”.

 

 

 

Fátima Bezerra (PT) vai na linha da autonomia administrativa e ampliação dos serviços para a UERN com parcerias com a administração estadual. “Garantir a autonomia financeira-administrativa da UERN, mediante aprofundamento do diálogo com os diversos segmentos da Universidade. Priorizar a participação da UERN em projetos desenvolvidos pelas secretarias estaduais, incluindo sua participação na organização de concursos públicos estaduais, na formação inicial e continuada de professores; na capacitação docente em parceria com nossos programas de mestrado e doutorado”, informa o plano.

O candidato Freitas Junior (REDE) fala em “estimular cursos de licenciatura e da área de saúde na UERN”.

 

 

 

Além da autonomia financeira, o governador Robinson Faria (PSD) sugere ampliar a oferta de ensino à distância.

 

 

 

 

Carlos Alberto Medeiros (PSOL) não fala em autonomia financeira no plano de governo, mas reforça o interesse em ampliar os serviços da UERN e na realização de parcerias. “A UERN terá que cumprir um papel estratégico na consolidação das políticas públicas de Estado, sendo ela a responsável pela qualificação do quadro efetivo e comissionado de servidores do RN, seja de modo presencial ou virtual”, diz o plano de governo.

 

 

Heró Bezerra (PRTB) não apresentou propostas para a UERN.

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Mossoró terá debate com candidatos ao Governo

ADUERN, Sintauern e DCE realizarão no dia 20 de Setembro, um debate entre os candidatos ao Governo do Estado Rio Grande do Norte. O evento será realizado às 19h no Ginásio do Campus Central, em Mossoró e é aberto a toda sociedade.

De acordo com a Presidenta da ADUERN, Rivânia Moura, o debate promovido pelas entidades é uma forma de conhecer melhor as propostas de cada candidato e saber qual é o verdadeiro compromisso de cada um com a defesa da UERN.

“ Este é o momento em que vamos ver quem vai assumir o compromisso público com o futuro da universidade. Vamos conhecer as propostas de cada postulante ao Governo e saber de que forma eles pretendem manter e garantir o maior patrimônio do Rio Grande do Norte, que é a UERN”

O debate será dividido em cinco blocos que ora terão temas livres e ora temas específicos da universidade.  Em um dos blocos, perguntas da plateia serão sorteadas e respondidas pelos postulantes ao Governo do Estado. Docentes, estudantes e técnicos da UERN dos demais campi também terão espaço para fazer questionamentos específicos de suas unidades aos candidatos Confira AQUI as regras completas do evento.

O debate será transmitido ao vivo pelo facebook da ADUERN e através das redes sociais de Sintauern e DCE.

REUNIÃO – Na próxima terça-feira (11) a coordenação geral do debate realizará uma reunião ampliada com as coordenações de campanha para apresentar e discutir as regras do debate. Na oportunidade será realizado os sorteios definindo quem inicia respondendo às perguntas.

Texto: Assessoria Aduern

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Frente em defesa da UERN define novas datas de sabatinas com candidatos ao Governo

Reunião definiu novas datas para sabatina

A Frente Parlamentar e Popular em Defesa da Uern definiu novas datas para as sabatinas com postulantes ao Executivo nas eleições deste ano: 10 a 14 de setembro, sempre às 19h, no plenário da Câmara Municipal de Mossoró.

As sabatinas versarão sobre propostas dos candidatos para a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. “No encontro com as assessorias dos postulantes, discutimos o formato e as regras das sabatinas, ajustamos as datas e, por fim, todos assinaram documento que ratifica o resultado da reunião”, informa o coordenador da Frente, vereador Professor Francisco Carlos (PP).

Entre os concorrentes ao Governo do Estado, apenas o candidato Robinson Faria não enviou representante à reunião que definiu as novas datas. “Mas, está aberto prazo até segunda-feira, 20 de agosto, para que os candidatos confirmem a participação”, acrescenta Francisco Carlos. A ordem de participação dos candidatos foi definida em sorteio, na reunião.

Na sexta-feira a Frente Parlamentar e Popular e Defesa da Uern registrou as sabatinas no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) em Mossoró, sob o protocolo nº 12.851/2018.

FORMATO

Serão cinco blocos, nos quais os candidatos responderão perguntas de membros dos três segmentos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte: alunos, professores e técnicos-administrativos, além das instituições signatárias da Frente Parlamentar e Popular em Defesa da UERN, com o tema “Uern, Educação e Desenvolvimento do Estado do RN”.

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UERN: candidatos ao Governo serão sabatinados em Mossoró

A Frente Parlamentar e Popular em Defesa da Uern realizará sabatinas com candidatos ao Governo do Estado, a partir do próximo dia 20, no plenário da Câmara Municipal de Mossoró. O eixo central será “UERN: educação e desenvolvimento”, e cada candidato responderá perguntas de reapresentantes dos segmentos da universidade e entidades que compõe a organização.

Coordenador da Frente, o professor da Uern e vereador Francisco Carlos observa que as sabatinas se notabilizaram como momentos de discussão, nos quais os candidatos a cargos no Poder Executivo apresentam suas ideias e propostas à sociedade.  “Pensando assim, a Frente Parlamentar e Popular promoverá uma série de sabatinas com os candidatos ao Governo do Estado, para que possamos conhecer as suas proposições em relação à Universidade do Estado do Rio Grande do Norte”, justifica Francisco Carlos.

Seriedade

As sabatinas, segundo ele, serão pautadas pelos princípios da ética, decoro, respeito aos candidatos e às instituições signatárias da Frente Parlamentar e Popular e Popular em Defesa da Uern. E a comissão organizadora tomará medidas para garantir imparcialidade e ordem aos eventos, de maneira que os candidatos possam expor suas ideias com segurança e tranquilidade. “O projeto das sabatinas visa tão somente conhecer, discutir e avaliar cada projeto político para o futuro da Uern e, dessa forma, qualificar o debate político sobre os rumos da universidade”, argumenta o professor.

Mobilização

 A Frente Parlamentar e Popular em Defesa da Uern é um movimento plural e suprapartidário, que começou a ser pensado em outubro de 2016, com o objetivo de apoiar as principais demandas propostas pelos segmentos universitários e contribuir para o fortalecimento da instituição.

É composta por representantes de todos os segmentos da universidade, além de membros das câmaras municipais de diversas cidades, Assembleia Legislativa, OAB, associações de classe, entidades culturais e religiosas, entre outras, todas elas comprometidas com a defesa e promoção da Uern.

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Artistas locais encontram no financiamento coletivo e na venda antecipada a alternativa para viabilizarem seus projetos

Por Caio César Muniz

Do Coletivo Caboré – UERN

Especial para o Blog do Barreto

Sem apoios institucionais, artistas mossoroenses estão metendo a cara no mundo, explorando as redes sociais e buscando outras formas para realizarem o sonho de terem os seus projetos culturais enfim, efetivados.

Os financiamentos coletivos e a venda antecipada direta dos produtos têm sido uma saída considerada viável para escritores e bandas musicais, por exemplo, que estão em campanha neste momento para atingir as suas junto a editoras e gravadoras.

Renata Nolasco
Renata lança seu primeiro HQ

A jornalista Renata Nolasco, formada pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), roteirista e ilustradora, está com  sua primeira HQ intitulada “Só Ana” em fase de pré-venda no site Catarse. A meta final para a publicação do projeto é de R$ 8.500.

Até às 10h20 do dia 11 de julho, o valor captado tinha atingido a marca dos 24%, ou seja R$ 2.100, com 6 dias de campanha e 59 apoiadores. O projeto vai até o dia 03 de agosto e os interessados em adquirir a obra antecipadamente também podem escolher com quanto querem apoiar e que recompensas querer obter com o apoio. Os valores vão de R$ 10 a R$ 550.

Renata ressalta a importância do modo de comercialização, mas também diz que optou pelo financiamento coletivo por gostar do formato: “Pessoalmente eu gosto de participar de todos os processos, então é uma experiência interessante lidar com as gráficas, fazer a divulgação, os envios… É bastante gratificante”.

Na página do Catarse (Catarse Só Ana) os interessados têm informações sobre a autora, a obra e de como podem apoiar.

acruviana
Banda Acruviana tenta se financiar com “vaquinha” virtual

Acruviana é uma banda mossoroense de rock/indie-blue/ com aspectos regionais já com 4 anos de estrada. Seu primeiro CD, “Primavera do Sertão”, foi lançado em 2016. Agora, pelo site Vakinha (Vakinha Acruviana) criaram uma campanha para lançamento do segundo trabalho, “Zé e a Paz Inquieta” e já estão com a meta garantida e extrapolada.

Max, conta que o novo trabalho traz um pouco da “ressaca” das convulsões sociais que tomaram o Brasil em meados de 2013 e ainda letras relacionadas aos problemas pessoais de nossa geração.

“Iniciamos o financiamento coletivo sem muita fé com R$ 1.000 de meta, mas logo começamos a receber  várias doações e aumentamos para R$ 2.000. Encerramos no dia 10 de julho, quando batemos a meta. A produção completa do disco irá sair por 4000,00”, comenta Max Medeiros, líder da banda.

Como ocorre geralmente com os financiamentos coletivos a banda ofereceu algumas vantagens para o apoio e tiveram ainda muitas colaborações diretas, sem passar pelo site.

andré BisnetoAndré Bisneto é outro jornalista formado pela UERN. O seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) foi transformado no livro “Eu Preta”, segundo o autor quase “por acaso”: “Quando comecei o projeto, eu buscava pela minha ancestralidade. Queria saber de onde eu vinha, e quem venho antes de mim. Mas no final, o livro ficou maior que isso”.

“Eu, Preta” retrata a história de seis mulheres negras desde o brasil oitocentista até hoje e revela um pouco (e às vezes nenhuma) das mudanças de uma geração para outra. Busca investigar o processo de formação da identidade racial e como esse processo é atravessado pela abandono afetivo.

O processo para a publicação de “Eu Preta” foi iniciado pela companheira de Bisneto, Edja Lemos, que manteve contato com várias editoras.

O autor optou pelo selo editorial Letramento, que tem no seu catálogo nomes como o de Djamila Ribeiro, pesquisadora de temas como o feminismo negro, tema que se assemelha ao trabalho de Bisneto.

Para viabilizar a publicação, o autor e editora fecharam um acordo de venda antecipada direta de pelo menos 100 exemplares exclusivamente pelo site (Grupo Letramento) até o dia 10 de agosto ao preço de R$ 29,90.

Zenóbio Oliveira, é mais reconhecido como profissional competente da cinegrafia norte-rio-grandense do que como poeta. Mas sua paixão pelos versos, inspirados na arte também cultivada pelo seu pai o fez reunir vários poemas enfeixados no livro “Verbo Sertanejo”.

zenóbio

“É um livro de poesias, que conta histórias de pessoas, lugares e sentimentos, além das próprias sensações do poeta. São sonetos, cordéis e outros estilos poéticos”, assim Zenódio retrata sua cria literária.

Sem recursos, a forma encontrada pelo poeta está sendo a venda antecipada direta, ou seja, por intermédio de amigos e com depósitos feitos em sua própria conta bancária.

A previsão de lançamento da obra é para agosto e o poeta estabeleceu uma meta de venda de 100 exemplares ao custo de R$ 30,00 que devem ser entregues na noite de autógrafos. Até o dia 13 de julho, as vendas ainda não haviam deslanchado.

“As vendas estão poucas ainda para o tanto que vou precisar. Elas seguem até o final de julho”, comentou o poeta Zenóbio.

Os dados para os interessados na aquisição antecipada do livro são os seguintes:

Zenóbio Francisco de Sousa Oliveira
Caixa Econômica Federal

Agência – 0560

Operação – 013

Conta poupança – 00068949-9

 

Banco do Brasil

Agência – 3526-2

Conta Poupança – 36.732-X

Variação – 051

 

Após o depósito, o comprovante deve ser enviado para o número: (84) 9.9148-2846.

 

Marcus ViníciusMarcus Vinícius é professor, poeta e contador de histórias. Assim como Zenóbio, também optou pela venda antecipada para conseguir a publicação de sua primeira obra literária. “Era uma vez uma história bem contada’ é composto de três histórias infantis, mas que não têm idade fixa. Pode ser criança se dois, oito ou oitenta anos. Histórias que falam de saudades, afetos, sonhos, esperanças” descreve Marcus.

Ilustrado pela artista plástica Nôra Aires, o livro tem previsão de lançamento para o mês de outubro e as vendas também podem ser feitas diretamente com o autor pelas suas redes sociais ao custo de R$ 50,00.

Com sua meta de 100 livros quase atingida, Marcus avalia como positiva a experiência que prossegue até meados de agosto, sem uma data definida: “No meu caso, teve uma boa aceitação por parte das pessoas que não conhecem meu trabalho. Posso dizer que foi uma venda confortável”, avalia.

Os dados para a aquisição antecipada de “Era uma vez uma história bem contada” são os seguintes:

Marcus Venicius Filgueira de Medeiros

Caixa econômica

Agência: 0560 – Operação: 013

Conta: 00076343-5

Assim como no caso de Zenóbio, após o depósito, o comprador deve enviar comprovante para o número (84) 9.9967-3341 para controle interno dos autores.

Como se vê, as leis de amparo na cultura não têm cumprido o seu papel em níveis nacional, no caso da Rouanet, estadual, a Lei Câmara Cascudo, e mesmo a lei municipal Vingt-un Rosado, que se pretendem a ser facilitadores do fazer cultural no país.

 

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Debate sobre Jornalismo político em tempo de eleições abre I Simpósio de Jornalismo da UERN

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Hoje e amanhã, ocorre o o I Simpósio de Jornalismo da UERN (SIMJOR) organizado por estudantes do 7° período do curso de Comunicação Social, habilitação em Jornalismo, da Uern.

 O evento é uma atividade da disciplina Agência Experimental em Jornalismo, ministrada pelo Prof. Ms. Esdras Marchezan.

O simpósio acontecerá no auditório do curso de Música, no Campus Central da Uern. A entrada é gratuita.

Na abertura do simpósio, no dia 20, às 19h, haverá uma mesa redonda sobre o tema: “Jornalismo político em tempo de eleições”. Para discutir o assunto, participarão da mesa os jornalistas Bruno Barreto, Carlos Santos, Carol Ribeiro e Saulo Vale. A mediação será do Professor Esdras Marchezan.

Amanhã, às 9h, acontecerá a mesa: “A cobertura de crimes pela imprensa: quais os limites?”, que vai contar com a presença dos jornalistas Erisberto Rêgo (TCM), Cézar Alves (Mossoró Hoje), e Fábio Vale (De Fato). A mediação será do Prof. Dr. Ricardo Silveira, chefe do Departamento de Comunicação Social (DECOM).

À tarde ocorrerão oficinas especializadas, ministradas pelo repórter-cinematografico Zenóbio Oliveira (UernTV) e pelo editor de imagens, Felipe Moju (UernTV).

No encerramento, na noite do dia 21, haverá uma mesa-redonda sobre o tema: “O telejornalismo contemporâneo e o desafio da audiência”. Para discutir o assunto, estarão presentes os jornalistas Sara Cardoso (InterTV Costa Branca) e Moisés Albuquerque (TCM). A mediação será do estudante Hélio Filho.

O simpósio é uma ação que busca fomentar espaços de discussão sobre o fazer jornalístico tanto na universidade, quando junto aos profissionais da área que atuam no mercado de trabalho.

Nota do Blog: fico muito honrado com o convite para debater jornalismo político com os alunos. Como egresso da primeira turma formada no Departamento de Comunicação da UERN estar nessa mesa terá um peso simbólico muito grande para mim.

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Curso da Uern sobre o golpe de 2016 ultrapassa 200 inscritos em menos de um dia

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Com as incrições abertas na noite da última sexta-feira, o curso de extensão da Uern “O golpe de 2016: aspectos jurídicos, históricos e midiáticos” superou a meta de 200 inscritos ao meio dia deste sábado. As inscrições continuam abertas, mas com a grande demanda, os organizadores já estudam a possibilidade de uma segunda edição.

“O limite dessa primeira turma é 300 inscritos, levando em conta que como são seis encontros, é possível que algumas pessoas optem por não participar do curso completo”, comentou o professor Esdras Marchezan.

O curso é uma iniciativ de um grupo de professores dos departamentos de Direito, História e Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do link: https://tinyurl.com/yabe4e59

O curso acontecerá no período de 12 de maio a 30 de junho, com encontros aos sábados pela manhã (8h às 12h), no auditório da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FAFIC), no campus Central da Uern. Os participantes terão direito a certificado com carga horária de 24 horas.

O programa do curso está dividido em seis módulos. Nos dois primeiros, ministrados pelos professores Ms. Humberto Fernandes e Ms. Olavo Hammilton, do departamento de Direito, serão discutidos os aspectos jurídicos relacionados ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Nos dois encontros seguintes, os professores Dr. Lindercy Lins e Ms. Leonardo Rolim irão discorrer sobre os aspectos históricos sobre os golpes políticos e militares na América Latina e no Brasil. Nos dois últimos encontros, serão discutidas questões relacionadas à participação da mídia na construção do discurso de apoio ao golpe militar de 64, assim como o endosso da grande mídia à tese de crime no processo do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Os responsáveis por estes módulos serão o professor Ms. Esdras Marchezan e o jornalista e pesquisador, Ms. William Robson Cordeiro.

O curso de extensão está cadastrado na Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da Uern.

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Sobre corda em casa de enforcado

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Por Aécio Cândido

Paulo Mendes Campos, escritor mineiro injustamente pouco lembrado hoje em dia, retorcendo um provérbio português, definia o verbo viver com certa rudeza, mas com muita precisão. Dizia ele: “Viver é falar de corda em casa de enforcado”. É mesmo. E algumas vezes com o corpo do defunto ainda quente na sala.

Eu não pensava tratar, neste espaço, de temas políticos e polêmicos. Por índole e por formação, prefiro assuntos mais amenos. Mas vem a vida e se impõe, lembrando que viver é… isso que já foi dito. Tratemos, pois, de um assunto incômodo: a greve da UERN, que já dura mais de 120 dias.

Antônio Capistrano, que foi reitor, o primeiro da Estadualização, deputado estadual e vice-prefeito de Mossoró, um amante incondicional da UERN, publicou domingo passado, em sua página do Facebook, algumas interrogações em relação à greve.

Para que não me tachem de reacionário sem analisar o que escrevi, começo afirmando que não concebo uma democracia madura sem a existência de sindicatos fortes e sem o direito de greve plenamente respeitado. Se o direito é líquido e certo, o uso dele pode ser questionado. Mas muita gente encara a greve como um dogma, como algo inquestionável; justa, por princípio; oportuna, sempre; única como arma eficaz.  O dogma na politica é tão nefasto quanto na religião.

Há uma ética da greve, como há uma ética da guerra. E, como seres morais, somos obrigados a pensar nela. A guerra é moralmente defensável em algumas situações. Violação do território nacional é uma delas. Em qualquer situação, ela é o recurso último, depois de esgotados todos os canais diplomáticos. A greve também, dado seus custos sociais, é um recurso último. Há gente que a vê como primeiro recurso. E participa dela com indisfarçável alegria. O que dizer de um soldado que vai para a guerra dando pulinhos de contentamento? É um sádico, seu prazer  ématar, tudo o mais é disfarce. A reverência dogmática à greve banalizou-a. O preço da banalização é a falta de eco social: “De muito usada, a faca já não corta”, lembra o verso de Chico Buarque.

A banalização é consequência de uma visão política que conta com muitos adeptos empenhados. A visão é esta: grande desconfiança em relação à democracia representativa e crença apaixonada pelas supostas virtudes da democracia direta. Nesta, a boa justiça é aquela feita diretamente pelos interessados. Infelizmente, essas soluções estão muito mais próximas do fascismo do que comumente supomos. A multidão, convicta de que sua razão é a melhor e a mais justa, é mestra em promover atrocidades.  Desde a libertação de Barrabás.

Mas há pontos mais concretos a serem lembrados. No setor privado, o efeito da greve é direto: ela causa prejuízos financeiros ao patrão. No serviço público, de quem são os prejuízos? Do usuário do serviço, única e exclusivamente; no Brasil, equivale a dizer: dos mais pobres. Só eles dependem dos serviços públicos: do ônibus, do posto de saúde, da escola, da polícia. A classe média, ainda que tirando da goela, tem carro, plano de saúde, escola particular e cada vez mais se protege nos condomínios fechados, para não se abalar em demasia com a falta de segurança geral.  A elite econômica, a elite política e a alta burocracia do Estado vivem em outro mundo, não têm muita ideia de como funciona o andar de baixo. Não é, portanto, atingida por nenhum rebuliço que ocorra nesse nível.

Os políticos, responsáveis pelo bem público, se não são atingidos diretamente, sê-lo-ão (desculpem, saiu sem querer) indiretamente. É o que se pensa. O prejuízo para eles virá na forma de corrosão do capital eleitoral. A população os responsabilizará e os punirá com o desprezo nas urnas.  É questionável. Há muita coisa no longo percurso desse raciocínio que precisa ser levada em conta. A sociedade, como um todo, está cansada de greves. A reação conservadora, atirando para todo lado, é expressão desse cansaço. As alianças, absolutamente necessárias para que a categoria não desapareça no gueto, precisariam ser estabelecidas a partir de outras plataformas. A greve, decididamente, não é uma dessas plataformas. E cá entre nós: um governo com 85% de desaprovação tem o que mais para se desgastar? E certamente não está desgastado pela greve da UERN, está desgastado porque é caótico, descoordenado, inoperante, omisso. Caótico: o governo não sabe quanto gasta com Segurança, não sabe quantos presos existem no sistema carcerário, não tem controle sobre o número de professores que adoecem todo ano, é incapaz de prever quando vai entregar uma obra, etc., etc., etc. (No entanto, a cabeça dessa gente é um desafio para psicólogos e psiquiatras: com todo esse legado, o governador ainda pensa em reeleição. É caso pra internação compulsória).

 Quais os objetivos da greve? A regularização do calendário de pagamento. É possível? Não, não enquanto a conjuntura econômica não mudar. E muito apertadamente enquanto o Legislativo e o Judiciário forem tratados como poderes de um Estado marciano, distante, diferente e indiferente aos outros segmentos, e não como partes de um Estado potiguar.  Há uma crise nas finanças públicas, isso é real. Por quais razões se chegou a ela é outra discussão. Mas há gente que não acredita. Só posso lamentar.

Os custos de uma greve são muito altos. O blog de Carlos Santos calcula em 424 dias sem aula o resultado das 4 greves dos dois últimos governos: Rosalba Ciarlini e Robinson Farias. E o pior é que elas são previsíveis: são 4 em 7 anos. Um jovem que planeje minimamente a sua vida estudantil fugirá da UERN. É o que está acontecendo. Nos últimos 4 anos, tenho encontrado jovens que moram nos Pintos, no terreiro de duas universidades públicas, mas que preferem se deslocar 5 km para frequentar uma universidade particular, com todos os custos financeiros que a opção implica. A razão: lá não tem greve e ele quer terminar logo para poder participar de concursos. É um desejo legítimo, não? A UERN não é mais a única instituição a oferecer os cursos da área de Humanas, como foi durante mais de 30 anos. Os estudantes têm outras opções e fazem uso delas. Não posso afirmar categoricamente que a sobra de vagas no SISU tenha uma relação estreita com esta questão, mas é pelo menos uma variável que merece ser considerada. As lideranças sindicais acham uma relação absurda e não a consideram, nem mesmo como hipótese.

Acho meio cínico o argumento oferecido aos alunos para conquista do apoio às greves: “Nossa greve está dando a vocês a oportunidade de praticar uma lição de cidadania”. Nós deixamos nossos filhos na escola privada, longe dessa lição.

Durante muitas décadas, Detroit foi uma cidade florescente. Era a  capital do automóvel, a maior parte da indústria automobilística americana estava lá. A conjunção de políticos populistas com lideranças sindicais míopes destruiu a cidade. Em 2013 a prefeitura decretou falência. Detroit é  uma sombra do que foi: teve 2 milhões de habitantes nos anos 1950, hoje tem apenas 700 mil.

Uma greve longa e sem rumo não acaba com o governo, mas pode acabar com a Instituição.

*Aécio Cândido é professor da UERN, aposentado, autor de Tempos do Verbo (poesia)Espaço José Texto originalmente publicado no espaço Martins de Vasconcelos/Jornal De Fato
Sábado.10.03.2018

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Izabel Montenegro descarta sede da Câmara em antigo fórum

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A presidente da Câmara Municipal Izabel Montenegro (PMDB) ligou para o reitor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Pedro Fernandes, para informar que descarta a possibilidade de a Câmara Municipal comprar o antigo fórum de Mossoró.

“Não existe essa possibilidade de nós comprarmos um prédio que está sendo usado pela universidade. Eu me formei (em contabilidade) na UERN e jamais tiraria um espaço dela. Na minha gestão isso está descartado. Vamos trabalhar a aquisição de outro imóvel ou a construção de uma sede própria”, explicou.

No antigo fórum funciona o Núcleo de Prática Jurídica da UERN.

A reação de Izabel é motivada por um ofício do vereador Rondinelli Carlos (PMN) que manifestava interesse da casa em comprar o antigo fórum.

Nota do Blog: o vereador Rondinelli se precipitou. Até porque ele não pode tomar uma iniciativa dessas em nome da Câmara Municipal sem a devida consulta ao plenário. Quero crer que faltou experiência ao parlamentar.

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Rogério Marinho destina R$ 700 mil emendas para UERN

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A Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) receberá mais de R$ 700 mil em emendas destinadas pelo deputado federal Rogério Marinho (PSDB). Os recursos poderão ser utilizados pela instituição para a aquisição de novos equipamentos e melhoria da infraestrutura da instituição.

Ao todo, são duas emendas apresentadas pelo parlamentar a favor da UERN. Uma delas no valor de R$ 250 mil, enquanto a outra de R$ 476,22 mil, somando exatamente R$ 726,22 mil. Os recursos foram liberados pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e serão repassados ao Governo do Estado.

Para Rogério Marinho, a “UERN cumpre um importante papel para a sociedade potiguar”. Defensor da educação desde o seu primeiro mandato na Câmara, o deputado destaca o papel da instituição para a capacitação dos potiguares, principalmente no interior do Estado. “Educação é um investimento fundamental para qualquer país e nós jamais desistiremos dessa luta, continuaremos fazendo a nossa parte a favor do ensino no RN”, disse.

Em setembro deste ano, Rogério Marinho já havia se reunido em Mossoró com o reitor da UERN, Pedro Fernandes, e vários diretores da instituição, quando firmou compromisso em apoiar projetos da universidade, por meio de suas emendas parlamentares.

SAÚDE 

Na semana passada, o parlamentar anunciou a liberação de R$ 500 mil para o Hospital da Polícia Militar, em Natal. Os recursos já foram liberados pelo Ministério da Saúde e serão utilizados pela instituição para aquisição de equipamentos e melhoria da infraestrutura.

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